Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

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"Eu nem sei o que
faria se não tivesse
o que fazer"

“Se eu sonho, se eu sinto, eu sou.
Mas, se eu sou e já não sinto, e menos ainda sonho… será que ainda sou?”
— Augusto Martins

Alguns dias parecem não ter fim. Talvez eu não esteja perdido talvez apenas esteja condenado a repetir o mesmo ciclo, tentando encontrar no amor uma saída que meu próprio coração nunca me deixa alcançar.

Não vendo o meu dom,
amo o que sei fazer,
carro quase todo mundo têm,
dinheiro eu fico sem,
mas poetizar me faz viver!

Desistir é o que eu não irei fazer.
Dou uns gritos, entro no chuveiro e choro, tomo um café e volto mais forte do nunca....




Perazza .'.

Somente o descolamento completo do eu revela a verdadeira realidade, que não é minha realidade imaginada. Nós geramos a realidade do mundo a partir da nossa imaginação. Ela é a realidade do eu, a qual projetamos nas coisas. A verdadeira realidade, a verdadeira ordem das coisas, só pode ser experienciada mediante a completa extinção do eu.


(Byung-Chul Han)

Se o mundo vai de mal à pior, que eu não me corresponda com ele.

Faça distinção sábia entre religião e salvação:
a primeira é aquela que eu sigo e não mudo; a segunda
é aquela que eu ouço e me transformo.

Eu não te devo nada, você não me deve nada ... Vida que segue, capítulos novos, página virada!

Eu devia te odiar pra sempre...mas ensinei o meu coração a não devolver maldade pra quem só me semeou maldade.... Não sei ser uma pessoa ruim... Eu só distribuo amor porque mora amor em mim.....

Talvez eu só não saiba ficar

Aprendi a me curar sozinha, a engolir o que doía e a continuar como se nada tivesse acontecido. Mas, no caminho, também aprendi a me afastar.

Quando não estou bem, desapareço. Fecho portas, levanto muros e me escondo dentro de mim. Não porque não queira ninguém por perto, mas porque me acostumei a acreditar que preciso conseguir sozinha.

E, às vezes, a solidão que um dia foi proteção começa a parecer uma prisão.

Carrego dúvidas, inseguranças e medos que nem sempre consigo explicar. Sinto-me presa em um túnel, caminhando sem saber onde ele termina.

Ainda assim, continuo desejando.

Quero mudar, conquistar, viver e construir uma vida que faça sentido para mim. Mas, quando as coisas ficam difíceis, algo dentro de mim se apaga.

Eu desisto.
E depois me culpo por ter desistido.

Durante muito tempo, pensei que não queria o suficiente. Afinal, quem realmente quer luta, insiste e persiste. Então comecei a questionar tudo:

Será que sou superficial?
Será que nunca amei verdadeiramente os meus sonhos?
Será que, se quisesse de verdade, teria força para continuar?

Mas talvez eu esteja sendo injusta comigo.

Desistir não significa necessariamente não querer. Às vezes, significa ter medo: de falhar, de não ser capaz, de tentar novamente e sentir a mesma frustração.

Talvez eu recue não por falta de desejo, mas por ainda não saber lidar com a distância entre aquilo que imagino e aquilo que consigo fazer hoje.

Até coisas simples parecem enormes, como tirar a carta de condução. E então penso:

“Se nem isso consigo, como vou conseguir tudo o que sonho?”

Talvez eu não seja o obstáculo. Talvez seja apenas alguém aprendendo a permanecer quando o caminho se torna difícil.

Talvez eu não precise de mais força, mas de mais paciência comigo.

Posso querer e ter medo. Posso cansar, cair e parar para respirar. E, ainda assim, continuar desejando.

Persistir talvez não seja nunca desistir, mas aprender a voltar:

depois do medo,
da frustração,
de um dia ruim.

Voltar para mim.

Talvez a pergunta não seja: “Será que quero o suficiente?”

Mas sim:

“O que acontece dentro de mim quando aquilo que quero exige que eu acredite em mim?”

Talvez seja aí que eu precise começar: aprendendo, pouco a pouco, a não me abandonar sempre que as coisas ficam difíceis.

