Eu sou tudo e nada

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Fora das sombras.




Porque ta óbvio que o problema sou eu.
Mas óbvio como a luz do sol.
E o que eu faço com isso, o que eu faço comigo?
Pra que eu sirvo?
Será que eu sirvo?!
Ou será que eu só sou um desperdício de alguém que poderia ter sido?
Uma tentativa que deu errado.
Uma pedra no sapato.
E o que eu sou pode ser consertado?
Ou será que eu sou apenas um fardo.
Aquele mesmo velho fardo de antes.








É aquela sensação cambaleante
Em meio a minha existência frustrante.
É a perguntar do por que,
e o que eu tô fazendo aqui?
Eu só queria seila,
não ser a EU que não gostaram.
Nem uma sombra dos erros passados.
Eu queria só ter aquele abraço.
Eu queria ser lembrada em uma foto imoudurada em um belo quadro.
Eu queria ser aquela saudade no finalzinho de um domingo.
Aquele sorriso que carrega um carinho.
Eu queria ser o pensamento mais bonito em todas as manhãs.
A melhor música em diferente sons e tons.
Eu sou queria ser a "eu" dele.
Ou melhor a "minha"
Como se ele dissesse em alto e bom som minha.
Minha melhor amiga, minha melhor pessoa, minha melhor companhia, minha felicidade,
Minha escolhida, minha grande virada na vida...
Aquela que parece que é presente.
Algo que Deus mesmo mandou pra gente.
Para nunca duvidar que ele nós abençou. com essa pessoa que tranforma o seu mundo, que traz a cor. Que devolve o sorriso, que traz amor, que é abrigo

Eu sou um poeta
Eu sou um escritor
Eu sou o amor
Graças ao meu Senhor

Hoje eu sou o amor
Porque abri o meu coração
Para o Senhor

Meu pai é do Ceará
Minha mãe é da Bahia
E eu sou de Brasília
E que todos sejam
O amor de cada dia

Talvez eu erre,
talvez eu não enxergue a verdade.
Não sou dono das respostas,
nem capaz de salvar todo mundo.


Eu caio, eu falho,
eu também sinto dor.
Não sou profeta, nem salvador
Sou apenas eu.


Então não coloque em mim
o peso de tudo que deu errado.
Eu faço o que posso,
com o pouco que sou.

ME PROPUS


Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!

Tento me encaixar, mas a cada tentativa sinto que deixo para trás pequenos pedaços de quem eu sou.
Aos poucos, percebo minha essência se perdendo em um mundo onde quase todos parecem iguais e eu, estranhamente, diferente.
Não me encanto pelo que encanta a maioria. Minhas músicas favoritas nasceram em épocas que nem cheguei a viver, mas que, de alguma forma, vivem em mim.
Ainda acredito em romances com cavalheirismo, em gestos sinceros, em afetos demonstrados sem medo, coisas que hoje parecem raras.
Sigo caminhando, procurando alguém que enxergue o mundo com olhos parecidos com os meus. Enquanto isso, me me moldo para caber na vida das pessoas... mesmo sabendo que, talvez, o verdadeiro lugar seja aquele onde eu não precise me diminuir para pertencer.

Priscila de Araújo

EU, POEMA DE MIM

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.

Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.

Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.

Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.

Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.

Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.

Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.

E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.

Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.

Eu não consigo viver sempre na corda bamba da incerteza. Eu sou feita de certezas, de pontos de exclamação e de pontos finais quando necessário. Seu excesso de pontos de interrogação foi até fofo no início, mas, com o tempo, esgotou. Com o tempo, me esgotou. Não se pode viver em cima do muro pelo resto da vida, Humpty Dumpty, porque, quando chega a hora, é preciso saltar sem hesitar.

Eu sou bossa nova da cabeça aos pés. Sou Elizete Cardoso com a canção do amor demais, explodindo de sentimentalismo, sou João Gilberto cantando a Insensatez que você fez, semeando amor e colhendo saudade. Sou a consequência inevitável de você em cada música de amor, em cada poema, em cada frase minha, em cada corte no " T" e em cada pingo no " I" . Sou a poesia viva e sobretudo o amor, que é 200% de mim.

