Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
O Dia em Que Escolhi ir
Capítulo: Eu Disse Sim
Eu disse sim.
Não foi um sim gritado.
Não teve fogos, nem testemunhas.
Foi um sim quase sussurrado, desses que mudam o eixo da vida sem fazer barulho.
Eu disse sim
quando meu instinto dizia cuidado.
Disse sim
mesmo sabendo que intensidade cobra juros.
Não foi ingenuidade.
Foi escolha.
Eu vi o risco.
Vi o abismo.
E ainda assim, avancei.
Porque havia algo no olhar dela..
não promessa,
não segurança,
mas verdade crua.
E eu prefiro a verdade que arde
à mentira que acalma.
Eu disse sim
para o desejo,
para a confusão,
para a possibilidade.
Disse sim
para aquilo que não tinha manual.
Não foi submissão.
Foi entrega consciente.
Eu sabia que podia doer.
Sabia que podia quebrar.
Mas também sabia que viver pela metade
é morrer aos poucos.
Então eu disse sim.
E naquele instante
eu não estava escolhendo só uma pessoa.
Eu estava escolhendo ser inteira.
Sem garantias.
Sem contrato.
Sem anestesia.
Só eu,
o risco,
e a coragem de não fugir.
Esse foi o meu sim.
E ele mudou tudo.
Eu te amo, mas…
Eu te amo.
E não é pouco, não é confuso, não é carência inventada numa madrugada qualquer.
É amor mesmo. Desses que escolhem. Desses que permanecem.
Eu te amo, mas me doeu não ter vivido você no mundo real.
Me doeu não ter tido a chance de descobrir teu cheiro, teu jeito andando na rua, teu silêncio ao meu lado.
Eu te amo, mas cansei de promessas que não viraram encontro.
Cansei de esperar o dia em que a coragem seria maior que o medo.
Eu te amo, mas eu também queria ser escolhida sem hesitação.
Queria firmeza. Queria presença. Queria verdade sem sombra.
Eu te amo, e por isso eu perdoei.
E talvez perdoasse de novo.
Mas, no fundo, eu só queria não precisar perdoar sempre.
Eu te amo com pele, com desejo, com vontade de acordar do teu lado todos os dias.
Mas também te amo com sonho de futuro, de casa, de vida concreta .. não só tela iluminada.
Eu te amo…
mas amar sozinha cansa.
E mesmo assim, eu amo.
Eu desejo.
Eu sinto.
Mas não toco.
Não é falta de coragem.
É consciência.
Nem tudo que acende em mim
eu preciso alcançar.
Tem coisas que eu quero
mas não quero o preço.
Tem presenças que me atravessam
mas eu escolho não atravessar de volta.
Eu aprendi que sentir
não me obriga a agir.
E às vezes o controle
é mais intenso que o toque.
Pra não esquecer quem eu sou,
eu marquei na pele.
Três vezes.
Duas.. memória viva.
Coisas que eu criei,
vivi,
fui.
Pra nunca mais duvidar
da minha própria história.
A terceira é guerra.
Um símbolo marajoara,
tribal,
cravado no dedo..
porque pra mim,
dedo é rota.
Caminho.
Direção.
Escolha.
E agora eu sei,
sem hesitar:
pra onde eu não volto.
Não me viu, não quis chegar,
e eu aqui, aprendendo a não esperar.
O coração insiste em ficar,
mas minha vida… precisa andar.
Ainda toca
Eu odeio admitir,
mas ainda gosto das músicas.
Não de você..
não de quem você virou
quando a máscara caiu.
Mas do que eu era
quando tudo ainda fazia sentido.
Cada acorde
não chama teu nome,
chama o meu
de um tempo que não volta.
E isso é o que dói.
Porque a música ficou bonita,
mesmo depois
de você ter estragado tudo.
Eu, no date, não jogo pra inflar ego.
Não sou narcisista, não preciso disso.
Quando estou com alguém
eu quero oferecer o meu melhor.
Não pra impressionar,
não por interesse,
Nem esperando algo em troca.
Mas por respeito.
Porque o tempo dela importa.
Porque estar ali comigo é escolha.
E eu valorizo isso.
De verdade.
