Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa

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" eu só quero um amor sincero, que toque minhas mãos e faça minha vida mudar. "

pela minha paz, eu aprendi a desaparecer lentamente
dos lugares que me apertam,
das pessoas que me diminuem,
das situações que me roubam a luz.
mas antes de tudo, eu fico.
eu faço questão de ficar.
eu dou sinais.
eu converso.
eu explico o que dói.
eu mostro onde machuca.
eu tento ajustar o que ainda pode ser salvo.
não parto na primeira falha.
não desisto no primeiro silêncio.
não abandono no primeiro conflito.
eu permaneço enquanto há respeito.
enquanto há tentativa.
enquanto há reciprocidade.
eu já insisti demais.
já expliquei demais.
já tentei salvar o que não queria ser salvo.
e quando percebo que só eu estou sustentando,
quando meus sinais viram incômodo,
quando minha dor é tratada como exagero
eu começo a me recolher.
não faço alarde.
não anuncio partidas.
não bato portas.
eu apenas recolho o que é meu:
meu tempo,
minha energia,
meu afeto.
há quem chame de frieza.
há quem chame de orgulho.
mas só eu sei o quanto custou permanecer quando tudo em mim já pedia silêncio.
porque permanecer onde preciso me diminuir
é uma forma lenta de me abandonar.
e eu já me abandonei o suficiente em nome de amores,
de expectativas,
de pertencimentos que nunca foram casa.
pela minha paz, eu desapareço devagar
não por fraqueza,
não por indiferença,
mas porque aprendi que quem se ama
não permanece onde dói.
e se um dia eu for,
saiba:
antes, eu tentei ficar.

Faz parte de mim ser
mesmo quando o mundo exige que eu me molde.
Ser inteira nas minhas falhas.
Ser abrigo quando o dia pesa.
Ser silêncio quando a alma pede recolhimento.
Faz parte de mim não caber em rótulos,
não diminuir minha intensidade
para que caiba na medida do outro.
Ser, para mim, é resistência.
É escolha diária.
É coragem de continuar sentindo
mesmo quando sentir transborda.
E se há algo que aprendi,
é que deixar de ser
nunca foi uma opção.

Quero alguém para chamar de meu.
Não por posse, mas por escolha.
Alguém que eu reconheça como casa.
Quero sentir o cheiro do aconchego,
e nos seus braços não apenas estar
mas ser lar também.
Porque amar, para mim, não é passagem.
É permanência.
É ter onde repousar o medo
e onde a alma possa descansar.

Oração da manhã

Senhor, em tuas mãos eu coloco a minha vida e toda minha família. Ajude-nos a vencer as batalhas que surgirem nesse dia. Guie os nossos passos e livre-nos de cairmos nas armadilhas do inimigo. Tire de nós tudo que não é Teu. Restaure a nossa força e aumente a nossa fé.

Em nome de Jesus, amém!

Não, eu não te esqueci e nem te substituí! Eu apenas te coloquei em outro lugar da minha vida, aquele no qual você não me incomoda mais!

Desanimada ou não, ninguém pode parar. Eu não vou parar. E quando o cansaço bater...eu revido.

Enquanto eu respirar eu seguirei te amando. Mesmo que tudo pareça improvável,eu seguirei acreditando. Ainda que sozinho, que todo esse amor, e toda essa dor, vai valer a pena.

Balada do Esplanada

Ontem à noite
Eu procurei
Ver se aprendia
Como é que se fazia
Uma balada
Antes de ir
Pro meu hotel.

É que este
Coração
Já se cansou
De viver só
E quer então
Morar contigo
No Esplanada.

Eu qu'ria
Poder
Encher
Este papel
De versos lindos
É tão distinto
Ser menestrel

No futuro
As gerações
Que passariam
Diriam
É o hotel
Do menestrel

Pra m'inspirar
Abro a janela
Como um jornal
Vou fazer
A balada
Do Esplanada
E ficar sendo
O menestrel
De meu hotel

Mas não há poesia
Num hotel
Mesmo sendo
'Splanada
Ou Grand-Hotel

Há poesia
Na dor
Na flor
No beija-flor
No elevador

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Obras completas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

E todos os dias eu peço sabedoria e paciência para enfrentar as batalhas do dia a dia. Nada que vale a pena é fácil. A gente amadurece quando reconhece o erro e crescemos quando lidamos com ele de frente. Eu só preciso de dias mais calmos e cargas mais leves, mas se não for possível que o senhor me dê coragem pra seguir em frente.

