Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Eu não aceito
Viver em um mundo
Em que as coisas sejam
Todo dia do mesmo jeito
Não quero aceitar essa lógica
Tão trágica
Onde se admite
A inexistência da mágica
Um mundo
Onde tudo faz sentido
E pra tudo
Existe uma explicação
Enquanto
Eu olho ao meu redor
E enxergo uma infinidade
de absurdos
Que o mundo aceita, simplesmente
Como fatos consumados
Prefiro conversar com as nuvens
E viver em uma época
Em que todos os relógios
Andem também para trás
Um mundo mais suave
Sem vozes tão graves
Talvez até
Sem gravidade
Pra que a mente possa
realmente voar
Sem medo de altura ou de queda
Eu quero viver em um mundo
Onde o adulto se cala
Enquanto a criança fala
E ambos seriam a mesma pessoa
O mais triste é
Que essa outra dimensão existe
Bastaria pra nós
Aceitá-la
Sinceramente
Não existe nada de moderno
Nas coisas que eu sinto, que eu vejo
e que eu digo.
Porém, eu as simplesmente digo
São estas as regras que eu sigo
E se alguém vai aceitar ou concordar
Honestamente: Nem ligo
Vou seguindo modestamente
meu rumo
Dizendo discretamente
quais são aquelas coisas
Tantas...não sei dizer quantas
Com as quais
Eu morro
Mas não me conformo
e desesperadamente
Não posso aceitar
e humildemente
não me acostumo.
Preciso fazer muita coisa
Mas não sei por onde começo
Eu queria fazer algo perfeito
Desconheço
O endereço da perfeição
Quando até quem diz que me ama
Reclama das coisas que eu faço
Quanto mais eu faço
Mais me desama e me desanima
Eu queria que Deus me escutasse
Tem horas que eu tento
Pedir Seus Conselhos
A única coisa que aprendi
É que se não for justo
Não adianta
Pedir de joelhos
Creio eu
Que o melhor que posso fazer
É fazer o meu melhor
Do jeito que eu puder fazer
Pois
Quanto mais eu me arrependo
A cada dia aprendo um pouco mais
Pode ser que com tantos erros
Não tenha acertado em nada
Porém, disso tudo
Uma grande lição foi tirada
Agora
Eu já sei como não se faz
Eu sou alguém
Que não duvida de nada
Porém,
ao longo desta longa Estrada
Aprendi
Que não existem certezas
Nem Neste e nem Noutro Universo
Pois mesmo este Imenso Infinito
Pode nem ter sido escrito ainda
De Sorte
Que eu não duvido da morte
Mas creio somente em vida
E duvido
de todo mundo que diz
Que duvida
Portanto
Minha dúvida mais acertada
Por enquanto
É aquela que diz
Que Neste Universo
Antes que haja certeza
da existência
desta vida
Não há que se duvidar
de nada
O mundo muda
Eu mudo com ele
e por menos que seja
hoje eu já não sou
Aquele que talvez
Nunca mais você veja
Esta vida se assemelha
a uma tigela de porcelana
bela e muito frágil
logo mais
Me atiro por essa janela
ou encaro um touro
trajando roupa vermelha
Eu faço projetos
Muitos deles não deram certo
Outros
aguardam pacientes
Enquanto a alma resiste
Tem dias que me sinto coisa
e enquanto objeto
me projeto
Me vejo rumando
em direção ao infinito
Não me encaixo
Mas apesar disso tudo
acho bonito
Quando alguém
tem alguém
Que sempre lhe aguarda
Seja na linha de chegada
depois de outra vitória
Seja no final do dia
depois de outro dia sem glória
Esta vida é feita
de muitas vitórias mudas
tudo muda
Eu mudei a minha maneira
de encarar
minhas derrotas e fracassos
a cada semente morta
eu faço brotar uma flor
e quando o dia termina
eu a dedico ao teu amor
Edson Ricardo Paiva
Eu não sei
Pra que servem
as coisas
Que eu sei
Vou levando a vida
Em fogo brando
Teimando em buscar
Algo que insiste em se esconder:
Um brilho de olhos
Tão tristes quanto os meus
E os teus teimam em recordar
Muitas cenas esquecidas
desta vida
Que apesar de
hoje,
branda
Ainda queima
Creio que jamais vi de perto
A sanidade plena
Pois
Mesmo em épocas amenas
um mais um
Jamais somaram
dois, completamente
A vista engana
A memória mente
E eu, simplesmente
desconheço
razão ou utilidade prática
Pra esta insana matemática
E qualquer outra ciência.
