Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
A Constelação Humana
Não importa se eu sou gorda ou magra, rica ou pobre, feia ou bonita. Não importa se carrego diplomas intelectuais ou se guardo apenas a sabedoria da vida; se sou expansiva e comunicativa, ou se prefiro o recolhimento da timidez. Diante das leis do universo, o que realmente importa é a nossa capacidade de dar as mãos e ajudar o outro a brilhar. O céu nos ensina essa lição diariamente através do Cruzeiro do Sul: ele não é feito de uma estrela solitária, mas sim de um grupo delas, onde cada uma empresta a sua força para a outra. É por causa dessa união que as noites ganham aquela presença linda e iluminada no horizonte. Quando paramos de competir e passamos a cooperar, entendemos que o nosso papel na terra é o de formar uma grande constelação de amor, onde o brilho do meu irmão só torna o meu próprio caminho mais iluminada.
Sabe o que me atrai? Não é o que a gente vê de primeira. Eu reparo mesmo é na intensidade do olhar, no que não precisa ser dito. Um sorriso sincero já me ganha sem muito esforço. O que me prende de verdade é a conexão e a verdade
"Eu nunca quis, não quero e nunca serei seu amigo"
Eu transito.
Entre países,
fronteiras,
bairros,
cidades,
entre uma fumaça e outra,
entre amores que chegam
e amores que viram saudade.
Sou homem de passagem,
de mala, de rua, de miragem,
de beijo que acende a noite
e de adeus que muda a paisagem.
Acendo um cigarro
no Hard Rock Café de Santa Cruz de la Sierra
e, por alguns minutos,
me sinto como um deus.
Não porque conquistei alguém,
mas porque ninguém me pertence
e eu não pertenço a ninguém.
Em Letícia, na Colômbia,
danço cumbia amazônica
entre mulheres, fumaça e madrugada,
e descubro, mais uma vez,
que há coisas que acabam
sem jamais terem sido fracassadas.
Pedalo por São Paulo
e sou imbatível.
A cidade passa por mim,
os carros passam por mim,
as pessoas passam por mim,
e eu continuo.
Acendo um cigarro diante da Fundação Mario Benedetti
e a poesia me satisfaz.
Porque aprendi alguma coisa
sobre o amor,
sobre a vida
e sobre essa estranha mania humana
de chamar de definitivo
aquilo que nasceu transitório.
Eu sou rei na arte de transitar.
Sei chegar.
Sei partir.
Sei encontrar pessoas.
Sei reconhecer seus rostos anos depois
e fingir que o tempo não fez seu trabalho.
Grande parte das mulheres que conheci
dividiu comigo uma cama.
Hoje,
muitas são estranhas.
E tudo bem.
Não transformo o passado em mentira
só porque ele passou.
Houve amor.
Houve desejo.
Houve pele,
risada,
cigarro,
madrugada,
promessa que parecia eterna
até a manhã seguinte provar o contrário.
E depois?
Depois, seguimos.
Distintos.
Como duas gotas de água.
É assim que a vida me ensinou.
Eu não preciso possuir o que amei
para admitir que amei.
Não preciso voltar
para reconhecer que estive lá.
Não preciso transformar uma mulher que foi amor
em amiga
só para fingir que alguma coisa permaneceu.
E é aqui que você entra.
Porque eu nunca quis ser seu amigo.
Não naquela noite.
Não depois daquele beijo.
Não quando deitei ao seu lado.
Não quando imaginei você ao meu lado
para além de uma noite,
de um bar,
de uma cidade,
de uma estação.
Eu queria você.
Não sua amizade.
E eu não vou cometer agora
a covardia elegante
de chamar de amizade
aquilo que um dia chamei de amor.
Eu já tenho amigos.
Tenho muitos.
Tenho amigos suficientes
para encher uma mesa de bar.
Não me faz falta
mais uma cadeira.
Estou acostumado à solidão.
A solidão nunca me assustou.
Já atravessei fronteiras sozinho.
Já atravessei cidades sozinho.
Já atravessei países sozinho.
Já atravessei amores sozinho.
E sobrevivi.
Então não me ofereça
o prêmio de consolação.
Eu não quero.
O amor é arrogante.
Tão arrogante
que prefere perder
a fingir que ganhou.
Ele não aceita sobras.
Não aceita redução.
Não aceita que aquilo que desejou inteiro
seja apresentado depois
em pequenas porções
com o nome bonito de amizade.
