Eu sou uma Pessoa Timida
"O QUE EU POSSO DIZER atrás das grades, trancado e privado de minha liberdade.
Em uma cela fechada cheia de mofo."
Um dia eu olhei para o céu e tive a impressão que uma estrelinha piscou para mim. Não foi impressão não, ela piscou. E no mesmo instante meu coração brilhou - deve ser algum efeito estrelar ou algo assim - mas alguma coisa despertou em mim.
E a partir daquele momento meu dia nunca mais foi completo se eu não ficasse por alguns momentos que fosse, contemplando a estrelinha. Nos dias nublados ou chuvosos eu tinha de consolo, as memórias, lembrava e no meu rosto o sorriso aparecia. Se tão longe ela está, no meu coração sempre estará bem próximo, tão pertinho que esquenta meu peito. Minha estrela querida, minha estrela amada.
Daí fico pensando: - Será que ela me vê? - Então meu coração brilha (no meu pensamento é claro) e eu tenho certeza, lá de longe, bem longe, quase no infinito, ela me vê e até me ouve e deve dar risadas quando eu falo que vou construir um foguete, apontar para o universo e alcançá-la. Não é promessa, é sonho. E sonhos, com coragem a gente realiza. Só fico pensando se ela vai gostar de mim e do meu traje espacial...
Você estaria interessada em uma amizade onde eu estivesse secretamente ansiando por você o tempo todo?
Eu nunca fui eu mesma
Não sei o porquê, mas atualmente sinto que cada vez mais eu me torno uma escrava da minha própria mente como se não pudesse controlar o que penso e o que sinto, como se eu não fosse eu mesma, mas só uma coletiva de pensamentos e consciência, como se não houvesse um eu. Descartes dizia “penso logo existo” e talvez ele esteja certo ao afirmar que a dúvida é o fator que prova nossa existência, mas talvez a dúvida seja a nossa existência em si, sei que não faz muito sentido, e considerando que estou escrevendo por puro impulso, provavelmente não faz mesmo.
Eu não gosto de pensar no meu futuro, eu gosto de pensar no futuro de uma Íris diferente, uma Íris bem sucedida e que se sacrifica, e não importa o quanto eu tente eu não chego aos pés dessa Íris do futuro. Atualmente eu me sinto como minha própria sombra, me sinto presa um ideal que eu mesma criei, sinto que nunca vou alcançar as expectativas que os outros tem de mim, eu perdi a esperança nisso tudo, eu estou vivendo simplesmente por viver, sem nenhuma motivação ou sem nenhum motivo em particular.
Eu gosto de como a saudade nos encanta. Pensem, se foi bom, dá saudades, se foi ruim, há uma certa saudade também, e, se não aconteceu, deixa uma saudade do que poderia ter sido. O que somos nós senão seres cheios de saudades?
Que pena, não foi dessa vez. Eu resolvi te dar uma segunda chance, mas você só me provou que eu não deveria ter dado nem a primeira. Mas a vida ensina, e agora eu aprendi a lição.
Sua voz: Outro "lugar" aonde encontro uma paz absurda!!! Não faz ideia o quanto eu amo te escutar falando qualquer coisa. Sua voz é meiga, delicada, muito suave e também é muito interpretativa. Como seus olhos, eu consigo entender um pouco de seus sentimentos no momento que você fala, pra mim é aonde eu mais consigo te entender, tanto como com o que você quer falar quanto o sentimento que você está tentando passar, mesmo que inconscientemente você faz isso, mas é algo que eu realmente amo em você! É um dos seus detalhes mais belos!!!
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Uma vida tosca
Chapada e fosca
Sem sentido
A pedido, repedido
na aniquilação da essência
Que me solapa a digna existência
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Quero ser livre dos padrões
Das grandes e antigas paixões
Porque viver preso
Viver teso
Nesta louca rigidez
Me impede, me tortura, me rouba a fluidez
Eu não tenho medo de viver a morte,
Eu tenho medo de viver na morte
A morte de tudo, do sentido
Do vivido
Do extraordinário
Do que me é primário
Temível é este muro, tão duro
este lugar do silêncio escuro
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Que me apaga me judia
Me gira, me rodopia
Em um circular de padrões
Eterna armadura de tensões
“Faz o que te mandaram”
E eu segui o que me ensinaram
“Vai vai” me diziam
Aqueles que não sabiam
E hoje, meu amigo,
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte.
Lilian Scortegagna
eu estava caminhando ,quando vi uma caverna ,
fui ate a boca dela e gritei:
- TE AMO
te amo
te amo
e o eco repetiu:
-TE AMO
te amo
te amo
e eu ingenua acreditei ...
FÉ.
Fé em Deus e oração
traz amor e faz o bem
se eu tenho uma porção
divido com quem não tem
porque a sua proteção
será a minha também.
Então você chegou e eu comecei a sentir novamente. Comecei a pensar que havia uma razão pela qual sobrevivi, que você era minha razão. Mas nada é tão simples, não é?
12.04.20
Ela agia de uma forma diferente cada vez que eu a via, e eu sabia que ali estremecia um corpo atordoado pelo amor. Nem precisava ser pelo meu, era só um corpo que já desfibrilou tantas vezes por conta do amor que tem marcas profundas. Mas nem todos conseguem ver. Ela escreve e rasga, depois mastiga e engole a seco, e eu morro. Morro de tudo, morro de medo, morro de saudade, morro de dor de pensar que aquele coração deseja habitar dentro do meu, que já não é um bom lar há tempos. As janelas foram quebradas, no chão há buracos que parecem irreparáveis, nas paredes há tantas marcas de luta que viver ali seria perigoso e talvez até doloroso. Quem estaria disposto a cometer tamanha insanidade por um emaranhado de sentimentos que vive se perguntando onde foi que escreveu de forma errada essa história cheia de poréns? Ela sabia de tudo, e eu sabia de nada. Ela ouvia cada palavra que eu dizia e mastigava e engolia novamente. Ela absorvia, e meu mundo tão estranho e chato virou palco de histórias que ela já conhecia bem e gostava. Nem eu entendi o porquê ela estava ali. E pra dizer a verdade eu não entendia mais nada... As dúvidas eram degraus que quanto mais eu subia mais eu questionava o porquê das dores cotidianas me afetarem tanto. E assim como ela eu também era um corpo atordoado pelo amor, vai ver que no meio disso há uma conexão desconexa de reflexos quebrados que se encaixam e a gente vagueia buscando os cacos que nos encaixem. Eu não esperava nada, e ela esperava tudo. E tudo que eu tinha era uma história mal contada de alguém que um dia foi amor da cabeça aos pés e hoje procura ele por aí.
Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas.
Na solitude é que se percebe a vantagem da convivência com o eu abscôndito em que a solicitude é uma dádiva do autoconhecimento.
