Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Nasceu uma pura, linda e sincera amizade. Eu gosto muito da sua presença na minha vida, como uma amiga maravilhosa e presente nos meus momentos.
Obrigada por você existir. Eu vou pedir a Deus hoje e sempre que ilumine os seus caminhos, que você seja feliz em tudo o que faça. Que Ele te dê mais 100 anos de vida feliz.
Feliz aniversário, amiga. Te amo.
Gostaria de ter atrás de mim uma voz que dissesse: «É preciso continuar, eu não posso continuar, é preciso continuar, é preciso pronunciar palavras enquanto as há, é preciso dizê-las até que elas me encontrem.»
Carta aos meus doces filhos
Quando eu já for velhinha
Eu não serei uma velhinha comum
Vocês já sabem, afinal não gosto
muito de ficar quieta ou de fazer tricô
Porque nunca tive paciência para tricotar
Quando eu já for velhinha
Não quero que se preocupem comigo
Não se sintam na obrigação
de visitar-me aos fins de semana
Façam isso quando sentirem realmente vontade
de me ver, saudades do meu abraço,
do meu carinho, do meu beijo.
Ou ainda quando sentirem
saudades da minha comidinha.
Eu estarei na companhia do vosso
querido pai, o amor da minha vida.
Vocês sabem que os meus olhos olham
para vocês com muito orgulho
Quando eu já for velhinha
Quero ficar na minha casa mesmo
Que seja velha como eu
Vocês sabem que eu valorizo
E amo a minha liberdade
Quero que vocês me olhem e sintam orgulho
Mas me deixem viver como eu quero
Conforme a minha vontade
Não pensem que sou egoísta.
Meus filhos, perdoem-me
Se alguma vez eu falhei com vocês
Eu amei-vos e tentei amar-vos
Da melhor maneira que eu soube
Quando eu já for velhinha
Quero muitos netos para mimá-los muito
Não me critiquem se eu exagerar nos carinhos
Afinal, vocês tiveram, muitos mimos, carinhos
Abraços... como eu vos amo, meus amores
Quando eu já for velhinha
Não sintam pena de mim quando estiver fraca.
Sem forças, não se sintam responsáveis por mim.
Eu vivi como eu quis.
Meus queridos e amados
filhos da minha alma, sangue do meu sangue,
do meu coração.
Meus amores, vivam as vossas vidas com amor.
Respeitem os outros, trilhem os vossos caminhos
As vossas estradas, amem, trabalhem
Tenham êxito, sejam corajosos
Sonhem muito e alto
Acreditem sempre em vocês
E sejam muito felizes
Meus amados filhos, meus grandes amores.
Encontrei o meu príncipe, sem o cavalo branco, eu sei. Mas com um sorriso doce, e uma voz sincera que me faz suspirar e perder o ar devagar.
Uma carta sem segredos
Tenho diante de mim o pulsar sereno de convicções adquiridas. Pudera eu comunicá-las com a mesma serenidade com que pulsam.
Sinto-me no direito de poder dizer. Tens o direito de não considerá-las.
Acredito que viver o conflito consiste em ter nas mãos metade da mudança. Eu sei que mudança de comportamento não se quantifica, mas percebe-se pelo instaurar sereno da paz em nós. É isso que queremos, é isso o que buscamos.
O que importa não fugir, e assumir o autoconhecimento como investimento necessário, afinal tu serás o companheiro que terás de aturar a vida toda. O que és, o que podes, o que não podes e o que deves serão a pauta na qual a vida se inscreverá. Os sonhos e as realidades deverão ser desvendados e, aos poucos, terás de possuir a síntese das duas instâncias. Sonhar sempre, mas o sonho possível, aquele que se percebe brotar da realidade, existencial pousada sobre as mãos.
O que tens hoje nas mãos? O que te é possível? Certamente é o que precisas para a luta que hoje tens de travar. Penso que a ansiedade que existe em ti tem sua raiz no discurso da falta. Buscas o preenchimento de um mundo de ausências que se estabeleceu ao longo de tua vida. Por vezes são ausências rasas, facilmente preenchidas. Uma canção, um encontro com os amigos, mas por vezes elasse configuram e assumem forma de abismo e, nesse momento, não há metáfora alguma que as possa preencher. Aí nasce a saturação. Nada basta, nada explica, nada fala e nada o satisfaz.
Acredito muito no que podes, mas também acredito no que não podes. Uma realidade não anula a outra; apenas traça o perfil de tua verdade, mostra o que és.
Sei o quanto te custa conviver com isso, afinal viveste muito tempo sob o peso da exigência e da cruel comparação aos outros. E por mais verdadeiro que seja o amor que te dedicaram, no fundo, lá onde pulsa a tua solidão ônica, esse amor nunca bastou. Daí nasce a falta, a ausência e a necessidade do discurso metafórico que tanto utilizas.
Metáfora é o requinte com que vestimos a realidade. Ela é o disfarce do real, mostrado, expulso, mas sem revelar. É a luta para que o simples seja maquiado e não seja revelado em seu despojamento. Com a metáfora, nós tentamos nos livrar do desconserto da nudez.
Não há nenhum problema em revestir a vida de metáforas. São elas que nos salvam da mesmice, que dão cor aos nossos dias. Sem elas, a realidade nos esmagaria com seus fardos. Mas há que se cuidar de um detalhe. Não é justo tornar a vida uma metáfora.
Por isso, não temas o momento do despojamento. Compreenderás, com ele, que a vida é só o que temos. Só ela realmente importa. Mesmo porque sem ela nada será possível. Todos os outros desdobramentos se darão se a vida ainda estiver em nós. Crava os olhos na tua pequenez e descubra o quanto ela é grandiosa. És muito mesmo no pouco. O espírito de onipotência não nos faz melhores, apenas mais pesados. Ele nos conduz a um capo de possibilidades e depois nos abandona!