Preciso me recompor. Sacudir a poeira e voltar ao centro da Tua vontade. Se eu não focar em Ti, Senhor, não chegarei ao meu destino final e não poderei dizer, como Paulo:
"Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia." (2Tm 4:7-8)
Tenho começado a discernir a sedução sutil do inimigo... Ele não vem com barulho, mas com distrações suaves, pensamentos aparentemente inofensivos, ideias ousadas que tentam se disfarçar de liberdade. Percebo agora como o pecado se forma: tudo começa na mente , uma sugestão, um desejo não confrontado , e quando vemos, ele já foi gerado, pronto para nascer e nos afastar de Ti.
Quão pequeno é o homem quando se deixa levar pelos desejos da carne. Mas eu não posso continuar assim. Preciso me levantar com todas as minhas forças e voltar para os Teus braços.
Não quero apenas começar a caminhada... quero terminá-la contigo, com fé preservada, com o coração limpo, e com os olhos fixos no Céu.
Ajuda-me, Senhor, a permanecer firme, porque sem Ti, nada sou.
Hoje eu entendo… eu não nasci para o comum.🔥
Sou movimento.
Sou intensidade.
Sou transformação constante.
Carrego dentro de mim a energia de quem não aceita viver no automático. De quem questiona, sente, evolui e, acima de tudo… muda. Quantas vezes for preciso.
Se tentam me prender, eu expando.
Se tentam me limitar, eu me reinvento.
Meu caminho não é linear e nunca foi.
Ele é feito de experiências, aprendizados, desafios e recomeços que me constroem em cada fase.
Eu não temo a mudança…
Eu entendi que é nela que eu encontro quem eu realmente sou.
Minha segurança não está na estabilidade,
está na minha capacidade de me adaptar, de criar, de transformar qualquer cenário em crescimento.
Eu não observo a vida passar…
Eu vivo. Eu mergulho. Eu sinto. Eu evoluo.
E hoje, mais do que nunca, eu sigo guiada por algo maior:
minha consciência, minha intuição e a certeza de que meu destino é expansão.
Porque onde há liberdade…
há verdade.
E onde há verdade…
é exatamente onde eu devo estar. 🚀✨
— “Gostam de mim no silêncio, nos detalhes… porque eu sou daquelas que não precisa forçar pra marcar.”
De tanto ouvir que eu não conseguiria, quase acreditei; mas, como gosto de teimar, segui minha teimosia.
Nildinha Freitas
Pensante
Eu como poeta não sou nada.
Não sou trovador, nem menestrel.
Nem xilografista na literatura de cordel.
Não sou cordelista e nem faço embolada.
Não sou repentista, nem tenho língua afiada;
não sou doutor, nem bacharel;
não sou embaixador, nem coronel;
não sou hipnólogo e nem sei contar piada.
Sou apenas mais um na multidão.
Sou o cidadão comum, irrelevante.
Nem Sócrates nem Platão
nem Marx nem Dante.
Do alto de minha humana condição,
apenas um ser pensante.
Acordar cedo não é um hábito, é quase um pacto silencioso que eu fiz com a vida. Enquanto o mundo ainda está naquele estágio meio zumbi, meio travesseiro, eu já estou de olhos abertos, tentando entender se sou corajosa ou só teimosa mesmo. Cinco e meia da manhã, às vezes cinco em ponto, e lá estou eu… firme, porém bocejando com elegância, porque dignidade é tudo, até na luta contra o sono.
Mas aí vem o motivo. O som. Ah, o som da natureza… aquilo não é barulho, é um tipo de conversa que não exige resposta, só presença. Os passarinhos começam como se estivessem fofocando da vida alheia, cada um com sua versão da história, e eu ali, ouvindo tudo, sem julgar ninguém, porque claramente não fui convidada para opinar. O vento passa devagar, como quem sabe que ainda é cedo demais para pressa. As folhas respondem, e de repente tudo parece uma orquestra que ensaiou a madrugada inteira só para aquele momento.
E eu fico ali, parada, meio acordando, meio existindo. Porque não é só ouvir, é sentir. É perceber que enquanto eu me preocupo com boleto, com futuro, com o que deu errado ontem, a natureza simplesmente… continua. Sem drama, sem reunião, sem crise existencial. O sol nasce todos os dias sem postar indireta, sem precisar de validação, sem perguntar se está bonito o suficiente. E está. Sempre está.
