Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.
À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.
O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.
Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.
Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.
Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.
Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.
Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.
Muitas pessoas torcem pelo MAL na vida dos outros, mas eu me pergunto: “Como que o MAL na vida dos outros pode ser tonar o BEM na sua vida”? O MAL sempre será MAL! (Mt 5.38-48)
Seria muito mais cômodo divulgar apenas aquilo que eu sou a favor, do que denunciar aquilo que eu sou contra. Mas como não desejo ser vomitado da boca de Jesus
(Ap 3.15-16) por ser morno (isentão), para mim isso nunca será uma possiblidade.
Discurso equivocado: “eu sai da igreja para ser igreja”.
Isso seria a mesma coisa que afirmar: “eu me separei da minha esposa para ser esposo”.
Eu fico escutando essa gente cantando e "profetizando" que "o melhor de Deus ainda está por vir..." e fico me perguntando se ninguém falou com eles que o melhor de Deus já veio e é Cristo Jesus.
Eu sei que neste momento há pessoas em todo mundo passando por dificuldades enormes em silêncio. Muitos não fazem a mínima ideia do que essas pessoas estão sofrendo. Portanto, oremos para que elas consigam superar essas dificuldades que ninguém sabe que elas estão enfrentando em silêncio.
Eu conheço muita gente frustrada esperando cumprimento de promessas profetizadas que Deus nunca fez.
Aos calvinistas que argumentam que o Sínodo de Dort condenou o Arminianismo, eu digo o seguinte: Como as afirmações de Dort já tinham sido condenadas há mais de 1.000 anos antes, este Sínodo não tinha autoridade ou competência para julgar o Arminianismo ou qualquer outro seguimento cristão.
As doutrinas calvinistas da predestinação, expiação limitada e graça irresistível foram condenadas ao longo da história pelos seguintes Concílios: Concílio de Orange em 473; Concílio de Arles em 475; Concílio de Orange II em 529; Concílio em Mentz em 848; Concílio de Chiersey (Quiercy) em 849.
Tem muito cristão tentando justificar o seu mau testemunho na sociedade com “é assim que eu sou”, “esse é o meu jeito de ser” ou “não tem nada a ver”. Um cristão regenerado manifesta o caráter de Cristo e não o caráter do velho homem.
Algumas pessoas sempre me questionam:
“Qual é a melhor versão da Bíblia”?
Eu respondo:
“Antes da ACF e KJF1611, Você”!
Eu aprendi uma lição para o resto da vida. Ninguém perde amizades, oportunidades e nem relacionamentos quando começamos a colocar certas pessoas em seus devidos lugares. O que perdemos são aproveitadores, abusadores, manipuladores, narcisistas e sanguessugas.
Eu vejo muita gente deslumbrada com cargos, posições e títulos. É didático observar que, quando Saul se desviou do propósito de Deus, Deus não tomou seu cargo, sua posição e nem o seu título de rei, mas Deus tomou a unção. Devemos aprender que os cargos, as posições e os títulos são irrelevantes no Reino de Deus sem a unção de Deus. A unção é exponencialmente mais importante que os cargos, as posições ou títulos.
Eu vejo alguns líderes dizendo que estão pedindo que Deus manifeste Sua Presença nessa geração, mas então eu me pergunto:
Como Deus vai se manifestar em altares completamente bagunçados?