Eu não quero a sua amizade
como quem recebe uma medalha
por ter perdido a guerra.
Prefiro a derrota limpa.
Prefiro a ausência verdadeira.
Prefiro que você passe por mim
num bar
acompanhada ou desacompanhada,
com alguém segurando sua mão
ou segurando apenas o próprio copo.
Já não me importa.
Você pode me cumprimentar.
Pode não cumprimentar.
Pode sorrir.
Pode seguir reto.
Pode estar com outro homem,
com outro amor,
com outra vida.
Nada disso me abala.
Porque o que me importa agora
não é ter você.
É não mentir sobre você.
Eu quis sua boca.
Quis sua presença.
Quis você ao meu lado.
E não vou fingir
que queria apenas uma amizade
porque foi isso que restou.
Não.
Te ganhar ou te perder.
Mas sem engano.
Sempre sem engano.
Porque a maior vitória
não é possuir aquilo que se deseja.
A maior vitória
é não se possuir pela mentira.
É poder perder alguém
sem perder a própria verdade.
Então vá.
Atravesse a rua.
Atravesse a cidade.
Atravesse a fronteira.
Faça da sua vida
o que quiser.
Eu farei da minha
o que sempre fiz:
transitarei.
Com meu cigarro.
Minha bicicleta.
Minha poesia.
Meus bares.
Minhas cidades.
Minhas mulheres.
Minha solidão.
E essa estranha capacidade
de amar profundamente
sem precisar transformar
todo amor perdido
em amizade.
Porque algumas pessoas
não foram feitas para permanecer.
Foram feitas para passar.
E algumas histórias
não precisam de amizade
depois do fim.
Precisam apenas
de honestidade.
Por isso,
se algum dia você me encontrar
naquela mesa de bar,
não procure uma cadeira vazia para mim.
Eu já aprendi a sentar sozinho.
E se quiser me chamar de amigo,
não.
Eu nunca quis.
Não quero.
E nunca serei.
Porque entre te perder
e me enganar,
eu escolho perder.
Entre a sua amizade
e a minha verdade,
eu escolho a verdade.
Entre ter você pela metade
e não ter você de jeito nenhum,
eu escolho o vazio.
Porque o vazio passa.
A mentira fica.
E eu,
que sou tão acostumado a partir,
não tenho medo de partir de você.
Tenho medo apenas
de permanecer
onde nunca quis estar.
Te ganhar ou te perder.
Mas sem engano.
Essa é a vitória.
" Essa pequena viagem…
Nunca foi sobre eu e vc…
Sempre foi sobre mim…
Eu me vi tanto em vc…
Que acabei me perdendo...
Então precisei retornar…
E quando me reencontrei…
Eu te perdi".
Viver é diferente de existir, se eu vivo logo existo, mas posso existir apenas e não saber viver, e deixar a vida passar sem dar sentido de existir.
Jose luis Gonçalves de Sousa
Psicólogo
Se o destino me fizesse escolher mil vezes, em todas elas eu buscaria pela mesma voz, pelo mesmo olhar e pela mesma sensação inebriante de me perder para me encontrar em você. Você é a minha melhor certeza, o meu pensamento mais bonito e a dona absoluta de todos os meus dias.
_Enzo Ruchell_
Abelha
Se você diz assim que sou flor, eu te culpo pois é abelha,
Abelha que troca meu pólen,
Abelha que fuça, que me agita,
Que me faz ser flor.
Como flor?
Sou flor que te marco com meu cheiro,
Flor que marco com cor,
Cor que tu, abelha, me deu.
Eu sou tão grato a vida por ter me dado a oportunidade de dividir meus dias com você, de aprender com você e crescer ao seu lado como pessoa. Ir descobrindo aos poucos novas formas e cores que a vida pode nos apresentar quando se temos a pessoa certa ao nosso lado. Em alguns momentos a luz se tornara fraca e só restará um escuro ao nosso redor , nós fazendo não perceber mais a luz que sempre foi nosso guia em meio a escuridão. Mas de alguma forma, os sentimentos quando são puros e reais como o que sinto por vc dissipa tudo isso me levando de volta a luz que você sempre projetou na minha vida desde o exato momento que passou a fazer parte dela . Não sei aonde eu me perdi para apenas me encontrar em você e se for para ficar perdido , que seja perdido na certeza desse amor que Carrego no peito por vc.
_Enzo Ruchell_
Eu ainda me levo muito pela opinião dos outros, pelo que falam, pelo jeito que olham para mim, pareço muito forte paraquem ainda se importa com oque falam.
