Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Senhor, o dia silencia lá fora,
E eu me aconchego aqui, neste instante,
Deixando o cansaço que o peito chora,
E tudo o que pareceu pesado ou distante.
Estendo as minhas mãos em tua direção,
Como quem busca o teu toque que abençoa,
Entrego as mentiras que feriram o coração,
E a pressa do mundo que nunca perdoa.
Olha para mim, Pai, com o teu sorriso calmo,
Esse olhar que afasta qualquer solidão,
Sinto a tua paz curando cada espasmo,
Acalmando a mente nesta oração.
Sei que amanhã há um novo progresso,
Mas hoje, a minha meta é apenas descansar,
Sob o teu manto de luz eu me despeço,
Fecho os olhos tranquila, pois sei que vais me guardar.
Boa noite, Jesus. Amém.
------------ Eliana Angel Wolf
Eu amaria sem medo a liberdade se você me tratassem com a insignificância que diz que sou... pois onde há incoerência, não há liberdade.
OVELA PERDIDA
Era uma triste ovelha, longe do redil,
Eu vivia triste neste mundo tão cruel e vil.
Mas Teu olhar me achou,
Tua graça me alcançou,
E com amor me redimiu.
Hoje sou feliz com meu Salvador,
Tenho alegria e perfeito amor.
Já não ando ao léu, perdido na escuridão,
Cristo guia os meus passos pela Sua mão.
Caminhando, eu sigo alegre a cantar,
Para o lindo céu, meu eterno lar.
Quando eu estava sozinho, sem direção,
Tu me acolheste, Senhor, com perdão e compaixão.
Transformaste o meu viver,
Fizeste a esperança renascer,
E agora vivo para Te louvar.
Hoje sou feliz com meu Salvador,
Tenho alegria e perfeito amor.
Já não ando ao léu, perdido na escuridão,
Cristo guia os meus passos pela Sua mão.
Caminhando, eu sigo alegre a cantar,
Para o lindo céu, meu eterno lar.
Se antes eu chorava sem saber onde ir,
Hoje tenho a certeza de que vou prosseguir.
Pois o Bom Pastor me encontrou,
Com Seu sangue me comprou,
E para sempre ao Seu lado quero estar.
Hoje sou feliz com meu Salvador,
Tenho alegria e perfeito amor.
Já não ando ao léu, caminhando pela fé,
Vou seguindo para a glória, firme e de pé.
Caminhando, eu sigo alegre a cantar,
Para o lindo céu, meu eterno lar.
Cícero Marcos
O QUE EU SOU QUANDO ESCREVO?
Meus escritos me dão asas:
crio mundos, viajo neles.
Ora sou protagonista,
ora apenas narradora.
Posso ser algoz ou mocinha,
pois a emoção que brota no papel,
é real: se não vivida de fato, sentida
na intensamente do pensamento.
Já vi palavras pesarem
Mais que o mais duro silêncio
Por isso escolho cuidado
Mesmo quando eu tenho argumento
Não me movo pelo impulso
Nem pela vontade de ganhar
Tem força em quem se preserva
E sabe quando falar
A pessoa certa no momento errado, isso existe?
A maioria das pessoas talvez diria sim, mas eu discordo.Ou existe a pessoa certa ou a pessoa errada.
Mas qual o seu pretexto sobre isso então?
É o seguinte, tenho plena convicção que qualquer um de nós em momentos que chamamos "propício" ( a tal da hora certa ), apostariamos em alguém - mesmo se essa alguém fosse a pessoa que supostamente chamemos de "errada". Partindo desse pressuposto, pergunto-me: Se alguém aposta na "pessoa errada" na "hora certa", o impede de se apostar na suposta pessoa certa, mesmo sabendo que o momento não é "propício" (a tal da hora errada)?
Dessa forma concluo: Não existe essa de pessoa certa na hora errada, se é a hora errada então não é a pessoa certa, e a pessoa certa é aquela errada que foi conquistada na hora certa.
Digo, ou é a pessoa certa ou não é, ou é 8 ou 80.
O EU – Pergunta minh'alma
Pergunta a mim, o que te incomoda?
Disse a Alma – Ora, até quando ficarás onde estás?
Não lutarás por aquilo quer tanto quer?
Ou mesmo conquistarás aquilo que a vida de aprove lhe dar?
Ah EU, até quando se castigarás, e sozinho estarás?
Lamentando as percas e dores?
Ser levanta-te.
Respira e vive, pare de se acomodar...
Viva intensamente: ame, ria, brinque, divirta-se...
Chore, entristeça-se, faça tudo com intensidade,
Daqui a pouco a vida desfalece e se vai.
