Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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A mim eu ofereço apenas uma "," para poder continuar escrevendo a minha história!

Sei lá, quando tudo está dando errado, eu digo que a culpa é das estrelas.

O Homem que Carregava o Frio


Eu carregava sacos de gelo durante o dia,
mas era a minha própria alma que congelava aos poucos.
Minhas mãos tocavam o frio da pedra,
enquanto meu corpo aprendia uma nova forma de dor.


Ao chegar em casa, a noite não trazia descanso;
trazia o julgamento do próprio corpo.
Cada músculo queimava como brasa escondida,
cada respiração era uma lembrança
de que eu ainda precisava continuar.


Deitado no escuro, entre o silêncio e a agonia,
eu não pedia riqueza, nem uma vida perfeita.
Minha única oração era simples:
“Que eu acorde amanhã.”


Porque havia um peso maior que a dor dos braços,
maior que o cansaço dos ossos:
era saber que o mesmo sofrimento me esperava no dia seguinte.


E mesmo assim eu levantava.
Vestia minha coragem como quem veste uma roupa velha,
pegava o caminho de sempre
e enfrentava mais um dia.


Ninguém via as lágrimas que eu engolia,
ninguém ouvia as batalhas travadas dentro de mim.
Mas ali estava eu —
um homem ferido pelo tempo,
mas ainda de pé.


Não porque era fácil suportar,
mas porque havia algo em mim
que a dor nunca conseguiu destruir.

Ultimamente eu ando escrevendo mais rápido do que às partículas taquions se movem!

Hoje eu parei e olhei bem sério para a calçada, e me veio uma dúvida à mente:

Por que eu estou aqui hoje?

E eu não sei dizer. Não sei o que se passa na minha cabeça. São tantas dúvidas e tantas questões… Está tudo uma confusão.

Não sei de onde começar e nem como vai terminar.

Então, eu parei para tentar organizar tudo. E sabe o que aconteceu?

Nada.

Às vezes, a resposta está na nossa frente e não a vemos. Ou, muitas vezes, nem sabemos a resposta. E podemos dizer que existem momentos em que é melhor não saber.

Mas algo me veio à mente e clareou tudo:

Eu não preciso saber.
Eu não preciso resolver.
Eu não tenho que descobrir.

Eu só preciso seguir firme e forte.

Existem coisas que, por mais que busquemos respostas, não sabemos por que acontecem. Então, simplesmente deixamos acontecer, pois, uma hora ou outra, vou descobrir por que tudo isso ocorreu.

Não espere que você vá resolver tudo. Às vezes, o tempo resolve sem você fazer nada.

Então, olhe para mim e sorria, como eu sorrio.

A vida é bela demais para deixarmos de curti-la.

Eu não sou boazinha. Sou justa. É a forma mais honesta de se relacionar comigo e com o outro.

Você.... sempre você
Lá... em algum lugar...
bem longe daqui.
Eu... sempre eu...
Aqui... no mesmo lugar...
bem perto daqui

O meu mar


Eu te ouço mar; as vezes fazes ruídos altos e em outros dias és calmaria.
Eu te vejo mar; majestoso na tua força, sedutor em teus movimentos.
Eu te sinto mar; me envolves, as vezes suavemente e, em outras me arrastas para ti.
Poema de Maristela Finger

O que eu sinto?
Nem sei mais se sinto...
nem sei mais quando minto...
Acho que nem você sente,
nem eu sinto...
só estamos acostumados
ficar lado a lado...
e cada um olhar pro seu lado...

Desculpa se eu não fiz tudo como você queria. Desculpa.

Desculpa se eu não abaixei a cabeça, se eu não me submeti.

Desculpa se eu não fui o que você quis. Desculpa.

Eu peço desculpa se eu não agradei, se eu não agrado, se não vou agradar.

Mas eu peço desculpa a mim.

Desculpa é a mim, a quem eu devo mais amar.

Nildinha Freitas.

Eu me reinvento todos os dias para não me entregar.


Às vezes, certas mudanças são necessárias para preservar aquilo que ainda resta de quem você era antes do caos se instalar.
Não é deixar de ser quem somos.
É aprender a proteger o que sobreviveu.

bom, lutando é uma palavra muito forte, e vencendo não é exatamente a verdade, eu to sem vontade. sem vontade nenhuma..
me vejo morta daqui 10 anos.

