Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eu continuo o amando, às escondidas, da minha forma meio errada e assim, de certa forma, cumprimos sem perceber a nossa promessa de que seria pra sempre.
E desde então, venho amando. Com uma força que até então eu desconhecia, força essa capaz de ignorar meu orgulho, minhas leis e minhas convicções. O amor comeu meu sobrenome, meu passado, meu planos solitários de futuro. E hoje não consigo caminhar se não for ao lado dele, o amor por ele virou minha essência e o meu maior (e talvez ùnico) desejo [...]
Viver amando
Eu vivo por que te amo
Te amo por que é assim que vivo
Eu vivo por te amar
Eu amo por que eu não existo
Se não amar
Eu amo a vida e vivo amando a cada minuto
desse meu viver, afinal foi ela, a vida
quem me deu... Você!
Foi sofrendo que eu me descobri
Foi amando que eu sofri
Foi descobrindo que eu amei
O amor platonico que eu errei
Nada explica o que eu senti
Nada além de ti
O que me fez te odiar
Foi não poder te amar
Um dia ainda vou dizer
Aquilo não foi prazer
Foi uma tortura mental
Que me fez muito mal
Minha vontade é esquecer
Essa bobagem de enlouquecer
Olho para ti em vão
Pois não mereces meu coração
AMANDO
Ontem as vinte e duas horas e quarenta minutos
Horário oficial de Brasília
Eu estava ardendo em febre, suando.
E na tiragem dos meus ais contados
Uns vinte e tantos mil, falei, lagrimei
Aos teus ouvidos.
E de febril, o meu remédio
Tomei por tantas horas, em tantos goles
Até me embriagar e cair sobre o teu corpo.
Amando-te libertino, suei
A febre não passava
Passavam-se tempos recorrentes
Já pela madrugada, ainda eu te desejava.
E pela manhã, eu te ordenhava
À hora da voz do Brasil
Em meu delírio, uma poldra branca
De crinas alvas e esvoaçantes
Carregava-me sobre seu dorso.
E eu galopei por mais dez horas
Sobre um leito de areia fina.
E nas esquinas por onde andei
Espantava-me o medo, de cair
Por tua cabeça,
Quando te inclinavas a me beijar
Fazendo. Aproximadamente
Um tempo impreciso, imenso
Sem que o espólio se cruzasse.
Eu seguro na tua crina
E nos meus flancos te segurando
Sem Nome
Eu aqui
Amando a impossibilidade
De se quer ouvir
O que penso
Escrevo versos disformes
Vivo amores intensos
Porém distantes
Temporal e geograficamente.
Seria eu o estranho
A não participar
Do que seria a vida?
Mas de que vale esses versos
Fúteis
Me prendem a esta mesa
Pensando no meu que poderia ter sido
E não fiz.
E me jogando no desgraçado e "se"
Sou o ranzinza e velho de alma
Implorando pela atenção das ideias
E a retidão da solidão
Com bons companheiros dispostos
Fazer passar
Porém não permito fluir, e me agarro a sabedoria ilusória
"Não retire minha solidão
Se antes não me oferecer companhia verdadeira "
O que seria a companhia verdadeira?
Definitivamente não valho
Se quer o chão que piso
Porém me faço maior ainda
Por quem insiste em se colocar
No subsolo
Sou escravo do desejo
Vadio da sorte
Mas e quem sou eu?
A viagem de auto-conhecimento
E nada mais que retrocesso
E minto, todos mentem
Pra si e por si
Em prol de parecer
O menos humano o possível.
É tão estranho a maneira como eu amo ele! Nunca me imaginei amando alguém dessa forma. É algo que não dá para explicar, você começa a enxergar tudo de uma maneira diferente, parece que tudo gira ao redor desse amor, às vezes um casal se beijando ali, ou então aquela música da rádio.
Já sofri de amor e não desejo isso a ninguém, porque não é uma dor que passa com um remédio de farmácia, e sim uma dor da alma.