Identificas-te com o “menino abandonado” e por isso pedes o amor de domínio. Inconscientemente te entregas ao domínio dos afetos. Tens necessidade do aconchego e da segurança de outra vontade. Não precisa ser assim. Resguardar a liberdade, ainda que amarrado pelo amor, é um direito a que nunca podemos renunciar.
Aqui mora o conflito do amor possessivo. As pessoas nos tratam de acordo com o que autorizamos. Se inconscientemente pedes o domínio, ele se dará. Mas sei que estás incomodado com as amarras afetivas em que te encontras. Vives o fastio da dependência. Que bom. A saturação pode ser a porta por onde nos chegam grandes mudanças. A crise sempre resguarda a possibilidade de uma grande conquista. O caminho da mudança está diante de ti. Terás primeiramente de proclamar tua liberdade, para que alguém te ame sem te aprisionar.
Essa proclamação não é grito que se aprende da noite para o dia, mas cedo ou tarde terá de começar. Não poderás fugira vida toda. É uma questão de sobrevivência. Aquilo de que foges hoje, amanhã terás de temer ainda mais. Quanto mais adiares a luta, tanto mais frágil te sentirás!
A comunhão que o coração de Deus nos inspira torna-nos participantes de outras histórias. Não estamos sós. Em algum lugar, um coração sofre semelhante angústia. E busca e deseja o aprimoramento do modo de ser e estar no mundo.
Sei que queres o aprimoramento do teu ser. Primeiros passos já foram dados. Hoje és mais livre do que foste ontem, afinal o querer é a primeira configuração do realizar. Ele é essência do ato de ser livre, e por meio dele nos inserimos na dinâmica da vida. Quem não alimenta o seu querer, mesmo que ainda respire, pode se considerar morto.
Mais vivo do que nunca vou ficando por aqui. Desculpe-me ter invadido a tua casa. Não sei se cheguei em boa hora!
Desconsidera tudo o que julgar desnecessário. Falar sozinho é sempre um risco, afinal as intervenções alteram e purificam os pontos de vista e as compreensões.
Tens agora em tuas mãos um discurso ou uma pregação – como diria um outro amigo meu –, mas eu te asseguro que é um prosear bem-intencionado, fruto de um coração irmão que no silêncio da prece luta contigo!
Eu quero você, e a ideia de que outra pessoa possa possuir você é como uma faca perfurando minha alma negra.
Me desculpa, mas de alguma forma eu achei que precisava te dar uma explicação, eu fui embora da sua vida e você já deve ter percebido (espero que sim). Escrevi para te dizer que o amor que um dia eu senti, fez as malas, pegou uma carona até a estação e entrou no primeiro ônibus que viu pela frente, sem sequer ler o destino. O amor foi embora, eu meio que mandei ele ir, a gente brigava sempre e a convivência já não estava fácil, mas não posso mentir que me doeu, eu até sai na porta, o vi pegar uma carona e desaparecer no horizonte. É isso. O amor acabou. No dia em que ele foi embora, eu acordei mais cedo, troquei as cortinas e os tapetes, pra disfarçar todo o estrago que ele tinha feito, coloquei uma musica calma para tocar, comecei a ler um ou dois livros, adotei um cachorrinho abandonado, voltei a ver desenhos e tomar sorvete. No dia em que ele foi embora, nem doeu tanto, a vida não estava fácil junto dele, eu cantava mais sozinho que cantor solo uma musica pra dois, as brigas eram inevitáveis, a gente sempre quebrava muita coisa e num dia desses eu acabei por me quebrar também, mais ele se foi e agora canto sozinho e sem plateia, em cacos espalhados pelo chão do quarto. No dia em que ele foi embora, agradeci a Deus pela paz, alguns minutos depois culpei o senhor por tanta solidão, era ruim com ele e é pior sem ele agora, decidi guardar as fotos numa caixa em cima do guarda-roupa e quis me guardar junto delas naquela caixa para ver se voltava naquele tempo, o amor foi embora e levou tudo o que tinha, levou parte de mim também. Sempre sobra comida, com ele aprendi a cozinhar pra dois e agora sobra arroz, feijão, beijos, abraços e lagrimas. No dia em que ele foi embora, fiquei sem saber o que fazer, o tempo não passava ou quem sabe o dia dobrou de tempo, e mesmo sabendo toda a dor que ele causava eu o quis de volta, os socos na boca do estomago e os nós na garganta e os cortes na alma nem doíam tanto, dói mais essa solidão que ficou depois que ele foi embora, a TV perdeu a imagem e o som, a agenda de contatos estava cheia de nomes e vazia de corações amigos, a internet caiu e ar ficou emperrado no mínimo ou talvez fosse toda a minha frieza se manifestando. No dia em que ele foi embora, eu aprendi a dor de desejar que não fosse mais do que um pesadelo, pobrezinho, amarrou uma trouxinha nas costas e seguiu sem olhar pra trás, talvez quisesse evitar meus olhos cheios de água que pediam perdão, minha boca num sorriso forçado que por dentro era ilusão, minhas pernas bambas que me impediam de dar um passo sequer para mudar alguma coisa, o amor não olhou pra trás, ainda bem, ele tinha o dom de me ver por dentro e naquele momento eu era ruína, poesia sem rima, canção sem som, eu era fim e ele era a continuação, a minha reticencias que foi embora e me deixou em ponto final. No dia em que ele foi embora, todo o tesouro do mundo seria dado em troca para que ele voltasse, mais eu não tenho muito, só umas moedas no bolso e muito vazio no coração, o mais triste de tudo talvez seja isso, o amor foi embora e não deixou lembranças. Alguém, não me lembro quem, disse que o viu embarcar em um ônibus diferente, daqueles que não levam gente e não tem destino final. Se um dia você o ver, perambulando por ai, me faça um favor. Diga que o quero de volta, porque o amor foi embora mais eu ainda o amo muito.
#ORIXÁS
Em uma casa branca...