O que eu posto depende
do meu estado de espírito.
Tem dias que quero salvar o mundo;
em outros, sou calmaria e silêncio.
Aprendi que a beleza está justamente
em acolher todas as minhas estações.

⁠Eu costumo dizer que há 2 tipos de pessoas... A que dá bom dia, e a que responde bom dia... Nesses tempos foram criadas um terceiro tipo: a que não dá, e não responde.

Existem muitas coisas que não sei sobre você! Mas as que sei, eu sei taaanto. Te quero tanto!

Eu vou pedir ao sol
Pra iluminar nosso caminho
E todas as estrelas, pra enfeitar nosso destino
Me leve aonde for, segure a minha mão
Pois sei que você vai ser a minha direção.
(Incondicional)

em nome de quem?

Eu passei tanto tempo procurando respostas que, em algum momento, comecei a desconfiar da própria pergunta. Talvez seja esse o castigo de quem tenta encontrar sentido em tudo, quanto mais fundo se procura, mais coisas deixam de fazer sentido. Eu olho para a minha vida e não consigo decidir se devo agradecer ou perguntar porque. Sei que existem pessoas atravessando dores que eu sequer seria capaz de imaginar, sei que seria pequeno demais colocar a minha história acima de todas as outras, e justamente por isso me sinto ainda mais ingrato quando reclamo. Mas agradecer não apaga a dúvida. Eu posso reconhecer tudo o que recebi e, ainda assim, olhar para o céu e perguntar que espécie de amor exige tanto de alguém antes de deixá-lo simplesmente viver.

Se tu realmente estás no controle das coisas, então eu preciso entender algumas delas. Quantos aprendizados ainda faltam? Quantas vezes uma pessoa precisa quebrar para finalmente compreender o que tu queres dela? Porque eu fui abandonado quando ainda nem sabia o que significava ser abandonado? Por que algumas ausências aconteceram justamente quando eu precisava aprender o que era presença? Por que certas coisas precisaram acontecer dentro de uma criança para que um adulto tivesse que passar anos tentando consertar aquilo que não foi ele quem quebrou? Se tudo isso deveria me moldar, por que a forma dessa moldura ainda dói tanto? Se existia um propósito naquilo, por que o propósito parece ter vindo acompanhado de feridas que eu continuo carregando sem saber onde colocar?

E então tu tiraste de mim quem eu mais amava, ou pelo menos foi assim que pareceu. Colocaste outras pessoas no meio da história, outras mãos, outras bocas, outros caminhos, como se cada uma carregasse uma peça de alguma resposta que nunca chegou inteira. Algumas não serviram para nada. Algumas só me confundiram. Algumas fizeram estrago e foram embora como se nunca tivessem passado por aqui. E depois, quando eu já estava tentando aprender a viver com a falta, tu devolveste aquela pessoa para mim. E isso talvez seja uma das coisas que mais me confundem, porque eu não sei se chamo de milagre, coincidência, consequência ou simplesmente vida acontecendo enquanto eu tento atribuir significado ao que não consigo controlar. Se foi tu quem devolveu, por que tirou? Se foi tu quem juntou novamente, por que permitiu que a história precisasse se perder antes? O que eu deveria ter aprendido com a distância que eu não aprenderia com a presença?

É nesse ponto que a minha fé começa a parecer uma conversa unilateral. Eu falo, tu não respondes. Eu interpreto o silêncio, encontro sinais onde consigo, transformo coincidências em pequenas revelações porque preciso acreditar que existe alguma coisa do outro lado me ouvindo. Mas existe? Você está me escutando? Porque eu não quero um Deus inventado para caber nas minhas necessidades. Não quero transformar qualquer coisa boa que aconteça em prova da tua existência e qualquer coisa ruim em uma lição conveniente. Não quero ser aquele que só acredita quando a vida obedece. Eu quero saber onde termina a minha responsabilidade e começa a tua. Quero saber quanto da minha história foi escolha, quanto foi consequência, quanto foi acaso e quanto foi simplesmente uma coisa que aconteceu porque o mundo é cruel o bastante para não precisar de uma explicação.

