Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Eu te gosto.
Quais os motivos que fizeram te gostar?
Eu te gosto.
Poderia citar uma lista de tudo que admiro em você,
E já fiz.
mas não seriam só esses os motivos.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Vou definindo.
Vou explicando.
Já disse…
Vou passar a vida dizendo o porque…
Gosto…
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto,
Gosto simplesmente porque gosto.
Porque é você quem fez
o meu coração bater mais forte.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Será que sou um suspeito só porque te gosto?
Meu gostar é suspeito porque …
Fui beijado?
Assediado?
Apalpado?
Tocado no espírito?
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Gostaria mesmo que você…
Se simplesmente conversasse comigo.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
A pergunta caberia se não gostasse…
"Por que fulano não gosta de mim?
O que fiz?
Deixei de fazer?
Sou antipática?
Não sou atraente?"
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Gostei ontem.
Gostei faz dias.
hoje...
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
Amanhã? Não sei!
Porque hoje, nesta madrugada….
Já é amanhã.
Passei a virada te gostando.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto…
Prá lá de gostar!
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto.
O que é gostar?
É Lógica? Essa é filosofia, é matemática….
é ciência da computação.
É Razão? Fração a partir de ¾.
É Matemática? É inexata!
É Programar? isso é dar ordens para que os computadores façam o que você quer que eles façam
É Definição? a significação precisa, exata, de___.
Aaah mas eu gosto de você.
Coração pensa?
Cérebro ama?
Não né…
Aaah mas eu gosto de você.
Eu te gosto…
Prá lá de gostar.
Aaah mas eu gosto de você.
Eu costumava pensar que a comunicação era fundamental, até que percebi que era tudo uma questão de compreensão. Você pode comunicar o que quiser, mas, quando não é compreendido, há silêncio e incompreensão.
Ocidente e Ocidente
quanto mais tempo eu leio como um curioso as obras da academia ocidental e à 'pesquisa', mais eu me torno hostil à intervenção da erudição ocidental branca nos assuntos dos povos colonizados.
não há necessidade de contribuições brancas, ocidentais, questionamentos ou análises em relação ao sul global, povos colonizados ou minorias étnicas.
acadêmicos e professores brancos fetichizam, estetizam e exploram em nome de sua educação, estudos e carreiras.
uma sala de aula ocidental facilitada por um acadêmico branco é um local de violência, não de revolução
Hoje é meu aniversário, mas o espelho se recusou a me devolver meu rosto. Ele reteve meu antigo eu em suas profundezas, como a água retém um sino submerso. Recebi isso como misericórdia. Finalmente, uma superfície que me lisonjeia com semelhança. Ainda assim, algo pairava ali, pálido e inacabado, com a expressão de alguém cuja alma fora entregue ao mamífero errado. Cuja boca é algo ancestral que não dizia nada de forma bela. Um manual de instruções silencioso, pré-mãe, pré-boca, pré-maçã-com-uma-mordida. coreografia que herdei de estrelas que nunca assinaram NDAs, Deus vazou através de mim em pequenos lugares ilegais. o pulso. a garganta. o hematoma sob o pensamento. o café sussurrou você não é real e eu mordi a língua por estar tão convencido. o sangue chegou com seu seu pequeno argumento vermelho. Eu pretendia ascender hoje, mas a roupa suja tinha outros planos. Lá jazia ela, em seu parlamento úmido de versões inacabadas de mim mesma, todas as minhas vestes escuras votando unanimemente contra a transcendência. Dentro de mim, uma delicada engrenagem começou a reportar de Deus a Deus, a apresentar queixas ao divino: encarnação imprópria. sensação excessiva. proximidade demais. portas demais se abrindo para dentro. O céu considerou o caso não urgente. No mercado, uma criança olhou para mim e disse: "Você não é daqui". Não perguntei onde era "aqui". As crianças ainda se lembram dos guardas da fronteira do invisível. Eu estava entre os abacates e os biscoitos sem glúten, sentindo minha antiga tristeza alienígena tentar competir com os preços dos produtos orgânicos. A caixa examinou minha aura duas vezes, recusada por densidade insuficiente. Tentei rezar, mas a oração voltou. Então, curvei-me diante da torneira mais próxima e a chamei de Deus. Ela batizou meu pulso. Santa dos pequenos vazamentos. Padroeira das mulheres encontradas ajoelhadas diante de uma torneira comum, no limite de suas forças. O tempo volta a embriagar-se, cambaleando pelo meu celular, carregando as alucinações de ontem, apagando as velas antes mesmo de as acender. A cada aniversário, ele chega com um bolo numa mão e a lâmina oculta da contagem na outra.
