Eu Queria Saber Coisas que Rima com Lais
Aos 30, eu queria conquistar o mundo, tudo tinha um tamanho muito grande na minha cabeça, hoje eu faço o que posso em todas as áreas.
A verdade é que eu não queria ouvir a voz dela. Eu queria ouvir a minha voz com a presença dela no fundo.
Porque a gente aprende a falar diferente quando é ouvido com amor.
E desde que ela foi embora, eu desaprendi até a me explicar.
Eu nasci uma
cratera,
sem querer me tornei um
lago,
eu queria ser um
pássaro,
mas os galhos pra mim não tinham
espaço,
fui do repleto ao
escasso,
do sucesso ao
fracasso,
eu sou uma vírgula do que
nasci,
um refrão do que me
tornei
e a continuação do meu
acaso.
Há a a a, oh o o o há a a a.
Eu queria estar contigo, nos teus braços repousar, relembrar grandes momentos, de quando eu pude ti amar.
Mas o tempo traiçoeiro, passou por nós sem avisar! E nem mesmo os bons momentos foi capaz de suportar!
Eu queria estar contigo, de mãos dadas caminhar, como pois no tempo antigo, que passou sem avisar!
Linda história de amor, não pode acabar assim
Se tu me queres ao teu lado, eu te quero só pra mim!
Tantas palavras queria eu dizer, esvaziar meu coração. Tantos sonhos queria eu viver, me libertar da ilusão.
Eu deveria poder ser eu mesmo. Mesmo tendo um filho, eu não queria virar uma nova pessoa.
Aqui, só havia eu e minha jangada.
Ao redor, árvores e mais nada.
Queria tê-la para viajarmos às Américas,
ver além das telas.
Remendando-a constantemente, cuidava dela com bom gosto.
Laçando-a a uma quina, procurava mantê-la a salvo.
O tempo muito se passou, já se ia agosto.
O aglomerado de madeiras se soltava frequentemente.
Remendo, remendo, remendo…
A jangada mostrava-se diferente.
Apesar de perto, estava distante.
Talvez por isso eu estava tremendo.
Chovendo, corria para segurá-la.
Trovoando, permanecia para amá-la.
Quando o Sol voltou das cinzas e a alegrou,
ela, da minha mão, desagarrou.
Minha querida jangada, cuido de ti há meses.
Minha querida jangada, tento ir contigo às alturas.
Esforcei-me para estar contigo nas aventuras,
mas afundaste-me umas tantas vezes.
Logo que afundávamos, segurava-te antes de mim.
Puxava-te para a superfície e remendava-te.
Era indescritível o quanto te queria.
Nadaria rios inteiros atrás de ti.
Nenhuma outra me fará experienciar o que, por ti, senti.
Carregaste a esperança de noites melhores.
Cultivaste a criação de sonhos maiores.
A terra de Gonçalves Dias pode ter palmeiras.
As aves, lá, que gorjeiem à vontade.
As estrelas, que brilhem.
Que os bosques vivam lá.
Minha terra tinha mais vida,
onde navega a minha jangada.
O vento, que aqui atravessa os fios de cabelo,
não faz o mesmo lá.
Minha jangada tinha mais vida,
e a minha vida, mais amor.
Oh, querida jangada…
Como ainda te espero para navegarmos,
esperançoso de mais uma vez nos amarmos.
Perdoo-te, minha amada.
Fuga
Eu queria fugir para bem longe
lugar qualquer onde ninguém
me alcance
Abriria as portas do meu coração,
deixaria entrar a emoção
pintaria de azul o negrume interior
nesse dia então, eu conheceria o amor.
Eu queria fugir para bem longe.
Das coisas insanas do mundo,
do abismo profundo em que
minha alma se perdeu.
Queria fugir do medo que me atormenta
do egoísmo que lamenta a falta do EU
no refletir do espelho
Eu queria fugir para bem longe.
Da violência desesperada que mancha
a paz de sangue
Da Felicidade alucinógena que
as drogas traz
Mas, que alegria é essa
que não traz paz
Eu queria fugir mas não sei para onde.
Se tudo que me atormenta
não está lá fora, está aqui,
dentro de um ser intranquilo
que nada entendeu e se perdeu
nos seus medos profundos
Na encruzilhada do mundo do seu eu
na decrepitude social
Marcos Decliê
Só queria entender esse sentimento.Que tenso.Eu sei,sei e sei,que viver vai muito além de um mero sorriso,ou uma
lágrima,de um momento feliz,até mesmo melancólico.ultrapassa qualquer entendimento...
Mas mesmo assim nunca torci tanto a favor do tempo antes.
Que o tempo leve de vez bem depressa essas coisas ruins,
e traga logo as coisas boas novamente.
E eu vou deixar as portas e janelas abertas escancaradamente para que a felicidade entre sem cerimonia.
Eu nunca soube o que eu queria nessa vida...hoje eu sei o que eu não quero, penso que é um bom começo.
Eu queria tanto ler o pensamento das pessoas... tem dia que ate consigo, a outros que não...acredite que, eu só quero fazer as pessoas que estão a minha volta felizes , não importa...se eu gosto...eu gosto mesmo... sempre fui o palhaço, o bobo da corte...não importa...mas não consigo gostar do que é falso....
Sem muito que pensar eu queria lhe dizer... Versos menos intencionais que lhe tocasse e a fizesse me entender sem lágrimas aparentes...
Que a trouxesse flores lindas e perfumadas na qual fizesse transparecer entre seus olhos a pureza escondida... Inocência de uma menina;
Tenho estado indeciso cabisbaixo sem atenção, pelas chances que eu mais queria que alegrasse o meu coração...
Nem sei quem eu sou... Não me vejo criança ou a criança que enxergar o correto com erros inocentes que se repete, sem perceber o quanto queremos um ao outro;
Queria que o mundo absorvesse meus versos para que todo louco como eu compreendesse a realidade dos incompatíveis;
Ter a chance de conhecer a paz em ao menos um segundo, transparecendo a alegria de viver, sentindo o motivo de estar vivo;
Eu queria te encontrar e te fazer entender como posso te amar e transpassar as dificuldades que estão em nossos caminhos;
Queria ser como os outros e rir do que traz sofrimento, mas eu nem sei o por que eu não consigo viver assim;
Não preciso de atenção, mas muito obrigado por pensar em minha pessoa sem que nunca pense que tudo estar perdido;
Não fale do que não compreenda, pois do amor não há julgamentos corretos ou razões inocentes;