Eu tenho culpa. Sei disso. Carrego decisões que foram minhas, impulsos que foram meus, erros que ninguém colocou na minha cabeça além de mim. Eu me saboto, volto para lugares que sei que podem me ferir, destruo com as próprias mãos algumas coisas que passei anos pedindo para construir. Não posso colocar tudo em tuas costas só porque é mais fácil acreditar que alguém escreveu a minha história antes de mim. Mas então por que eu sou assim? Se tu me conhecias antes que eu pudesse me conhecer, se cada parte minha já era conhecida antes de eu aprender a pronunciá-la, onde termina aquilo que fizeram comigo e começa aquilo que eu escolhi ser? Quanto de mim é liberdade e quanto é herança? Quanto das minhas ruínas é responsabilidade minha e quanto foi construído por coisas que eu nunca tive idade suficiente para entender?

Eu queria acreditar sem precisar pertencer. É estranho, porque quando me perguntam no que eu acredito, nenhuma resposta parece suficientemente minha. Eu não consigo me encaixar perfeitamente em dogma nenhum, não consigo transformar o mistério em regra, não consigo fingir certeza onde só existe uma espécie de intuição. O que eu acredito parece íntimo demais para caber numa instituição, pessoal demais para ser resumido por alguém que nunca esteve dentro da minha cabeça. E talvez isso também me assuste, porque se a minha fé é tão particular, como sei que não estou apenas adorando uma versão de Deus criada pela minha própria necessidade de que alguma coisa faça sentido?

E se eu estiver perseguindo um fantasma?

E se todas essas conversas que tenho contigo forem apenas o homem tentando responder a si mesmo através do céu? E se eu não for teu filho? E se não houver ninguém ouvindo quando eu falo sozinho no escuro? E se a humanidade passou séculos construindo templos para uma ausência, ajoelhando diante de algo que nunca respondeu, inventando nomes para o desconhecido porque era insuportável admitir que talvez não soubéssemos de nada? Estamos adorando o quê, afinal? Uma presença? Uma ideia? Uma esperança? Um pai? Um espelho? O medo de descobrir que a morte é simplesmente o fim?

Eu não sei.

E talvez essa seja a coisa mais honesta que consigo te oferecer.

Porque o mundo inteiro parece estar andando na contramão daquilo que deveria ser. Gente boa sofre sem explicação, gente cruel parece prosperar, crianças carregam dores que nunca deveriam conhecer, pessoas se encontram depois de anos quando já deveriam ter seguido caminhos completamente diferentes, outras se perdem justamente quando tudo parecia finalmente no lugar. Eu vejo isso e tento encontrar uma ordem escondida, uma linha invisível costurando tudo, mas as vezes parece que estamos apenas jogando os dados e depois chamando o resultado de destino.

E ainda assim eu continuo falando contigo.

Isso é o que mais me irrita.

Depois de todas as dúvidas, de todas as perguntas, de todas as vezes em que achei que tu me abandonaste, alguma coisa em mim continua olhando para cima. Não sei se isso é fé ou medo. Não sei se é amor ou necessidade. Não sei se estou procurando Deus ou procurando alguém que consiga me dizer que a minha vida não foi uma sucessão aleatória de dores, encontros, perdas, escolhas e consequências.

Porque eu preciso saber para onde estou indo.

Não quero viver acreditando que cada sofrimento precisa necessariamente esconder uma lição. as vezes uma dor é apenas uma dor, e talvez o significado venha depois, quando alguém decide o que fazer com aquilo que recebeu. Mas se for assim, então o sentido da vida não está em descobrir por que tudo aconteceu, e sim em decidir o que fazer com o que aconteceu. E isso me assusta porque devolve para mim uma responsabilidade que eu gostaria de entregar a alguém maior.

Eu reclamo quando as coisas não andam, mas também sei quantas coisas andaram. Sei quantas vezes a vida me deu uma oportunidade que eu não reconheci, quantas pessoas chegaram, quantas portas se abriram, quantas vezes eu sobrevivi a versões de mim que eu jurava que não sobreviveriam. E mesmo assim, quando tudo para, quando aquilo que eu queria não acontece, quando o caminho fica silencioso, eu volto a perguntar onde Tu estás. Como se a Tua presença pudesse ser medida pela velocidade com que os meus desejos acontecem.

