Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

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Nunca seremos satisfeitos neste mundo.
Será que, se eu comer todas as delícias deste mundo e tiver todos os prazeres que meu corpo pode proporcionar, poderei dizer que estou satisfeito com a vida e que já posso morrer em paz?
Será que, se eu conquistar todas as coisas que quero, tiver todo o dinheiro, conquistar todos os bens materiais e for o melhor profissional, com meus talentos em nível de alta performance e no ápice, poderei me sentir satisfeito com a vida e morrer em paz?
Será que, se eu for amado e amar as pessoas na minha vida, poderei estar satisfeito com a vida e morrer em paz?
A vontade do ser humano é infinita...
Dostoiévski tem uma frase que diz que existe um vazio dentro do ser humano do tamanho de Deus; nada neste mundo pode satisfazer a alma humana, sempre estaremos aqui insatisfeitos.
Como diz Santo Agostinho: "Fizeste-nos para Ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousa em Ti."
Não faz sentido, tudo aqui vai resultar na morte; talvez a morte não seja o fim, mas para que começar a existir neste mundo se, em pouco tempo, não vou mais existir nele?
Talvez não tenhamos sido feitos para sermos plenamente satisfeitos aqui — mas para buscar algo que transcende este mundo.

Versos para quem nunca entenderá!!!


Se eu gritasse tão alto
que toda a humanidade
se tornaria surda,
tu me escutarias?
universo ou vida


Se eu tivesse um laser
e escrevesse no céu
meu sofrimento,
e toda a terra e todas
as vidas enxergassem,
tu enxergarias?
ó universo ou vida...


tu não te comoves
com o sofrimento
de uma mãe
e és indiferente
a essa criança
que não pode
se defender
das toneladas
de sofrimento da
vida.


Tu, ó universo
ou vida,
cego,
surdo,
mudo,
e não
tens um
coração


sou estrangeiro
do universo
e da terra.
somos estranhos
um ao outro
não sou feito
de ti
somos feitos
água e óleo
tô escrevendo
versos e tu nunca
entenderás
porque não sou
feito para ti.

Minha humanidade.


E se tudo desmoronasse
se o tempo passasse
e eu andasse onde só
tem ruínas,
e não sobrasse
pedra sobre pedra
de nossa civilização,
como eu seria então?
E se não tivesse
se não tivesse
dinheiro
e na verdade sem dinheiro
nem lugar algum para comprar
meu corpo com fome
mas minha alma
o que será?


E se este mundo arruinado
não tivesse lei nenhuma
e não tivesse proteção
nenhuma
e sem lugar
com fome
e sem lei
nesse mundo
o que restaria da
sua humanidade?


mesmo se estivesse
no abismo
mais fundo
dos infernos
quero
preservar
minha humanidade
preservar
o que está
além das necessidades
preservar
a verdade
e a bondade
Deus me livre
perder minha humanidade!!!!
Deus me livre perder
a capacidade
de amar
e só sobreviver
este é o meu ser.

Eu sou o outro.

Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.

Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.

Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.

Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.

Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.

Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.

⁠#ADIANTE

Momentos da minha vida...
Eu sobrevivi a tudo que passei...

Meu espírito foi trucidado...
Corpo expurgado...
A cura ainda não me abençoou...

Eu vi a maldade pura diante de mim...
Mas eu sobrevivi...

Dizem que isso é bom...

Gosto de viver, mas é difícil seguir...
Com algumas memórias...
DIfícil torna-se a acordar e dormir...
Difícil saber que quem faz isso vive uma vida normal...

E sabem porquê eu passei por isso?
Porque eu existo....
Só isso.

Mas eu sobrevivi...
Estou aqui...
E nesse dia eu comemoro a proeza de ser...
Eu...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#VÁCUO

Tempo...
Sábio ingrato tempo...
Tal qual ladrão furtivo...
Que me rouba sem que eu me perceba...
Minhas idéias...
Minhas imagens...
Minhas palavras...
Meus alentos...

Transforma em cinza minhas saudades...
Os sonhos por mim vividos...
As minhas dores sofridas...
Minhas penas...
Minhas conquistas...
Até elas serão esquecidas...

