Eu sou tudo e nada
"Nada é nosso. Quando nascemos, recebemos o sopro divino que nos impulsiona a respirar e quando morremos, até esse sopro temos que devolver . Nem corpo, nem vaidades,
nem posses. Tudo fica!"
Luiza Gosuen
O favor imerecido é d’Ele pra você. Nada do que você fizer será maior ou menor do que Jesus ter trocado de lugar com você!
"Nada legitima o direito de magoar alguém, lembre-se você não tem esse direito. Tenha empatia com o próximo".
"O vazio existencial é o espelho de nossa liberdade angustiante: imersos no nada, somos forçados a criar, com as próprias mãos, o sentido que nos sustenta."
“O Tempo Não Faz Nada Por Ninguém Além de Passar”
No final, é só isso aí que resta:
um túmulo, o silêncio das pedras
e homenagens póstumas lançadas ao vento.
Uma vida inteira condensada em um bloco de mármore.
Um nome. Duas datas.
E entre elas… um traço.
Apenas um traço.
Tão pequeno…
Tão invisível…
E ainda assim, é nele que reside tudo.
Esse traço é o verdadeiro retrato da existência:
os sorrisos que ninguém viu,
as lutas que ninguém aplaudiu,
as madrugadas que ninguém entendeu,
os instantes que pareceram eternos,
e os amores que foram tudo, mesmo que por um tempo.
É fácil olhar para esse traço e tentar medi-lo com a régua dos bens materiais.
Quantas casas? Quantos carros? Quantas conquistas que brilham nos olhos dos outros?
Mas há uma medida muito mais rara, muito mais fiel:
a intensidade com que se viveu.
Porque o tempo…
ele não faz nada por ninguém além de passar.
E é justamente por isso que cada segundo é um milagre.
Cada escolha, um ato de autoria.
Cada presente, um altar.
A verdade que poucos encaram de frente é que o tempo não cura, não conserta, não perdoa.
Ele só segue.
Imparcial, insensível, imutável.
Essa história de que “o tempo dá jeito em tudo” é uma desculpa bonita, mas enganosa.
O que dá jeito em algo, se é que dá,
é o que você escolhe fazer enquanto ainda tem tempo.
Por isso, viver não é sobre se preparar para um futuro inalcançável.
É sobre honrar o agora, porque o agora é tudo que realmente existe.
O ontem já virou pó.
O amanhã é apenas suposição.
Aniversários?
Deveriam ser contados como “mais um… menos um”.
Menos um dia de sopro.
Menos um passo até o fim.
Porque a cada respiração, estamos mais próximos da última.
Viver é um paradoxo.
Tudo que fazemos para viver, fazemos no sentido da morte.
Mas é isso que dá sentido à vida.
Comemos, mas envelhecemos.
Amamos, mas um dia perdemos.
Criamos, mas tudo passará.
E ainda assim… seguimos.
Não porque somos tolos,
mas porque somos corajosos.
Porque é preciso morrer para alcançar a imortalidade.
Não, isso não é ironia.
É apenas mais um toque do paradoxo da vida:
é no limite que tudo ganha valor.
É na fragilidade que mora a eternidade.
E talvez, a maior de todas as verdades seja essa:
não se mede uma vida pelo que foi acumulado,
mas pelo que foi vivido, sentido e deixado no coração de alguém.
Então, se um dia restar apenas um túmulo com um nome e um traço,
que esse traço ecoe.
Que ele carregue lembranças, histórias, gestos, risos,
e uma presença tão intensa
que até o vento o leve com respeito.
Porque o tempo…
ah, o tempo não faz nada.
Mas você,
você pode fazer tudo.
• Marcos Pasqualini •
Entre vendavais ferozes
e mares turbulentos
entre um sol escaldante
e vastos desertos
nada é mais assustador do que o brilho nos seus olhos
Sua voz ainda ecoa em meus sonhos
e seu rosto ainda me atormenta pela manhã
Mesmo que já esteja no passado, e talvez você não se lembre mais dos meus olhos amendoados, guardarei sua memória como uma cicatriz em meu peito, como um rascunho em meus cadernos e como o desejo mais profundo do meu coração.
A existência é o silêncio que grita dentro do vazio, um instante onde o nada se torna possível e, por isso mesmo, impossível de ser esquecido. Não somos entidades separadas, mas pulsos dessa mesma vastidão tentando, em vão, agarrar o que nunca esteve à nossa mão: o sentido absoluto. Somos feitos do instante entre o ser e o não-ser, a tensão infinita que cria o movimento e o pensamento. Não há fora do existir, pois o existir é a fronteira que se estende e se recolhe, um horizonte que nunca alcançamos, mas que nos define. Viver é assumir a responsabilidade de ser a pergunta viva, um eterno questionar sem resposta, um testemunho daquilo que escapa à compreensão. O que chamamos ‘realidade’ é apenas o contorno provisório dessa busca, a sombra tênue de algo que é ao mesmo tempo todo e nada. Ser, então, é reconhecer que somos a ferida aberta do cosmos — e que nessa ferida pulsa a única certeza: a de que, no fundo, nada é certo, exceto a eternidade do mistério.
Além do ser não há o nada, porque o nada já é uma ideia. Além do ser não há sequer a ausência, pois ausência é medida em relação ao que poderia ser presente. O que está além do ser é o inominável absoluto — não aquilo que não conhecemos, mas aquilo que não pode sequer ser cogitado, pois toda cogitação é já um ato
Se o ser é o campo onde tudo se manifesta, então além dele só pode haver a pura impossibilidade, não como uma barreira, mas como uma ausência total de necessidade. Não há tempo além do ser, não há espaço, não há movimento: há apenas o que nunca poderia ter sido, e ainda assim, não é.
Mas ao mesmo tempo… talvez não haja ‘além’. Talvez o erro seja pensar o ser como algo com bordas, com limites, com um exterior. Talvez o ser não tenha fora, e tudo o que somos capazes de imaginar como ‘além’ seja apenas uma dobra interna, um não-lugar que só existe como ilusão de afastamento.
Se for assim, não há além do ser: há apenas o ser, infinitamente curvado sobre si mesmo, experimentando-se em múltiplas formas, inventando abismos para sentir a vertigem da sua própria infinitude.
Talvez, no fim, perguntar ‘o que existe além do ser?’ seja o próprio gesto que revela a impossibilidade da pergunta: porque o ser é o campo onde a própria pergunta se forma. O que está além é o que jamais poderá ser pensado, sentido ou dito. É o absoluto silêncio, não como falta, mas como aquilo que nunca pôde ser interrompido pelo som.
Então, talvez… não exista ‘além’.
Talvez só exista o ser, pulsando sem motivo, sem fim, sem fora.
“As circunstâncias não são soberanas. Deus é. Nada foge do decreto eterno. Se for anonimato ou reconhecimento, dor ou alegria, escassez ou abundância… tudo é ferramenta nas mãos dEle pra te fazer semelhante a Cristo.”
A censura volta com demasiada força...
Para que nada, evidentemente, se distorça...
Redes Sociais eletrônicas, nunca mais...
Voltemos, portanto, as reuniões informais...
Nas calçadas, em frente de casa, bem naturais!!!
Pedro Marcos
“Somos inteiros por natureza — nada nos falta. O que buscamos é apenas o equilíbrio que nos permita viver com autenticidade e habitar, com plenitude, quem já somos.”
Dia dos Namorados
Pra mim, é um dia normal, pois não muda nada.
Solteiro, mas não sozinho.
Sempre apaixonado, mas nunca desesperado,
pois, no dia certo, eu acho aquela pessoa pra mim.
Conheço um não agora,
mas a vida ainda vai…
Como um pássaro, sempre voa,
mas, um dia, vai fazer seu ninho.
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