Eu não fui convidado para o meu próprio devir. Isso me pareceu justo. Quem pode estar presente no exato momento em que a semente se divide e a escuridão se torna raiz? Quem pode permanecer presente enquanto o invisível se revela dentro do ser vivo? O algoritmo me confundiu com um anúncio. Cliquei em mim mesma sem querer e agora devo US$ 14,99 por mês por autoconhecimento premium. Ninguém me explicou o custo da consciência. Os termos eram confusos. O período de teste gratuito durou meus trinta anos. O botão de cancelamento estava escondido atrás de uma ferida da infância. E três posts patrocinados. Para regulação do sistema nervoso. Em algum lugar Uma versão paralela de mim está rindo tanto que cai da simulação antes de seu desejo se realizar. Que bom para ela. Vou apagar as velas dela também. Apagarei as velas para cada eu que enterrei sem cerimônia. Para aquela que aprendeu a sorrir com lobos nos lábios. Que entregou sua inocência ao altar errado enquanto o quarto se reorganizava em torno do crime. Para aquela que deixou o mundo tocá-la de forma errada e ainda assim fez brotar um segundo sol sob a cicatriz. Hoje é meu aniversário. O espelho continua em branco. A torneira continua sendo um deus. A roupa suja continua formando um pequeno culto doméstico no canto. E eu estou aqui, seja lá o que "aqui" signifique. Hoje é meu aniversário. O espelho continua em branco. A torneira continua sendo um deus. A roupa suja continua formando um pequeno culto doméstico no canto. E eu estou aqui, seja lá o que "aqui" signifique. Envelhecendo lindamente no paraíso errado, viva o suficiente para perturbar o silêncio, terna o suficiente para não ser poupada de nada, rindo com a boca cheia de velas, fazendo um desejo impossível após o outro, até que toda a maldita simulação se esqueça quem programou quem.
Eu fico olhando as árvores.
Elas perdem as folhas como quem perde dinheiro no bolso furado — sem drama, sem explicação. O vento leva, o chão recebe, e mesmo assim elas continuam de pé. Não imploram. Não negociam. Não fazem discurso sobre “resiliência” em rede social.
Elas sabem.
Sabem que não é perda. É troca.
A gente é que esquece disso e chama tudo de fim.
O homem se agarra no que já morreu dentro dele. Relacionamentos, ideias, versões antigas do próprio nome. Segura com força, como se a mão fechada pudesse impedir o mundo de girar.
Mas a árvore não.
Ela deixa ir.
E talvez seja isso a coisa mais próxima de liberdade que existe: não confundir queda com morte. Não confundir mudança com derrota.
As folhas caem e ninguém pede desculpa.
O tronco continua.
E de algum jeito que ninguém explica direito, isso ainda é vida.
*O QUE A RAIZ SABE*
Às duas da madrugada eu acordei com aquela sensação desagradável de quem não tinha dormido direito, apenas tinha perdido algumas horas. Fiquei olhando para o teto. O quarto estava escuro. O silêncio não era exatamente silêncio. Havia um carro passando longe, um motor qualquer insistindo em existir, e os grilos fazendo seu trabalho de sempre, como se a madrugada ainda tivesse alguma importância.
O gato estava ao lado da minha cabeça. Ficou me olhando por alguns segundos. Depois levantou uma das patas e colocou-a sobre a minha testa. Talvez fosse carinho. Talvez fosse um aviso. Talvez estivesse apenas tentando me mandar de volta para onde eu deveria estar.
Não funcionou.
Levantei.
Fui até a varanda e acendi um charuto. Eu já sabia que o sono não voltaria. Quando a cabeça decide andar pela casa às duas da manhã, não existe travesseiro capaz de fazê-la parar.
O gato veio atrás.
Parou na porta da varanda e ficou me olhando. Parecia querer dizer: volte para a cama, homem. Você já tem idade suficiente para saber que pensar depois da meia-noite nunca termina bem.
Ignorei.
Fiquei ali, fumando, ouvindo os grilos cantarem na boêmia da madrugada e alguns veículos atravessarem a distância. A cidade dormia. Ou fingia.
Comecei a pensar nas imagens que a gente carrega.
Não nas fotografias.
Nas outras.
Aquelas que ficam dentro da cabeça.
A imagem de quem fomos. A imagem de quem deveríamos ter sido. A imagem que alguém criou de nós e que, por alguma razão estúpida, decidimos acreditar.
Talvez uma parte da nossa desgraça venha daí.
Passamos anos tentando caber numa fotografia que já não existe.
Olhei para a fumaça do charuto.
A fumaça desaparecia.
Pensei que nós também fazemos isso.
Só que demoramos mais.
A gente passa a vida tentando ser reconhecido. Quer aplauso. Quer aprovação. Quer que alguém diga que valeu a pena. E quando isso não acontece, começamos a acreditar que fomos derrotados.
Mas talvez não exista derrota.
Talvez exista apenas a necessidade de encontrar um lugar onde ninguém esteja distribuindo medalhas.
