Eu Nao sou Perfeita So apenas eu

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antes de mim.


Naquela noite eu recebi uma ligação de um número que não existia.


Não era número privado. Não era desconhecido.


Simplesmente não existia.


Ainda assim, atendi.


- Alô?


Do outro lado, silêncio.


Depois uma voz.


A minha.


- Não vá dormir hoje.


Eu ri.


Não porque fosse engraçado. Ri porque algumas coisas assustam menos quando a gente finge que são ridículas.


- Quem é?


- Você.


- Isso não tem graça.


- Eu sei.


A ligação caiu.


Fiquei olhando para o telefone por alguns segundos, esperando alguma explicação aparecer na tela. Nada.


Joguei o celular na cama e tentei esquecer.


Cinco minutos depois, bateram na porta.


Três batidas.


Sempre três.


Levantei.


Não havia ninguém.


Só um envelope no chão.


Meu nome estava escrito à mão.


Dentro havia uma foto.


Era uma foto minha dormindo.


No verso, uma frase:


“Você tem oito horas.”


Eu deveria ter chamado alguém.


Não chamei.


Talvez porque, no fundo, uma parte de mim já soubesse que aquilo não tinha começado naquela noite.


Passei a madrugada tentando encontrar uma explicação.


Procurei a origem do número.


Nada.


Revirei mensagens antigas.


Nada.


Olhei as câmeras.


Às 02:13, alguém entrou.


Era eu.


A mesma roupa que eu estava usando.


O mesmo rosto.


A mesma cicatriz pequena perto da sobrancelha.


Eu parei o vídeo.


Voltei.


Assisti de novo.


Eu entrava em casa às 02:13.


Mas eu estava em casa.


Sentado na frente daquela tela.


O vídeo continuava.


Eu aparecia no corredor.


Parava diante da minha porta.


Olhava diretamente para a câmera.


E sorria.


Depois levantava a mão.


Três batidas.


A gravação terminava.


Eu olhei para a minha porta.


Três batidas vieram do outro lado.


Não abri.


Às 05:40, alguém bateu novamente.


Dessa vez, uma mulher falou meu nome.


Eu conhecia aquela voz.


Era impossível.


Ela tinha morrido há seis meses.


Fiquei parado no meio da sala.


Ela disse:


- Você prometeu que não faria isso de novo.


Não respondi.


- Eu sei que você está aí.


Meu corpo inteiro ficou frio.


- O que eu fiz?


Silêncio.


Depois:


- Ainda não fez.


Às 06:15, recebi outra mensagem.


Uma localização.


Um endereço que eu não reconhecia.


Abaixo, apenas:


“Se quiser saber por que todos estão tentando impedir você, venha sozinho.”


Fui.


Não sei por quê.


Talvez porque algumas perguntas sejam mais perigosas quando ficam sem resposta.


O lugar era uma casa abandonada.


Entrei.


Havia fotos nas paredes.


Centenas.


Todas minhas.


Eu criança.


Eu adolescente.


Eu adulto.


Eu dormindo.


Eu chorando.


Eu dirigindo.


Eu trabalhando.


Eu abraçando pessoas.


Eu terminando relacionamentos.


Eu sozinho.


E então encontrei uma foto que me fez parar.


Era eu, sentado naquela mesma casa.


Com cinquenta e poucos anos.


Ao meu lado havia uma mulher.


Não reconheci.


Atrás da foto estava escrito:


“Primeira tentativa.”


Outra foto.


Eu, mais velho.


Sozinho.


“Segunda tentativa.”


Outra.


Eu sorrindo.


Uma família ao meu redor.


“Terceira tentativa.”


E então uma última.


Eu, exatamente como estava naquela manhã.


Abaixo:


“Quarta tentativa.”


Foi quando ouvi passos.


Virei.


Um homem entrou.


Eu conhecia aquele rosto.


Era o homem do vídeo.


Era eu.


Só que mais velho.


Muito mais velho.


Ele fechou a porta.


- Finalmente.


- O que está acontecendo?


Ele sentou.


- Você vai me odiar.


- Quem é você?


Ele respirou fundo.


- Sou a única versão sua que conseguiu chegar até aqui.


- Até onde?


Ele olhou para o relógio.


06:59.


- Até antes da escolha.


Ele explicou tudo como se estivesse contando uma história que já tinha contado muitas vezes.


Disse que aquela noite acontecia repetidamente.


Sempre.


Eu recebia a ligação.


Recebia a foto.


Via as câmeras.


Ia até aquela casa.


Encontrava ele.


E então precisava escolher.


Existiam quatro possibilidades.


Em uma, eu permanecia exatamente como era.


Em outra, mudava tudo.


Na terceira, esquecia completamente aquela noite.


Na quarta...


Ele parou.


- Na quarta, você me mata.


Eu ri.


