Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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pródigo.

Eu não pareço com ele.

Pelo menos não quando me olho.

Algumas pessoas dizem que sim.

Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.

Eu escuto.

Talvez elas estejam certas.

Talvez exista alguma coisa.

Mas eu nunca soube enxergar.

Quando olho para mim, não vejo ele.

Vejo a mim.

E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.

Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.

Foram os vícios.

Os malditos vícios.

Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.

E é estranho pensar nisso.

Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.

Não herdei conselhos.

Não herdei lembranças de infância ao lado dele.

Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.

Mas herdei isso.

E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.

Eu tento parar.

Consigo por um tempo.

Depois volto.

E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.

É aí que ele aparece.

Não na minha frente.

Dentro da minha cabeça.

No subconsciente.

Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.

Uma reação.

Um impulso.

Uma escolha.

E, por um segundo, eu paro e penso:

“Isso veio de mim?”

Ou veio dele?

Eu odeio não saber.

Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.

Não é só pela ausência.

É pelo que a ausência deixou.

Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.

O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.

Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.

E eu não quero ser ele.

Nunca quis.

Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.

Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.

Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.

Mas talvez eu precise admitir uma coisa.

Talvez algumas pessoas estejam certas.

Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.

Só que não é isso que me define.

Porque eu também carrego tudo o que veio depois.

As pessoas que me ensinaram.

As que me machucaram.

As que eu amei.

As escolhas que fiz sozinho.

As vezes em que consegui ser diferente.

As vezes em que falhei.

Tudo isso também sou eu.

E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.

Ele pode ter deixado os vícios.

Pode ter deixado perguntas.

Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.

Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.

Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.

Talvez um dia consiga.

Hoje eu não sei.

E talvez eu não precise saber.

Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.

Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.

Ele não esteve.

Isso também faz parte da história.

E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.

Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.

Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.

Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.

Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.

Não para provar que sou diferente dele.

Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.

Porque eu não sou ele.

Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.

Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.

Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.

Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.

Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.

E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:

eu não escolhi o que herdei.

Mas ainda posso escolher o que fica.

Café, quem quer?

Eu quero para não ficar lelé.

Minha vida não é muito de ficar de pé.

Talvez precise de mais café.

Café para acordar, café para trabalhar.

Café até para tomar café.

Mundo, fique com seu dinheiro,
com sua fama, seu sucesso,
sua glória sou verdadeiro,
eu não quero...
Mundo, você é da hora,
mas de tudo isso para quem te adora!

Eu sou igual ao diabo em questão de relacionamento: não me interesso por aparências, mas pela alma.

A humanidade transforma tragédia em mito e beleza desde sempre; pq eu não posso fazer isso? Pq não posso fazer tempos passados meus guias e mitos?
Pq não posso tornar o inferno de gás mostarda em uma lição de vida?

Eu não preciso convencer ninguém de que sou uma pessoa boa.
Prefiro que minhas atitudes falem por mim.
Sei que nem sempre vou agradar a todos, porque ser uma pessoa de bom coração não significa aceitar tudo, concordar com tudo ou permitir que ultrapassem meus limites. Também erro, tenho defeitos e estou longe de ser perfeito.
Mas procuro agir com respeito, honestidade e consideração, mesmo quando ninguém está olhando.
Aprendi que fazer o bem não é sobre receber reconhecimento.
É sobre ter consciência tranquila, tratar as pessoas com dignidade e não precisar diminuir ninguém para se sentir maior.
Quem realmente me conhece sabe quem eu sou.
E quem ainda não conhece, não tem problema o tempo e as atitudes sempre acabam mostrando a verdade.
No fim, prefiro ser lembrado pelo bem que fiz, pela forma como tratei as pessoas e pela paz que deixei por onde passei, e não pelo que disseram sobre mim.

“Eu não temo tanto aquilo que posso perder quanto aquilo que posso me tornar enquanto tento não perder.”

ENTREGA A MIM

Mesmo não querendo, eu me entrego para mim.
Quando não percebo, também me entrego para mim.

Eu sou a beleza da minha própria vida.
Eu sou, também, o motivo da minha felicidade.

Experiencio a vida conscientemente e me deleito nos meus próprios pensamentos.

Não sou autossuficiente, tampouco independente.
Mas tenho consciência de que sou livre para gritar o sim que penso.

E sei que tenho exatamente o tempo de que preciso para contemplar todas as coisas que me são possíveis.

Porque, no fim, antes de qualquer entrega ao mundo, existe uma entrega inevitável:

a entrega de mim a mim mesmo.

P. H. Amancio

Como eu sei que acabei um texto? Eu não sei.


Às vezes é o texto que acaba comigo.

Se eu não tivesse seu amor
Meu Pai
Eu não seria capaz de viver
Sem seu amor
Por favor, Pai, me dê
Um pouco de amor
Porque eu sei que
Você tem muito amor para dar
Você é quem fez o amor
Com suas mãos sagradas
Também é o amor que cura
Meu coração partido
Que está em dor
Eu já tomei muitos analgésicos
E nada funcionou
Sim, eu overdosei em analgésicos
Isso é algo muito
Perigoso de se fazer
Mas eu também estava ficando desesperado
Sim, Pai, muitas pessoas quebraram
Meu coração novamente
Também eu não sei mais o que
Fazer
Porque eu odeio ficar sozinho
Sem amigos

vontade de cometer sepukko.
eu nao aguento mais fingir estar bem.

to cansada, eu queria morrer, pq eu ainda to aqui, eu nao sei, eu to cansada de sorrir, fingir que ta tudo bem, e nao conseguir desabafar com pessoas que conheco, eu so quero desistir.

ontem eu não dormi nem hoje, e to cansada kkkkkk
minha mãe ta estranhamente depressiva e minha irma ta se isolando com sua namorada, e eu to depressiva e talvez eu tenha depressao grave. kkkkkkk e TDAH

⁠Eu me visto para mim. Não para os outros.

No sonho, o que eu fujo volta. E o que eu não valorizo tenta se mostrar sutilmente.

Eu não sou ninguém.


E ao mesmo tempo posso transitar alguém.

⁠Eu não estou satisfeito de como as pessoas são actualmente, mas por aquilo que eu sou diante delas.
Daniel Perato Furucuto

“Se eu revelasse quantas vezes sorri falsadamente, apenas para não deixar o silêncio entristecer os que me cercam, talvez o mundo se revoltasse… não contra mim, mas contra a hipocrisia que o faz chamar de força aquilo que é apenas dor disfarçada.”
Furucuto, 2025

"Eu amo a escrita, mas não a complexidade das palavras que, por vezes, a tornam distante. Prefiro a simplicidade que aproxima, emociona e faz cada frase ser compreendida sem perder a sua beleza."
FURUCUTO, P. D., 2026.

"Se eu não tivesse estudado Matemática, dificilmente conseguiria adaptar-me aos desafios e resolver os problemas do quotidiano. A Matemática não ensina apenas números; ensina-nos a pensar com rigor, a tomar decisões conscientes e a encontrar soluções para a vida." (FURUCUTO, P. D., 2026).