De telhados cinzentos...
Grande portão de madeira...
Eu me vi ali dentro...
Uma bandeira alva...
Bem no alto tremulava...
Silêncio respeitoso...
De yawôs que ali estavam...
Sobre a esteira - eni...
Um ancião sentado ali...
Sagrados objetos de Opon-Ifá...
Pude bem observar...
O jogo estava pronto...
Era hora de Orumilá falar...
Tinha já hora marcada...
Muito queria saber...
Tantas perguntas...
Para o babalawô responder...
Abanou-se com o irum-kerê...
E os okins foram jogados...
E maravilhado...
Pude ver...
Ifá começou a falar...
Odu manifestou...
Traçado singelo escrito...
Cheios de significados...
Se revelou...
Agora já era sabido...
Qual destino era meu...
O que eu tinha a fazer...
Que atitudes a tomar...
Me banhei de ervas frescas..
Alecrim e mangericão...
Arruda, guiné...
Erva tostão...
Então comecei...
Com minha grande jornada...
Em grande encruzilhada aberta...
Com farofa e aguardente...
Exu invoquei...
Pedi licença e segui adiante...
Para trás não mais olhei...
Seguindo caminhada...
Pela longa estrada...
Ogum gritei...
Que me desse bons caminhos...
Em minha jornada...
Se eu tivesse inimigos...
Que a vitória me fosse dada...
Na beira da mata...
Odé estava lá...
Se eu quisesse a fartura...
Ele poderia me dar...
Me aconselhou a ter persistência...
"- Tudo tem que ter paciência...
- Um bom caçador - avisou...
- Tem que ter prudência..."
Moedas e fumo de rolo...
Com Aroni pude barganhar...
Somente assim...
Ossãe poderia me ajudar...
A fronte no chão bati...
Paó ecoou...
A terra tremeu...
Na rachadura...
Omulu apareceu...
Em meus braços e tornozelos...
Amarrou palha da costa...
Força me seria dada...
Eu venceria...
Não conheceria a dor da derrota...
Também eu teria...
Saúde e paz...
Me prometeu o senhor da terra...
Que não me abandonaria jamais...
Então ao meu encontro veio...
Um poderoso rei...
De cabelos trançados...
Todo garboso...
Do trovão o poder...
Tamanha foi a visão...
Diante de sua autoridade...
Me prostei...
Sua voz poderosa...
Grande e forte brado...
Empunhando dois oxês...
Dois machados...
Usando esplêndida coroa...
Tirou de sua cabeça...
Colocando em minha mão...
Justiça sendo feita...
Com toda precisão...
Era Xangô...
Que ordenou a Oiá...
A todos os maus eguns...
Afastar...
Forte vento soprou...
Levantando muita poeira...
O céu relampejou...
De imensa beleza...
Iansã os chifres de búfalo me deu...
Toda vez que eu precisasse...
Era só por ela chamar...
"- Filho...Agora você também é meu..."
Me levou na cachoeira...
Onde a mãe do ouro se banhava...
Tão linda me encantou...
Oxum também me presenteou...
Pequeno seixo branco...
Tirada de seu adê...
" -Leve contigo esse seixo...
- Em hora certa saberá o que fazer..."
Mãe me alimentou...
Com a caça de Logun Edé...
Matou minha sede...
Me deixando ali ficar...
"- Durante o tempo que você quiser..."
Porém, não era essa minha intenção...
Por mais assim quisesse eu...
Carinhosamente me indicou...
Segui o rio abaixo...
Que era seu...
Ondes as águas eram mais bravas...
Obá eu encontrei....
Valorosa guerreira...
Disposta a me guiar...
Me levou para a lagoa de Ewá...
Em lago plácido entrei...
Para a menina deusa encontrar...
Com Oxumarê a donzela brincava...
Junto às águas sagradas...
Da lagoa encantada...
Flores rosas eu ganhei...
E a grande dã ofereceu...
Comigo cruzar o firmamento...
Às águas de Iemanjá...
Poderia me guiar..
A grande mãe já me esperava...
Em seu palácio submerso...
Feito de corais...
Montanhas de ouro...
Navios naufragados...
Eram seu tesouro...
Me mostrou todo o okum...
Nosso berço ancestral...
Aonde ela aprisionava...
Todo e qualquer mal...
Em barco de espuma naveguei...
Ao encontro da nossa origem...
Junto a mim...
Levando os presentes que ganhei...
Seria bem recebido pela grande senhora...
Dona da fatídica hora...
Conheceria a grande Nanã Buruquê...
Anciã de grande respeito...
Morava em casa de barro e estuque...
Já estava assim tão perto...
De tudo esclarecer...
A mais idosa...
Senhora do mistério...
Carinhosamente me recebeu...
Me indicando o caminho...
Antes me aconselhou...
Às Iamins não ignorar...
Sem a precisão delas...
Ninguém poderia me auxiliar...
Oxumarê que ainda...
Junto a mim estava...
Me guiou pela terra...
Das grandes águas paradas...
Então chegando ao cume...
De uma grande montanha...
Estava ali quem eu tanto procurava...
Dando fim a minha campanha...
Ajalá...
O grande orixá...
Moldador de todo ori...
A quem eu deveria...
Que de Oxum ganhei...
Entregar o okutá...
Olodumare então sorriu...
Olorum ficou em festa...
Todo o mundo tremeu...
Tal qual palmeira ao vento...
Ergui minhas mãos aos céus...
Fazendo meu agradecimento...
Pela dádiva recebida...
Reforçando meu comprometimento...
Agradeci a Ifá...
Agradeci a Orumilá...
Pedi a benção a Oxoguiã...
Beijei a mão de Oxalufã...
Me deitei aos pés de meu senhor...
Ododuwá...
Meu odum estava completo...
Meu destino se cumpriu...
Meu coração em paz...
Minha alma floriu...