Assim como amores e desejos...
Sugados ao vácuo...
Preteridos...
O amor mais árduo...
Suprime...
Suas marcas me oprime...
Torna-se pesado...

Tempo que não me ignora...
Transforma as minhas esperas...
Sufoca minhas horas...
Me fustiga...
Traz-me vitórias e derrotas...

Para ti pouco lhe importa...
Será castigo?
Nada terei?
Mais nada?
Nada mais serei?
Nem um pequeno momento?
Relegado ao esquecimento...
Nem mesmo tormentos...
Terei...

Tudo será esquecido...
Até mesmo meus motivos...
Não o compreendo...
E isso deixa-me estarrecido...

Um miserável ontem...
Um ditoso hoje...
Amanhã o que serei?
O tempo em mim já é perdido...

De mim já nem mais falo...
Palavras tornariam-se ecos...

Já não quero mais nada...
Pois tudo nasce e morre...
A cada alvorada...

Tempo...
Tempo...
Meu amante...
Meu algoz...
Esconderá minha alma?
Lentamente...
Lentamente...
Apagando minha voz...
Na escuridão que se avizinha...
Nada mais...
Nada mais serei.

Sandro Paschoal Nogueira

Caminhos de um poeta

Eu já vi rio secar da noite pro dia
Já vi corrente mudar de direção
Aprendi cedo com a água barrenta
Que quem endurece perde o chão

Eu não brigo com o vento que passa
Nem bato de frente com temporal
Tem hora que o silêncio é o caminho
E esperar também é sinal

Eu vou seguindo conforme a maré
Sem me perder do que sou por inteiro
Porque nesse mundo de pedra e vaidade
Quem força demais chega por derradeiro

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do caminho

Eu fico quieto, mas vejo de longe
Eu sou do brejo, do tempo e da espera
Meu rumo é o rio quem vem ensinar
Sabedoria é saber esperar...

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do meu caminho

Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado, pode acreditar
Quem quer viver muito tempo nessa vida
Tem que aprender a esperar...

Sandro Paschoal Nogueira

''Arrependimento Contínuo''
⁠essa noite eu acordei
havia 28 ligações perdidas
de um número desconhecido
voltei a dormir
fingindo que nada havia acontecido

logo quando eu acordei
na manhã do dia seguinte
havia mais 20 ligações
com o mesmo número
cujos dois últimos dígitos eram 20

dessa vez decidi não ignorar
liguei de volta
e procurei algo na caixa postal
mas o estranho é que só quando eu decidi procurar
quem era a bendita pessoa
que era dona do número
ele nunca mais deu sinal

por um certo período fiquei muito angustiado
passei algumas noites sem dormir
esperando algum recado
foi então que eu percebi
que eu não devia ter ignorado

e mesmo depois de 15 anos
tem vezes que eu ainda penso
e se naquele momento
eu tivesse retornado.

''A Brisa de Agosto''
Eu havia dito aquilo a muito tempo,
Descobrir que pra algumas pessoas palavras são apenas como o vento,
E infelizmente se torna uma tempestade.

Amei como um guerreiro,
Me sacrifiquei como soldado,
E ainda mesmo assim você me deixou como um covarde.

Gostaria ao menos entender sua motivação chameja,
Mas agora que a chuva já passou e o vento já secou,
Vejo que nem há mais resquício da nossa fogueira.

"Amor"
Vejo amor como um monstro,
e eu sou apenas um soldado,
vice-versa a gente se encontra,
e nem sempre ele quer papo.

Lembro, que na nossa primeira luta,
sai derrotado.
Por ter sido desnorteado,
pensei que havia perdido.

Mas sempre que me recordava dessa batalha,
retia um sentimento contínuo.
Por mas que me sentisse indigno,
sabia que aquele final era incerto.

Voltei me encontrar com ele,
e dessa vez fiz certo,
apanhei feito bastardo.

Porém conquistei
o que tanto havia almejado.