Quem ama, está disposto a se ferir.. O amor verdadeiro, não cicatriza. E eu ainda sangro..

Sabe o que eu mais gosto em você?
Esse seu jeitinho ousado e atrevido.
Chegou sem pedir licença.
E ocupou todos os espaços
vazios em meu coração!

Não espere que eu seja contida. Minhas emoções extravasam minhas bordas, borbulham na superfície, transbordam de mim.

Expresso o que me toca. Não me peça pra ser impassível. Sou feita de sentir. E meu sentir faz bagunça, sobe no palco, salta do peito.

Gosto de viver assim: des-me-di-da-men-te-a-pai-xo-na-da.

Quisera eu, ser feita de silêncios. Daqueles que restauram e espelham. Daqueles que traduzem. Tem muito barulho por aqui. Tem o riso solto, a alegria escancarada, a música alta. Tem a vontade de realizar e uma implicância danada com essa coisa de se bastar. Uma fé infantil no futuro.

Sou feliz e grata com a vida que tenho mas vivo seguindo o conselho de Fernando Pessoa: não acostumo com o que não me faz feliz e revolto-me quando julgo necessário.

Não sei fingir sentimentos. Não sei ensaiar simpatia. Ainda não aprendi a ignorar o que me ofende, me acomodar com o que incomoda, usar o silêncio como suposta superioridade e pseudo-atestado de controle.

Jamais conseguiria, vivo à flor da pele, obedeço o coração. Meu riso será indecente quando surgido, meu questionamento será inevitável quando provocado, meu choro, um convite: me conheça.

Me faça surpresas, me leve para ver o pôr do sol. Sou cativada por detalhes, uma encantada por pequenices. Me escreva qualquer frase que combine com o seu querer, apareça do nada e me presenteie com cheiros, com cores, com vinho, com móbiles e palavras.

Não é difícil me fazer sorrir.

Não me queira cética. Acredito em milagres, em intuições, em abraços e em declarações de amor. Desacreditar seria desistir, seria entristecer. E eu recuso todo e qualquer convite da tristeza. Alegria é o que me inspira. Emoção o que me traduz.

Acreditar é o que explica a minha vida.

Me faça convites, me conte uma história. Vamos deitar numa pedra e admirar o céu sem procurar saber da hora. Meu relógio pára numa prosa em boa companhia.

Espere de mim ideias, perguntas e também respostas. Respostas gentis, atenciosas, debochadas ou tortas. Tem opção para todos os gostos e reciprocidade para todos os gestos. Mas não espere de mim amarguras. Não confunda a minha receita. Tenho doses de doçura e pimenta para muitas porções, mas nunca cultivei o rancor.

Espere de mim o perdão, o pedido e o concedido. Sei reconhecer minhas falhas e acredito em qualquer um até mesmo depois que me prove o contrário. Sei dar segunda chance a quem merece, a quem faz valer a caminhada. E assumo todos os riscos. Prefiro assim do que me confortar com serás. Sou adepta do tentar e também do refazer.

Conte comigo, te dou meu ombro e minha sinceridade. Chegue mais perto, pegue na minha mão. Divido meus sonhos contigo, te empresto meus discos e meus livros. Me dê conselhos, me dê espaço. Repouso no teu colo e te conto a minha história. Tenho essa mania errante de me espalhar por aí.

Não tenho muita paciência, releve esse meu pesar. Não tenho vocação pra viver a conta-gotas. Me instigue mas não me provoque tanto. Me queira serena, quieta, satisfeita. Tenho febres elevadas, desejos insaciáveis, tenho coragens infinitas quando desafiada.

Tenho a mania de deixar o desaforo da porta pra fora. Sabe aquele texto da Martha Medeiros que diz: "Não grite comigo. Tenho o péssimo hábito de revidar"? Pois é. Se eu pudesse, estenderia a mão e diria a autora: bate aqui. Meu maior defeito talvez seja este. Minha defesa primeira.

Conte com a minha bondade, abrace o meu afeto mas não subestime a minha mansidão. Não apronte comigo contando com a minha suavidade. Ainda não aprendi com a sabedoria daqueles que deixam pra lá, não compactuo com aqueles que se contém corroendo por dentro. Nessas horas extravio a educação bonita que mamãe me deu e sigo concordando que respeito é pra quem tem.