- Por que eu faria isso?


Ele olhou para mim.


- Porque eu sou a única coisa impedindo você de ter a vida que quer.


- Que vida?


Ele não respondeu.


Foi até uma parede.


Havia uma porta.


Uma porta que eu não tinha visto antes.


Ele colocou a mão na maçaneta.


- Você precisa escolher antes das oito.


- E se eu não escolher?


- Já escolheu.


- O quê?


Ele abriu a porta.


Do outro lado havia meu quarto.


O meu quarto.


Exatamente como estava naquela noite.


Minha cama.


Meu celular.


A janela.


O envelope.


Tudo.


Eu entrei.


Na cama havia alguém dormindo.


Eu.


Ele estava dormindo profundamente.


O homem mais velho apareceu atrás de mim.


- Essa é a primeira vez.


- Primeira vez o quê?


- A primeira vez que você conseguiu chegar até aqui sem lembrar.


Olhei para o homem na cama.


- Então quem é ele?


O velho ficou em silêncio.


- Você.


- Não.


- Sim.


- Mas eu estou aqui.


Ele sorriu.


- Esse é o problema.


O relógio marcou 07:59.


Uma sirene começou a tocar em algum lugar distante.


Eu olhei novamente para a cama.


O homem dormindo abriu os olhos.


Sentou.


Olhou diretamente para mim.


E falou:


- Não vá dormir hoje.


Eu senti o sangue desaparecer do rosto.


Era a mesma frase.


A mesma voz.


A minha voz.


O velho começou a chorar.


- Não...


- O quê?


- Dessa vez foi diferente.


- O que foi diferente?


Ele apontou para mim.


- Você nunca deveria ter me visto.


A luz apagou.


Por alguns segundos, não existiu absolutamente nada.


Então ouvi uma porta fechando.


Quando a luz voltou, o velho tinha desaparecido.


A casa estava vazia.


As fotos haviam sumido.


A porta também.


Só havia uma coisa sobre a mesa.


Meu celular.


Ele estava tocando.


Olhei para a tela.


Era uma chamada recebida.


O número não existia.


Atendi.


Do outro lado, silêncio.


Depois uma voz:


- Alô?


Era minha voz.


Mas dessa vez eu não falei nada.


A voz continuou:


- Quem é?


Eu reconheci a frase.


Era exatamente o que eu havia dito naquela noite.


Então percebi.


A história não estava se repetindo.


Eu estava dentro dela.


Eu não tinha recebido uma ligação do futuro.


Eu estava ligando para o passado.


E o homem que eu havia encontrado não era uma versão futura minha.


Era a versão que existia antes de mim.


A quarta tentativa.


A terceira.


A segunda.


A primeira.


Todas as vidas.


Todas as mortes.


Todos aqueles homens.


Não eram versões diferentes.


Eram pessoas diferentes que tinham recebido a mesma ligação.


Todas achando que eram eu.


Todas tentando descobrir quem começou aquilo.


Todas chegando àquela mesma casa.


Todas encontrando alguém mais velho esperando por elas.


Até que uma delas finalmente entendesse.


Não havia nenhum primeiro homem.


Não havia começo.


Só havia o próximo.


A ligação continuava.


Eu poderia desligar.


Poderia falar.


Poderia perguntar.


Mas alguma coisa me impediu.


Então fiz a única coisa que ainda não tinha feito.


Olhei para o relógio.


08:00.


E disse:


- Não vá dormir hoje.


A ligação caiu.


Fiquei parado.


Esperando.


Três batidas vieram da porta.


Eu não me mexi.


Mais três.


Depois ouvi minha própria voz do outro lado:


- Quem é?


Eu olhei para a porta.


E, pela primeira vez, entendi o que estava acontecendo.


Não havia alguém tentando entrar.


Havia alguém tentando sair.


E eu não sabia mais de qual lado da porta estava.


Fim.


Ou talvez só mais uma tentativa.

Eu estou triste.
tão triste que já nem sei mais onde começa ou termina.
é um cansaço que não passa com descanso,
é um peso que não se explica
só se sente.
eu estou tão triste
que até existir parece esforço demais.
e o mais difícil de admitir
é que não é sobre querer ir embora…
é sobre não aguentar mais ficar assim.
eu estou cansada de estar triste.
cansada de tentar e não sair do lugar,
cansada de sustentar algo dentro de mim
que já não se sustenta sozinho.
tem dias que a vontade não é viver,
é só desaparecer um pouco…
silenciar tudo isso que não cala.