Talvez eu seja ingrato. Talvez eu seja humano. Talvez sejam as duas coisas.

Eu só sei que estou cansado de sentir que preciso escolher entre agradecer e questionar. Eu quero poder agradecer com raiva. Quero poder te amar sem te entender. Quero poder dizer que não gosto do caminho e ainda assim continuar andando. Quero poder admitir que algumas coisas me parecem injustas sem transformar isso numa sentença contra ti. Quero poder dizer que tenho medo de ter sido abandonado e, ao mesmo tempo, reconhecer que talvez nunca tenha estado sozinho.

Mas preciso de alguma coisa além do silêncio.

Porque se tu realmente está aí, eu preciso entender por que me fizeste tão capaz de sentir e tão incapaz de compreender. Por que me deste esse impulso de procurar significado em cada detalhe, de transformar encontros em destino, perdas em sinais, retornos em milagres e fracassos em culpa. Por que me deixaste com essa cabeça que não consegue simplesmente viver sem perguntar o motivo de estar viva.

Qual é o sentido de eu estar me questionando tanto?

Qual é o sentido de existir, se existir parece ser aprender a perder, aprender a amar, aprender a errar, aprender a perdoar, aprender a recomeçar e, depois de tudo isso, perceber que ainda não sabemos absolutamente nada?

Eu não quero uma vida sem dor. Talvez isso nem exista. Eu quero apenas saber se a dor está indo para algum lugar.

Porque as vezes eu olho para tudo o que aconteceu comigo e penso que fui punido por alguma coisa que não lembro de ter feito. Outras vezes olho para tudo o que recebi e me sinto um miserável por ainda pedir mais. Em alguns dias acho que sou forte. Em outros, acho que só aprendi a esconder melhor aquilo que ainda dói. E entre uma coisa e outra continuo tentando construir uma vida enquanto carrego perguntas que não cabem em lugar nenhum.

Então me diz, se tu está me escutando quantas vezes eu ainda preciso me perder para entender quem sou? Quantas pessoas ainda precisam entrar e sair da minha história antes que eu compreenda por que algumas foram permitidas e outras foram devolvidas? Quantas versões minhas precisam morrer para que eu finalmente pare de fugir de mim mesmo? Quanto da minha história ainda é minha para escrever e quanto já estava escrito antes que eu pudesse segurá-la?

E, principalmente, se tu realmente me ama, por que amar a vida as vezes parece tão difícil?

Eu continuo aqui.

Não porque tenha encontrado as respostas, mas porque, apesar de todas elas, alguma coisa em mim ainda espera.

E talvez seja isso que me mantém olhando para o céu mesmo quando tenho vontade de virar as costas.

Não a certeza de que existe alguém lá.

A esperança de que, se existir, tu finalmente esteja me ouvindo.

Eu odeio ter que sofrer por alguém que nunca me verá da mesma forma.

Eu coloquei aquela coisa
lá em cima pra ninguém pegar.
Em cima de onde?
A coisa sumiu, não está mais lá.
Alguém pegou a coisa..
Quem pegou a,coisa...
Ninguém pegou a coisa criatura.
Será que guardei a coisa em outro lugar?
Vou procurar pela casa
Acho que guardei a coisa numa gaveta
Qual gaveta..
Não está naquela gaveta.
Já sei!
Lembrei coloquei a coisa naquele jarro de decoração na mesinha do canto onde coloco as coisas..
Ah também não está no jarro de coisas..
Onde está aquela coisa..
Como era mesmo o nome da coisa..
Não sei!
E coisa tem nome?
Tem?
Qual
Zero a esquerda...
É esse o nome
Imagine!
Coisa é um nome tão significativo.


Sonia Solange da Silveira
É
Ssolsevilha Poetisa do Cerrado


Ssolsevilha

Você nao se desgastou
você se esgotou,
e tem dito a si mesmo..
eu já passei da conta
eu já passei..!.


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado