Eu sou tudo e nada
NADA MAIS
Por favor, me perdoe!
Se já não sei reconhecer
Quando teu corpo ardendo em desejo
Chama apaixonado pelo meu nome
Se meu corpo frio
Não sabe mais esboçar os gestos
Que te agradam e te saciam a vontade.
Perdoa se teu grito não me é mais audível.
É que não tenho mais
O mesmo desejo por ti.
E se não podes aceitar um sorriso,
Nada mais tenho para dar-te.
Nada
Lá vem a saudade roubar
A minha cor, me desbotar
Mudar meu tom de ouro em amarelo-pálido.
Transmutar minha melodia em uivo lancinante.
Meu tom destoar e aferroar minha garganta
Até que eu grite ou fique muda.
Esvaziar minha alegria, murchar minha euforia
Derrubar-me do pedestal da minha indiferença
E deixar a minha crença
No amor virando nada.
E desobrigada
De crer e de ser.
Parei no tempo naquele momento em que nós dois não se falamos mais
Guardei no tempo nossos momentos especiais...
Hoje eu entendo, todo aquele sofrimento e agora eu tenho paz...
Vivo em um momento que não me conheço mas,
Hoje eu entendo todo aquele sofrimento quando o tempo parou pra nós.
E hoje eu guardo você no meu pensamento e o fim entre nós.
Hoje eu entendo!
certos momentos, eu não volto atrás.
Não sei o som da melodia do meu nome em tua boca
Talvez nem me interesse mais
ou esteja só mentindo para disfarçar o meu descontentamento
Não sei.
O que percebo é só o vazio de não pensar.
Não pensar em coisa alguma.
Não concluir
O seu som é o eco de um nada
nada...
O seu som, é nada.
Minha vida pela sua, sua vida pela minha, nossa vida pela de tanta gente. Mas, nada disso vale sem o amor.
Do que adianta querer dar a vida sem a vida ter? O amor é a vida e a vida depende do amor, sem amor nada somos, sem amor nada temos, sem amor, só há vida sem sentido.
E respeito que considerar o que o outro diz, ainda que você não concorde com nada. Respeito é simplesmente parar para ouvir.
Em mim há um nada
Um nada sem muito propósito
Sem nenhum porquê
Só sei que há um nada
E esse nada dói
Cada vez que eu penso em você
O cego e a guitarra
O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.
Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.
Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.
Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.
Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.
Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.
Do livro "Fernando Pessoa - Obra poética - Volume único", Cia. José Aguilar Editora, Rio de Janeiro (RJ), 1972, págs 542/543. (Fonte: Projeto Releituras)
Ela nem reparou que o ano passou e nada ela fez...
Ele nem percebeu que o tempo passou e vai passar outra vez...
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