Nunca sorriu-me
Qualquer chance de escolha
A queda da última folha
Quase sempre além do alcance
Apesar de tudo que hoje eu sei
O desenlace me parece
Aqui dentro e ao mesmo tempo
tão distante
Vida esquecida
drástica e elástica
Revoltas que dão duas voltas
e voltam
O dia amanhece
A vida prossegue adiante
Com suas celeumas
e chamas infames
Uma espécie de charme
Que queima
Edson Ricardo Paiva
Amanheceu relampejando
de maneira que eu
Há muito não via
Mas eu sei que a Natureza
Invariavelmente anda correta
Então
Sobre as coisas erradas
que eu vejo
Me abstenho e pouco falo
Estou neste mundo
Pra aprender com paciência
Um pouco do culto ao silêncio
Sobre muita coisa que sei
Me abstenho
Nesta curta existência
Não vim a este mundo
Pra fazer inimigos
E nem pra corrigir meus irmãos
Antes que eu nascesse
Deus já me avisou
de antemão
Que era castigo
Então
Quando tão perto de mim
A multidão pisa em flores
E o mundo vai se transformando
Nesse circo de horrores
Me calo
Preciso simular indiferença
Fazer de conta que nem ligo
A vida continua
E o mundo dá voltas
Existem leis perfeitas
E dentro dessas leis
Está escrito
Que o simples poeta
Tem a meta
de não semear discórdias
Muito menos se enxergar
Com o direito à uma revolta
É preciso aprender
Que quando o dia amanhece
Trovejando e relampagueando
Basta observar a lição
Que a natureza oferece
O Tempo, invariavelmente
Nos conduz à razão
Então
Vou à janela
Penso
Absorvo essa bela lição
Cresço
e, diante da voz suave
do trovão
Permaneço, perenemente
Em silêncio
edsonricardopaiva
Pouco antes
de eu nascer
Enviei a Deus
uma prece
que dizia
"Me salva, não quero viver"
Porém
Nem tudo pode ser feito
do jeito que a gente queria
Então que se faça
o melhor que a gente possa
pois a maior graça
Que existe em tudo isso
é saber que existe um compromisso
um trato bilateral
e mesmo
Que eu conseguisse
Fazer meu melhor
e realmente melhorasse
tudo ao meu redor
Nada faria sentido
Quando a resposta que vem
lá do outro
Não fosse infinitamente
Maior
e melhor
Edson Ricardo Paiva
Não me iludo
Já cometi grandes erros na vida
Agora eu não mais me iludo
Desisti de pensar que as coisas mudam
Aprendo a cada dia
Que vou errar e me iludir de novo
Aprendi que pra isso é que existe
O arrependimento
E me arrependo
Aprendi que os erros
Não foram feitos para errar
E muito menos pra aprender
Eles existem pra não ser cometidos
E nem sempre o perdão
Alcança os resultados que se deseja
Por mais belas sejam
As palavras que se ouve na esquina
A conversa termina sempre lá
Não é preciso trazer pra casa
Muito menos guardar na alma
A bonita filosofia
Que resulta pouco mais que nada
E que fiquem no passado
A tantos erros alheios
Hoje eu vejo que devia
Ter mudado a direção
Ainda no meio de muitos caminhos
Sempre existem novos erros
e ilusões se evitar
Aprendi somente a não me iludir
E pensar que vou saber
Quando é que eles vão chegar
Nunca aprendi direito
O melhor jeito de olhar pro Céu
E dizer se vai chover
Mas com o tempo a gente sabe
Olhar a tempestade iminente
E decidir nos cabe ou não
Molhar-se na chuva que ainda não caiu
Mas iludir-se
Pensando que não vai molhar
Depois de tudo que já viu
Eu bem queria acreditar
Que em pouco tempo
Não há de formar-se
Outro rio nessa avenida
Então me apresso
em voltar pra casa em paz
Assim a vida ensinou a gente
Pois hoje, sinceramente
Eu olho pra esse Céu de ilusão
E fujo dessa velha mesma chuva
Que já me enganou muitas vezes
Mas agora
Ela não me molha nunca mais.