Eu admito que não sou fácil de lidar mas acho que o que é belo deve ser saboreado aos pouquinhos, como um capuccino ou um pedaço de bolo: pouco a pouco, mordida por mordida, saboreando a doçura de cada momento. Não é como um sorvete em um dia de calor quando você nem sente o gosto e o devora rapidamente antes que derreta. O amor não é um sorvete, ele é um bolo, é a habilidade de sentir cada momento e a possibilidade de parar e ouvir o canto dos pássaros. O amor deve ser sentido, apreciado, resguardado e valorizado e não tratado com banalidade. Já temos tantas banalidades no mundo, não é mesmo? Então por que não preservar pelo menos os sentimentos nesse mundo caótico em que vivemos?

O destino me guia para uma direção e cada dia que passa eu me modifico. Eu já não sou a mulher tensa de janeiro, a confusa de fevereiro, a pedra preciosa de março, a independente de abril, a evoluída de maio, nem mesmo a triste de junho, a esperançosa de julho ou a radiante de agosto. Eu sou a mulher de setembro e ela é um misto das anteriores e ainda mais, guardando mistérios dentro de si como uma flor que pouco a pouco desabrocha. Conforme os meses passam eu vejo a menina do fundamental me acenar de longe, a moça do ensino médio desejar boa sorte, a acadêmica da faculdade de direito me jogar um beijo, orgulhosa da pessoa que me tornei. Elas vão ficando para trás e eu vou seguindo em frente... até a próxima versão de mim

Quando Eu Não Sou Apenas Eu


Às vezes, não sinto que exista apenas uma pessoa dentro de mim. Sinto como se minha mente fosse uma casa com quartos que não conheço completamente, e, de vez em quando, alguma porta se abre sem que eu saiba quem está do outro lado. Continuo sendo eu — mas, ao mesmo tempo, parece que não sou inteiramente eu.


Há momentos em que olho para minhas próprias lembranças e elas parecem pertencer a alguém que conheço apenas de ouvir falar. Reconheço os acontecimentos, mas não reconheço a sensação de tê-los vivido. Algumas palavras que digo parecem não ter nascido de mim; algumas emoções chegam sem que eu saiba de onde vieram. E existem momentos em que percebo que alguma coisa aconteceu, mas não consigo encontrar dentro de mim o caminho que levou até aquilo.


É estranho dividir a própria existência com partes de si que parecem ter vontades, sentimentos, maneiras de pensar e até vozes diferentes. Mais estranho ainda é tentar explicar isso sem parecer que estou inventando. Porque como explicar a sensação de estar dentro da própria cabeça e, ainda assim, sentir que existe uma distância entre você e aquilo que pensa?


Às vezes, sinto que estou apenas observando. Meu corpo continua seguindo a rotina, falando, sorrindo, respondendo às pessoas, enquanto uma parte de mim permanece atrás de tudo, como uma espectadora silenciosa. E quando volto a me sentir completamente presente, fico tentando juntar os pedaços: o que eu fiz, o que eu disse, o que senti, quem estava aqui antes de mim.


Talvez o mais solitário não seja sentir que existem partes diferentes dentro de mim. Talvez seja não saber quando elas aparecem, não entender completamente quem são e carregar a sensação de que, enquanto o mundo enxerga apenas uma pessoa, dentro de mim existe uma história muito mais complicada do que qualquer um consegue perceber.

Meu passado define quem eu era, não quem eu sou ou vou ser amanhã.

Se você acha que está certo, quem sou eu para te corrigir? Vai lá, confia na sua certeza… ela deve saber o que está fazendo. 😂

Sou um Deus, não tenho o porquê me desenvolver como os serviçais deste universo. Eu também tenho meus planos.
Ou as crio.

