Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
H Á T E M P O S
Tenho saudade daquele tempo em que tudo era possível.
Daquele tempo, sabe? De quando você é criança e sua única preocupação é a semana de prova.
Daquele tempo em que você pode ser um astronauta.
Bola, bicicleta, pipa, toda ingenuidade que nos acompanha.
Depois tudo muda: a paixão pela menina mais linda (para você) que nem te olha.
A sensação de ser um super homem (herói) e que nada de mal pode te acontecer.
Como continuamos ingênuos mesmo com outra capa.
O pior é desejar que esse tempo voe.
O final da história já sabemos?
Tudo depende de você.
desde que as coisas mudaram
tenho estado em um eclipse
todos estão perto de mim
mas é como se ninguém me visse
Riz de Ferelas
Livro de poesia Inverno do Coração
Tenho fé e convicção na plenitude e na constância dos
milagres de Deus Pai; e a minha própria vida tem sido
uma enorme sucessão de milagres, posso atestar. Não
consigo sequer enumerar os milagres que Deus Pai fez e
faz em minha vida, tantos e tantos eles são; obrigado Deus
Pai.*
*Salmos 116:6: "O Senhor guarda aos símplices; fui abatido, mas ele me
livrou."
E assim, devo dividir o que mais tenho com os que menos
tem – doar sempre, emprestar nunca.*
* [Provérbios 22 :9] "O homem benevolente será abençoado porque tira do
seu pão para o pobre."
Mas vivo pela fé, pois sei que na casa de Deus Pai há
muitas moradas, e por fé tenho o meu lugar no paraíso.
Abençoa-me Deus Pai, a mim e aos meus e a todos os seus
filhos, os de bom coração.*
* [João 14 : 2] "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e
eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar."
Tenho uma teoria no contexto daquilo que refuta o fato de o Artista achar que deve algo a este ou aquele governo quando faz sucesso, e por essa razão empresta a esse o seu conteúdo..."Você é o que é, por querer ser assim, e a sua determinação assim o permitir, pois isso está escrito no seu destino de ser um formador de opinião, um Pensador a semear sua palavra e obra”. Isso não se suporta na benevolência de quem lhe governa, pois a história quase sempre condena esses aos calabouços, pois só o que sabem fazer é política, enquanto você faz Arte. Você pode apoiar quem você quiser, a escolha é livre, mas quando você faz isso agredindo, menosprezando, humilhando aquele que tal como você também professa a Arte, mas tem um candidato diferente do teu, você comete um terrível erro, deixa de ser Artista e passa ser Juiz das ações dos outros, e Juízes também erram, principalmente quando eles constroem a ilusão de que sua sabedoria substituí a verdade, e favorecem o criminoso com suas penas, que são um tapa forte na cara da sociedade.
Se está certo Schopenhauer que “viver é sofrer”, sei que estou amadurecendo na vida, quando tenho sofrimentos novos.
Quando fores brigar comigo, amor, por favor, conte até dez, que é o tempo que tenho de abrir a porta e fugir de casa
Em tempos de revolução tecnológica como os nossos, tenho o mesmo medo que o filósofo Martin Heidegger tinha lá pelos anos de 1950, que é o de perder a essência mais humana, nosso pensamento meditativo, sendo este o pensamento mais alinhado na morada da Filosofia.
Tenho mais lembranças do meu passado do que de ontem.
Talvez o ontem esteja perto demais para ser lembrado.
Sinto a força de um leão, mas tenho a habilidade de um gato.
É assim que sou feliz e faço a felicidade de todos.
Wall de Souza
Tenho Dois patos com H
Fui exercitar o corpo
O lápis apareceu em minha mão
Já montei quadrados calculados
Vejo o método, compreendo planos
Sei que algo em mim tem simetria
Lei áurea com encaixe que não rela
Uma geometria que me parece enganosa
Formas que parecem ludibriar
Preguiça em pele de lobo
Cordeiro em pele de irresponsabilidade
Disfarces que enganam até o fantasiado
Traço os pontos e não faço as linhas
As linhas feitas chegaram tarde demais
Promessas vazias e cheias ao mesmo tempo
A culpa não se disfarça e grita
O dedo que aponto é um em cinco
O dedos que me apontam é seis
Juro que tento os semicírculos
Sento no júri que me condena
Círculos, círculos e círculos
A desmotivação sem motivo não veio
A preguiça e a procrastinação sumiram
O interesse nos círculos é genuíno
A validade é até os triângulos se mostrarem
No meio de tantas formas tento e tendo
A promessa ao meu coração é a determinação
Fracasso, perjúrio, inconsistência, gelatina
Frescura, mentira, dissimulação e simulacro.
As garças sobrevoaram o céu
Não consigo ver pela penumbra
Pois as nuvens parecem laranjadas no sol
Gosto de laranja, mas prefiro manga
Suco de frutas para mim tem que ser com água.
MISTÉRIO MUSICAL
Tenho alguns vizinhos com demência.
Sempre encontro com um deles no térreo do edifício, aqui em Brasília, chamado de pilotis do bloco.
Ele caminha acompanhado por sua cuidadora, cantando músicas de seu tempo. Cantoria recomendada pelo seu médico provavelmente.