Hoje eu não tenho nada
E mesmo se hoje eu tivesse
Não sei se saberia o que fazer
Assim como fui fazendo sem saber
As coisas que fiz
Agora eu entendo que não sabia
A vida nunca depende somente
das coisas que a gente faz
Muito menos do que deseja
Cada vida é um mundo
E todo mundo, igual a mim
Também não tem nada
Além da ilusão
Em ter aquilo que não tem
Mas poucos mais
Além de quase ninguém
Procura perceber
Que por mais imagine ser
Não passou de possuir uma mera ilusão
Uma espera ansiosa
Uma palavra mal falada
Um egocentrismo
A busca por algo além
Que somente os levou a nada
E hoje, sem nada
Igual a mim
Dentro de um Universo vazio
Eu olho de longe posso ver
Se conseguisse, eu poderia rir
das promessas sem sentido
Que seduzem
As mentes de quem somente
Tornou a vida a cada dia mais vazia
devido às próprias decisões
Eu hoje não tenho nada
Mas posso ver e sentir
Tamanha aflição
de quem um dia pensou ter tanto
Enquanto perdia
Por obra das próprias mãos
O que um dia pensou ter de sobra
A vaidade é uma cobra de duas cabeças
e destila o veneno que te mata
Na saudosa visão do que se foi
Que começa a doer
A cada palavra e cada mentira vã
A cada vez que a própria ira
Te faz cair de joelhos
E sentir vergonha
Em olhar o próprio rosto
No espelho de cada manhã.
Edson Ricardo Paiva.
Um amor com sentido.
Eu quero um amor que me ame
Um amor que não me amou
Pois, a bem da verdade
Não existiu, não ensinou-me amar
Eu, por não saber o amor
Não o sei dizer como é
Eu quero que um amor me queira
Sem saber que me quer
Um amor que ame sem pensar
Que chame meu nome
De maneira inconsciente
Que fique contente ao saber de mim
Sem saber nada a meu respeito
E que mesmo assim
Esse amor me ame do mesmo jeito
Que acorde com saudade
Que se deite tarde da noite
Feliz por saber que existo
Triste por eu não estar por perto
Um amor que espreite
Atrás da grade da janela
Esperando eu passar
Tentando ser discreta
Feliz por me amar
E que não desperte suspeita
Que ama
Mas que ame sem medo
E que tenha grata esperança em meu lugar
Pois viver sem ser amado e nem querido
É coisa que cansa, mas não mata
Mas, em virtude dos amores ruins
Que eu sei que existem nesse mundo
E quando a gente pensa
Num amor que sempre quis
E sabe possível haver amor assim
Meu espírito feliz, consente
E é nesse momento
Que a vida passa a fazer sentido.
Edson Ricardo Paiva
Poesia Sutil.
Eu penso ser muito bom
O fato de a flor não saber
Pois, se a flor dedicasse atenção
À tamanha admiração
daquele que a fita
Pode ser que aconteceria
de a flor então desejar
Querer ficar mais bonita
A estranha rareza a que se busca
Alçada no ver da vaidade
é beleza irreconhecível
Pois o olhar da cobiça a ofusca
Conduzindo almas perdidas
Nos caminhos da ilusão
Felicidade ... rara; querida!