Tem uma paz meio debochada nisso tudo. Porque a vida lá fora acontece de um jeito tão simples, enquanto a gente complica tudo aqui dentro. Eu olho ao redor e penso que talvez eu esteja fazendo muita coisa errada… ou talvez só esteja fazendo demais. A natureza não tenta ser mais do que ela é. E eu, às vezes, acordo querendo ser tudo ao mesmo tempo, e acabo não sendo nada com calma.
Então, nesses momentos, eu respiro. Fundo. Como se pudesse puxar um pouco daquela tranquilidade pra dentro de mim. Como se desse pra armazenar paz igual a gente armazena foto na galeria. Spoiler: não dá. Mas a tentativa já melhora o humor, o que convenhamos, às cinco da manhã, é praticamente um milagre.
E assim eu começo meu dia. Sem pressa, sem plateia, só eu e esse espetáculo gratuito que ninguém valoriza o suficiente. Porque enquanto muita gente está brigando com o despertador, eu estou ali… fazendo amizade com o silêncio, que de silencioso não tem nada.
Agora me conta… você também já parou pra ouvir o mundo antes dele começar a gritar?
Eu demorei para entender que o que eu sentia não era mentira… mas também não era exatamente o que eu pensava que fosse. As conversas existiram, sim. Em algum lugar distante no tempo, em alguma versão de nós que um dia foi real, elas aconteceram. Não eram invenção da minha cabeça. Mas o que eu fiz com elas depois… ah, isso já foi outra história.
Eu peguei lembranças vivas e transformei em abrigo. Fiquei ali dentro, revivendo cada palavra como se ainda tivesse calor, como se ainda tivesse presença. E, por muito tempo, eu confundi memória com continuidade. Como se só porque algo foi bonito um dia, ainda tivesse o direito de existir no agora.
E é aí que mora o engano mais silencioso de todos.
Porque não é sobre ter sido real ou não. Foi real. Foi sentido. Foi vivido. Mas não é mais. E aceitar isso exige uma maturidade emocional que a gente evita, porque, no fundo, dói menos continuar visitando o passado do que encarar o presente sem ele.
Eu chorava não porque era fraca, mas porque eu ainda estava conectada a algo que já não me pertencia. Eu alimentava aquilo como quem tenta manter acesa uma chama que já virou brasa. E, de certa forma, eu conseguia… mas só dentro de mim.
Até que chegou um momento em que eu percebi que lembrar não era o problema. O problema era me prender.
Foi quando eu resolvi escrever. Não para recriar nada, não para reviver… mas para encerrar. Eu coloquei para fora tudo o que ainda ecoava aqui dentro, tudo o que ainda me atravessava. E quando eu terminei, não foi mágico, não foi instantâneo… mas foi definitivo.
Porque eu entendi que aquilo que existiu não precisa continuar doendo para continuar sendo válido.
Ele também sentiu, também reconheceu, também olhou para trás com aquele mesmo “e se…”. Mas a vida não se constrói com “e se”. A vida exige presença, escolha, responsabilidade com o agora. E nós dois, de alguma forma, escolhemos respeitar isso.
Não houve drama, não houve volta, não houve recaída. Houve silêncio. E, dessa vez, um silêncio que não machucava… um silêncio que curava.
Hoje, quando eu penso, já não pesa. Não porque eu esqueci, mas porque eu parei de carregar. Eu não apaguei a história… eu só devolvi ela para o lugar dela: o passado.
E isso me ensinou uma coisa que eu carrego comigo todos os dias… nem tudo que foi bonito precisa continuar. Às vezes, a maior prova de amor, inclusive, é deixar ir.
Eu sigo. Leve. Inteira. Sem precisar negar o que vivi, mas sem permitir que isso defina o que eu sou hoje.
Se você ainda está aí, segurando algo que já foi… talvez o que você precise não é esquecer. É só aceitar que existiu, honrar o que foi… e ter coragem de continuar sem.
"Ô beleza que não vi
Com meus olhos eu desejo
Com meu coração eu almejo
Como aquele que desdenha
Sua Beleza encontrar."
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