Eu disse que estou caindo.
e não é uma queda rápida
é lenta, contínua…
dessas que parecem não ter fundo.
eu estou em uma fase
que não suporta mais nada.
cada dor chega como se fosse única,
infinita, profunda, árdua…
como se eu não fosse atravessar.
e mesmo fazendo parte de um todo,
cada uma delas, sozinha,
já é um abismo.
neste momento
eu estou exausta.
cansada. triste. melancólica.
eu calo… e calo…
e ainda assim choro.
grito por dentro.
e não consigo desligar.
a vida me chama pra continuar,
me pede presença, responsabilidade, cuidado…
mas por dentro
tudo em mim só queria parar.
eu preciso ser forte para os outros,
mesmo quando ninguém é por mim.
então eu guardo a minha dor no bolso
e sigo… como dá.
tem tanta coisa que eu queria dizer,
retrucar, gritar, responder…
mas eu me calo.
e perdoo, em silêncio,
a insensatez de quem não sabe o que diz.
porque não sabem o que eu sinto.
não sabem como eu sinto.
e talvez seja melhor que não saibam.
porque desejar que saibam
seria desejar que sentissem o mesmo.
e eu não desejo isso a ninguém.
então não…
eu não espero que me entendam.
mas eu estou cansada.
cansada de uma dor
que não parece ter fim.
e quando tudo em mim acredita
que isso nunca vai passar…
o pensamento que vem
não é sobre viver
é sobre querer que isso acabe.

With you, eu descobri que a verdadeira coragem não é a ausência do medo, mas sim a certeza de que existe uma mão segurando a minha para enfrentarmos qualquer coisa juntos. Você me deu a segurança de ser exatamente quem eu sou, me abraçando com todas as minhas falhas e virtudes.
_Enzo Ruchell_

napoli.


Eu ainda não conheço Napoli.


E talvez seja justamente por isso que Napoli tenha conseguido existir tanto dentro de mim.


Antes de conhecer uma cidade, a gente inventa uma versão dela. Junta fotos, histórias, músicas, filmes, partidas de futebol, prédios antigos, ruas que nunca atravessou e um mar que só conhece pela tela. Vai montando, aos poucos, um lugar que talvez nem exista exatamente daquele jeito.


Mas existe Napoli.


Pelo menos a Napoli que eu imagino.


Napoli, para mim, começa antes do avião pousar.


Começa naquele instante em que eu imagino sair de algum lugar e simplesmente caminhar sem saber direito para onde estou indo. Napoli sendo o nome das placas, o idioma nas conversas, as roupas penduradas entre os prédios, o barulho das pessoas atravessando uma rua estreita enquanto alguma janela permanece aberta.


Eu imagino Napoli assim.


Imperfeita.


Viva.


Um pouco suja, um pouco caótica, um pouco triste.


Bonita justamente porque não parece estar preocupada em ser.


Napoli não é uma foto que eu quero visitar.


É uma sensação que eu quero descobrir se existe.


Eu penso em Napoli e penso no Vesúvio.


Não pelo vulcão em si, mas pela ideia de uma cidade inteira vivendo diante de alguma coisa que poderia destruí-la e, ainda assim, acordando todos os dias para continuar.


Isso me fascina.


Talvez porque eu goste de lugares que carregam uma ameaça sem precisar falar sobre ela.


Napoli parece ter alguma coisa disso.


Uma cidade que sabe que o chão pode tremer, que o passado pode voltar em forma de cinzas, que o mar pode guardar histórias demais, mas que ainda assim existe café pela manhã, futebol à tarde e gente voltando para casa à noite.


É assim que eu imagino Napoli.


Não como um paraíso.


Como um lugar humano.


Eu imagino o futebol em Napoli quase como uma religião antiga. Imagino o nome de Maradona ainda atravessando paredes, camisas, conversas, crianças que talvez nem tenham nascido quando ele jogava, mas cresceram ouvindo que houve um homem que fez uma cidade acreditar em alguma coisa.


E talvez seja isso que eu procuro quando penso em Napoli.


Não uma cidade perfeita.


Uma cidade que acredita.


Napoli acredita no futebol.


Napoli acredita no mar.


Napoli acredita na própria história.


Napoli acredita até nas próprias contradições.


E talvez eu queira acreditar também.


Às vezes penso em como seria estar em Napoli sem ter nada para fazer.


Sem roteiro.


Sem obrigação.


Sem aquela pressa de transformar cada lugar em foto.


Só estar.


Sentar em algum lugar e observar uma cidade que eu passei tanto tempo imaginando finalmente existir na minha frente.


Talvez eu olhasse para o Vesúvio.


Talvez para o mar.


Talvez para uma rua qualquer.


E provavelmente pensaria:


"Então era isso que eu estava tentando imaginar."


Mas existe uma coisa ainda mais bonita em não conhecer Napoli.


Eu ainda posso sonhar.


Ainda posso colocar em Napoli tudo aquilo que procuro no mundo.


A possibilidade de recomeçar.


A sensação de estar longe o suficiente para ouvir meus próprios pensamentos.


A liberdade de ser desconhecido.


A melancolia de perceber que uma vida pode caber em outro lugar.


