Eu sou uma Pessoa Timida
Na verdade, eu não sou mais que ninguém, nem muito menos também. Sou do tamanho exato de todo bem que pude fazer e fiz, e busco com meu espirito livre, transmutar as desigualdades, colorir a vida e ser feliz.
E é claro que eu erro, caio, falho, peco e minto, sou humano, e ainda que eu quisesse, não sei ser perfeito. Mas eu gosto do feito, do carinho, da compaixão. Sinto saudade, amo, desamo, corro atras, e de repente faço falta. Meu vazio é de incompletude, de existência ausente, de alguém de perto por perto, aqui dentro talvez.
Fiz de mim um poço, tão profundo tao feito, mas sei la, sou assim, se gosto, gosto, se amo, amo, não sei ser metade, pouco e pior, me incomodo em ser nada. Não ha espaço que eu não me caiba, mas o pouco é apertado demais para mim, faço de mim gigante, gigante amor, gigante.
Se estou, estou, se me fui, me esqueça, não sou de voltar, por isso, nunca jamais em hipótese alguma, me deixe partir, por que como um grão de areia, eu também me esvaio, e sem pesar me perco no deserto, e o longe fica também perto.
Minha máscara não sou eu, é apenas um reflexo seu.
Muitos calam para observar e com instinto de sobrevivente novos caminhos silenciosos trilhar.
No ultimo semestre já parti meu coração uns dez anos. Mas quem sou eu pra duvidar do que em mim habita? Amar requer muita coragem.
Eu sou todo poesia. Você meias palavras.
No silencio do olhar estão teus versos, que me inspiro. E dão sentido pra todas as serenatas.
Eu sei quem eu sou, eu quero viver em paz, fazer escolhas melhores pra minha vida, não vou aceitar o mínimo pra mim mas nunca vou olhar para o máximo de ninguém, vou cultivar todos os dias os hábitos dos cuidados do amor, seja por uma joaninha seja por um beija-flor, vou sempre amar sem ver a quem, pois coração dos outros a todos pertencem também.
Eu sou o complexo da existência que seus olhos podem ver, e você só vê a poeira do meu rastro, precisamente porque eu sou o hidroavião, o raio e o trovão que nivelou exclusivamente sobre o rio primitivo onde você é meu suave espelho trêmulo.
Eu posso ser tudo o que seu pensamento e visão podem ver, mas eu sou mais do que seu coração pode sentir.
Não sou nada quando sou tudo
E eu sou tudo quando não sou nada
E embora eu faça tudo, não exijo nada.
Eu sou o completo estranho em minha loucura, querendo fingir ser normal. Mas quem é normal em sua completa loucura?
Minha existência, independe da sua permanência.
Sou eu mesma!
Cheia de defeitos imperfeitos.
Sou eu mesma!
De cara limpa, lavada.
Sou eu mesma!
Entre meus devaneios,
Entre minhas escolhas,
Entre meus desejos,
É entre mim e ti.
E mesmo assim,
Sou eu mesma!
Não conseguirei manter-me vivo
sem: Amor e Liberdade; eu sou
dependente desses bens
Especiais. Não adianta ter sangue
e oxigênio, pois a vida é bem
mais que a necessidade da
matéria.
Como acordar e não te querer?
Como é possível não querer te ter?
Tudo que sou eu te entrego com paixão.
Para sempre eu te ofertarei meu coração.
Como não admirar-te?
Como é possível não contemplar-te?
Todas as maravilhas estão em tuas mãos.
Quero sempre a Ti expressar minha Oração.
Como é bom sentir que não é em vão;
Como não perceber que Tu és Bom?!
O meu entanto, no tempo, a fundo.
Nem por um segundo deixei de Amar;
Eu sou só isso. É o que mais tenho,
talvez a alguém: seja nada.
De um profundo encanto, me contento,
entendo que o Amor é minha Escolha.
Momento de paz para quem sabe Amar.
Eu sou só isso. É o que mais tenho,
talvez a alguém: seja nada.
Mesmo que eu a ame
Tu não me mereces mais.
Pois de tanto alterar-me em teu favor,
eu já não sou igual ao qual lhe admirava.
Sobre você
Eu queria escrever sobre você
Já me disseram que não sou boa com as palavras
Talvez seja a minha ironia que desmantela a minha escrita
Escrever sobre você é demasiado complexo
É como arrancar da cartola um coelho
zombar e criar ilusões com o nada
Com essa mágica, a mim, devem respeito
Descrever as partes físicas, as mãos pequenas
nariz pontiagudo, corpo roliço
andar da preguiça
algum encanto sempre fica
As palavras que sussurradas, saídas dos finos lábios
têm leve doçura, mesmo embaladas pela língua ferina
Os olhos não se fixam, sempre olhando de menesgueio
com certo galanteio
buscando solicitude de alguém por perto
não do meio
Em você todo o brilho do físico se perde
perante o seu interior, a civilidade, o zelo
O carisma como se doa e comunga socialmente
amparando, franqueando os necessitados
sem "cobiçar", como se estivesse em Calcutá
voluntário do bem com posses alheias
Um perfeito filho, sonho de toda mãe, homem com "H"
garanhão de pasto
Com as noras, não deixa água aos sedentos, faltar
Relutante às datas comemorativas
mas não falta pro jantar.