Pobre plágio de alegria
A transforma num fácil jogo
E vem a falsa impressão
de estar dando as cartas
Farta-se em vê-las perdidas
Difícil esse jogo da vida
Perceba a felicidade
em andrajos vestida
Fingindo desenxabida
Morando na casa ao lado
Simplicidade é ter um valor
Invisível aos olhos de ver
Que nem ao menos pára para iludir
Infinita ... reluzente
Milhões de vezes mais cara
Real essência da vida
Modesta, invisível
Contrasta ao que não se basta
Do desejo em possuir
Àquilo que a alma enleva
Palavra jamais aludida
Uma entrave obsessiva
Insistente em mentir pra verdade
Suave arremedo, perdida
Enquanto a beleza mais bonita
É o fato de a flor
Ser bela sem o saber
A beleza mais bela da vida
É aquela que a gente não vê.
Edson Ricardo Paiva.
Eu não gosto nem de lembrar
do dia que conheci a vida
Eu fiquei assim, meio na dúvida
Se vida era um lugar
uma pessoa
ou um pensamento pensado à toa
enquanto na sala de espera
Não sei nem se bem vida ela era
Me lembro que ouvia falar
Que era linda
Mas isso dependia
de que forma a gente a olhasse
Acho que foi por isso
Que no dia em que a olhei
Face a face
Percebi que nela havia
uma certa graça
Mas nada que não se desfaça
Com o correr dos dias
Enquanto ela se revela
Hoje eu penso que ela podia
Ser tão bonita
Mas eu sinto que ela se irrita
Quando ouve alguém dizer
Que a vida é bela
Essa vida irritada, agora
Me faz olhar pra ela e sentir
Vontade de dizer
Que por ela não sinto nada
Talvez, quem sabe
Uma ponta de saudade
do tempo que ouvia falar
Mas não a conhecia de verdade
É por isso que agora
Nada me dói saber
Que por mais ameaças
de ir embora, ela faça
A maior parte de mim
Já passou pela porta
E a parte que ficou
A bem da verdade
Nem se importa.
Edson Ricardo Paiva.
Aprendi a ser eu mesmo
Praticando ato de ser
A mim mesmo de vez em quando
Eu não posso e não preciso
Ir a todos os lugares
Mas posso olhar calado
E descobrir o que não quero ser
O que restar, sou eu
Aquele que traz no coração
O que merece ser lembrado
Aprendi a errar sem pedir ajuda
Meus erros me ensinam
Que o mundo muda
Mas que há coisas no mundo
Que serão sempre as mesmas
Do pouco que aprendi
Eu sei que tem coisas ali
Que devo levar comigo
Pois não devem ser ensinadas
A mais pura manifestação de vida se dá
Nos momentos em que não se sabe como agir
Pra todas as outras se olha os ponteiros
Enquanto o relógio enferruja
Sem que se veja
Qual dos dois tempos foi mais verdadeiro.
Edson Ricardo Paiva.
Eu não entro em atritos com o mundo
Tenho questões mais importantes
E infinitamente mais profundas
A resolver comigo mesmo
Reservo algum tempo assim
A tentar ouvir coisa nova
Uma ideia, um poema, uma trova
Escuto
Uma avalanche de trovões
Vozes astutas
Encalabouçadas
Palavras de cor escura, soam mais velozes
Que os próprios pensamentos que as gerariam
Se porventura pensamento houvesse
Pois não dizem nada
Desconhecem até mesmo o que procuram
Ecoam
Devido ao lugar vazio de onde vem
A essa altura da minha vida
Percebo um mundo ensimesmado
Orbitando mil universos, em derredor de si mesmos
Lugares sem ninguém
Assim
Sobram-me os dias
A enxergar como é bonito
O círculo vicioso
Tornar paz em conflitos e afins
Um xingamento, um problema, uma prosa
Paredes pintadas, desenhos de flores
Nos jardins não há rosa, nenhuma flor se via
Entrementes, a cada dia mais conflitantes,
Rebuscando a paz, onde paz, antes havia.
Edson Ricardo Paiva.
"Ontem eu era alguém
Que não sabia quem era
À espera do dia de hoje
Onde, longe de ser quem era
Eu digo que tanto faz
Pois de tanto ter sido quem era
Agora eu não sei quem sou
Mas quem eu era já não sou mais"
Edson Ricardo Paiva.
