Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
E quem não me viu
nunca teve coragem
de me descobrir por dentro
como realmente sou.
Nunca teve coragem de me olhar
para além das frases curtas dos jornais,
das ruínas levantadas,
das estampas de adesivos cruéis
que insistiam em ficar sobre mim
como se fossem parte de quem sou.
Mas não eram.
Não precisei escrever jornais,
nem inventar novas artes,
nem ferir outra poesia
para desfazer a sua pior história criada.
Eu sou o que sou.
Digno...
Merecedor de mim.
Isso nunca foi segredo.
Isso nunca foi medo.
Isso sempre foi verdade.
Caminhada.
Consciência.
Orgulho de seguir
na direção da minha melhor versão,
nascida de dentro,
sem me quebrar
pelos gritos de quem sempre veio
e ainda virá
anunciar medos comprados,
medos ganhos,
medos repartidos
em tirinhas de jornais.
Existir é a capacidade de ser, Ser é a capacidade de evoluir, Evoluir é a prova que sou capaz de alterar o sentido da Vida.
Não cobiço carreira,
Não cobiço estabilidade,
Sou a ameaça sociopata,
O risco perigosamente presente;
Obrigado ao constrangimento,
Sou grato pelas humilhações;
A difícil fase, face ao descontentamento,
Cria e resolve as perseguições.
E criará...
Além dos olhos
Não sou de olhar nos olhos, pois sei que a hipocrisia se instala com facilidade nessa janela… ainda assim, sempre reconheço para onde o seu olhar insiste em vagar.
Sou um devoto da beleza que a natureza nos oferece, uma alma que se deleita em cada sopro de vento e em cada raio de sol que beija a Terra.
Sou apenas uma consciência individual tentando se entender enquanto observa uma humanidade que ainda não se entendeu.
