Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Não, eu não sumi. Continuo morando no mesmo endereço. Ainda continuo com o mesmo número de celular. Não parei de frequentar os meus lugares favoritos e muito menos troquei de e-mail, assim como não deletei nenhuma rede social. Eu apenas parei de me importar com “você sumiu”, “sinto sua falta”. Pois bem, tu sabes aonde me encontrar.
Ela está a salvo como eu prometi, ela vai se casar com Norrington como ela prometeu, e você tem que morrer por ela como você prometeu. Somos todos homens de palavra, exceto Elizabeth, que na verdade é uma mulher.
Quando se sentir triste, lembre-se de 4 coisas:
Deus é grande!
A vida é bela!
Eu existo... e gosto de você!
Se você me ama do jeito que eu te amo e se eu amar você do jeito que você me ama nosso amor será eterno.
E eu que a duras penas descobri que a lei da reciprocidade não se aplica a todos, que a gratidão não é privilégio da maioria e que a delicadeza é especialidade de poucos, decidi ser um pouco mais cuidadosa no estreitamento dos laços e mais atenta a falsos perfis bem intensionados.
Desabafo
Eu odeio ser desprezada. É triste olhar ao redor e ver que pessoas que amo estão se afastando. Odeio a sensação de ser insignificante para quem sempre amei, para aqueles a quem me dediquei tanto e agora vejo que isso de nada adiantou. É humilhante ter que implorar por atenção, correr atrás de migalhas de amor.
Às vezes me odeio por me preocupar com quem não merece a mínima atenção, mas não sei ser diferente. Tudo em mim é muito intenso, especialmente quando se trata de amor. Amo intensamente, desejo ardentemente certos tipos de carinho, me entrego de corpo e alma a quem quero, e quando não sou retribuída, me sinto frustrada e desprezível.
As pessoas podem ser tão insensíveis. Isso me causa dores psicológicas irreversíveis, traumas emocionais dos quais não consigo me livrar. Sou prisioneira das minhas frustrações, refém das minhas decepções, viciada em sentir emoções que me levam ao extremo.
Já tentei me libertar desse sentimentalismo exagerado, mas não consigo convencer meu coração a se endurecer e deixar de ser "otário". Já desejei que meu coração fosse um iceberg, mas ele insiste em ser um vulcão em erupção, pronto para explodir de emoções a qualquer momento.
Sou um depósito de carências, sempre buscando migalhas de amor, desejando constantemente algo ou alguém que preencha esse vazio existencial que há dentro de mim.
Ficar antissocial de novo. Me isolar das pessoas que eu amo e que me amam, assim ninguém me machuca ou se machuca.
Se eu não pensasse demais talvez seria melhor
Que quanto mais distante eu fico eu vejo um mundo menor.
Eu agradeço a Deus por graciosamente me dar a oportunidade de entender que a morte é a chave que abre a porta da nossa verdadeira felicidade.
Eu só tenho a agradecer a todos os amigos falsos que já tive. Sem eles, eu nunca saberia quem são os verdadeiros.