Eu já te amei… e nesse amor depositei uma fé quase sagrada, como quem entrega a própria vida a um destino sonhado. Acreditei em você, não apenas como pessoa, mas como promessa de eternidade. Achei que meus sentimentos eram verdadeiros, e talvez tenham sido mais reais que nós mesmos. Quando se imagina uma vida com alguém, não se projeta apenas um futuro, cria-se um universo inteiro, feito de gestos, silêncios e possibilidades. Mesmo quando o amor morre, esse universo não desaparece; ele permanece suspenso, habitando um lugar secreto dentro de nós, como se fosse um eco do que poderia ter sido. E esse eco… nunca se apaga por completo.

Se é isso que o teu coração escolheu, eu aceito em silêncio, ainda que doa. Perante Deus, que conhece cada batida do meu coração e cada amor que ali habita, peço apenas que a tua vida seja repleta de luz, sorrisos e paz. Que a felicidade te abrace de tal forma que não reste espaço sequer para a lembrança do que fomos. E mesmo que a minha ausência se dissolva no tempo, que a tua alegria seja eterna— pois amar, às vezes, também é saber partir em silêncio e desejar, do fundo da alma, que o outro seja feliz... ainda que longe de nós.

⁠Eu me enganei profundamente... imaginei que poderia sorrir e seguir adiante, fingindo que o destino se inclinaria a meu favor. Tracei um plano: almejava metamorfosear meu ser. Abraçar a existência como um ser renovado. Alguém destituído de passado. Desprovido da dor de quem viveu. Mas, a realidade se revela implacável. Os infortúnios persistem, perseguem-nos. Impossível escapar-lhes, por mais que se deseje. Resta-nos tão somente nos preparar para o bem-vindo, para que, ao chegar, o recebamos de braços abertos, pois dele necessitamos... Eu necessito.

⁠Você nunca me viu assim, desconhece meu eu sem a luz do seu amor. Há um lado de mim que repousa na penumbra, um ser quase estranhamente familiar, mas distante. Sou alguém que existe apenas na ausência do seu toque, na sombra do seu olhar.

Quando não estou apaixonado por você, meu sorriso é menos frequente, meus olhos, menos brilhantes. As cores do mundo parecem desbotadas, o tempo se arrasta em vez de fluir. Sou como um inverno sem a promessa da primavera, uma noite sem estrelas.

Mas quando você está perto, meu coração canta uma melodia que só nós conhecemos. Cada momento contigo é uma pincelada de cor na tela cinzenta da minha vida. O ar se torna mais leve, e cada suspiro é uma dança, um poema em movimento.

Você é o fogo que aquece meu ser, a musa que inspira minha alma. Com você, sou mais que uma simples existência; sou um universo em expansão, um jardim em flor. Não conheço a plenitude de mim mesmo sem o reflexo do seu amor nos meus olhos.

Então, peço-lhe que nunca desvie seu olhar, que nunca permita que o amor se esvaia. Pois, sem você, sou apenas uma sombra do que posso ser, um eco na vastidão do vazio. E na sua presença, sou luz, sou vida, sou amor em sua forma mais pura.

⁠Eu odeio o amor.

Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim.
Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida.
Odeio como, mesmo de maneira inconsciente, vivo pensando em você... o que me faz sonhar acordado.
Odeio que, depois de 14 anos, você tenha dito que ainda me ama... já que desperdiçou os melhores anos da minha juventude.
Odeio que você esteja tatuada na minha pele... externando o que há muito está tatuado na minha mente e no meu coração.
Odeio como magoo as demais mulheres... só por não poder e não querer te esquecer.
Odeio quando você me liga... só pra dizer que não quer mais falar comigo.
Odeio que você nunca me esqueça... mas diga que não quer ter um vínculo eterno comigo.
Odeio que você tenha vindo me ver e me beijado... me deixando novamente apaixonado.
Sobretudo, odeio não conseguir te odiar nem por um segundo... embora seja um misto de amor e dor, eu ainda TE AMO! ❤️💔

Na saudade, a intensidade distorce o tempo: basta um segundo de ausência para que eu me perca em eternidades. O vazio entre nós cresce em silêncio, e só sua presença é capaz de devolver leveza ao relógio da minha alma.