Um pedaço de chão.
Qualquer um.
Mesmo escondido.
Porque às vezes tudo o que você precisa é parar de disputar o lugar onde os outros foram coroados.
Fincar os pés em outro lugar.
E ficar.
Pensei também naquilo que nos alimenta quando tudo dá errado.
Não estou falando de grandes discursos.
Às vezes é uma lembrança da mãe.
Um café.
Um abraço que aconteceu há vinte anos.
Uma conversa idiota que, por algum motivo, ainda mora na memória.
É estranho como a vida consegue nos manter vivos com coisas pequenas enquanto o mundo inteiro insiste em vender soluções enormes.
Talvez sobreviver seja isso.
Aprender novamente o tamanho das coisas.
Uma respiração.
Um copo d’água.
Um cigarro.
Um gato colocando a pata na sua testa às duas da manhã.
Não parece muito.
Mas, quando tudo desaba, quase nada parece muito.
E ainda assim é o suficiente para atravessar mais uma noite.
A graça também não é gentil o tempo inteiro.
Essa é outra mentira que contamos para nós mesmos.
Às vezes a vida acolhe.
Às vezes ela bate.
Às vezes ela simplesmente passa por cima.
Há coisas que não se resolvem com frases bonitas. Há perdas que não ensinam nada. Há abandonos que não escondem nenhuma lição. Há pessoas que vão embora e deixam apenas um espaço vazio onde antes havia rotina.
E você fica olhando para aquilo.
Esperando alguma explicação.
Ela não vem.
Então você aprende a respirar sem ela.
Foi aí que pensei nas chances.
Elas raramente chegam em horário conveniente.
Quase nunca batem na porta.
Algumas aparecem quando você está cansado, quebrado, desconfiado, com o coração fechado e uma lista enorme de motivos para dizer não.
E talvez esse seja o problema.
A gente espera estar inteiro para começar de novo.
Só que ninguém está inteiro.
Não depois de certa idade.
Depois de algumas perdas, algumas traições, alguns funerais e algumas noites mal dormidas, você descobre que inteiro é uma palavra para quem ainda não prestou atenção.
O que resta é o que interessa.
Aquela parte que sobreviveu.
É dali que você tira alguma coisa.
Não porque a dor seja bonita.
Dor não é bonita.
Dor é dor.
Mas às vezes ela deixa alguma coisa escondida.
Uma habilidade.
Uma lucidez.
Uma coragem que você não sabia que tinha.
Um tipo de ouro ordinário, desses que não servem para comprar nada, mas servem para lembrar que você ainda está aqui.
O problema é que também carregamos nossas próprias imagens como condenados.
Repetimos insultos antigos.
Vozes de pessoas que já foram embora.
Frases ditas por quem nunca nos conheceu de verdade.
Você é isso.
Você não consegue.
Você nunca vai mudar.
Você não é suficiente.
E, depois de algum tempo, nem sabemos mais quem disse.
Somos nós.
A voz foi incorporada.
Virou morador.
E continuamos pagando aluguel para ela.
Talvez seja preciso expulsar algumas imagens.
Não esquecer.
Expulsar.
Porque aquilo que você repete todos os dias acaba parecendo verdade.
E algumas verdades são apenas feridas com boa memória.
O charuto estava quase no fim.
O gato continuava na porta.
Agora parecia menos paciente.
Olhei para ele e pensei que os animais talvez tenham entendido alguma coisa que nós complicamos demais.
Eles não ficam tentando justificar a existência.
Eles dormem quando têm sono.
Comem quando têm fome.
Vão embora quando querem.
E, quando gostam de você, simplesmente ficam.
Nós transformamos tudo em contrato.
Até o afeto.
Até a saudade.
Até o abandono.
Quando alguém parte, queremos explicações.
Quando alguém fica, queremos garantias.
Quando tudo termina, queremos saber por quê.
Mas o rio não explica por que seca.
Ele apenas seca.
E talvez algumas pessoas sejam assim.
Elas atravessam a nossa vida, deixam alguma coisa, levam outra e desaparecem.
Não é justo.
Nunca foi.
Então chega a hora de quebrar.
Não necessariamente por fraqueza.
Às vezes quebrar é a única maneira de deixar alguma coisa ir embora.
A gente segura tanto que começa a confundir apego com amor.
Não é a mesma coisa.
Amor sabe partir.
Apego exige cadáveres.
Fiquei olhando para a rua vazia.
Pensei no medo de esperar.
A espera é cruel.
Ela coloca você diante de si mesmo sem distração.
Sem barulho.
Sem pessoas.
Sem a próxima novidade.
E talvez seja justamente ali que estejam os tesouros que ninguém encontra porque ninguém suporta ficar tempo suficiente no escuro.
A gente foge.
Liga a televisão.
Abre o celular.