Pareço vento e de repente eu seja mesmo. Mas veja, sou simples de se capturar. Meu parecer talvez seja este: eu simpatizo com os urgentes e me recolho na intensidade. Suplico a paciência e enlouqueço na espera. O talvez não me responde, o quase não me convence, o "não sei" me sufoca o peito e me arde toda.

Eu vivo é de quereres, insaciáveis e emergentes. Reciclo minhas coragens e não confiro a temperatura da água. Eu mergulho. Inteira. E descubro que sei nadar.

E não sei por que, mas com você eu dançaria
Em uma tempestade no meu melhor vestido.

Taylor Swift

Nota: Trecho da música Fearless.

Saudades daquele tempo em que eu era a menininha do papai, livre de todos os problemas, daquele tempo de pequenos grandes momentos em uma família perfeita e ao mesmo tempo imperfeita, ou simplesmente normal, daquele tempo em que jogávamos conversas e risadas bobas fora, em que ficávamos uma tarde toda de domingo ou feriado juntos, fazendo nada, mais juntos e felizes, um tempo em que sempre quis que passasse rápido e que chegasse logo o futuro, mais agora, que o presente de hoje é o futuro que eu antigamente desejava chegou, daria tudo para ter aqueles momentos de volta, momentos frios que vivo agora, esperando um novo futuro caloroso, feliz e novamente unido, PAI, hoje se dou algum tipo de desgosto, saiba que só estou buscando ser o seu maior orgulho em um futuro não muito distante. TE AMO!

Se eu...
não gostasse tanto de mim,
não gostaria tanto de você.

Se eu...
não gostasse tanto de você,
não teria esquecido tanto de mim.

Paixão boa é aquela pela garota que eu vi no metrô; desceu na primeira estação, sem perigo de entrar na minha vida.

Eu quero você mais do que qualquer céu azul.

E me perguntaram o que eu vi em você. Parei, pensei, e respondi: nada demais.. E me questionaram o por quê de eu insistir tanto na gente, mesmo deixando muitas vezes alguns dos meus princípios pra trás. E com um sorriso no rosto, falei que não era preciso enxergar nada em você pra te amar dessa maneira; Que essa nossa sintonia, essa nossa afinidade pra mim é coisa de outro mundo, outra vida. Você...tem esse dom de me fazer feliz por simplesmente ser quem você é e pelo fato de existir. Por saber que com a gente, não é preciso máscaras ou inventar personagens para se criar uma história. Porque você é nada mais, nada menos que a minha história. E no que depender de mim, o começo e o fim de todos os capítulo.

VIAJAR NO MEU PEQUENO EU

Me encontro aqui, sentada a deambular entre meus ínfemes e míseros pensamentos... sem muito no que pensar
No meio de um nada e em minha constante e feliz melancolia.
Passam-se os anos eu mudo, reviro-me e me reencontro aqui num mar de contrastes...
Mil perguntas passam pela imensidão do meu cérebro, perguntas parvas de respostas concretas e desconjugáveis.
Mudam-se-me os nomes, permanecem-me os apelidos e meus contrastes, me perco em mim... morro em minhas atitudes e ressuscito em meus contrastes.
Outra vez, a mesma sensação... de novo a mesma dor da perda me consome.
o que falta em mim? o que a complicada simplicidade que me rodeia roubou de mim desta vez? Algures perdi algo que não consigo encontrar, mas onde se não sai daqui, encontro-me a séculos nesta mesma monotonia....
Ohhh!!! Agora entendo tudo... é essa monotonia que me consome, me rouba todo nada que consigo... não aguento mais isso!!!!
Mas espera aí!!!!! Que monotonia? Como sei eu que isso é monotonia se não conheço outro estado de vida se não essa latessencia em que me encontro?
ohh! Injusta de mim... condeno-me sempre a um mundinho de desesperos e futilidades úteis... apresso-me a julgar o modelo medíocre de vida numa linear constante.
Mas como posso eu querer ou ainda exigir de mim uma aderência a uma vida mais apreciável se é só esta a realidade que conheço... se minha fraca e fértil imaginação nunca viajou por outros campos se não a oscuridade da minha própria realidade?
Daí me ponho aqui sentada no meio a nada e uma vez mais viajo e percorro o interior do meu pequeno eu, numa corrida lenta e rotineira que não me cansa, e apesar de exausta me alegro com as tristezas que revivo.