Então levante e viva!
E eu que fiquei procurando explicação em lugares errados, achei que fosse admiração porque você parecia carregar o mundo sem demonstrar o peso, parecia um super-herói aos meus olhos, pra mim foi como um anjo que veio na minha vida, o encanto existe em pessoas que atravessam uma sala e mudam a temperatura do ambiente, pura loucura, mas aí achei que fosse costume porque sua presença começou a fazer parte dos meus dias sem que eu percebesse, mas nenhuma dessas respostas sobrevivia quando a madrugada chegava, porque nenhuma delas existia resposta por tamanha admiração que não deixava o meu peito vazio depois de uma despedida comum.
E você foi me encantando, transformou uma simples mensagem em acontecimento, virando costume que não faz alguém permanecer nos pensamentos quando tudo já deveria ter terminado ( zerando minha consciência, pra só existir você), então eu inventava desculpas, centenas de centenas delas, para que uma delas me impedisse de admitir o que estava crescendo em silêncio , silêncio de sala vazia, silêncio que nem o apocalipse gostaria de ouvir, silêncio que vira loucura somente por escutar, enquanto isso, a vida seguia acumulando pequenas crueldades.
Você sorria, eu guardava
Você falava, eu lembrava
Você desaparecia por algumas horas, dias ou até mesmo por semanas, e eu sentia sua falta, sofrendo calada sem você saber que gritava pedindo pra você está aqui.
E algo dentro de mim caminhava pelos corredores da ausência como quem procura uma porta de saída em um lugar sem saída, o pior é que ninguém percebia, porque certas tempestades aprendem a chover para dentro, foi assim meu amor por você, tudo por fora, parecia intacto, por dentro, existia uma cidade inteira iluminada pelo mesmo nome.
E eu odiava isso, odiava a facilidade que me fazia sentir, odiava que você ocupava espaço que não deveria ser ocupado, odiava o modo como qualquer canção encontrava uma maneira de me devolver para você, odiava perceber que algumas pessoas passam pela nossa vida enquanto outras se instalam nela.
Você se instalou, nos detalhes, nos intervalos, nas partes que eu jamais ofereci a ninguém, e quando finalmente compreendi o que estava acontecendo, já era tarde.
Porque não existe defesa contra alguém que virou refúgio antes mesmo de virar realidade.
Foi quando surgiu o medo, não de te perder, pois pra perder, primeiro é preciso possuir e você nunca foi e nunca será meu, logo eu que nunca tive nada, apenas um medo de continuar carregando tudo isso sem saber onde colocar, por não saber amar pouco e amar você foi amar aos berros, senti medo de assistir você seguir por estradas onde eu não existo, medo de descobrir que o universo foi generoso o suficiente para me fazer sentir algo raro, mas não o bastante para permitir que fosse correspondido.
Então fiquei aqui esperando, e entre a esperança e o impossível o possível pra mim nunca existiu, entre a coragem e o silêncio eu era a mais covarde e muda, entre a vontade de dizer e o receio de estragar, até minha respiração já faz tudo pra estragar, mas porque algumas verdades parecem pássaros presos na garganta.
Tentam voar, tentam nascer, tentam escapar, tentativas fracassadas, encontrando grades feitas de incerteza.
E mesmo assim? Mesmo sem promessas, mesmo sem garantias, mesmo sem saber se algum dia você enxergará tudo aquilo que escondo, existe uma parte de mim que continua escolhendo você e que vai continuar escolhendo para todo o sempre e pra sempre, foi o juramento que te fiz, quando não podia ouvir .
Eu sei não tem lógica, mas não é por lógica não é por conveniência, nem por falta de opção, foi por escolha que meu coração reconheceu algo genuíno e não encontrou em mais ninguém, algo que não sei explicar, algo que não sei curar, algo que continua vivo mesmo quando tentei abandonar, como uma luz que insistente em ascender na última janela de uma cidade adormecida.
Esperando, esperando, sempre esperando sem saber se irei ter resposta recíproca, mas ainda te esperando.
DESCONECTADA
Com o passar do tempo, eu entendi que tudo o que eu quero é ser totalmente desconectada.
Estou falando dessa conexão de redes, de pessoas, de gente que eu nem conheço, que não sabe quem eu sou, que nem entende que eu sou um mundo inteiro dentro de mim, às vezes cheio de nada, às vezes cheio de amor.
Está todo mundo dizendo: "Estou conectado". Está todo mundo vivendo em um mundo não real, distanciado.
Às vezes, eu só quero ficar sem me conectar, desconectada dessa coisa ilusória que criaram por aí dizendo que é vida.