Na última vez que passei por eles, estavam quietos.
Parei na frente da dupla, abri os braços em cobrança e, como não reagiram, soltei a voz potente, para curtos trechos musicais apenas.
Boa noite, amor!
Meu grande amor,
Contigo sonharei.
Eles riram de jogar a cabeça para trás!
Também sorri e segui meu rumo, escutando a complementação do velho:
E a minha dor, esquecerei,
Se eu souber que o sonho teu
Foi o mesmo sonho meu.
Pouco adiante, pensei se ele teria alguma lembrança, quando chegasse ao último verso:
Na carícia de um beijo,
Que ficou no desejo,
Boa noite, meu grande amor.
A dança e a música, para mim, são mistérios!
Não consigo descobrir direito em quais instintos animais estão suas raízes.
Elas alegram, seduzem, aproximam. E curam!
Vivo deslumbrado com elas nesses meus tempos de “voternidade”. Sim, sempre achei que, se existe a palavra maternidade, derivada de materno, existe também a palavra “voternidade”, derivada de vô terno.
Dominamos a música e, também, somos dominados por ela.
No banho, quando fui lavar os membros inferiores, vendo meu pé, cheio de dedos, involuntariamente cantei:
O sapo não lava o pé,
Não lava, porque não quer.
Ele mora lá na lagoa
E não lava o pé, porque não quer.
Mas que chulé!
Nunca compreenderei a essência extraordinária da música, acredito!
Mas tenho uma quase certeza: ela é sobrenatural!
Cante para as crianças e você as transformará em cantigas de amor!
Sérgio Antunes de Freitas
Março de 2023
...tenho agora vivido dias sem café, sem cigarro, sem cerveja agora se juntaram aos meus outros dias em que estava sem ver a família de perto, sem abraços amigos, sem uma caminhadas pelas ruas da cidade, uma feirinha com cheiro de pastel frito...
Tem sido assim os últimos 337 dias pandêmicos de isolamento social que iniciei em 16 de março de 2020.
Mas eu tenho lembranças guardadas pela casa e tenho passeado com elas pela imaginação.
Os meus objetos remanescentes estão me ajudando a superar os dias. Cada um deles remetem-me à consciência como foram abordados em suas origens.
Fico mais tranquilo ainda por ter em cada lembrança a consciência tranquila em ter feito o meu melhor pelos outros e recebo esse carinho de volta com mensagens diárias.
Acordo diariamente, preparo o meu lanche e refeições, cuido da casa e faço contatos, escrevo, leio, escrevo, reflito, revejo fotografias, faço postagens em redes sociais, interajo com amigos por meio de ligações com imagem e som, participo de festas virtuais, sarais de poesia e música, enfim, descobri uma forma de movimentar a mente, igualmente...
E sigo sereno, apreensivo com a situação do vírus lá fora, sempre alerta com os meus amigos e familiares que precisam de algum reforço em seus orçamentos familiares, olhando para os lados para ver se alguém precisa de um remédio ou alimento.
Tenho me surpreendido como os bons ficaram mais sensíveis ao seu semelhante e como os maus estão cada vez mais ásperos e insensíveis. Não consigo ver se é uma força do tempo, que evidencia em maiores proporções o campo de visão ou se isso realmente é um excesso.
Às vezes, me assusta também as sorridentes fotografias de pessoas comuns em espaços públicos diante do caos público que assola o planeta. Que tipo de mensagem essas pessoas pensam que estão emanando? E os banquetes mostrados em redes sociais enquanto pessoas passam extrema necessidade....?
Essas mesmas pessoas, algumas vezes, criticam a falta de compaixão do Governo, quando elas poderiam ser mais empáticas, evitando a ostentação. E não é porque eu ajudo "silenciosamente" que eu tenho uma autorização moral para atos fúteis diante do caos mundial que se instalou, principalmente no meio dos mais carentes e necessitados.
Além da situação econômico financeira das pessoas, há pessoas em profunda depressão e outras agonizam em suas casas e hospitais por conta deste terrível vírus que invadiu o ar do nosso planeta.
Hoje cedo li: "Como alguns podem ficar alegres se outros estão tristes?" referindo-se ao termo africano "ubuntu". Isso é um termo cultural com significado fantástico para a humanidade. É possível até arriscar que para chegar ao "ubuntu" devemos utilizar a empatia como ingrediente, não esquecendo de acrescentar a fraternidade, a caridade, o amor, a resiliência, o perdão e tantos outros atributos que possam nos permitir criar pontes entre os seres humanos.
Estes meus dias de sequelas por infecção de covid que me deixaram sem paladar para degustar um cafezinho matinal se tornam tão fúteis diante de tantas outras prioridades necessárias ao meu redor, sendo que a maior delas é o pulsar da vida e do contato humano.
Ubuntu para você e ubuntu para toda a humanidade....
Tenho um certo receio de pessoas que nunca demonstram raiva, tristeza ou medo ou de pessoas que demonstram muita generosidade ou espirito elevado e que querem ser bem vistam como se não tivessem defeitos nem vulnerabilidades. Há algo de errado nisso. Será que partindo para a prática, elas seriam assim como de fato professam?
