Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eles ensinam a gente a lidar com nós mesmos, mas nós precisamos ser capazes de mostrar exatamente quem nós somos pro resto do mundo.
Enfim encontrou seu par,
Para dançar a noite toda,
Nessa sinfonia chamada vida,
Que às vezes nos parece tão louca.
E juntos eles se entregam,
Ao ritmo da música que toca,
Movimentos sincronizados,
Como se fossem um só em cada nota.
E ali, no meio da pista,
Eles se olham e se entendem,
Sem precisar dizer uma palavra,
Só com um sorriso se compreendem.
E dançam, dançam sem parar,
Até que a noite acabe enfim,
Eles se despedem com um beijo,
E sabem que esse amor não tem fim.
Pois encontraram um ao outro,
E juntos seguirão nessa dança,
Nessa sinfonia chamada vida,
Que agora ganhou mais esperança.
Espinhos
Alguém do começo,
Aquela , aquela pessoa do início né
Mas me fala , o que você fez pra cultiva-la
O quanto você entregou
Todo mundo quer aquele alguém do início
Sem esforço sem cuidados sem amor
Quer algo crescido e forte
Sem ter cuidado ou regado
O que te faz pensar que você merece alguém do início
Se você mesmo não consegui ir até o final
É muito fácil gostar nas palavras
Mas vai lá e ama nas brigas na raiva na discussão , na dor na ansiedade
Na depressão , ama ,cuida
Vai lá não abandona não vai embora
Não é prós fracos é pra quem fica .
Entre o lixo e o caos da cidade,
As flores encontram sua verdade.
Crescem fortes, persistentes,
Em meio aos detritos e aos entulhos aparentes.
A vida surge onde menos se espera,
A beleza brota mesmo na sujeira.
Nas ruas escuras e abandonadas,
As flores são a prova de que a esperança não está morta.
Elas se erguem em meio à poluição,
Como uma mensagem de resiliência e superação.
Seu perfume inebria os sentidos
E traz um pouco de beleza aos corações aflitos.
Que as flores nos inspirem a seguir em frente,
A encontrar a luz mesmo na escuridão presente.
Que a vida renasça em cada canto,
E que o amor floresça em meio ao que é tanto.
vodu
por entre os dedos da terra
sem pressa
sem deter
discorre sem forma
e incolor
o deus terrível
profundo
silêncio cálido
que inebria e incapacita
que engole
sem mastigar
os ásperos calos
deformando
as minhas trémulas e gélidas formas
encerrando os olhos
com o capim
e as pedras
e as folhas tardias
do longo inverno
na caverna aberta deste crânio quartzítico
incandescente luz que me atravessa
imobilizado pelas asas abismais
ouço e vejo o temporal
contra a gruta do meu próprio templo
eu sou o templo e a sua ruína
os seus antepassados futuros
isto é o princípio do meu renascimento
e por isso estou estendido nesta catarse
envolvido pelo frondoso sudário da floresta
aguardo a tácita palidez da minha própria morte
talvez eu próprio seja este terrível deus
porque ouço a voz da lua e o corpo do sol
invocando em extintas línguas os meus nomes.
(Pedro Rodrigues de Menezes, “vodu”)
Pai das estrelas, do céu e da terra e de toda a criação, conhecidas são as tuas obras e o teu nome em todo o universo.
Inclinaste o nosso coração a ti, fazendo com que todo o nosso ser aspire a tua glória.
Pai das estrelas,
do céu e da terra e de toda a criação:
"Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus e em toda a terra brilhe a tua glória."
A inteligência artificial tem o potencial de moldar o futuro de maneiras inimagináveis, tornando possível a realização de avanços científicos, tecnológicos e sociais nunca antes vistos.
Da pedagogia: quero que me ensine o bê-a-bá do amor.
Da medicina: que abra o meu peito e coloque um novo coração.
Da advocacia: que me liberte da prisão, que é a solidão.
"Vagante"
Parei naquela janela
Li e reli todo sentimento
Estagnada ,
Refém daquela prisão
Feito folha seca
Jogada de um lado para o outro
Naquele vento tempestuoso
Na enxurrada de tristeza que cai sobre mim
Na penumbra desgastante ,
Findada aqui
Encurralada ,
Estive em te .
baobá
procuro nos outonais trâmites do teu corpo
o insofismável vestígio das tuas raízes
salgueiro que jaz e se curva obliquamente
eterna a bênção, terrível o fim do tempo
deserto, areia, sol, miragem, saudade
serás sempre o antes e o depois de nós
e nós seremos tão pouco e tão poucos
depois de ti secarão todas as welwitschias
África não renascerá da força dos tambores
mil homens sangrarão entre solenes rituais
as grávidas abortarão com sede de terra
e o céu encher-se-á de conchas e espinhas
e virão os deuses deste mundo e do outro
velar a desgraça efémera da sabedoria
ninguém saberá mais falar, escrever ou viver.
Poema dedicado a Catarina Pereira do Nascimento
(Pedro Rodrigues de Menezes, “baobá”)
CORDÃO UMBILICAL
Quando nasci
cortaram-me o cordão umbilical,
só esqueceram de cortar
o fio que me deixou atado ao tempo
Ela é como a luz do sol,
Que brilha mesmo em dias nublados,
Uma mulher tão especial,
Que mesmo com tantos afazeres,
Não perde a doçura e a gentileza.
Com sua beleza encantadora,
Ela ilumina a todos ao redor,
E mesmo com tantas tarefas,
Não deixa de ser cuidadosa,
E meiga como uma flor.
Seu coração é tão bondoso,
E sua alma tão pura e nobre,
Que é impossível não se encantar,
Com essa mulher tão bela,
Que em tudo sabe se dedicar.
Ela é um exemplo de amor,
De força e determinação,
E mesmo com tantas coisas a fazer,
Não perde sua essência,
E continua sendo uma inspiração.
Então, a essa mulher tão linda,
Que é tão especial e bondosa,
Deixo aqui minha admiração,
E que sua luz continue brilhando,
Iluminando a todos com sua doçura e cuidado.