E eu estou falando que não quero essa conexão que tanta gente diz que tem e na qual, até pouco tempo atrás, eu também acreditava. Uma conexão que parece aproximar, mas que está fazendo tanta gente esquecer de se conectar de verdade com outro alguém.
As pessoas falam tanto que estão o tempo todo juntas, mas, mesmo do mesmo lado, na cama, não se olham, não se beijam, não se tocam mais.
Se esquecem todos os dias. Esquecem que, na hora em que der uma pane nesse sistema todo, nesse sistema que doutrina, só quem ainda conectou o coração com o outro é que ficará de pé.
Essa é a nossa sina.
Nildinha Freitas
Vivendo no Mundo de Fantasia
Vivo num mundo que só eu vejo,
Onde tudo parece perfeito, mas nada é real.
Sorrio por fora, mas por dentro me perco,
Entre sonhos que inventei para não sentir o mal.
Criei castelos no ar,
Pintei o amor com cores que nunca existiram.
E nas minhas ilusões aprendi a morar,
Mesmo sabendo que eram só mentiras que eu criei.
Lá, ninguém me julga, ninguém me fere.
Sou livre, mesmo que presa à ilusão.
Mas quando volto à realidade, tudo congela,
E o coração sente o peso da desilusão.
Queria fugir, mas já não sei para onde.
Talvez o meu refúgio seja essa fantasia sem fim,
Porque no mundo real, ninguém me entende,
E no meu mundo inventado... pelo menos eu sou feliz por mim.
Às vezes, viver na fantasia é a única forma de sobreviver à realidade.
Eu sempre fui uma pessoa bem resolvida. Nunca precisei da atenção dos outros para me sentir inteiro, nem busquei validação para confirmar meu valor. Passei boa parte da vida confortável dentro de quem eu era, com minhas certezas, meus limites e meus silêncios.
Até que um dia encontrei alguém que enxergou em mim algo que eu mesmo nunca havia visto. E, por algum tempo, acreditei naquela versão. Passei a falar mais, a rir mais, a confiar mais. O homem reservado se tornou sociável, o introspectivo passou a contar piadas, e a desconfiança deu lugar à esperança. Pela primeira vez em muito tempo, tive a sensação de que a felicidade talvez não fosse apenas um conceito distante.
Mas a realidade tem o hábito de cobrar o preço das ilusões. Com o tempo, percebi que a vida raramente permanece no auge dos sentimentos que ela mesma nos oferece. E aquilo que parecia uma descoberta acabou revelando outra coisa, talvez eu não tivesse me transformado, apenas experimentado uma parte de mim que deveria ter permanecido adormecida.
Agora me vejo diante da tarefa de reconstruir quem sou. Não porque aquela versão estivesse errada, mas porque ela não conseguiu permanecer. Preciso recuperar o controle dos meus sentimentos, reorganizar meus pensamentos e voltar a caminhar com os próprios pés.
Talvez as coisas nunca tenham sido realmente boas aqui dentro. Talvez eu apenas tenha encontrado alguém capaz de silenciar, por um tempo, os ruídos que sempre carreguei. Mas ninguém pode viver para sempre sustentado pelo olhar de outra pessoa.
As coisas vão voltar ao lugar. Não exatamente como eram antes, porque já não sou o mesmo homem. Mas voltarão a ser minhas. E isso terá de ser suficiente.
“A pergunta ‘o que será do meu filho quando eu morrer?’ envelhece junto com muitas mães atípicas.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O falso eu precisa de plateia; a alma verdadeira aprende a florescer no silêncio.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Mesmo quando a pessoa pergunta quem somos, o amor pode responder sem palavras: eu continuo aqui por você.”
Do livro Alzheimer — Se Eu Não Lembrar, Me Abrace Mesmo Assim. Eu Ainda Estou Aqui, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Tudo aquilo que colocamos depois do EU SOU se torna direção interior, palavra semeada e identidade em construção.”
Do livro EU SOU, Deus em Ação — O Despertar da Consciência Criadora, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Nem toda dor merece receber o trono do ‘eu sou’.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
E se eu voltasse?!
Ou talvez partisse?!
Ou se findasse.?!
Quem sabe um recomeço...
Ou se me quebra-se
Em mil ou em vários
Pedaços?!Se ficasse em silencio
Ou quem sabe gritasse
implodir,eclodir?!
Dinamitar-me para
Que se faça dentro de mim
Um alto retrato pintado
Real,surreal...Não sei bem ao certo
Quem sabe talvez uma pintura
Uma obra de arte dentro de mim.
Hoje eu acordei com o vento manso
Falando baixo no meu coração
Que a vida pede mais calma no passo
E menos peso na preocupação
