Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Ciclos
Perdi as contas de quantas vezes morri
Algumas vezes fui apunhalada sem misericórdia
Assassinada pelas mãos de quem jurou estar ao meu lado
Outras vezes fui levada ao suicídio
Pelo desejo em findar a dor
A dor das feridas abertas em minha Alma.
Perdi as contas de quantas vezes morri
Mas todas as vezes que a morte me beijou a vida me abraçou
Me fazendo perder as contas de quantas vezes renasci.
GUILHOTINA NO PESCOÇO
Mesmo ganhando, saí perdendo
Porque perdi você
Fiquei com a casa toda mobiliada
Mas vejo vazia sem você aqui
Você um dia foi amada por mim
O tempo desgastou
Não te dei o devido valor
Aí eu fiquei sem teu amor.
Sinto falta da sua companhia
Tão cheia de alegria
Hoje não tenho mais
De olhos fechados
Vejo a guilhotina no pescoço
Está virando rotina
Dormir e acordar no calabouço
Passa, passado, não quero lembrar
Que um dia fui amado
Vem, esquecimento, e leva
Os bons momentos
que passei do lado dela
Sozinho estou eu na favela
Vou seguir a minha estrada.
De mãos dadas com esperança.
Vou à procura de paz.
Aquela que perdi, ao conhecer-te.
Achei e perdi. Vezes esqueço, vezes me pego embriagada nas lembranças. Não se desvencilha a alma quando não se quer. E eu não quero...
É engraçado
Me perdi nos meus pensamentos
Quando te olhei pela primeira vez
Teu sorriso deixou uma marca
Que gerou um sentimento de alegria
No meu coração
A tua expressão corporal
Me mostrou um pouco da vida em harmonia
O teu ser me indagou com todo o carinho demonstrado
Enfim você parece ser uma pessoa
Muito gente boa
E no fim de tudo o que ganhei e que perdi
Foi muito mais do que precisei pra ser feliz
Confesso que já senti o peso da dor, que já chorei ao me olhar no espelho, que já perdi a fé em mim e no amor, eque já pensei em jogar tudo pelo caminho.
Confesso que já bebi até cair e dormir, que já gritei palavras sem pensar, eque já magoei pessoas que amei.
Confesso que já senti a solidão, que já me senti um estranho no mundo, que já quis desaparecer sem deixar rastro, e que já senti que a vida era um fardo.
Mas hoje, confesso que vejo além, que aprendi com as quedas e levantei, que encontrei amor no meu coração, e que sou grato por tudo que aprendi com o que passei.
Confesso que hoje sou mais forte, que sou mais capaz de enfrentar a vida, que encontrei paz na minha própria sorte, eque a felicidade é uma escolha minha.
Nunca me disse não
Mas nunca me deu o sim que desejei
Quis transformar o não em sim
E me perdi de mim
Confundi expectativa com realidade
Saudade com talvez
De vez em quando com final feliz
Até não suportar mais o meu
Eterno autoengano
Até me obrigar a aceitar
Que não seria mais a sua escolha
Ontem perdi, hoje nada ganhei, porém, não me abalei.
Todo guerreiro luta com fé na esperança de dias melhores. Amanhã de pé estarei, para lutar incansavelmente por uma vitória.
Farol, farol...
Segredos nos quadros atrás do lençol
Preso no anzol
Perdi seu rosto em um vislumbre ao pôr do Sol
[...]
~ Ayakashi ~
Hoje perdi um texto
Estava ali quieto a pensar. Ele veio, apareceu do nada como é de seu costume fazer. Contou-me sua história. Que tinha ido lá e lá aconteceu aquilo e que se sentiu assim e quando ela apareceu tudo mudou, porque ela fez isto, olhou assim, apontou aquilo. Ele naturalmente respondeu que aquilo não era assim e sim de outra maneira e que o que via se apresentava como de outra vez e por isso tinha feito assim. Ela ao contrário retrucou que tudo era pouco para tanto.
E de repente como não era de costume, nada escreveu. E em uma distração que nem sabe dizer qual, o texto foi-se e deixou o gosto e a saudade do que poderia ter sido, mas não foi. Um branco papel sem o seus devidos traços de grafite a percorrer suas linhas.
Pensou que talvez fosse assim um amor não vivido. Um texto perdido, uma página não escrita, um algo qualquer que se perdeu e não recupera mais.
E assim sentindo, como para cobrir uma parte do que se perdeu, deitou os dedos sofre teclas e ao acaricia-las, um pequeno conto surgiu. O texto original se perdeu, mas o amor ficou e por ficar, criou novo encontro. Desta vez nada foi perdido e ficará marcado como que uma tatuagem na pele. É assim um texto expelido, é assim um texto perdido.
Sei que te perdi
sei também que tentamos
afinal o que nos movia era maior
quase deu certo
agora que a saudade é companheira
e a solidão convive em mim
quero que as nossas lembranças
possam honrar o tempo que tivemos por aqui
um dia, sei que poderemos nos reencontrar
espero que reconheças em nós, nos nossos laços
o bom e velho amor
amor que não permitiu eu colocar alguém no teu lugar
o mesmo amor, que me deu forças, para te levar comigo
nas lembranças, no coração, como minha única verdade
te fazendo permanecer, até o fim...
"" A primeira vez que te perdi
achei que irias voltar
a segunda vez não existiu
saudade ficou em seu lugar...""
"" O que perdi foi desumano
necessário talvez
mas fora dos planos
ficou tua luz,
teu jeito de me olhar
ficou um coração mergulhado em saudades
o que perdi
foi justamente o que pedi a Deus
e os meus loucos desejos
agora dormem lá fora
receosos de se tornarem sonhos
que sem você não podem acontecer...
Perdi muitos crepúsculos digerindo as frases condescendentes de figuras odiosas que só queriam me envenenar com suas falsas solidariedades.
