Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Toda mãe é um anjo — e eu posso te provar:
Eu era uma sementinha,
de repente virei flor.
Minha mãe, em seus braços,
me cuidou com seu amor.
Mas, em um momento da vida,
viu que ia me deixar...
E eu, ainda tão pequenina,
precisava nela me espelhar.
Pediu para Deus, lá do céu,
uma luz para me iluminar.
E Deus, em sua misericórdia,
atendeu o seu clamar.
Me colocou no coração
de um anjo querido,
que, apesar de tantas lutas,
me criou entre os seus filhos.
Quanto orgulho tenho eu
de poder chamar de mãe...
Do seu ventre não nasci,
mas no seu coração
pude continuar a florir.
Eu era uma florzinha,
e com seus cuidados,
me tornei um jardim.
Hoje venho lhe dizer
que meu amor por você
vai além do que os olhos podem ver.
Posso dizer "te amo" mil vezes,
e em cada palavra
meu coração vai bater mais forte.
E se existissem outras vidas,
pode ter certeza:
em todas elas,
eu escolheria ter você.
Mãe, te amo sem medidas.
Meu amor por você
vai além da minha vida!
#Autora: #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados
09/05/2025 às 09:00h inspirado em outro texto antigo
Entre o Assassino e a Vítima
Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.
Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?
Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?
Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?
Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.
E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.
Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.
E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.
O Guardião
Eu te vejo e sinto no olhar
Os rastros que vida que te fez caminhar
Vejo a força que em ti floresce
Guardada em gestos, perfumes e preces…
Te vejo na mata, nas águas, no vento
Na terra que pulsa o teu sentimento
És guia, estrela, pajé da jornada
Guardião dos mistérios, da vila , chapada
Te desejo em palavras e beijos roubados
Na noite que esconde segredos velados
Nos risos que dançam, nos braços abertos
Do tempo suspenso entre sonhos despertos
Te vejo tão livre, tão forte, tão belo
No brilho inquieto de um olhar sincero
Caboclo mateiro, filósofo errante
Amigo, amante, espírito vibrante…
O Encontro no Ônibus
Estava eu, mais uma vez, indo para a casa de minha avó. Para tanto, preciso pegar dois ônibus ou ir a pé até o ponto do segundo. Com muita cautela, vou. Passo atenciosamente de rua em rua, esquivando-me das esquinas como quem evita lembranças indesejadas.
Decido ir a pé. Chego ao segundo ponto um pouco cansado, o corpo denunciando a caminhada, e logo vejo meu ônibus se aproximar. Entro, pago e me assento. Como em qualquer outro dia, encaro a janela como uma tela em branco, onde os cenários passam rápido demais para serem compreendidos. Imagino tudo, porém nada de importância.
Um bairro se passou quando sinto um toque no braço, leve como o roçar de um galho ao vento. Vinha de alguém que se assentava do meu lado direito. Penso que foi apenas um esbarro casual e volto ao meu devaneio, mas novamente sinto. Dessa vez, decido me virar e entender o que estava acontecendo.
Era uma senhora, pequena e franzina, de mãos trêmulas e olhar perdido. Tentava, com delicadeza, chamar minha atenção. Algo havia de diferente em seu olhar — um brilho úmido que parecia conter todo o peso do mundo. O marejar de seus olhos já me inundava, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela segurou minha mão com firmeza, como quem busca âncora na tempestade.
Sem dizer uma palavra, ela apenas suspirou fundo, como se aquele gesto contivesse anos de histórias acumuladas. Seus dedos enrugados e frágeis envolviam minha mão como se segurassem um último pedaço de esperança. Por um instante, o mundo se reduziu àquele toque, e o barulho do ônibus se tornou um murmúrio distante.
Aos poucos, seus lábios se abriram, e num sussurro quase inaudível, ela disse:
— Você se parece com meu filho...