O amor é uma prisão sem muros que eu possa ver, mas cujas correntes sinto em cada batida do coração. Ele me prende a você desde os meus vinte anos, e mesmo após dezenove invernos separados, nenhuma distância conseguiu enfraquecer sua força. Pelo contrário, ela cresce dentro de mim, feroz e silenciosa, como um fogo que queima e ilumina, me mantendo vivo e, ao mesmo tempo, aprisionado.


Cada lembrança sua é um sussurro que ecoa pelos corredores dessa cela invisível, cada memória um muro que nunca consigo transpor. A dor é intensa, mas nela há uma lição escondida: aprender a amar sem possuir, a sofrer sem me quebrar, a sentir sem esperar reciprocidade, a existir plenamente mesmo na ausência. É um aprendizado cruel, mas sagrado, e a prisão se revela como uma escola silenciosa.


O destino inscrito nas estrelas nunca quis que estivéssemos juntos; ele quis que eu me confrontasse com minha própria alma. Saturno me ensina a esperar, Plutão me força a me transformar, Netuno me revela a beleza de um amor que transcende a razão. E assim, lentamente, a dor se torna consciência: o amor que me prende também pode me libertar, desde que eu aprenda a aceitá-lo tal como é.


Aceitar que não posso tocá-la, que não haverá reencontro, que não há espaço para a posse. Aceitar que este amor eterno é também uma lição eterna, que ele existe para me ensinar sobre mim mesmo, sobre a intensidade, sobre a profundidade de sentir sem limites, e que, paradoxalmente, a maior liberdade se encontra dentro desta prisão.


O amor é uma prisão que me prende a você, e, ironicamente, é nela que me descubro inteiro. Mesmo carregando um sentimento que nunca será correspondido, mesmo sentindo a ausência como um abismo, percebo que posso viver, que posso crescer, que posso me transformar. A prisão não me destrói; ela me revela. E assim, aprendo que amar para sempre, mesmo sem ter, é a forma mais pura de eternidade.

Eu nunca deixei de pensar em você. Todos os dias você vem... às vezes em forma de memória, outras vezes como o lembrete silencioso de que você é (e sempre será) o amor da minha vida. ❤️‍🩹

Eu a admirei em silêncio, como quem contempla uma estrela distante, bela demais para tocar. Durante tanto tempo fui apenas um olhar perdido na multidão, enquanto ela era a presença constante no meu coração.


E então, quando já não havia expectativa, o destino soprou diferente. Não nos aproximamos em passos, mas em sentimentos. Foi como se as nossas almas, antes desencontradas, finalmente se reconhecessem no meio do caos do mundo.


Hoje, mesmo longe, há algo sereno e verdadeiro entre nós... uma conexão que não precisa de mãos dadas para existir, porque nasceu onde tudo é eterno: no encontro das almas.

Perguntei ao sereno pela manhã....

De onde eu vim?

E tão tranquilo, vindo do céu, sobre o meu jardim, mesmo em silêncio, me respondeu:

-Como as ondas do mar que vão e vem,

eu também já estive aqui várias vezes...

Vim do céu, pequeno fio d'água, me transformei em riacho, virei um rio, fui lagos, mares e oceanos.

Subi aos céus e hoje volto à terra.

Venho trazer mais brilho ao seu jardim e fazer você ver a continuidade da criação.


Então perguntei à brisa fria, que tocando meu rosto, em beijos gélidos, me estremecia...

-Para onde eu devo seguir?

Em abraço, sussurrando em meus ouvidos, respondeu...

-Siga sempre em frente...

O passado já foi, o futuro, logo ali, viva o presente...

Avisou que durante o meu caminho obstáculos irei encontrar...

-Transponha que ao seu destino irá chegar...

E assim, sorrindo, a brisa partiu...

Perguntei ao beija-flor que se eu seguisse o conselho da brisa eu poderia ser feliz...

Ele me respondeu que eu deveria ser como o dia de hoje...

Lembrou-me que o amanhã pode não chegar...

Que na viagem, que faço todos os dias, sem me dar conta, já sou feliz...


Então voltei meus olhos para o céu, de onde descia o sereno e vinha a brisa, que sustentava o vôo do beija-flor...

- Em meus caminhos, no fim, o que encontrarei?...

Perguntei...

E o céu me respondeu, com um pequeno raio de sol...

- O recomeço...