Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eu sou uma pessoa fechada
em copas,
sou cheia de drama,
totalmente impermeável.
Sou triste
estou sempre embaixo do balaio,
embarco sempre em canoa furada...
a vida... sim a vida é a única culpada
por eu ser uma pessoa fechada...
mal amada!!??
Às vezes eu imagino um mundo perfeito
Gente sempre sorridente
indefinidamente
intermitentemente.
Nuvens carregadas.... que nada!
Nuvens de algodão doce
doces... sempre contentes.
Nesse meu mundo a tristeza sorriria
a solidão não existiria
o desamor ninguém conheceria.
Esse meu mundo de puro amor
o amor mais puro seria.
Às vezes em imagino como seria
esse meu mundo perfeito
sem ter conhecido o imperfeito.
Acho que eu vi um
Serelepe levado
na árvore de cabeça
virada para baixo,
É bem parecido
quando sinto que
o coração está apaixonado,
Você não imagina
que já é meu namorado.
'Se um dia eu for Santa, serei com certeza a santa da escuridão. Estarei continuamente ausente do Paraíso". Madre Teresa de Calcutá
Grande Madre, além de Santa, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, 1 milhão de dólares, que utilizou em prol dos doentes, desvalidos e famintos de Calcutá, na Índia. Ao receber o prêmio, anunciante disse: " Vamos receber A MAIOR MULHER DO MUNDO, embora baixinha com o rosto enrugado, ajudando os outros (vivendo no sofrimento)". Ademar de Borba
Se um dia eu perder as pessoas que amo, seja para o além ou para a distância, enquanto eu viver, elas viverão em mim.
“Eu nunca ganhei um pincel, nem por isso deixei de ser um artista, eu nunca ganhei uma caneta, nem por isso deixei de ser um escritor.”
Estou me movendo sempre para o mesmo lugar.
Se eu seguir em frente em uma curva à direita ou à esquerda, logo estou em círculo.
Se eu seguir em frente em linha reta e mudar a direção para trás, a direção mudou-se para frente.
Então não estou nem seguindo em frente e nem estou indo para trás, só estou em movimento.
A sensação de estar se movendo para frente surge quando eu deixo algo para trás; se eu não deixar nada para trás, não estou me movendo para frente.
Que eu seja labirinto e mapa,
raiva e silêncio,
pesadelo e oração,
até que a manhã me reconheça
entre os escombros do meu ser.
Lá no fundo eu já sabia
Lá no fundo eu já sabia
que teu silêncio falava mais alto que promessas.
Havia um aviso discreto no teu olhar,
como nuvem fina antes da chuva cair.
Lá no fundo eu já sabia
que teu toque vinha com prazo escondido, feito flor bonita que nasce apressada e já carrega o cansaço da despedida.
Mesmo assim, fiquei.
Plantei esperança onde o chão era raso, fingi não ouvir o estalo do coração rachando devagar por dentro.
Lá no fundo eu já sabia,
mas amar também é isso:
escolher sentir, mesmo atento ao fim, e chamar de verdade aquilo que doeu.
As cem razões para amar lá
Eu poderia listar cem razões para te amar,
mas nenhuma caberia inteira nas palavras.
Te amo no que explico e no que escapa,
no que fica e no que insiste em ir.
Te amar é perceber que o mundo silencia
quando tua presença atravessa o dia.
É encontrar sentido no simples,
como se tudo ganhasse outro nome.
Há razões que nascem do teu riso,
outras do silêncio que me entende.
Algumas vêm da calma,
outras da saudade que você deixa.
E quando as razões acabam, eu continuo.
Porque amor não é conta exata,
é escolha diária,
é ficar
— mesmo quando não há mais porquê.
Nós dois em um
Você me chamou de seu,
e o mundo inteiro mudou de endereço.
Como se eu deixasse de ser apenas passagem evirasse porto no seu peito.
Depois me chamou de sua,
e eu senti o cuidado
escondido na palavra.
Não como posse
— mas como promessa,
como quem diz “fica”
semprecisar falar.
Ser seu é repousar na sua certeza,
é ter abrigo no tom da sua voz.
Ser sua é florir nos seus braços,
é pertencer ao instante que é só de nós.
E entre “seu” e “sua” eu me encontro,
inteiro, entregue, sem medo algum.
Porque quando você me nomeia assim, amor deixa de ser verbo
— e vira nós dois em um.
Porque amar nunca foi sobre equilíbrio, foi sobre entrega —
e eu sempre te amei
com tudo que o mundo nunca viu.
Eu fiz da espera uma forma de fé,
do abandono, um hábito discreto.
Enquanto eu sangrava tentando ficar,
você partia sem olhar pra trás
— ileso.
No fundo, talvez eu só esteja exausta(o).
De sentir demais, de segurar demais,
de fingir equilíbrio quando tudo treme.
E mesmo assim eu continuo dizendo “tô bem”,
não porque seja verdade,
mas porque ainda estou aqui —
e isso, por enquanto, é o que consigo ser.
Linguagem da tua pele
Teu corpo me chama no silêncio,
e eu me perco na linguagem da tua pele, nesse calor que se aproxima devagar e ensina o desejo a respirar.
Suspiros se confundem no ar,
mãos aprendem caminhos sem nome, e o que nasce entre nós
já não aceita fronteiras.
Quando a pele encontra a pele,
o mundo recolhe a própria voz,
e só permanece esse fogo íntimo,
ardendo sem pedir permissão.