Eu não sei exatamente em qual curva o meu mundo passou a gravitar em torno do teu, mas sei que cada quilômetro percorrido até aqui valeu a pena só por me trazer ao teu encontro. Estar contigo é como finalmente desligar o motor depois de uma viagem exaustiva e perceber que, mais do que chegar a um destino, eu encontrei o meu lugar no mundo. _Enzo Ruchell_
há eu fui bom pensamento
No dia frio que a carência bateu mais forte do abstinência
Que era um corpo com temperatura 39 grau
Pra dizer que me aquecer era melhor do que parece contido
Pra não parecer faminto
Eu senti-te.
No calor do teu corpo,
nas mãos que demoravam nas minhas,
na forma como os teus olhos,
cor de mel ao sol,
pareciam sempre procurar os meus.
Durante uns dias,
achei que também me tinhas sentido.
Depois veio a distância
e, com ela, a dúvida:
se aquele mel era para mim
ou se eu apenas o provei
quando já pertencia a outra pessoa.
Eu me perdoo pelo passado frio, pelo passado que quase me queimou por dentro. Eu me perdoo se eu ainda carrego ressentimento, mágoa, dor. Eu me perdoo, porque muitas vezes fui ódio. Plantei a semente errada no solo do amor.
Nildinha Freitas
Gostaria que o mundo e a vida tivessem mais sentido — eu realmente gostaria. Mas, se acontecesse, seria egoísmo? E isso também me tornaria um ser sem sentido? Me tornaria parte do problema?
Afinal, meu maior problema com o mundo atual é justamente o egoísmo das pessoas.
Carta para o "Eu" do passado.
Querido Eu de 1992,
Olho para essa foto tua, aos 20 anos, e sinto uma profunda vontade de te abraçar.
Vejo no teu olhar essa mistura bonita de serenidade, coragem e a simplicidade de quem ainda não faz ideia de tudo o que a vida guarda pelo caminho.
Se eu pudesse atravessar o tempo e parar ao teu lado por alguns minutos, não te daria atalhos, nem estragaria as surpresas do destino.
Mas gostaria de te sussurrar algumas certezas ao ouvido.
Ama sem reservas e guarda cada detalhe.
O tempo passa mais rápido do que essa fotografia consegue registrar.
Aproveita cada risada, cada abraço de quem está ao teu redor e cada momento simples do dia a dia.
São essas memórias que vão aquecer a tua alma no futuro.
Sê gentil contigo mesmo, tu não precisas de ter todas as respostas agora.
Os erros que vais cometer e as dúvidas que irão te tirar o sono vão servir para moldar a tua maturidade.
Tudo o que vier fará parte do teu crescimento.
A tua essência é o teu maior bem.
A vida vai mudar muita coisa ao teu redor.
Vai trazer alegrias imensas, mas também um momento em que o chão vai sumir completamente debaixo dos teus pés e dias em que a saudade vai parecer insuportável de carregar.
Mas ainda assim, aquilo que tens de mais puro no coração, o amor incondicional, a tua sensibilidade e a tua verdade vai permanecer intacto e dar-te forças para continuar.
Continua a caminhar com a cabeça erguida e com esse olhar focado mesmo nos dias cinzentos que irão surgir.
O futuro que te espera é feito de lutas, dor e lágrimas mas também é de uma beleza profunda que só o tempo e o amor conseguem ensinar.
Com todo o carinho e admiração do homem que te tornaste,
Do teu "Eu" do presente.
Eu sinto uma angústia fatalista tão profunda e sombria. Sinto como que borboletas negras em minha barriga. Negras, avisando sobre o futuro luto… sobre a contingência… sobre as consequências de escolhas mal feitas. Mas também, sobre a vida. Suas facetas. Seus ciclos. Sua tragédia. Seu drama. Sua comédia. Sua ação. E seu fim.
[...]
Eu tenho esperança; sabe? Esperança, pelo menos agora com um pouco mais de maturidade, de um futuro. Nem melhor, nem pior, nem igual. E nem diferente. Sim, nonsense, né? Pois é! A vida é assim, às vezes. Eu aprendi que mais mal faz, encher as bagagens de esperança querendo encontrar o equilíbrio — e o pior: achando que vai — do que carregar consigo um pouco de cada tempero, até a desesperança, para… no fim das contas… mandar o equilíbrio e sua antítese às favas!
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