Não temo o que ruge. Sou filho do silêncio que antecede o trovão. Eu tento apenas enxergar, no escuro, aquilo que me constitui, porque a noite já não me apaga nesse frio imensurável. Não peço abrigo ao mundo, pois sou feito da mesma matéria que o inaugura — sou, portanto, este mundo. Por isso, para mim, eliminar-se em nome da memória é apenas uma forma elegante de dizer que se suicidou.

O mundo me ofertou carro e dinheiro,
mas eu não quis,
é um saco ser carregado
e de que adianta eu ter tanto na minha casa,
se meu irmão não tem nada?
Quanta gente passando fome nesse planeta,
então prefiro aqui na Terra,
falar da mata e sua beleza,
prefiro apenas ser poeta...
Não ligo para luxo
e isso magoou o mundo!

"Eu fui tudo por você
e esqueci de mim."


Amar o outro não é se nular
e sim, se complementar: com respeito, confiança,
carinho e atenção.

Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.

⁠"Se eu juntasse toda a humanidade, não conseguiria fazer uma mãe"

“Como eu não poderia amar minha mãe com todas as minhas forças?
Se o próprio Deus declarou que o amor de uma mãe é o amor humano que mais se compara ao Seu.
E, cá entre nós, Deus me deu o privilégio de ter uma mãe extraordinária. Foi ela quem escolheu um pai incrível e Deus me presenteou com irmãos maravilhosos.
Sou imensamente grato a Deus por essa família.”

Não existem avisos para os momentos finais. Se eu soubesse, teria segurado o seu abraço por mais tempo, teria esquecido o relógio e dito, com clareza, o quanto você era a pessoa mais importante do meu mundo. Mas a vida não avisa o que vai acontecer; ela simplesmente muda tudo e nos deixa com planos e promessas que nunca vão se realizar.Dói perceber que o que mais machuca não é só a sua falta, mas o silêncio que ficou entre nós. Guardei muitas palavras pensando que o tempo nunca mudaria, que teríamos outros dias, outros cafés e outras chances de consertar os pequenos erros. Agora, fico pensando no passado, tentando descobrir o momento exato em que eu deveria ter agido de outra forma.Essa sensação de que faltou algo é um peso diário. É uma saudade que não tem para onde ir, um fim que não faz sentido porque nunca teve uma conversa de despedida de verdade.Escrevo isto não para pedir que você volte, mas para colocar para fora o que ficou preso no meu peito. Quero que saiba que, mesmo com o nosso distanciamento, você foi muito importante. Cada palavra que guardei virou um desejo sincero de que você esteja bem e em paz, onde quer que esteja. Estou aprendendo a conviver com esse vazio sem deixar que ele acabe comigo, transformando a falta do seu adeus na minha própria força para continuar a minha vida.

Eu sou o que você vê e não o que as pessoas falam de min.

Telepatia: entre o real e o imaginário


— Eu amo você todinho...


Não, não é aquela música.


— Amo a sua orelha...


— A orelha?


— Aham...


Amo o seu cabelo, mesmo sem nunca tê-lo tocado, sem nunca ter sentido seus fios entre os meus dedos...


Amo a sua testa.


— A testa?


— Sim. É meio grande, mas eu gosto...


Amo os seus lábios.


Não só porque são lindos...


Mas porque queria que se encontrassem com os meus.


Amo as suas sobrancelhas, as duas...


E os seus cílios, mesmo sem vê-los nitidamente, eu amo.


Amo os seus olhos, mesmo sem saber direito qual é a cor, apesar de já ter olhado para eles um milhão de vezes.


Mas não sei... algo estranho acontece.


Não sei se, quando os vejo, passo direto ou volto para os meus.


Em algum lugar, eu entro.


Vou muito fundo, seja em você ou em mim.


É um lugar desconhecido, e eu não sei o caminho.


Mas não desisto.


Vou além, até na contramão.


Sinto as batidas de um coração e sempre me pergunto:


— É o meu ou o seu?


Onde estou, afinal?


Estou dentro de você ou dentro de mim?


Independentemente de onde esteja, eu me sinto bem.


E queria fazer uma morada, construir um ninho e nunca mais sair.


Mas alguma coisa me tira de lá.


E, tão rápido quanto um raio, volto à realidade.


Confusa, sinto saudades.


Da minha casa ou da sua?


Seja onde for, é lá que eu queria morar.