Eu sou assim Completamente Indefinida
::: Metade:::
Estou meio assim
Meio vazia
Meio cansada
Meio triste também
Queria voar um pouco
Flutuar além
Do horizonte colorido
Meu coração parece meio oco
Meio amado, meio esquecido.
Estou fragmentada
Em milhões de pedaços
E ainda assim me desfaço
Em muitos milhões mais...
Queria só um pouco de paz
Queria encher minha alma
Mas, não estou com muita calma
É um desespero que me invade
Estou meio triste, meio vazia
Hoje sou somente metade!
Ainda assim... quero demais.
Assim...
Pode ser um pleonasmo
por não o ser e ter que ser
mesmo assim...
por demais.
Não que acredite em metade de laranjas ou coisas assim.Mas ser inteiro para mim é quando completamos nossa vida com vida! O amor, seja ele qual for,destinado a quem for,completa e faz de mim ser inteiro.
Porque tudo que ele toca transforma.E isso é o que importa.
O que importa?Ah, o que importa é o amor...
Um bom livro é escrito assim mesmo, com calma, com capricho. Alguns capítulos precisam ser reescritos muitas vezes. E quanto mais nos atentamos aos detalhes de cada passagem, mais bonita e rica fica a história. A vida é única, os momentos são únicos e as pessoas também. Saber tirar o melhor de cada relacionamento nos faz crescer e é a partir dessas experiências, acumuladas ao longo da vida, que nos tornamos melhores e mais aptos para novas conquistas.
É MESMO ASSIM
Quando tentamos entender a vida
Arriscamos-nos ao precipício de uma estrela cadente
Que perde o seu rumo
E caminha no escuro
Perdida a luz das outras.
Quem ao deslembrar saber de si
Indica a persuasão do alheio
Da vida de outros, quem?
Mergulhado em seu mar longo
Encontra o sentido que os outros navegam?
Sabemos ainda de nós, mas não sabemos do nada
E é ausência o que somos
Quando convictos disto
Conseguimos avistar uma fresta
Ainda incapaz de caber nossa visão
Somos esses passageiros sem rumo
Ciganos do cosmos estrelas desgarradas
Ora estamos em nosso perfeito sentido
Quando nos julgamos errantes
Momentos depois dentro da vida
Convencemos-nos que ela engana.
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Naeno*com reservas
Flor do meu jardim
Flor do meu jardim,
Por que tu és assim?
Com pétalas de cetim,
Moras no meu jardim,
O que achas de mim?...
É a verdade que falta às pessoas ou a vontade de demonstrá-la? Isso ainda me é muito confuso, assim como algumas pessoas que ainda estão na vida (minha vida). Mas não atento para isso - ao menos tento - afinal as pessoas que valem a pena, as que "não tem a alma pequena" externam seus sentimentos e nos trás um pedaçinho do céu no olhar, no falar ou com palavras, em simples frases, mas com tamanha verdade que nos enche os olhos, a alma e conquistam um sincero sorriso. É por essas pessoas que o meu coração bate mais forte; é por causa delas que ainda vive a certeza de que vale acreditar no próximo; que sim, é necessário e prazeroso retribuir um carinho; o quão gratificante é demonstrar que a presença é valida e essencial em todos os momentos, mesmo que essa se faça através da vontade de estar junto, de querer o bem, tão bem quanto se quer para um filho.
Já sei por que estou
Diferente assim
É que alguma coisa mudou
Aqui dentro de mim
Não dá pra esconder
Quando voce me olha
Vejo mil coisas acontecer.
vivo só, meio, cá meio assim, sei lá.
Meio a meio.
não, estou nem ai e aqui, muito menos por aí.
vou só, inteiro. distante por entre nuvens.
calado, ceifado, cifrado, constipado, culpado.
vivendo e só viver`ás vezes,
apenas algumas horas,
num tempo noutro, é que a vida me aperta
é coisa esquisita, diferente
ávida.
PROCISSÃO
Empurro o tempo com a barriga,
E será mesmo assim,
Que se conduz o andor tão delicado?
Não os paus nem a mão da fortaleza
Mas a imagem frágil da Santinha.
E aonde é que vai dar
A procissão comigo à frente,
Se daqui pra trás é que minha alma tende.
E deixo dia frouxo pra correr,
De mim que bulo em nada,
Nem sou incriminado por um exagero.
Santo leve que aos paus se engancha,
Se a correnteza for, como não espero,
Medonha.
Ligo os meus pensares numa linha tênue
Que faz que me liga
Mas à ponta pende,
Meu corpo monstruoso, indelicado espera,
Não me preparei pra morrer na véspera.
E sigo e toco e vou apartando o povo,
Procurando à frente, o que deixei atrás.
A na discórdia dos corpos do espaço,
Perco o meu provento,
Me perco do tempo,
Que já empurra com sua frente larga,
Do meu pé não deixa,
Minha vida não larga.
"Foi assim que Deus
Ao julgar violada toda sua lei
Não mandou profetas, todos ofendidos
Ele mesmo veio."
