Eu sou Praia eu sou Montanha
Cronista sem jornal não é Ferrari sem gasolina, é fusca sem capô, cavaquinho sem corda, praia sem chinelo, botequim sem cachaça, batata sem bife, Nelson Sargento sem dentadura.
Preciso de ar, respirar, sentir a brisa leve e mansa
Sinto-me como a onda ao tocar a praia
Quero ser como esta areia que voa em direção do que vem
Sem pressa de alcançar aquilo que nem escolheu...
Andando pela praia em um dia ensolarado de verão, me deparei com um pensamento repentino sobre minha vida. Parei, olhei o mar, vi que estava tudo tranquilo e calmo. Continuei a andar, e a cada passo que que dava percebia minhas pegadas que estavam constantemente sendo apagadas pelas águas do mar. Nesse momento de reflexão imaginava minha vida como sendo aquele par de pegadas que as ondas do mar não cansava de apagar, foi alí que descobri que a vida é como aquele par de pegadas. E eu continuava a caminhar e refletir, e em meio a tantas reflexões me perguntava: Se a vida é como um par de pegadas, quem seria as ondas? essa pergunta tocou_me instantaneamente e parei. Parei e respondi a mim mesmo: A VIDA É COMO UM PAR DE PEGADAS QUE VAMOS DEIXANDO NOSSAS MARCAS POR ONDE PASSAMOS, PORÉM NESSA LONGA CAMINHADA NOS PERCEBEMOS QUE MUITAS VEZES NÃO FAZEMOS A COISA CERTA E VAMOS TRILHANDO NOVOS CAMINHOS. NÓS SOMOS AS ONDAS, SOMOS OS ÚNICOS RESPONSÁVEIS POR NOSSO DESTINO, CABE A NÓS TRILHARMOS CONSTANTEMENTE OU PARARMOS PELO CAMINHO E APAGAR TUDO QUE CONQUISTAMOS. Somos responsáveis por nossos destinos.
DESGOSTO
Não gosto da praia, porque nela
Sinto o nojo da vaidade humana.
Todas aquelas pessoas preocupadas
Com o nu do corpo
Enquanto o mar
Vomita intensamente.
Enfim...
O mar é salgado
E eu gosto de doce
O mar é revoltado
E eu a revolta
O mar usa a força porque lhe falta inteligência
E eu uso a inteligência porque me falta força
O mar faz a natureza brotar das profundezas
E eu faço a natureza brotar do concreto
E no fim
O mar fica lá, preso em sua própria fúria
Como enfeites de vitrine barata.
Enquanto eu enceno o simples da vida
Sem regras ou planos previamente assinados.
O Beijo Perdido
Ligo o rádio na "Itatiaia"
E vou viajar
Vou para praia
Ver o mar à areia beijar
Vou correndo e cantando
Pulando e dançando
Vejo os dois se amando
Mas...
O tempo passou
O mar secou
O deserto da distancia chegou
De tristeza a areia chorou
O seu amado partiu
Para além do horizonte
De repente uma ponte surgiu
Como um ombro amigo
O casal ela uniu
_ Que beleza, o mar regressou!
A areia exclamou
O mar a areia beijou
De alegria a areia chorou.
Não preciso de casa na praia,
De carro importado,
E nem de mulher gostosa...
Só preciso de VOCÊ
Pra torna minha vida amorosa.
Ah, o amor!
Você que me liberta, me atinge, me aprisiona
em seus braços de Milo, de Rio, de praia...
AMOR INFINITO
Descobri, sentado em uma pedra na praia,
enquanto cúmplice o sol se punha,
que o horizonte foi concebido
para que céu e mar
pudessem se beijar na boca.
CAMINHANDO....
Caminhando pela praia vi um lindo nascer do sol! Ao meu lado pessoas iam e viam caminhando na areia fina e ao fitar os seus rostos pensei: é DEUS assumindo esta forma. Olhei o oceano de um mar transparente e azul onde os peixes pequenos e coloridos brincavam de um lado a outro. Na frente havia montanhas verdes e pássaros a voar. Crianças sentadas construindo castelos de areia. Era um dia cintilante, ara DEUS pintando a minha tela!
Domingo lindo de sol...
Na areia da praia, espreguiçadeira... preguiçar, lagartear, espreguiçar...
a brisa que vem do mar,
as ondas na praia a quebrar,
e quebrar, e quebrar, e quebrar...
o oceano no horizonte se quebrar
alligator lizards in the air...
gaivotas a voar,
voar direto pro mar... e um peixe pegar,
água de coco pra saborear...
e filtro solar... muito filtro solar.
Sento na praia , observo o mar , sinto a calma do lugar e sua presença ali. Entre minha pernas, cabeça encostada em meu ombro , olho no olho , algo leve no ar , um silêncio gostoso de sentir , o vento faz uma sinfonia e uma vontade de te ter ali naquele momento unico. Vou embora , tomo um banho e acordo de um sonho quase real .
À minha Santos querida!
SANTOS
Sidney Santos
Santos da minha praia
Cidade dos meus amores
Livre pista sem raia
Jardim de múltiplas flores
Recanto das noites mais belas
Onde a lua permanece acordada
E de dia pintando aquarela
Sorrindo enamorada
Santos Terra querida
Sempre o aconchego do mar
Mostrando as delícias da vida
E a todos querendo abraçar
Desistir agora e nadar longas distâncias, morrer na praia e
deixar de curtir o melhor que ainda está por vir. Resista!
PRAIA DAS ANGÚSTIAS
Sentado nas areias cinzentas da inquietude,
Vislumbrando o negro mar,
Calmo, quase estático…
Espero,
Espero uma esperança que não sei se existe…
Devo esperar?
Em meu aguardo,
Fantoches me chamam,
Me tentam…
Os mesmos fantoches que sempre perambularam por minha vida desalmada
Rostos diferentes,
Mas as mesmas simploriedades vazias do espírito que apenas fingem me entender
Mas olhe!
Ao longe vejo minha alma
E ela sorri
Sorri para mim?
Atiro pedras ao mar,
Tentando provocá-la
Mas não consigo resposta…
A alma não se move
Tampouco o mar se agita…
Apenas ondula levemente, quase que em tom de deboche
Agarro essas ondas e tento juntar significado…
Mas eles diluem na areia…
Não quero todas as respostas,
Ainda prefiro o mistério das perguntas
Mas estou fraco…
Cansado…
Preferia ao menos receber um sinal,
Um aviso
De que devo aguardar
Aguardar que minha alma retorne,
Pois não suporto apenas vislumbrá-la
Um gesto,
De que não devo novamente cair nos braços inventados dos fantoches,
Pois agora, mesmo que quisesse
Não consigo…
Me sinto mais vazio que os braços que me acolhem
Por enquanto espero,
Mas sei que por muito não aguentarei
Não sentarei pela eternidade para ver minha alma voar ao longe
Não ficarei sentado sozinho cercado destas marionetes
O nosso rumo?
Não sei ao certo
O nosso futuro?
Não me importa agora
O nosso fim?
Entrego ao destino
Não tenho as respostas e não quero trilhar caminhos engessados
Só quero saber…
Só preciso saber…
Se minha alma quer voar comigo.