Despedidas que Não São Adeus
Eu ainda sou daqueles que não acreditam em despedidas. Talvez porque, ao longo dos meus caminhos, aprendi que algumas pessoas podem se afastar dos nossos olhos, mas jamais conseguem se afastar completamente do nosso coração. Há quem parta para o mundo espiritual e continue caminhando conosco através das lembranças, dos ensinamentos e dos momentos que o tempo não consegue apagar. Há também aqueles que continuam aqui, neste mundo, mas que, por alguma razão, seguiram por outros caminhos. Mesmo assim, permanecem presentes em nossa memória.
Quando alguém que amamos parte, precisamos encontrar uma força que muitas vezes nem sabíamos possuir. Não é fácil aceitar a ausência de quem fazia parte dos nossos dias, das nossas conversas e até dos nossos silêncios. Mas talvez nem todas as perguntas precisem de respostas. Prefiro acreditar que algumas despedidas são desafios que Deus coloca em nosso caminho para nos tornar mais fortes, mais humanos e mais agradecidos.
Acredito também que algumas pessoas passam por nossa vida para nos presentear com momentos, ensinamentos, sorrisos, abraços e exemplos. E, quando partem, deixam sementes que precisam continuar florescendo através de nossas atitudes. Afinal, não somos donos das pessoas que amamos; temos apenas o privilégio de caminhar ao lado delas durante um trecho da nossa jornada.
Por isso, diante de certas despedidas, talvez a palavra mais importante não seja ”adeus”, mas “obrigado”. Obrigado pela companhia, pelo carinho, pelos ensinamentos e por tudo aquilo que ficou dentro de nós. Obrigado a Deus por ter permitido que nossos caminhos se encontrassem, mesmo que por um tempo que hoje pareça tão curto.
Agora percebo que o sentimento de perda, que senti à primeira vista, começa a se transformar em saudade. A dor ainda existe, mas já vem acompanhada de gratidão. E talvez seja essa a grande lição de quem caminha muito: algumas pessoas deixam de caminhar ao nosso lado, mas passam a caminhar dentro de nós.
Por isso, não quero dizer adeus. Quero apenas agradecer e continuar caminhando, levando comigo aqueles que um dia fizeram parte da minha estrada. Porque aprendi como peregrino que existem caminhos que fazemos com os pés e outros que fazemos com o coração. E quem passou pela nossa vida e deixou amor nunca vai embora completamente.
Peregrino Nino Carneiro

Quem é você garoto?
-quem?! Eu.
- sim , você!
- sou um Zé ninguém trazido numa terra desconhecida mas conhecida.
Brincado e manipulado por um sistema que prometia,
Aspirei ajudar o crescimento,
Não sabia que estava sendo fomentado,
Agora vivo os males de meus ossos,
A fome me corrói além do peito,
Vive querendo,
Me joguei se esforçando,
Mas, tudo que consegui foi lutas esforçado,
Lutas sem fim,
Dias sem compromisso,
Me entreguei as lutas e desafios dessa vida como se fossem minhas,
Mas, no final não passava eu de um corpo de Tróia.
Quero reclamar,
Mas, eu mesmo não me posso bater,
Quiz bater as minhas palavras na minha boca,
Descobri que minha linguagem não passava de uma esfinge,

Egito onde estás?
Não sabes que o meu Senhor depende u de ti para progredir , aonde é que tu participante nesta geração.
És uma cópia.
És uma cópia, diz o verdadeiro.
Finge da morga,
Foge da morga,
Diz o morcego.
Quero parar a dor e ver se avanço,
Diz o Senhor.

Os carniceiros espreitam, eles te vigiam

Eu sou a luz. Quem está em mim nunca estará em escuridão.

Então falamos: eu sou perdidamente apaixonado por você.
. . e na poesia, dizemos:
você é a tempestade na qual entro por vontade própria,
e o fogo que toco sem medo de me queimar.

Você vive nos espaços entre os meus pensamentos,
onde a razão termina e o desejo começa.
Você é cada batimento do meu coração que esquece seu ritmo, cada respiração que anseia por estar perto de você.
Amar você não é uma escolha, é um tipo lindo de loucura, da qual eu nunca quero me curar.