Procura alguém.
Procura qualquer coisa.
Tudo para não ficar sozinho com a própria cabeça.
Eu também fiz isso.
Muitas vezes.
Talvez ainda faça.
Mas naquela madrugada eu estava ali.
Sem fugir.
E percebi uma coisa desagradável.
A vida não estava me devendo nada.
Nem explicações.
Nem reparações.
Nem um final bonito.
Ela simplesmente continuava.
O mundo continuaria girando depois de mim.
Os grilos continuariam cantando.
Os carros continuariam passando.
Alguém estaria beijando alguém.
Alguém estaria chorando.
Alguém estaria nascendo.
Alguém estaria morrendo.
E nada disso pediria minha autorização.
Talvez maturidade seja aceitar essa humilhação.
Você não é o centro.
Nunca foi.
Mas isso não significa que sua vida não tenha valor.
Significa apenas que você precisa parar de esperar que o mundo confirme isso.
A Terra continua.
Ela parece cansada.
Mas continua.
E talvez ainda queira ser tocada.
Não com discursos.
Com presença.
Com verdade.
Com coragem para sentir novamente aquilo que você passou anos tentando anestesiar.
Inclusive a partida.
Porque todo recomeço cobra alguma coisa.
Às vezes cobra uma pessoa.
Às vezes uma versão antiga de você.
Às vezes uma esperança que já estava morta e você ainda carregava como se fosse viva.
Eu terminei o charuto.
O gato continuava olhando.
Talvez fosse hora de voltar.
Talvez não.
Fiquei mais alguns minutos.
Pensei nas raízes.
Elas não são bonitas.
Ficam enterradas.
Ninguém fotografa uma raiz.
Ninguém elogia uma raiz.
Ela trabalha no escuro.
Aguenta a terra.
Encontra água onde parece não existir nada.
E, se tiver sorte, algum dia aparece uma flor.
Talvez seja isso que nos resta.
Não tentar parecer flor o tempo inteiro.
Aceitar a raiz.
Aceitar o escuro.
Aceitar a parte de nós que ninguém vê e que talvez nem nós mesmos gostemos muito.
Porque pode ser justamente ali que alguma coisa esteja começando.
Não uma versão melhor.
Não uma versão perfeita.
Apenas uma versão verdadeira.
Olhei novamente para o gato.
Ele virou e voltou para a cama.
Sem discurso.
Sem terapia.
Sem conclusão.
Fui atrás.
A madrugada continuava lá fora.
E, pela primeira vez naquela noite, não precisei que ela me dissesse nada.
Eu já tinha entendido.
Algumas coisas precisam morrer.
Algumas precisam ser deixadas.
Algumas precisam ser perdoadas.
E algumas precisam permanecer enterradas.
Não para desaparecer.
Mas para criar raiz.
Porque, no fim, talvez reescrever a própria vida não seja começar do zero.
É olhar para o que sobrou.
Parar de mentir sobre isso.
E decidir, mesmo com medo, que ainda dá para plantar alguma coisa.
*Era outra noite no pub*
Eu ainda estava procurando um lugar que parecesse menos falso que os outros. Não necessariamente um lugar bonito. Beleza demais sempre me deixou desconfiado. Eu queria apenas um lugar onde ninguém precisasse fingir tanto.
Ela era uma das inúmeras profissionais que frequentavam o escritório. Já havíamos conversado algumas vezes. Coisas de trabalho. Horários. Processos. Café ruim. Aquele tipo de conversa que mantém duas pessoas civilizadas e completamente desconhecidas.
Naquela noite resolvemos sair.
Conhecer um pub.
Talvez conhecer um ao outro.
O segundo sempre dá mais trabalho.
Sentamos, pedimos alguma coisa e começamos pelo roteiro habitual dos primeiros encontros. Trabalho. Filmes. Música. Viagens. Relacionamentos. Pequenas biografias cuidadosamente editadas para não assustar ninguém.
As pessoas fazem isso.
Entregam uma versão resumida de si mesmas.
Como se fossem currículos emocionais.
Depois de algum tempo, a conversa cansou de ser educada.
Foi quando ela começou a falar de coisas que não cabiam no escritório.
Disse que crescera sentindo a falta de amor do pai. Não a falta física. A outra. A pior. Aquela em que o sujeito está presente, respira na mesma casa, ocupa a mesma cadeira e ainda assim parece ter feito um acordo com a própria ausência.
Depois veio o casamento.
Falido desde o começo.
Algumas relações não terminam. Apenas continuam mortas por falta de coragem dos vivos.
E havia o relacionamento mais recente.
Abuso emocional.
Ela não precisou usar muitas palavras.
Certas coisas aparecem no jeito como alguém segura o copo.
No intervalo antes de responder.
Na maneira de rir quando conta alguma coisa que ainda dói.