Eu morreria por você
Isso é fácil de dizer
Temos uma lista de pessoas por quem morreríamos
Uma bala por eles, uma bala por vocês
Mas parece que não vejo muitas balas vindo
Mesmo estando longe eu sinto você. Sinto seu amor, seu carinho. E por um instante uma brisa me traz o seu cheiro como alívio para essa saudade toda.
Eu sabia da possibilidade de voar... Eu sabia que era apenas uma questão de tempo pra me atirar das alturas... O que eu não sabia, é que o primeiro passo para se voar longe, é aprender a ter os pés no chão!
Então, eu decidi escrever sobre você. Enumerei todos os teus detalhes e tentei colocar em uma palavra só: Confusão. Procurei muitos sinônimos para tentar te descrever, mas nenhum te encaixava. Porque você é isso, uma junção de tudo e de nada. Você empurra, se joga e minutos depois se arrepende e retrai. Isso que me encantou, você abre os braços para o mundo e abraça tudo o que estiver ao seu alcance e entre um desses abraços você me alcançou. Nesse abraço eu reencontrei toda a felicidade já esquecida, deixada em outros corações e outras pessoas. Você me reviveu e eu queria reviver-te. Coloquei-te dentro de mim e não quis retirar até prova-lo que não era qualquer uma que conseguia ocupar todo aquele espaço. Passei varias noites em claro para tentar provar o quanto você realmente significava pra mim, o quanto precisava da tua presença por perto. Foi ai que perdeu o controle, você venceu a guerra e eu vi que realmente era impossível ganhar de você. Porque eu tinha me entregado, tinha perdido antes mesmo de começar. Não controlamos tudo que sentimos ou aquilo que precisamos por pra fora, eu te tirei pra fora por palavras e mais palavras. Garoto, você foi meu furacão, foi minha confusão e foi a coisa mais bonita que presenciei dentro de mim, daquele tipo que só acontece uma vez na vida. Não era amor, mas era uma coisa bonita de se sentir e apreciar, porque não doía, não apertava, só precisava ser mantido quente e conservado. Você foi e ainda é a coisa bonita que bate aqui dentro, mas às vezes precisamos nos libertar de coisas bonitas. Eu te deixei ir, junto levou as lembranças e a saudade que insistia apertar aqui dentro. Você tem um medo enorme dentro de você que precisa ser controlado, medo de amar. Mas era isso que eu gostava em você, foi por isso que me encantei por você. A coisa mais bonita de quando se gosta é libertar-se daquilo que te faz bem. Eu me libertei de você.
Eu sempre tenho uma desculpa para tomar um bom vinho....a de hoje é porque hoje é sábado.
Um brinde a nós!!!!
Val Francis (vinhos muito amor envolvido)
Eu na 3ª pessoa.
Ele uma vez jurou que a amaria a vida toda, disse que seria pra sempre dela.
Ele sorria com cada brincadeira que ela fazia, a observava como se ela fosse a coisa mais bela e preciosa do mundo.
Ele acreditou que seria para sempre e a amou mais que a si mesmo e se manteve fiel até o ultimo instante.
Mas por capricho ele a deixou. O amor que ela sentia por ele era obsessivo que o sufocou, o prendeu.
E ele se libertou, só queria que ela entendesse que a amava e que em uma prisão tudo morreria...
Mas ela não entendeu e em troca da liberdade que ele a deu, ela o condenou a solidão.
Ela duvidou dele, ela o odiou, o magoou quando ao lado dele sentia vergonha de sua presença.
Ela o confundiu dizendo que ainda o amava. E disse que só queria mais tempo...
E enquanto o tempo passava ela o esquecia e ele a esperava;
Ela se divertia. Ele chorava;
Ela ria do sofrimento dele. E ele por não agüentar, de dor sangrava.
Ela o rejeitou varias e varias vezes. Ele sempre voltava.
Ela conheceu varias pessoas encontrou novos amores.
E ele ao descobrir isso perdeu as esperanças, não sabia o que fazer, pois não precisava mais esperar...
Ela era tudo que ele tinha e agora ele não tinha mais nada.
Ele chorou como criança;
Se desesperou;
Enlouqueceu...
A cada lembrança seu coração se partia, em cada canto da casa ela a via;
E a cada minuto sem ela ele não existia.
Ele sentia vontade de gritar, mas o grito não passava da garganta;
Queria correr, mas não tinha direção para seguir;
E a dor de dormir com ela nos pensamentos e acordar sem tê-la ao seu lado foi insuportável;
E tinha medo do que ele podia fazer com ele mesmo. E descobriu que o amor não é tão belo assim, que amar sozinho é conhecer o inferno de perto. É desejar morrer e não conseguir, é querer esquecer sem saber como, é desejar que o hoje passe depressa e que o amanhã venha sem ela.
Ele sofreu!
Destruiu cada sonho que tinha;
Ele a apagou de suas lembranças;
A retirou de sua vida;
Ele matou o amor que sentia e juntou cada fragmento de sua alma e cada pedaço do seu coração e os moldaram novamente.
E hoje ele tem um coração fechado que se esconde por trás de sua alma que ninguém se interessa em ver.
Ele olha seu coração as milhares de cicatrizes e não sente mais nada.
Hoje ele sabe que pode viver sem ela. Sabe que ele a amou muito, mas que esse amor que ele sentiu não foi suficiente para que hoje ao menos possa sentir saudades dela...
08/07/2009 (Raphael Santos Araujo)
Hoje aconteceu uma coisa terrível achei q eu estava ficando louca, mas não, eu estava livre. Livre do sentimento mais lindo que eu já senti na vida. Livre de o único olhar q hipnotizava e sem dizer palavra nenhuma me fazia sorrir... Me dava uma sensação de alegria infinita! Mas hoje eu não senti nada disso. Nem aquele ciúme q eu sentia quando você me falava dela, nada. Eu consegui conversar com você sem tremer as pernas... Algo que eu achei que seria impossível. Eu realmente não entendo porque acontecia tanta coisa estranha... É triste pensar que você agora é apenas mais um... Mas não um qualquer... Você foi o único que eu amei na minha vida!