Houve um silêncio denso, como se o universo contivesse o fôlego. Não sabia o que responder, e talvez ela nem esperasse uma resposta. Apenas segurava minha mão, fixando o olhar num ponto indefinido do corredor.
— Ele partiu faz tanto tempo... — murmurou, com a voz quebrada pela saudade.
Um nó se formou na minha garganta. Respirei fundo, sentindo o peso daquele instante. Então, num gesto instintivo, apertei a mão dela com carinho e disse:
— Eu estou aqui... Pode me contar sobre ele, se quiser.
Ela pareceu surpresa, como se aquela simples oferta fosse um presente inesperado. Seus olhos marejados se voltaram para mim, e um sorriso tímido despontou, como um raio de sol por entre nuvens carregadas.
— Ele tinha esse jeito quieto... sempre olhava pela janela, pensativo. Gostava de imaginar histórias. E quando eu estava triste, ele só segurava minha mão, como você está fazendo agora.
Senti meu coração pulsar mais forte. Eu não era apenas eu — naquele instante, eu era um fragmento de memória viva. Ela continuou falando, e a cada palavra seu rosto se iluminava, como se a lembrança trouxesse o calor de um reencontro.
— Ele dizia que as nuvens eram mapas de terras mágicas — disse ela, sorrindo leve.
— Sempre acreditava que, se prestássemos atenção, descobriríamos um caminho que só os sonhadores enxergam.
Sorri também, e sem perceber, comecei a compartilhar minhas próprias memórias de viagens e pensamentos perdidos olhando pela janela. Ela escutava atenta, como quem encontra companhia na dor e na saudade.
Quando o ônibus freou bruscamente, ela soltou minha mão com delicadeza, como se devolvesse à realidade o que fora apenas um breve consolo. Antes de descer, olhou para mim com um sorriso pequeno, mas sincero, carregado de um agradecimento mudo.
— Obrigada... Você me fez lembrar que o amor não morre... Só se transforma em saudade.
Olhei para ela e, com um sorriso sincero, respondi:
— Talvez ele ainda segure sua mão... de algum jeito, através de quem traz um pouco dele no olhar.
Ela desviou o olhar por um momento, tentando conter as lágrimas. Mas quando voltou a me encarar, havia uma serenidade nova ali, como se minhas palavras tivessem encontrado um canto acolhedor dentro dela.
Fiquei observando-a partir, pequena e delicada, desaparecendo na multidão. O ônibus seguiu viagem, mas aquela sensação permaneceu em mim — uma mistura de melancolia e gratidão por ter sido, ainda que por poucos minutos, um porto seguro para alguém que precisava ancorar suas lembranças.
No caminho até a casa de minha avó, pensei sobre a força que existe em simplesmente estar ali para alguém. Às vezes, somos chamados a ser companhia em meio ao tumulto da cidade, como se a vida nos empurrasse para encontros que não esperávamos, mas que, de alguma forma, precisávamos viver.
E ali, entre a dor e o alívio, aprendi que às vezes somos porto, outras vezes somos naufrágio — e, no intervalo entre os dois, a vida nos permite tocar o coração de um desconhecido, deixando nele um pouco de calma, e levando conosco a certeza de que a humanidade sobrevive nos detalhes.
No crepúsculo da razão,
Onde as sombras dançam,
E as certezas se desfazem,
Eu busco a verdade,
Mas ela se esconde,
Por trás de véus de incerteza.
A modernidade me cerca,
Com suas promessas de progresso,
Mas eu sinto a nostalgia,
Do passado que se foi.
No silêncio da noite,
Eu ouço a voz da alma,
Que me fala de sonhos,
E de desejos não realizados.
Eu sou um homem perdido,
Entre o ontem e o amanhã,
Buscando meu caminho,
Nessa jornada sem fim.
Se o fogo da sua existência alguma vez se apagasse desta terra, eu queimaria tudo à vista apenas para trazer seu brilho de volta a este mundo.