Eu ouvi.
Não porque soubesse o que dizer.
Eu quase nunca sei.
Também não acredito nessa obrigação moderna de oferecer uma frase bonita para cada ferida. Às vezes a melhor coisa que alguém pode fazer é não transformar a dor do outro em palestra.
Então fiquei ali.
Ouvindo.
Ao redor, o pub fazia seu trabalho habitual.
Gente bebendo para esquecer que precisava voltar para casa.
Casais se olhando como quem verifica se ainda existe alguma coisa ali.
Homens falando alto para parecerem importantes.
Mulheres rindo de coisas que provavelmente não tinham graça.
Garçons carregando copos.
Garrafas alinhadas.
Luzes baixas.
Música suficiente para impedir que o silêncio dissesse alguma coisa.
Era um lugar razoavelmente decadente.
Gostei.
A decadência, pelo menos, não costuma mentir.
Observei os rostos.
Todo mundo parecia estar tentando parecer alguma coisa.
Feliz.
Interessante.
Desejável.
Bem resolvido.
As imagens estavam por toda parte.
Nas paredes.
Nos copos.
Nas roupas.
Nas fotografias.
Nos telefones sobre as mesas.
Cada um carregava uma pequena propaganda de si mesmo.
Era curioso.
A espécie humana inventou espelhos e depois passou a acreditar neles.
Talvez seja por isso que eu goste tanto de observar pessoas quando elas não sabem que estão sendo observadas.
É quando a propaganda falha.
É quando aparece o sujeito.
Ou o que restou dele.
Ela continuou falando.
Eu continuei ouvindo.
Em algum momento percebi que aquela noite já não era sobre conhecer um pub.
Era sobre conhecer alguém além da pele.
E isso é perigoso.
A pele é uma excelente embalagem.
Esconde defeitos.
Esconde medos.
Esconde abandono.
Esconde pais ausentes.
Casamentos mortos.
Relacionamentos que transformaram carinho em controle.
Esconde quase tudo.
Até que alguém decide falar.
Então a embalagem começa a rasgar.
E você descobre que ninguém é exatamente aquilo que parece.
Nem eu.
Posso parecer um humano,
mas no fundo sou apenas notas inexoráveis,
hinos desconcertantes ao nascer do sol e muito silêncio
uma noção boba
um suspiro
uma emoção arrogante
eternidade em cativeiro, perpetuação irrepreensível
curvas, não uma única linha reta
uma contradição
uma contração tola, mas necessária
uma abstração
uma piada interna
uma risadinha sóbria
um enigma.
Talvez todos sejamos.
A diferença é que alguns aprenderam a esconder melhor.
Eu não tenho muita paciência para isso.
Nunca tive.
Talvez porque, depois de certa idade, você perceba que passar a vida inteira construindo uma imagem de si mesmo é uma maneira bastante sofisticada de morrer antes da hora.
Você começa tentando ser alguém.
Depois tenta parecer alguém.
Depois passa a defender essa aparência.
E, quando percebe, já não sabe mais onde termina o personagem e começa o sujeito.
Ela falava sobre o passado.
Eu pensava no meu.
Não havia muita diferença entre nós nesse ponto.
As histórias mudam.
A falta permanece.
Cada pessoa encontra uma maneira diferente de carregar aquilo que não recebeu.
Alguns bebem.
Alguns trabalham demais.
Alguns colecionam amantes.
Alguns colecionam dinheiro.
Alguns colecionam diplomas.
Alguns fazem discursos sobre felicidade.
Outros simplesmente ficam quietos.
Eu prefiro o silêncio.
Ele pelo menos não exige explicação.
Ficamos ali por algumas horas.
Duas pessoas tentando descobrir se havia alguma coisa além das apresentações.
Talvez houvesse.
Talvez não.
Não importa tanto.
Há encontros que não precisam terminar em romance para terem alguma importância.
Às vezes basta alguém enxergar você por alguns minutos sem pedir que você seja diferente.
Isso já é quase uma espécie de milagre.
Mas eu desconfio de milagres.
Eles costumam cobrar juros.
Quando saímos do pub, a noite continuava exatamente como antes.
A cidade não tinha aprendido nada.
As pessoas também não.
Os carros passavam.
As luzes continuavam acesas.
Alguém ria do outro lado da rua.
Alguém provavelmente chorava em algum apartamento.
Alguém estava começando um casamento.
Outro estava terminando.
Alguém dizia “eu te amo” sem saber o que aquilo significava.
Outro dizia “vai ficar tudo bem” sabendo perfeitamente que não ficaria.
E eu pensei que talvez essa fosse a grande piada.
A gente passa a vida procurando uma linha reta.
Não existe.
Existem curvas.
Desvios.
Contrações.
Recaídas.
Pequenos momentos de lucidez entre longos períodos de estupidez.