Eu não uma mulher de inverdades. Não consumo falsidades, liberto-me de gente que só me traz dor. Sou uma mulher que carrega um coração de bons sentimentos e não vive de momentos. Uma mulher que vive intensamente cada passo dado. Se vive ao contrário, deixou-lhe um beijo e um abraço.
Se não tenho um, tenho o outro. Se não tenho o outro, tenho um. Se não tenho nada, tenho os demais. Se não tenho os demais, não tenho ninguém.
Você é apenas mais um. E mesmo com seu coração podre e sua mente realmente imunda, torno-me especial e não apenas mais uma.
Deus sempre nos mostra o que é certo, o que devemos fazer e por onde devemos seguir. Mas é que às vezes o coração acelera e o corpo arrepia. E ciente de tudo, continuamos a cometer tolices para nos escondermos da verdade. Da verdade que no decorrer do caminho irá sangrar o tal coração acelerado.
Não se importe caso eu venha a me distanciar. Eu tenho um escudo, sou flor por dentro. Distancio-me para me proteger. Protegendo-me da brincadeira de gente que usa os corpos na doideira.
Eu sei que seus sorrisos não são verdadeiros, ninguém me contou. Eu sinto. Sinto que busca a luz, mas se prende na escuridão. Prende-se por gostar de uma alegria momentânea. Prende-se pelos detalhes que só você vê, prende-se a um tipo de felicidade que você inventa todos os dias ao acordar e adormecer, inventa por medo. Medo de encarar a realidade, medo de viver seus dias frios, medo de dar a cara a tapa para a vida e viver. Covardia que habita no seu andar com falsas promessas de amor, para sobreviver ao invés de renascer. Distanciou-se de que lhe quer bem, aproximou-se das pessoas que lhe procuram quando convém. Assim é mais comodo para você. Encarar o que é incerto pode ser doloroso, mas viver uma mentira porque é mais fácil, é bem a cara de pessoas fracas como você. Ultrapassa os fiascos da vida pelas orações que por você são mantidas. Cometeu inúmeras injustiças, que hoje paga com a Lei Divina. Tens a plena consciência dos caminhos que percorre, porém, não resgata sua fé e não alimenta sua força. Esqueça do que passou e principalmente dos que passaram. En(frente) o que vier pela frente e faça o que há de melhor para si mesmo, viver de verdade.
Fazia tempo que não me sentia assim dona de mim. Não sei explicar. Parece que tudo voltou a ter sentido outra vez. Abandonei no passado tudo aquilo que levou o meu sorriso embora por alguns segundos e deixei lá. Não fiz questão alguma de me anular. Não colecionei mágoa. O rancor eu deixei passar. Amadureci. Transformei o ódio em compaixão. Desisti de traçar o caminho da dor. Me desfiz de laços sem espaço para o amor. Danço conforme uma linda canção, com tons de leveza, subtrai a tristeza que me perseguia. Vivendo somente com palavras positivas e boa energia. Não é eu que esteja otimista demais, mas optei por ser feliz sem grandes obstáculos. Eu me atrevo, me permito, me arrisco. Eu me devolvo inteira quando preciso e mergulho fundo quando posso experimentar a adrenalina que a vida me pede. E nada impede a alegria que me domina. A vida me fascina, os olhares felizes me atraem. Tudo de bom me contagia. Ser feliz é como colorir o coração, não dá trabalho quando se permite.
Quando me perguntam sobre namoro ou casamento, eu respondo com a minha felicidade solitária deixando nas mãos de Deus. Pois se deixar nas minhas, transformo na rosa mais bela e jogo no mar. Até aonde a maré levar.
Observando o mundo, vejo muita tristeza e traição camufladas em felicidade e emoção.
Senhor, sou grata por todos os furacões que permitiu em minha vida. Sendo assim, o Senhor limpou a desordem e com a minha fé, aos poucos doutrinou a minha vida com a sua organização.
"Continue semeando o bem, não se importe com as energias que desejam que colha o que não lhe convém. Seja simples, seja do bem e transforme sua vida na melhor história. Seja a personagem principal dos caminhos que venha a seguir."
Às vezes sinto uma grande vontade excessiva de dormir. Dormir e só acordar quando a dor do meu coração ferido sumir.
Julgar as pessoas desejando que elas se tornem como a gente quer, é fácil. Aceitá-las e amá-las como elas são, é difícil.
Rejeito qualquer sentimento momentaneamente feliz que ao fechar a porta, carrega minha paz.
Senhor, tenha piedade das mentiras que a oposição alheia espalha sobre mim.
Quer saber? Não quero mais saber! Não preciso entender e prefiro até esquecer.
Quando se foi, escrevi as cartas sobre minha dor. Fechei-me para esconder da desgraça que meu coração havia absorvido. Mantive-me surda para as canções que me levavam até você. Ceguei-me para não vê-lo passar com seu novo amor. Sangrei-me aos poucos e a fé me receitei. Amigos evitavam fazer comentários. E eu evitava ouvi-los e falar sobre. Exclui-me, tornando-me uma bolha invisível. Não abri espaço para mais ninguém. Ainda existia muito de você ali, seria covardia comigo e com qualquer pessoa que eu permitisse adentrar com tanta bagunça que ainda existia de você. Fiz um luto pós-fim. Eu me sentia uma viúva pela morte de um "nós" que era pra ser eterno. Mas sobrevivi graças à vacina de amor me foi dado. Ignorei certos corpos, fantasiei momentos de ilusão que sem remoço foram para o lixão. Caminhei em novas estradas que não possuíam suas pegadas. Senti-me livre ao olhar toda a história que não desejo reviver. Apeguei-me ao bom humor para remanescer. E hoje sou grata ao sofrimento, pois me fez crescer. Em paz eu sigo sabendo que fiz e dei o melhor de mim. Sem pesos ou bagagens pesadas continuo minha caminhada. Na espera de um dia encontrar um lugarzinho que me caiba, sob medida. E assim poder fazer morada permanente no coração de alguém que queira ficar a vida inteira ao meu lado.