É na força das minhas entidades que eu aprendo, evoluo e busco sabedoria com espíritos mais sábios que eu! Laroye
Se até os anjos do céu se curvam diante Dele, imagina eu...na minha finita, pequena e frágil humanidade.
" GUIA "
Eu perguntei pro curso do destino
pra onde é que me leva a sua estrada
de curvas e ladeiras, pois, formada
de modo que o final não descortino!
Se a travessia imposta na jornada
oculta-se nas páginas que assino,
como é que vou colher do seu ensino
e compreender qualquer lição me dada?!
Queria antecipar o fim da história
pagando, à vista, assim, a promissória
a quem prestar as contas vou, um dia…
Mas o destino, sem qualquer resposta,
mandou que eu aumentasse, enfim, a aposta
e me arriscasse a prosseguir sem guia!
Eu sou Thanos de Titã . Conquistei mundos. Dobrei a realidade em torno da minha vontade. Os homens se encolhem à simples menção do meu nome. E agora... agora você me aprisionou... zombou de mim... me desrespeitou. E aqui está você, pronto para se aproveitar da minha condição. Pronto para acabar comigo. Bem, se eu cair, morrerei mostrando a todos que Thanos não será desrespeitado. Thanos ainda é um conquistador. Thanos ainda é um guerreiro. Thanos ainda é um deus. E você ou se curvará ou será quebrado!
"Desespero"
No fundo do poço,
Onde a escuridão reina,
Eu me encontro perdido,
Sem esperança, sem luz.
A solidão é minha companheira,
A dor é meu alimento,
E o desespero é meu destino,
Que me consome lentamente.
As lágrimas caem como chuva,
E eu me afogo no meu próprio pranto,
A vida é um peso insuportável,
Que me esmaga sem piedade.
Eu grito, mas ninguém ouve,
Eu choro, mas ninguém vê,
Eu sofro, mas ninguém sente,
E eu me perco na minha própria dor.
Nesse abismo de sofrimento,
Eu me encontro sozinho,
Sem saída, sem esperança,
Sem futuro, sem vida.
A maior parte da minha vida acreditei na ideia de que tudo o que eu poderia ser era uma simples camponesa, ou melhor, uma capanga mal paga. Até que conheci um cabeça-dura que não dava a mínima para o que os outros diziam que ele podia ou não ser. Ele me fez acreditar que podia ser qualquer coisa, e isso me fez sentir que eu também podia ser qualquer coisa. Ele me deu tanto... Uma carreira , um marido , um futuro. E agora... ele é meu melhor amigo.
(Millie sobre Blitzo)
A vida goteja sobre meus pés
Lágrimas ensandecidas de tormento
É ela ou sou eu?
Pergunto ao relento
Como se ele, este desgrenhado miúdo,
mo pudesse revelar...
Cinco minutos… Apenas cinco minutos…
Se eu pudesse, voltaria no tempo só para sentir mais uma vez o calor do seu abraço, ouvir sua voz dizendo que tudo vai ficar bem, olhar nos seus olhos e ver neles o infinito amor que sempre me guiou.
A emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo…
O tempo, esse que sempre corre sem pedir licença, agora é meu maior desejo. Apenas um instante a mais, um último sorriso, uma última conversa despretensiosa que eu não sabia que seria a última.
Se eu soubesse que o tempo seria tão breve, teria segurado sua mão por mais tempo, teria dito mais vezes "eu te amo", teria deixado o mundo lá fora só para viver mais um dia ao seu lado.
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixa falar a voz do coração…
Para quem ainda tem esse presente ao seu lado, não espere, não adie, não deixe para amanhã. Ame hoje, abrace hoje, fale hoje. Porque o que agora parece tão natural, amanhã pode ser saudade.
E para nós, que seguimos carregando esse amor no peito, que Deus nos conforte e nos ensine que mãe nunca se vai… Ela vive em cada lembrança, em cada gesto, em cada estrela que brilha no céu.
Feliz Dia das Mães. 🌹
Autor: Roberto Ikeda
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