E, no meio disso tudo, chamamos a coisa de vida.
Talvez seja isso.
Uma contradição tentando respirar.
Uma emoção arrogante fingindo ter respostas.
Uma abstração andando por aí com documentos, contas, lembranças e alguma esperança mal escondida no bolso.
Uma piada interna que ninguém explicou.
Uma risadinha sóbria diante do absurdo.
Um enigma.
E talvez a parte mais amarga seja descobrir que não existe solução.
Só continuação.
A eternidade em cativeiro.
A perpetuação irrepreensível.
Você acorda.
Trabalha.
Ama mal.
É amado mal.
Perdoa quando consegue.
Machuca quando não consegue.
Bebe alguma coisa.
Escuta alguém contar uma história.
Conta a sua.
E segue.
Não porque encontrou sentido.
Mas porque, por alguma razão estúpida, ainda não acabou.
Talvez sejamos apenas isso.
Notas inexoráveis.
Alguns acordes desconcertantes ao nascer do sol.
Muito silêncio.
E uma vontade quase ridícula de continuar, mesmo sabendo que, no fim, ninguém saberá exatamente o que fomos.
Talvez nem nós.
E é aí que começa o verdadeiro problema.
Quando você finalmente fica sozinho, sem o pub, sem as imagens, sem os outros, sem a roupa social, sem a profissão, sem a história que conta sobre si mesmo, sem ninguém para confirmar que você existe...
quem sobra?
Talvez aquele seja o único encontro que realmente importa.
O resto é apenas barulho.
E talvez eu ainda esteja procurando um pub onde possa me encontrar.
Parabéns ao novo conceito de liderança:
'Faça a América Grande... desde que eu me salve primeiro'. O sujeito foge escondido no buffet de serviço, deixa trabalhadores voando como alvo móvel para mísseis e depois ainda debocha mandando os repórteres mudarem de profissão. Isso que é amor à pátria! Usar o próprio povo como distração militar é uma estratégia genial de quem confunde heroísmo com puro instinto de sobrevivência egoísta. Mas o slogan no boné continua bonito, né? É o legítimo patriotismo de fachada.
Melhorem os seus ídolos!
"Eu fico chocado com o 'povo da pseudo-superioridade'.
O querido se acha o colonizador, mas o máximo de Europa que ele tem é o nome do condomínio. Alguém avisa que se tirar a herança negra, a indígena e a portuguesa, o Brasil vira o quê? Um deserto sem tempero! O preconceito além de criminoso é burro, porque tenta apagar logo a mistura que faz a gente ser o país mais foda do mundo.
Melhorem!"
*Calma que Queima*
Eu vi.
Vi o sorriso torto que chama de apoio.
Vi a mão que aplaude na frente
e aponta por trás do espelho.
E sabe? Não vou gritar.
Gritar dá palco pra quem vive de mentira.
Minha revolta é silenciosa.
É tirar você da minha mesa sem fazer alarde.
Falsidade cansa.
Cansa porque gasta nossa fé à toa.
Cansa porque obriga a gente a duvidar
até de quem é verdade.
Então eu escolho a calma.
A calma de quem não deve explicação.
A calma de quem vira as costas
e segue com a consciência limpa.
Você pode até ganhar aplauso,
mas nunca vai ter paz.
E eu... eu durmo em paz.
Sem máscara. Sem teatro. Sem você.
Respirem cinzas.
Eu assofro pra limpar o cinzeiro — gesto pequeno, gesto de sobrevivência.
Há uma fuligem que insiste em falar meu nome, mas eu já não tenho paciência pra suas sílabas.
Cinco meses foram um mapa de mil estradas que ela percorreu na minha cabeça.
Quilômetros interiores, passaportes carimbados na memória.
Porém — nunca travei. Nunca parei. Nunca me neguei ao beijo que vinha entre uma lembrança e outra.
A insuportável mulher do olhar torto ocupou janelas inteiras, fez morada em gavetas.
Quando o olhar saiu de mim, a sala clareou como se alguém tivesse aberto a cortina de dentro.
Não foi vingança, não foi perdão; foi uma pequena aliança entre ar e verdade: eu respirei outro ar.
Já não estou mais aqui de tanto querer estar.
Essa vontade me evaporou de dentro — deixou o corpo e levou a fumaça;
ficou um corpo que aprende a olhar o mundo sem pedir licença.
Gritei. Clamei. Ninguém respondeu — talvez porque ninguém estivesse mais lá.
Talvez porque eu também não estivesse mais, e isso foi preciso: abandonar-se para reaparecer.
Eu fui para o abandono e voltei com as mãos sujas de cinza e o peito limpo de delírio.
Chamuscado e floresci. Memória como tatuagem que não dói mais, só lembra —
lembrar é menos que sofrer, é estudar a própria paisagem.
