Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
sou uma pessoa cheia de inseguranças, não consigo acreditar que alguém pode fazer tudo por mim, parece ser algo impossível de acontecer comigo.
Sou do tipo de pessoa que quando desfaço um laço de amizade, mantenho a lealdade que prometi enquanto o laço estava feito.
Isto é, segredos, conversas, momentos compartilhados ficaram por lá, guardados como se ainda fossemos melhores amigos.
O que acontecer a partir do fim da amizade, não faz mais parte da lealdade prometida antes. É que promessa pra mm é sagrada e não deve ser quebrada. Faz parte de um bom caráter e mante-la é como ser leal consigo mesmo.
Não importa o que falam de minha pessoa, pois sou imune ao mau-olhado e sei que quem está ao meu lado não cairá nesta conversa criada com salivas de veneno, que tenta e retenta acabar com o que mais feliz me faz.
"Só quero que me desculpa, sinto muito, mais não posso
ser esta pessoa que você idealizou. Sou sensível demais,
não tem como não ser. Gosto do simples, andar de mãos dadas,
Gosto de olhar nos olhos, gosto de atenção, de abraços sinceros,
mais minha maneira de ser e agir, não posso mudar, sou muito brava
arrogante as vezes, difícil de pedir perdão. Mais perdoou fácil. Não
gosto de ser segunda opção na vida de ninguém, só fico se for a Única".
Não sou uma pessoa muito alegre. Sou introvertido. Fechado. Cheio de dúvidas. Não me é fácil viver comigo. Parece que estou sempre em guerra civil.
"Sou igual ao que disseram que Fernando Pessoa teria dito sobre a Coca-Cola: 'Primeiro estranham-me. Depois entranham-me'! Hoje, alguém tem dúvida do sucesso meu (e da Coca-Cola)? Tem?"
Frase Minha 0115, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Sou igual ao que a Coca-Cola foi para o Fernando Pessoa. Primeiro ESTRANHAM-ME... Depois? Ah, ENTRANHAM-ME!
Transmitimos às pessoas aquilo que temos. Pessoas chatas aborrecem, desagradam e cansam qualquer um.
Podem sim nos copiar
Para usar de má fé
Mas duvido copiarem
Aquilo que a gente é.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
09 Março 2025
E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa: uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância – irmãos siameses que não estão pegados.
O Mal em MimNão sou capaz de explicar a sensação do mal em mim; representava, nesse período da minha vida de que falo, a fonte de uma angústia inexprimível. Os homens constroem teorias estranhas sobre o bem e o mal, sobre os castigos e as recompensas; procuram assim a verdade que nunca em vida poderão saber.
Foi muito bom para mim e para a minha família o facto de eu ter sempre ficado em casa e conservado sem esforço o meu antigo modo de ser calmo até aos quinze anos. Nessa altura, porém, mandaram-me para uma escola longe da minha casa, onde o ser latente em mim que tanto temia despertou e começou a agir e a insinuar-se na vida humana.
Quando digo que sentia haver muito mal dentro de mim, não quero dizer que estivesse desde sempre condenado a uma vida de infâmia ou de vício. Quero dizer, porém, isto — que havia em mim uma forte atracção por todas as coisas censuráveis que assediam o homem: podia controlar ou podia satisfazer esta atracção, mas uma vez satisfeita, mesmo só um pouco, era provável que eu nunca mais me pudesse controlar. Resolvi satisfazer essa atracção, e a partir desse momento, dava-me um prazer enorme explorar sempre novas espécies de mal.
Fernando Pessoa- manuscrito, original em Inglês (1904-1908)
Nada sou, nada posso, nada sigo.
Trago, por ilusão, meu ser comigo.
Não compreendo compreender, nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei.
Fora disto, que é nada, sob o azul
Do lato céu um vento vão do sul
Acorda-me e estremece no verdor.
Ter razão, ter vitória, ter amor.
Murcharam na haste morta da ilusão.
Sonhar é nada e não saber é vão.
Dorme na sombra, incerto coração.
Dizem que as flores são todas
Palavras que a terra diz.
Não me falas: incomodas.
Falas: sou menos feliz.
Os meus sonhos são um refúgio estúpido, como um guarda chuva contra um raio. Sou tão inerte, tão pobrezinho, tão falho de gestos e atos. Por mais que por mim me embrenhe, todos os atalhos do meu sonho vão dar a clareiras de angústia.
Sou pelo combate, sempre e em toda parte, dos três assassinos: a ignorância, o fanatismo e a tirania.
Como um vento na floresta,
Como um vento na floresta,
Minha emoção não tem fim.
Nada sou, nada me resta.
Não sei quem sou para mim.
E como entre os arvoredos
Há grandes sons de folhagem,
Também agito segredos
No fundo da minha imagem.
E o grande ruído do vento
Que as folhas cobrem de som
Despe-me do pensamento:
Sou ninguém, temo ser bom.