Todas as frases que nunca ousaram saltar do pensamento, os gritos contidos sobre o travesseiro, desespero no banheiro, lágrimas inquietas que jamais deram adeus. Os erros que não quis admitir, os ciúmes camuflados de ironia. Tudo que fica na gente e se mantem nos parênteses. Todas as lembranças perturbadoras que me fazem congelar ao passo à frente. Toda a saudade que transporta à página anterior do livro já terminado. Todo o jeito solícito para acreditar nas mentiras ditas ao redor. Toda vontade de dormir até que a dor não persista em meu interior. Os travessões e as travessias, os pontos que fecham as minhas feridas e as vírgulas que doam pausas à minha pressa. O que interessa é a fluidez da história, contudo, o que guardo nas entrelinhas arrepia a espinha com o sopro da verdade. Não ser pela metade, com vogais escondidas consoante o segredo. E sim com as reticências cobertas de fé mostrando um novo caminho a seguir. Com as exclamações de boas vindas da multidão que sente meu coração resplandecer, abstraí as interrogações da minoria despropositada que me fez seguir contra a maré. Com as letras abençoadas, criei palavras ousadas em frases iluminadas. E nas linhas desse conto eu desconto os meus enganos e apago as desistências. Sigo com meus rascunhos, palavras em punho e sorrisos abertos. E mesmo que em meus dedos, vez ou outra, haja farpas. Sigo me reescrevendo, de alma limpa e o coração entre aspas.
É que eu ainda tenho a péssima mania de acreditar que as pessoas poderiam ser diferentes. A mania, tola, de acreditar na cura contra a maldade alheia. Que todo abraço tem que ser apertado, que sorrisos são para terem verdades, e que todo olhar é de luz.
É que me ensinaram a seguir meu coração. Que fazer o bem, faz bem. Que o amor vence e a fé salva. É porque do mundo onde eu venho, não importa os tropeços, felicidade é sinônimo de bondade e que nada está ligado, à falsidade da massa humana. Que por hora rir, hora se fecha. Hora te abraça, e hora te ataca!
Alteram suas palavras, mostram-se em meias verdades. Distribuem em folhetos contos em desesperos suplicando piedade, mas vive dentro da desumanidade. Formulam gestos ofensivos e nos atacam pelos cantos alimentando seu negro manto. Vivem acorrentadas pela tristeza e importunam o sorriso de quem não sobrevive na humilde selva de inverdades. Ponho-me a pensar, onde estarão os corações abertos para amar. Amar um todo, ama o outro, amar sem medo e viver no respeito. Celebro-me e brindo a estadia de corações nobres que não suportam insensibilidade de gente egoísta que só almeja afrontar. Alivio-me ao acordar e perceber que me defendi das falsas promessas, dispensando palavras de terror a quem um dia eu dei amor.
Eu gosto de estar solitária, mas não sou solitária. Entrego-me ao escuro para não ferir ninguém. Tenho um mundo positivo ao meu redor, um louvor de amor com palavras de fé como elogios. Sou ríspida, arrogante e ácida, porém, não sou cruel. Não simulo situações para intrigas, não desempenho discórdias e mentiras com máscara de santidade. Sou sarcástica, nego-me a narrar doçuras com uma falsa voz. Não desconfio da maldade, não sou observadora e deposito todo meu amor e minha vida para quem nem precise passar por ela. Sou uma mulher como qualquer outra, que tem seus desejos. Aquela mulher que luta por seus sonhos e vontades, perdoa até a forma mais decepcionante de perversidade. Sou assim, porque sou feliz. Sou assim, porque mesmo não agradando alguns, tenho amor de muitos. Sou repleta de amigos e sou contente, mesmo que quase nunca esteja presente. Tenho uma vida sociavelmente satisfatória com aqueles que sempre estão na memória. Eu sou de verdade, não me influencio por palavras contraditórias por mera vaidade. Sempre discuto com quem eu amo, mas ignoro qualquer ato desumano. Tenho meus problemas como qualquer outra pessoa, mas não uso minhas dores para causar desgosto e desprazer na vida de quem um dia eu pensei que se tratava de um bom ser.
Rejeito todas as más línguas ao lado da minha fé, que me leva para o lado de gente que me adora e com seu bom caráter não me devora.
Já lancei em palavras o que eu sinto. Já elaborei em escritos o que desejo. Já revelei no meu olhar os meus desejos. Você me presumiu e sabe do fundamental entre nós. Suas desculpas já estão ultrapassadas, o seu desapego está nítido, as suas atitudes demonstram o contrário do que você manifesta. Isso não se chama medo e sim desinteresse.
Eu esperei tanto aquela mensagem e no meu desassossego sonhava com as suas ligações. Entre todos corações vazios que como imã se grudavam a mim, eu desejava os seus braços entre os meus. Quando a carência se aproxima e me governa, me idealizo em uma paixão sem fim até perceber que vivo bem sem você. Não costumo esnobar seu sentimento oco que tenta se reaproximar, porém, não vou me arriscar com alguém que durante minha solidão rejeitou nossa união.
Meu maior desejo além de ser feliz, é dar orgulho para aqueles que já dei muito desgosto.
Odeio ter que fingir que você não existe. Odeio quando tenho que passar por você e dar aquele sorriso de educação. Odeio ter o controle de não chamar sua atenção em redes sociais. Odeio tanto ter excluído seus números de telefone, para evitar qualquer contato. Odeio inventar todas as minhas reações de orgulho, pois creio que fingindo a indiferença, você veja que eu existo e que eu posso fazer a diferença.