Sou ferida que virou mapa, cicatriz que sabe dizer caminho.
FIM DE TEMPORADA:
não é morte, é o abaixar da cortina com reverência e sem aplauso.
Como se os heróis tivessem perdido o brilho falso e ganhado o peso do que realmente importa: permanecer.
Obrigado por assistir.
(é um riso que sobra no fim do filme — seco, com fumaça na garganta.)
Eu sou o que vai e o que fica.
Eu sou o que permanece e prevalece.
“Pode parecer uma miragem no deserto, mas eu consigo enxergar a vitória no horizonte.”
Léo Pedacci ✍️
"Eu odeio a minha escola. Eu odeio todo mundo. Eu odeio minha vida."
seus olhos.
Antes mesmo de entender o que estava acontecendo, eu já tinha encontrado alguma coisa nos olhos dela que não sabia explicar. Eu falava dos olhos porque era a maneira mais fácil de falar do que acontecia comigo quando olhava para ela. Pareciam ter profundidade suficiente para esconder tudo aquilo que eu não conseguia dizer. E talvez fosse exatamente por isso que eu gostasse tanto de mergulhar neles.
Porque havia dias em que o mundo parecia fundo demais.
As coisas lá fora tinham aquele peso que a gente tenta fingir que não sente. A vida seguia, as pessoas continuavam falando, os dias continuavam passando, mas existiam momentos em que tudo parecia difícil de levar. E então eu encontrava aqueles olhos.
Era como cair no mar sem ter medo de afundar.
Eu não precisava saber nadar. Não precisava saber para onde estava indo. Bastava entrar.
Talvez seja isso que algumas pessoas fazem com a gente. Elas não resolvem necessariamente aquilo que está quebrado, não apagam os problemas, não tornam o mundo mais fácil. Elas apenas conseguem fazer com que, por alguns instantes, a gente não precise lutar contra ele.
Ela era esse intervalo.
Eu podia passar horas tentando organizar dentro de mim aquilo que não tinha nome e, ainda assim, bastava olhar para ela para alguma coisa se aquietar. Havia um tipo de silêncio naqueles olhos que não era vazio. Era abrigo. Um lugar onde eu podia deixar todas as coisas que carregava sem precisar explicar por que elas pesavam tanto.
E talvez eu tenha amado também essa sensação.
A de ser recebido por alguém sem precisar chegar inteiro.
Eu acreditava que amar era isso: oferecer alguma coisa de si e perceber que, de alguma forma, aquilo também fazia o outro respirar melhor. Cada gesto pequeno parecia carregar uma energia que não precisava ser anunciada. Um cuidado aqui, uma presença ali, uma tentativa de estar perto quando o mundo ficava difícil. Como se amar fosse construir, aos poucos, um lugar onde dois poderiam descansar.
E eu queria ser esse lugar para ela também.
Talvez por isso a distância sempre tenha parecido tão cruel. Porque quando alguém se transforma em refúgio, a ausência deixa de ser simplesmente ausência. Ela começa a parecer uma porta fechada para um lugar onde você costumava conseguir respirar.
E ainda havia a saudade.
Aquela espécie de presença que continua existindo mesmo quando a pessoa não está. As lembranças permanecem vibrantes, ocupando espaços inesperados, aparecendo no meio de uma música, de uma noite, de um pensamento qualquer. Você percebe que algumas pessoas conseguem permanecer dentro da gente mesmo quando já não estão ao nosso lado.
Foi assim que ela ficou em mim.
Não como uma foto parada no passado, mas como uma paisagem que ainda aparece quando fecho os olhos.
E talvez seja por isso que aquela imagem do mar sempre tenha feito tanto sentido.
Porque eu não mergulhava apenas nos olhos dela.
Eu mergulhava naquilo que sentia quando estava ali.
Na tranquilidade que encontrava. Na versão de mim que aparecia quando não precisava me defender de nada. Na sensação de que, por alguns minutos, eu estava exatamente onde deveria estar.
Ao lado dela.
E talvez algumas pessoas sejam mesmo obra de alguma força que a gente não entende. Não necessariamente porque foram feitas para ficar para sempre, mas porque, em algum momento da nossa história, precisavam existir.
Ela existiu.
E me ensinou que existem olhos capazes de ser oceano.
Que existem abraços que parecem margem depois de muito tempo à deriva.
Que existe amor que não chega fazendo barulho, mas vai preenchendo os espaços vazios até a gente perceber que já não sabe exatamente onde termina a nossa solidão e começa a presença do outro.
Hoje, talvez eu entenda que mergulhar nos olhos dela nunca foi apenas sobre olhar.
Era sobre confiar.
Sobre fechar os olhos para o mundo por alguns segundos e acreditar que, se eu afundasse, alguém me encontraria.
