Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa

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Parafraseando Fernando Pessoa: Minha alma é como uma orquestra oculta. Somente eu ouço os tambores que rangem. Somente eu sei os instrumentos que tocam em harmonia. Somente eu, me conheço como sinfonia.

Inserida por SimonyThomazini

⁠⁠⁠⁠Há dias de tanta angústia
Que não sei do que ela é.
Não sei se me sobra o sonho.
Não sei se me falta a Fé.

É uma angústia que nasce,
Como de um solo, de mim,
Que parece ser eu todo
Com razão de ser assim.

E esmaga-me toda a alma,
Confunde todo o meu ser
E tudo gira em meu torno
Sem eu o compreender.

Mágoa como um portão velho,
Ferrugem da quinta em fim,
É uma angústia que cai,
Como num solo, por mim…

⁠Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Tacabaria, escrita com o pseudônimo de Álvaro de Campos.

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[...] não me recordo de nenhum livro que tenha lido, a tal ponto eram minhas leituras estados de minha própria mente [...].

Inserida por miguelogin

Kill the killer.

Inserida por lary021

ADEUS...

ADEUS…

O navio vai partir, sufoco o pranto
Que na alma faz nascer cruel saudade;
Só me punge a lembrança que em breve há-de
Fugir ao meu olhar o teu encanto.

Não mais ao pé de ti, fruindo santo
Amor em sonho azul; nem a amizade
De amigos me dará felicidade
Igual à que gozei contigo tanto.

Dentro do peito frio meu coração
Ardendo está co'a força da paixão,
Qual mártir exilado em gelo russo...

Vai largando o navio p'ra largo giro:
Eu meu «adeus» lhe envio n'um suspiro,
Ela um adeus me envia n'um soluço.

Inserida por nuno_da_silva

ULYSSES

O mytho é nada que é tudo.
É o mesmo sol que abre os céus.
É um mytho brilhante e mudo —
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

(Mensagem)

Inserida por Victor_Gustavo

Então compreendi perfeitamente o que gerava a dor. Não era o corte com a ponta da faca, a topada na quina da cama, o amigo que não liga mais, o café que sujou o fogão, as palavras duras, as notícias na tv, obviamente isso soma-se ao fardo, mas não é ele em si. A dor era gerada pela sede insaciável do nada. Pois quando não se tinha o que queria sofria e quando conseguia almejava outra coisa para sofrer. E é por essa sede que os humanos consomem seus dias, pelos futuros que nunca virão ou que serão fadados quando chegarem. E a maior idiotice era perceber: eu também era um desses tais que nunca estava de barriga cheia.

Inserida por umabeatriz

⁠Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Tabacaria.

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Inserida por andersonmmoliveira

Sol nulo dos dias vãos,
Cheios de lida e de calma,
Aquece ao menos as mãos
A quem não entras na alma!

Que ao menos a mão, roçando
A mão que por ela passe
Com externo calor brando
O frio da alma disfarce!

Senhor, já que a dor é nossa
E a fraqueza que ela tem,
Dá-nos ao menos a força
De a não mostrar a ninguém!

Fernando Pessoa
Poesias. Lisboa: Ática, 1942.
Inserida por laurenmatta

Tive aquela sensação peculiar de precisar me desculpar, mas sem saber bem o porquê.

Até logo, até mais ver, bon voyage, arrivederci, até mais, adeus, boa viagem, vá em paz, que a porta bata onde o sol não bate, não volte mais aqui, hasta la vista, baby, escafeda-se e saia logo.

Escrever é um dom, se expressar é um desejo, entender é uma escolha...

Uma grande bobagem não é fazer o que mais gosta, ou não se divertir em momento de estresse intenso, ou talvez não namorar em locais agradáveis, ou até mesmo dizer não ou sim a algumas pessoas próximas ou queridas, ou ainda não ser feliz... A grande bobagem é saber que isto é o que há de melhor na vida, e você não se atenta para estas felicidades que o altíssimo proporciona a nós pobres mortais, que nasce ciente da morte e as teme e tenta se esconder inutilmente da mesma, durante sua breve passagem pela vida ou simplesmente pelo grande sonho.

Pena de galinha, pena de pavão. Ainda não achei, quem pediu tua opnião.

Ela acabou descobrindo que a dor de um coração partido nunca vai embora, apenas fica anestesiada.

Desde o momento em que te vi jurei que não respiraria até saber seu nome.

⁠O ser humano, evolui constantemente mas se tem uma única coisa que estamos deixando de fazer, é a evolução da empatia, do cuidado com o próximo, ultimamente estamos olhando tanto para nós mesmo que já faz tempo que não enxergamos um palmo a frente.

Não vou desistir da enfermagem só porque ela vive um péssimo cenário. Esse é o momento de mostrar que posso fazer a diferença.

Sou do tipo bobo, que acredito nas coisas boas da vida, no amor, no respeito, no relacionamento, na confiança, no afeto e carinho.
Mesmo que eu leve vários e vários tombos na vida ainda assim continuarei a acreditar nesses sentimentos verdadeiros, pois sei que eles existem em algum coração em algum lugar....
Na vida já levei muitos tombos ao ponto de não querer mais acreditar nos amigos, na família e ate mesmo em Deus, mas aprendi com muito sofrimento que o maior personagem da minha história sou eu mesmo... posso resconstruir sempre que quizer....

Aprendi a ter automotivação e a levantar depois de uma queda e persistir no que creio até o fim, pois foram essas coisas que me fizeram chegar até aqui e serão essas mesmas coisas que me farão chegar até o fim.....

Não importa quantas lágrimas, tribulações ou dificuldades terei que enfrentar, o importante é chegar no final com vitória...
Continuarei cantando a canção de minha infância, a acreditar que a vida é apenas um passatempo e que o melhor ainda está além dos meus olhos e do tempo....
Sigo caminhando sem pará... Não posso desistir...Pois sei que algo maravilhoso Deus fará por mim... É só confiar...

Nós profissionais de enfermagem, estamos lutando para termos melhores condições de trabalho e dá aos pacientes uma assistência melhor. Sei que mesmo eu fazendo o melhor de mim ainda assim é pouco diante da calamidade que a enfermagem vive em todo o Brasil. Por isso, sonhar e acreditar é o primeiro passo para que mudanças no cenário da enfermagem aconteça de fato.
Para finalizar, eu quero dizer: Ninguém na história da humanidade realizou algo sozinho e por isso, nós da Organização Sou Enfermagem acreditamos na mudança e precisamos de você, do seu apoio, da sua ajuda, da sua divulgação.

Era só isso. Obrigado e até mais.

Eu sou Renato..
Sou Técnico em Enfermagem - COM ORGULHO
Sou Enfermeiro - COM ORGULHO

"SOU ENFERMAGEM"