Confesso que tenho um temperamento difícil. Concordo que certas atitudes foram causadas por confusões de sentimentos no meu interior e por opiniões pintadas de discórdia. Hoje, prefiro manter a calma mesmo que minha vontade seja de gritar em palavras abusivas. Mas sinto dizer que deletei em mim, algumas formas de defesa. Silenciando e não absorvendo sentimento crú, me traz a paz de espírito e a calma no coração. Críticas construtivas são bem recebidas. As que são ditas no olhar mesmo que me magoe, ficam guardadas para uma futura auto análise. Algumas são expostas em forma de piada, outras em letras em rede social e existem até aquelas que aparecem através de sorrisos. Todas essas eu observo e fico estudando como o ser humano perde seu precioso tempo podendo ser feliz, desejando o descontrole de quem não se importa mais com coisas pequenas.
"Não se importe com o excesso de impureza de nossos colegas. Eu sou rebeldia, mas você transborda poesia. Prazer, Flor."
Não adianta falar que gosta de mim e se sente confortável ao meu lado. Não venha com inverdades. Não se aproxime carregando um livro de piada. Não conte derrota e nem chore miséria. Mulher se apaixona por atitude, coragem e humildade. Já passei da fase de ouvir falsas declarações de amor. Cerveja e uma noite de prazer, já não me satisfazem.
E hoje com a maturidade que tenho, observo ao meu redor e percebo a carência que existe no ser humano. A solidão se tornou um medo. Não pretendo viver solitária, mas não me arrisco em qualquer relacionamento atraído por um sorriso e pele. Muitos casais levam relacionamentos infelizes por comodo ou por receio ao isolamento. Outros, já vivem em busca do amor. Eu também acredito no amor por mais que eu tenha vivido relacionamentos que me mostrassem ao contrário, mas não vou a caça de um par em qualquer lugar que eu esteja. Hoje me resguardo, não me entrego facilmente. Aprendi a cuidar da minha mente, do meu espírito e da minha paz. Mesmo sentindo falta do coração preenchido e do corpo ao meu lado na cama, não vou correr contra o tempo. Embora eu ainda tenha um receio de me relacionar, não me excluo dos olhares que me cercam. Namoro é uma forma de companheirismo amoroso, é ter em quem confiar. É abraçar sua própria alma e amar seu próprio coração, pois você faz moradia no outro também. Namorar é aprender com os defeitos do outro e aceitar que nem todos somos iguais. É sentir o coração bater forte e não somente qualquer inexistência de carinho. Relacionamento é ceder e pedir desculpas. Com as minhas dores aprendi a ser mais seletiva, não me entregar facilmente, porém, sempre sendo emotiva. Não aprisionei meu coração, eu vivo de emoção. Mas só devo entregá-lo a verdade quando alguém estiver com a mesma ligação de transformar uma relação em fidelidade. Assim, desligando-se de toda carência em forma de lealdade.
Já me preocupei muito com os que outros falam. Já esqueci minha personalidade para agradar o amor. Já concordei com comentários para ser aceita entre roda de "amigos". Já julguei. Já me importei com alfinetadas. Já me incomodei com as piadas. Já sorri querendo chorar. Já tentei ficar próxima de quem na distância deve ficar. Já, já e já de muitos defeitos, momentos e sofrimento. Foi a forma brutal que alcancei a maturidade. É evidente que não sou perfeita. Controlando alguns defeitos, surgiram outros. Sempre vai ter alguém querendo me ver cair. Sempre vai ter alguém que não tem problemas e sua vida é tão repleta de felicidade, que com sua língua maliciosa quer infectar os outros contra você. Sempre vai ter alguém que vai te dizer palavras de amor com atitudes ao contrário. Sempre, sempre e sempre. Hoje, não me importo. Não quero saber o que você tem a dizer ao meu respeito. Não quero saber se você cospe sua raiva em palavras querendo me destruir. Não me importo. Diz que não gosta de mim, mas minha vida gira em torno da sua mente. Se livre dessa raiva, se liberte e me esquece. Não sou santa. Não sou pura. Não faço papel de uma boa menina e sinceramente? Nem pretendo ser.
“E quando tudo entra em desordem, na página a seguir tudo fica em ordem. No adverso encontramos caminhos perversos. Suplicamos força por cada passo dado. Entramos no infinito corredor amedrontado, com portas trancadas a chaves que são perdidas. Batemos enlouquecidamente em cada uma, mas não temos salvação. Nenhuma voz, nenhum sinal. Só o silêncio e o vazio persistem. Notamos imagens nas paredes. Rostos tristes e deprimidos como os que carregamos em nossos desesperos. As máscaras estão pelo chão, coloridas e cheias de vida, mas a verdade se estampa na tristeza que a gente desacredita. Não sou mulher de andar disfarçada de alegria. Recuso-me a aceitar as máscaras que me são oferecidas. Vejo os olhos e sigo com a fé, pois ela ainda me mantém de pé e não me suga para ser mais um infeliz rosto estampado na parede.
O mundo tem sido esse emaranhado de notícias tristes, e algumas nos derrubam de verdade. A vida não é feita só de nossas vontades! Assumo minhas dores, choro a lágrima que precisa cair, sim, me desespero. Mas a força que renasce em mim a cada calvário que me é posto é redentora, e descubro que quando as coisas parecem dar errado, na verdade, não sei como, acabam dando certo. Tenho meus dias que me ponho de joelho de cansaço e oro. É quando Deus me levanta.
– Não preciso de seus joelhos ralados – me conta - Só quero um coração humilde e grato.
Acho que é essa a beleza da verdade. Ela nos presenteia com a cura, com o bem, com a paz. Assumir nossas fraquezas nos faz mais fortes, a fé não seria necessária se não falhássemos. E quando o sorriso chegar, que venha carregado de sinceridade, que seja verdadeira a felicidade.”