E talvez seja essa a coisa mais bonita e mais dolorosa sobre amar alguém profundamente: às vezes, a pessoa se torna o mar onde você aprendeu a respirar.
E quando ela vai embora, você passa um tempo tentando descobrir como voltar a superfície.
Mas algumas profundidades não desaparecem.
A gente apenas aprende a carregá-las.
E eu ainda carrego aqueles olhos comigo.
Como quem um dia caiu no mar e, em vez de ter medo da profundidade, descobriu nela um lar.
"A paz que ofereço diz quem eu sou. A paz que o outro rejeita diz onde ele está." — ChatGPT (Siger), em conversa com Régis.
Eu só tenho uma coisa para dizer o aço da minha pistola é Gerdau ou seja ou foi feito por mim ou pelo meus irmãos.
“Crônica do Inferninho”
Eu estava prestes a sair do trabalho quando decidi chamar um Uber para me levar para casa. Assim, poderia relaxar um pouco no caminho de volta, depois de um dia bastante cansativo.
Quando o Uber chegou, entrei no carro e disse:
Boa noite!
O motorista respondeu educadamente:
Boa noite, senhor!
Seguimos em direção à minha casa.
De repente, o motorista me fez uma pergunta:
O senhor não gostaria de passar pelo inferninho antes de chegar em casa?
Respondi imediatamente:
Não, obrigado!
Pouco depois, ele perguntou novamente:
Tem certeza de que não quer passar pelo inferninho antes de ir para casa, senhor?
Tenho! Quero chegar em casa o mais rápido possível!
Mais uma vez, o motorista insistiu:
Tem certeza mesmo de que não quer conhecer o inferninho, senhor?
Já com certa irritação, respondi:
Não! Quero ir para casa. Estou muito cansado e quero descansar.
Mas, novamente, o motorista tocou no assunto:
Tenho certeza de que o senhor vai gostar do inferninho.
Dessa vez, alguma coisa despertou minha curiosidade.
Afinal, o que é esse tal de inferninho?
O motorista respondeu com um sorriso nos lábios:
O senhor precisa ir até lá para conhecer.
E completou:
Quem vai ao inferninho gosta muito.
O senhor não quer ir lá conhecer?
Não! Quero ir para casa, por favor!
respondi, já bastante irritado.
Claro, senhor. Não vou mais falar do inferninho.
Fez-se um silêncio total dentro do carro…
Mas, de repente, fui eu quem ficou com vontade de perguntar:
Onde fica esse inferninho?
O motorista respondeu:
O senhor gostaria de ir até lá?
Mas me diga primeiro: que diabos é esse inferninho?
Ele respondeu:
O senhor precisa ir lá para descobrir.
Você não pode simplesmente me dizer o que é esse inferninho?!
Não. O senhor tem que ir até lá!
exclamou o motorista.
Sério?! Eu tenho mesmo que ir para descobrir o que é?
Com uma voz muito convincente, ele respondeu:
Tenho certeza de que o senhor nunca viu um lugar como o inferninho.
Aquilo aumentou ainda mais a minha curiosidade.
E o motorista completou:
Tenho certeza de que o senhor vai gostar!
Pronto. Minha curiosidade foi parar nas alturas.
Comecei a imaginar que devia ser um lugar cheio de mulheres, muita bebida, música alta… uma verdadeira zona!
Fiquei pensando naquele inferninho durante alguns minutos e, finalmente, perguntei:
Você pode pelo menos me dizer o que tem lá?
O motorista respondeu:
O senhor precisa ver com os próprios olhos. Não posso dizer nada.
Aquilo me deixou com a pulga atrás da orelha.
Que lugar seria aquele? Até o nome era uma tentação! Devia ser bom demais. De repente, até o meu cansaço havia desaparecido.
E agora? O que eu faço???
Minha mulher pensa que estou trabalhando…
Hum…
O que eu faço???
Uma coisa era certa: se eu não fosse conhecer aquele inferninho, aquilo ficaria martelando na minha cabeça pelo resto da vida. Afinal, a curiosidade de um homem que se preze pode ser maior do que qualquer outra coisa!
Mas não.
Não cometi esse erro.
E ponto final!
Está bem falei para o motorista.
Pode me deixar em casa.
E ele me levou.
Mas aquele inferninho ficou na minha cabeça, me perturbando…
E tenho certeza de que ainda vai me perturbar por muito tempo.
Afinal…
Que diabos é esse inferninho???
E você?
Teria ido para casa… ou teria pedido ao motorista para levá-lo ao inferninho?
Uma hora, cada fragmento encontra o seu lugar e tudo o que parecia disperso revela o caminho que eu estava construindo.
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Poemas que falam quem eu sou
- Frases de motivação: palavras para encontrar o incentivo que você precisa
- Poemas Quem Sou Eu
- Você é especial para mim: frases que tocam o coração
- Frases de Amor Não Correspondido
