Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Sou feliz com o pouco que tenho
E se um dia não tiver nada
Saberei entender que o pouco
Que tive servil para me fazer entender
Que o pouco se faz muito
Quando o muito se faz nada.
Suplico aos senhores que, em suas cartas, falem de mim como sou. Que nada fique atenuado, mas que se esclareça também que em nada houve dolo. Os senhores devem mencionar este que amou demais, com sabedoria de menos; este que não deixava-se levar por sentimentos de ciúme, mas que por artimanhas alheias, chegou aos extremos de uma mente desnorteada; este cuja mão, como faz o índio mais abjeto, jogou fora uma pérola mais preciosa que toda sua tribo, este que, de olhos baixos, apesar de não ser de seu feitio mostrar-se comovido, agora derrama lágrimas de maneira pródiga, como as árvores das Arábias derramam sua goma medicinal... Ponham isso no papel.
(Otelo)
Hoje estava em pensando em mim,
descobri que sou egoista,
orgulhoso que sou ambicioso, mas
também descobri que sou humilde,
que sou justo algumas vezes, Que
sei reconhecer os meus fracassos
e os fortes do outros; hoje
descobri que sou humano e que
nenhum humano é perfeito.
Sou feito árvore:
se um lenhador me fere,
me retraio,
protejo minhas raízes,
me curo por dentro
para que na próxima
Primavera eu possa,
de novo,
flor e ser.
Não sou perfeito, mas meu coração é sincero, não posso fazer nada por você, mas Deus tudo pode, não quero força, mas quero sabedoria para passar pelos obstáculos, não sou orgulhoso para dizer: "nunca precisarei de você", mas sou humilde para te perguntar, podes me ajudar?
Não sou diferente de ninguém, sou uma pessoa igual a todos, com defeitos, e sujeito a falhas, que apenas vive a vida tentando agradar a Deus e não ao mundo!
ROLHAS
Sou como sou.
Fruto de minhas escolhas.
Dos porquês
que para mim são rolhas.
Finalizam os assuntos
inacabados assim
as levamos guardadas
nos apoiamos nelas
para novas escolhas.
Outra nova rolha.
No final mal sabemos
Porque é que escolhemos
O quedoíe porque é quedoí
o que tanto nosdoí.
Em sermos
Umamontoadode garrafas
Fechadas com rolhas
de histórias inacabadas.
Sou cético, mórbido e frio.Sou a inconstância em pessoa, quem ontem me conheceu, hoje me desconhece. Sou tipicamente atípico. Seriamente irônico!
"Agora sou velha ,magra e escura como a noite...Escuro que não vem da raça, mas da tristeza. Mas tudo isso que importa, cada qual tem tristezas que são maiores que a humanidade”.
(in "A Varanda do Frangipani “
Sei que fazer o inconexo aclara as loucuras. Sou formado em desencontros. A sensatez me absurda. Os delírios verbais me terapeutam.
Apenas me desculpe,
se já não sou seu motivo de um sorriso, apenas me desculpe se já não lhe completo,
apenas guarde a lembrança de quando lhe fazia sorrir,
ao menos guarde a lembrança de quando completava aquele pouquinho que faltava do seu dia.
"A quem quero enganar!?
Sou um lobisomem!
Nasci de um ventre verdadeiro, mas fui incumbido de viver uma vida que nunca foi minha, nasceu assim em mim outra vida, uma que não é a minha, mas estou vivendo dias que jamais imaginaria se fossem contadas por outra pessoa...
Vi meu amigo intimo estraçalhar vidas, algumas mundanas e vis, outras inocentes e perdidas e animais sem nenhum caráter para questionar. Vi ser amaldiçoado e o vi ser abençoado, vi demônios e vi anjos.
Meu ser se perdeu e se encontrou, se modificou e voltou a ser o que era antes, mas é a primeira vez que o vejo mais perdido de que quando foi criado. Nunca o havia visto acuado por motivo nenhum.
E agora nesse momento me vejo, mais forte e no controle do que ele já foi muitas vezes...
Vivi perdendo a cabeça por muitas paixão não resolvidas, já me acostumei a me recuperar de cada uma delas, mas confesso que desta não estou bem certo, e sinto mais dor ainda, porque sinto as dele dentro de mim e aprendi que as bestas também perdem a cabeça e o sentido de viver por alguém de quem se gosta!!"
sou como árvore quase morta que se agarra à vida e continua de pé, quando já a morte anda agarrada a mim.
Sou do tempo...
Que se beijava as mãos dos pais,
Avós, madrinha e padrinho pedindo a benção.
Sou do tempo...
Que tarefa dada era tarefa cumprida.
Sou do tempo...
Que acordava cedo para ir a igreja rezar.
Sou do tempo...
Que o lar era o local respeitoso e harmonioso.
Sou do tempo...
Que se rezava na ceia.
Sou do tempo...
Que se respeitava uma mesa farta,
Onde não existiam sobras, porque a comida era sagrada,
(a dedicação da mãe em prepará-la; não se podia jogar o amor fora e nem chamar de restos o alimento).
Sou do tempo...
Que se respeitava o ser humano, os idosos acima de tudo, que chamávamos de pessoas mais experientes.
Sou do tempo...
Das travessuras, das surras; isso não deixa ninguém revoltado, simplesmente era punido e pedia perdão.
Hoje o tempo meu ultrapassou e nem sei mais quem sou!
Não sei bem alegrar as pessoas. Na maioria das vezes, as deixo mais tristes ainda. Ora,pois, não sou um palhaço para ter boas piadas e nem a vida é um circo repleta de ilusões mágicas e engraçadas, para lhe roubar seu dinheiro.
Todos sabem que sou professor de arte marcial, mas poucos compreendem que palavras ditas de coração para coração transcende o poder da luta.
QUEM ME QUISER
Quem me quiser amar
Que me aceite como sou
Fechado num mistério
Triste, frio e sério
Sem saber aonde vou!
Quem me quiser sentir
Que me sinta sem pensar
Quanto valho ou quanto sou
Pois a vida não medrou
No jardim do meu olhar!
Quem me quiser negar
Pois que o faça e faça já
Minha vida é diferente
Não sou igual à outra gente
Já não quero, já nem dá!
Quem me quiser esquecer
É um favor que me faz
Uma alegria que me dá
Ir-se embora que vá já
E me deixe SER em paz!