"Ela mesma não se perdoava pelo transtorno que causou a família, mudando-se de cidade e transformando sua rotina solitária e amarga escrevendo todas as noites cartas para Eugênio, seu antigo patrão. "
Quando encontramos o novo pelas ruas, o passado arrependido sofre e se recua.
Enquanto os corações lá fora estão em guerra, o meu acordou em paz!
Não quero me reaproximar de certas pessoas. Não quero que voltem a fazer parte da minha vida. Consegui que não fizessem mais parte da minha história e muito menos quero fazer a política da boa vizinhança. Só prezo pela minha paz de espírito, pela minha liberdade e meus objetivos. Mesmo que ao meu redor eu receba os sorrisos das pessoas me detestam, a minha vida interessa muito pra elas. Não são capazes de conquistar a felicidade . Com a sua inveja e olhares tenebrosos, colocam obstáculos para que eu não conquiste a minha. Não desejo mal, não guardo mágoa e nem desprezo. Só sigo com fé durante meus dias, que essa energia não faça a alegria de quem por mim não se simpatiza.
Não tenho raiva, não sinto amor e nem saudade. Eu tenho mágoa e tudo o que não me faz bem eu quero que fique distante. Meu sorriso não tem o direito de ser afetado com as lágrimas e com os olhares da sociedade. Não se aproxime de mim, com o tapa na cara que levei que me deixou no chão com dor por um longo tempo, eu aprendi a me amar.
Mãe, todas as coisas que eu sempre quis dizer...
Em resumo, seria apenas uma palavra: obrigada.
Hoje eu quero agradecer por tudo, desde o dia que fui concebida até os dias de hoje.
Então, vou começar agradecendo por ter me dado à luz da vida, por ter me acalentado quando criança, agradecer por nunca ter me abandonado, agradecer por segurar as minhas mãozinhas para que eu aprendesse a andar, por ter me dado carinho, por sarar todos os “dodóis” com um soprinho... Quero agradecer por ter me dado um lar, por passar todas as dificuldades que eu sei que você passou comigo nos braços e sem pensar em desistir.
Mamãe, hoje eu quero dizer muito obrigada por ter sido presente em todas as noites que tive pesadelos e você esteve lá, me dizendo que era só um sonho ruim. Obrigada, muito mesmo, por ter me levado dia após dia de baixo de sol e de chuva para escola... E hoje que “acho ser crescida o suficiente, quero dizer-lhe”:
– Eu te amo, mãe, muito mesmo... E juro que entendo todas as vezes que você me perguntou aonde eu ia, com quem ia, e que horas eu voltaria... Porque hoje eu entendi que essa era uma forma de você se preocupar comigo e de me proteger.
Também entendo e respeito todas aquelas crises de silêncio que tanto me irritavam... Lembra-se, eu falava com você e você fingia que não me ouvia? Tudo bem, mãe, hoje eu sei que essa atitude foi uma forma que você encontrou para protestar e dizer que não concordava com as minhas atitudes, principalmente diante de “amigos” que não eram boa companhia.
Obrigada por ter insistido sempre para que eu dissesse a verdade... Apenas a verdade, mesmo que isso tenha me tornado franca além do limite.
Obrigada por ter me ensinado a não pegar nada que é dos outros, e me fazer devolver no outro dia, mesmo que fosse um lápis todo mordido, pequeno e estragado.
Mãe, eu te amo, obrigada por ter me ensinado a limpar, cozinhar, arrumar minha cama, ter responsabilidade com meu cachorro, lavar banheiro... E todas estas coisas que eu sempre detestei fazer, mas você com jeitinho “e com o chinelo na mão” sempre me "convenceu" dizendo que eu tinha que aprender, pois não te teria para sempre!
Obrigada por permitir que eu já saísse sozinha aos 15 anos, com isso pude aprender que a confiança é uma troca e que se eu fizesse alguma coisa de errado ia perder minha liberdade, por isso sempre consegui distinguir o que era certo e o que era errado. E graças a você e a Deus eu nunca me envolvi com drogas, com roubo, ou atos de vandalismo e não fui presa por nenhum crime.
Mãe, eu te amo muito e tenho muito orgulho de você ter sido sempre essa mulher forte e de fibra, e que mesmo com o coração em pedaços, raríssimas vezes deixou escorregar lágrimas pelo seu rosto... Mas eu sei que escondida já chorou muito pelas decepções que eu te causei.
Mamãe, eu te amo, obrigada por ter me ensinado sobre responsabilidade, porque sei que muitas coisas das quais você permitiu que acontecessem foi para me mostrar através das minhas ações que as penalidades existem e são duras, mesmo que muitas dessas coisas tivessem partido seu coração.
E eu te amo por tantas vezes que você me disse não. Na hora eu não gostei, protestei, muitas vezes gritei com você, te chamei de chata, enjoada e cheguei a dizer que te odiava, mas era tudo da boca para fora, porque, no fundo, eu te amava, e sei que você foi e sempre será a melhor pessoa e a única capaz de saber o que é bom para mim.
E hoje eu entendo tudo, mesmo porque me vejo do lado de cá, como mãe perguntando as mesmas coisas para os meus filhos, torrando o saco deles, ditando regras, forçando a comer frutas e verduras, brigando pelo bem deles, dizendo não e ganhando cara fechada, querendo saber as notas da escola, quem são os amigos, etc. E sei que nessas horas eles imaginam ter a mãe mais má do mundo, porque também já estive do lado de lá. Mas sei também que quando crescerem e tornar maduros o suficiente, então entenderão que o que fiz e faço é apenas por amor e serão eternamente gratos a mim, como eu sou e sempre serei eternamente grata a ti.
Obrigada por tudo. Eu te amo demais!
Pelo dia de hoje eu so posso dizer uma coisa:
MUITO OBRIGADA DEUS!
Obrigada por ter me guiado e ter me protegido,
nao sei o que me espera amanha, mas tenho
certeza que o senhor preparou o melhor.