Eu não sei escrever
poesia bonita
Como as fazem os poetas
Mas a minha é sincera
Tão fingida
e mais mentirosa
Que as deles
Do jeito que se espera
Quando se lê poesia
Um pouco de versos
Um dedo de prosa
E inverdades
Das quais lanço mão
No formato de poesia
Deixo-as aqui
Pra não usá-las
no meu dia-a-dia
Diferente dessa gente
Que traz na ponta
da língua comprida
E não tem paz na vida
Se não conta.
Edson Ricardo Paiva.
Eu me perdi
Faz tempo que eu ando
Perdido na vida
Não me sinto culpado
Este mundo é um grande labirinto
Portanto, estamos perdidos
Sem saber que o melhor que fizemos
Foi o fato de não termos lido
O aviso que havia na entrada
Dizendo que poucos de nós
Vão querer encontrar a saída
Mas um dia, a saída nos encontra, isso é fato
Contra o qual, ninguém pode fazer nada
Mas há sempre a opção
De deixar uma boa risada
Apagando o ruido da dúvida
Que essa vida tem fim
Mas que nada foi perdido à toa.
Edson Ricardo Paiva.
Não
Eu não estive
em todos os lugares
E também não gostaria
de estar ou de ter estado
Não
Eu nem posso dizer
Que vi todas as cores
Há dias que desconheço
Quantas existem
Não
Eu não vivi
Nem todas as tristezas
E nem todas as alegrias que o mundo tem
Há dias que me sinto bem
E tem dias que estou bem triste
Não
Eu não vivi a vida de mais ninguém
Além da minha
Vivi da maneira que eu pude
Dispondo das coisas que eu tinha
Nuns dias eu via calor e janelas fechadas
Nuns dias a chuva ameaçava
E no outro ela vinha
Não
Eu não tomei todas as chuvas
E nem ouvi a todas as negativas
Eu tive uma vida e vi flores vivas
Eu tive um pião, uma trave de gol, uma lata de linha
Eu tive um emprego e amigos e amor
Escrevi poesia, aprendi violão
Eu tive família; pais, irmãs, irmãos
Brinquei de formiguinha na barriga de uma filha
Esperei a sorte que vem e ela não vinha
No meio do dia
A morte que nunca esperei
E no fim ela veio
Tão singela quanto a vida
E na hora da partida um pensamento
Este mundo tem muitas vidas
E tem gente que as quer viver muitas
Não
A minha não foi a melhor
Mas foi uma só
E eu só vivi a minha.
Edson Ricardo Paiva.
Não tive medo da vida
Pois quando aprendi
O sentido da palavra medo
Eu estava muito ocupado
Vencendo todas as dificuldades
Que, por si só
Teriam destruído a vida de muitos
Não tive tempo de sentir medo
Pois o tempo não parou pra isso
Nem busquei uma causa, razão
e nem motivo e nem sentido
A vida passou tão depressa
Que só nesta fase da vida
É que me ocorre o pensamento
Do quanto teria sido inútil
Ter tido o medo que quase senti
Pois a vida não parou pra ser perfeita
Por isso foi sendo refeita todo dia
Qual fosse um castelo de areia
Quando a gente tenta e tenta
E não tem por onde
Pois quando não venta forte
Vem sempre uma onda
De modo que no fim da tarde
A gente percebe
Que nem tudo está perdido
Há uma palavra escondida no vento
O tempo, sem pressa ensina
Que a beleza das coisas
São como promessas, escritas na areia
Mas quando a gente tanto insiste
Em tentar fazê-las
Aprende a fazer desenhos
Nas estrelas que o Céu ponteiam
Por isso não tenho medo
e também não me sinto triste
Existem mais delas no firmamento
do que todas as areias sem firmeza
Que o vento, sem dó
Carrega por entre os dedos
Talvez, por não ter sentido medo
É que descobri
O sentido da palavra vida.
Edson Ricardo Paiva.
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