Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Lentamente, o tempo constrói com fios de ouro um reluzente ninho de estrelas em cima dos galhos das horas; onde pequenas estrelas azuis aguardam o cair da noite para voar no negro céu.
Quando o relógio da estação marcar a meia-noite,
resistirá o pinheiro de pedra, mas com seus galhos destroçados.
Antes que a noite chegue...
Venha comigo para um lugar seguro,
Antes que a noite chegue,
Deixe-me dizer que eu te amo,
Antes que a noite chegue,
Ouça os passarinhos a cantar,
Antes que a noite chegue,
O céu não é o limite,
Quando se sabe amar,
O fogo queima, mas não dói,
Quando se pode amar.
O mar não é um mistério,
Quando se tem a quem amar.
Eu estive aqui,
Por toda a minha vida,
Esperando você chegar,
E me libertar dessa solidão,
Foi quando eu vi o azul dos seus olhos,
E vi neles o reflexo do amor,
E também vi minha vida passar por um segundo,
Quando eu toquei seus lábios pela primeira vez,
Então não me deixe aqui sozinha,
Porque o sol já está se pondo,
E eu preciso de você aqui,
Quando a noite chegar,
Eu não quero estar sem você,
Não me obrigue a isso,
Você é tudo o que eu preciso,
Você é o único que pode me salvar,
Então venha,
E me mostre o paraíso,
Antes que a noite chegue...
Ela preferi a noite,
a madrugada reflete seu silencio,
escuridão sua solitude,
as estrelas....ahh...são desejos ocultos
NOITE
Cai a noite no planalto
Vinda de lugar algum
Estrelas lá no alto
O anoitecer no dejejum
De um quarto vazio
Além da janela, a cidade
Brasília, num luzidio
A magia é divindade
Ruas desertas, silêncio vadio
O dia foi embora, majestade
Sentado num canto, já é tardio
Cai a noite na cidade!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Brasília
Às noites entrego tudo aquilo que não me pertence...
Adverso a si, entrelaço-me ao vácuo entre os suspiros...
Tento, enfim, destruir o que me destrói...
Quando, como, onde? Terás fim com meu último suspiro?
Ou carregar-me-ei pelos escuros labirintos de incertezas?
Ocultarei, assim, minha própria existência?
Enfatizarei, assim, somente a dor?
Das chuvas irei carregar-me...
Tempestades e dilúvios a me rodear...
Sempre desejando afogar-me
Naquilo que parte de mim nunca fará...
Pálida Flor
Em águas de outros tempos mergulhei.
E naquele mar de solidão sem fim
Que de improviso me deparei
Com intenso amor em mim.
Por sendas verdes caminhei
E entre eucaliptos e flores me deitei
Para ti, amor, eu me entreguei
Mas em outros braços te encontrei.
A noite escura se fez, de improviso.
Em mim se tornou dor a vida, sem teu riso.
Meu tempo se foi, nada mais tem cor.
Pálida é a flor do amante sem o amor.
A Dependência do Amor...
Dos meus versos
Talvez exista a mais bela história de amor
Que entre dor se transforma em rimas.
Palavras que se juntam em algum momento de ilusão
E a ilusão é o resumo da dor!
Pois o caminho de quem ama...é a solidão?
E entre versos a ''Droga do amor''
Virou bebida? a mistura entre ''drogas e garrafas''?
De quem sabe, a bela ilusão do ''lítio'' ou talvez o doce de um vinho de licor
E a noite faz aquele que acorda no chão aos prantos
E a overdose do amor?
Quem diria, que um dia trocaria..
Minha ''metanfetamina"
Por uma garrafa ,de um talvez, bom uísque
"Às vezes parece que a noite está dentro de mim...
É uma escuridão que parece não ter fim... É como o céu que escurece de repente antes do temporal.
É tempestade de sentimentos, parece que tudo vai desabar com os ventos fortes...Chove em mim lágrimas de desespero inundando meu travesseiro."
___Roseane Rodrigues___
*Barulhos silenciosos*
Noite calada
Dia chuvoso
Um barulho branco de chuva que percorre a madrugada silenciosa
O silêncio é o apaziguar do ser e o gritar da alma
A melodia dançante da chuva é o lamento dos que amam
O pulsar dos relâmpagos que iluminam as nuvens negras são como lâmpadas ineptas
O vento frio rasgando a madrugada como sonância de flauta, cantante, trazendo memórias esquálidas que me torturam
Noite calada
Estardalhaço mental
Noite escura
Mergulhei na noite escura
Senti o medo brotar
Enfrentei a escuridão seguindo em frente
Sob a luz do luar
No brilho das estrelas
Na noite me encantei
Encontrei à um anjo
Em seus braços me entreguei
E na noite escura
Deixei-me embalar
E sonhar .....
E sonhar......
by Shirley Morata.
Eis que o sol já adormece.
E a lua, ainda que singela, exibe sua beleza.
O dia que se foi, a noite que chegou.
As horas se passaram,
E a vida continua com seu lindo espetáculo...
E a lua? E essa lua?
Tão minha, mas de todos nós.
Tão pequena e singular,
Mas amplamente magnífica e esplendorosa.
Essa lua...
O ultimo poema
Perdido, como uma ovelha levada ao matadouro, preferiu o esquecimento.
Não consciente de si, percebera que já alcançara o que pretendia.
Na calada da noite bateram em sua porta.
Quem seria? Quem teria tamanha ousadia de importuna-lo?
Era a solidão pedindo guarida,
e chorava tanto, que ele chorou com ela,
dançou sua música, bebeu de sua taça.
Lágrimas, a cicuta dos pobres.
Todavia ela o abraçou, o embalou.
Fê-lo entregar-se pouco a pouco
ao frio de suas palavras.
Era uma noite comum,
mas a solidão deu-lhe um
fim.
Renda-se ao medo
Entregue-se ao desespero
A noite te chama
No soar da meia-noite
Só os corajosos atendem ao chamado da noite
Pois doce é a tentação
E ela tem muitas formas...
Depois das seis
Lá se vai mais um dia
e ao por do sol, o medo aflinge
a noite é minha inimiga.
Dela não me aprazo;
muitos a aproveitam,
e nela escrevem suas histórias;
baladas, bebidas, amores.
Mas na vida, nem tudo são flores.
Ela pra mim tem outro sentido,
as forças não têm subsistido
aos pensamentos que me consomem,
segundos viram horas,
o sono tranforma-se em um pesadelo acordado;
as vezes penso tudo isso ser uma inverdade,
que todas noites tragam consigo,
crises intensas de ansiedade.
Pessoas almejam crescer, trabalhar, construir;
A magnitude do sonhar humano é inefável,
não cansam de idealizar,
mas nem o maior desses desejo é comparável
ao meu anseio pelo sol raiar.
Momentos de uma noite agitada, ou não... Onde musicas mal cantadas se tornam risadas e o papo cabeça nada mais é que uma brisa, aí é que vem a diversão..
No chão de terra, na noite, no calor do fogo, cada olhar uma tradução, e eu só consigo enxergar o céu, estrelado, com a lua e nossa imensidão...
Nem sempre nossa mente está no mesmo lugar que o corpo, ainda bem... viajo tanto sem sair de onde estou, e nem me dou conta de quando quero voltar.. aliás, eu não quero voltar, onde o céu estiver acompanhado da lua, será o meu lugar.
O simples sempre será mais, taí a explicação do porquê muita coisa hoje tanto faz.
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