Eu não sei se Napoli é assim.


Talvez não seja.


Talvez eu chegue lá e descubra que algumas das coisas que inventei nunca existiram.


Talvez o café seja apenas café.


Talvez as ruas sejam mais barulhentas do que bonitas.


Talvez o Vesúvio não pareça tão imenso.


Talvez Napoli não tenha nada da Napoli que eu criei.


E tudo bem.


Porque existe uma beleza estranha em desejar um lugar antes de conhecê-lo.


Você começa a construir uma casa dentro de uma cidade onde ainda não colocou os pés.


Napoli é essa casa, por enquanto.


Uma casa imaginada.


Um nome repetido.


Napoli.


Napoli.


Napoli.


Como se repetir fosse uma maneira de aproximar.


E talvez um dia eu chegue…


Talvez eu desça do avião, respire aquele ar pela primeira vez e perceba que a cidade real é completamente diferente da cidade que construí na cabeça.


Mas talvez, no meio de alguma rua qualquer, com o Vesúvio aparecendo ao longe e o mar existindo onde eu só conhecia por fotos imaginárias, eu entenda uma coisa


Alguns lugares a gente visita pela primeira vez duas vezes.


A primeira é quando chega.


A segunda é quando percebe que passou anos sonhando com aquele momento.


E quando esse dia chegar, eu não vou querer que Napoli seja exatamente como imaginei.


Vou querer apenas olhar para ela e pensar:


Napoli.


Então era você.


A cidade que eu conheci antes de chegar.

- Por que você não foi?
- Porque eu estava preso.
- Preso? Preso onde?
- Dentro de mim mesmo.

Um dia eu achei que não poderia mais amar alguém que não pudesse estar ao meu alcance em presença .
Eu corri tão longe de você que quanto mais eu fugi mas perto ficamos.
A distância sempre foi um problema pra mim
Mas nunca estivemos distantes
Compartilhamos risos , lágrimas, preocupações,parceria
Compartilhamos desventuras amorosas .
Problemas ,dia a dia.
Ligações de surpresa
E sabe o que descobri?
Que sempre estivemos mais pertos que muitos casais que moram juntos.
Não eramos um casal mas éramos melhores q muitos .
Tínhamos ciúmes e DRs .
E um belo dia eu parei pra observar uma DR e disse ,esse cara tá apaixonado e eu tive certeza que iria me apaixonar .
E o mais profundo que no fundo desde o começo eu sempre soube que iríamos nos amar.
Mas não queria trilhar a distância geográfica .
E no final de tudo isso não diz muito sobre dois corações quando estão dispostos a viver um grande amor.
E não foi diferente com a gente que tá fazendo de tudo pra viver isso um com outro
Somos dois dispostos ao amor.
Eu e vc o meu melhor amigo se tornou meu amor.
Na verdade sempre estávamos ali
Nos amando sem rótulos
E hoje aqui olhando o outro fechar os olhos em uma ligação de vídeo,porque presença é mais que corpo.
Presença é constância é alma .

Ontem é o hoje

Se um dia eu tivesse que escolher entre o hoje e o ontem, talvez eu não soubesse responder.
Não porque eu tenha medo de escolher, mas porque existem escolhas que o coração simplesmente não consegue fazer.

O ontem guarda coisas demais de mim.

Guarda lugares por onde passei, pessoas que abracei, palavras que disse e outras tantas que ficaram presas na garganta. Guarda risadas que ainda consigo ouvir quando fecho os olhos. Guarda lágrimas que ninguém viu. Guarda amores que chegaram devagar e outros que partiram sem sequer avisar.
O ontem guarda uma versão de mim que já não existe, mas que ainda mora em algum lugar dentro do homem que sou hoje.

E talvez seja por isso que sentimos tanta saudade.

Não sentimos saudade apenas das pessoas ou dos lugares. Às vezes, sentimos saudade de quem éramos quando aquelas pessoas estavam conosco. Sentimos falta daquele coração que acreditava de outra maneira, daquele sorriso que nascia mais facilmente, daquela inocência de imaginar que algumas coisas seriam para sempre.
Mas então existe o hoje.
E o hoje também me chama.

O presente não tem a segurança das lembranças. Ele acontece diante dos meus olhos, sem me perguntar se estou preparado. Ele chega todas as manhãs e coloca uma página em branco diante de mim, como quem diz:

Continue.

E eu continuo.

Continuo amando, errando, aprendendo, sentindo saudade. Continuo encontrando pessoas, perdendo outras, construindo histórias que talvez amanhã também se transformem em lembranças.

É estranho pensar nisso: o hoje é apenas o ontem que ainda não terminou de acontecer.

Talvez por isso eu não pudesse escolher.

Se escolhesse o ontem, escolheria tudo aquilo que me trouxe até aqui. Os abraços, os encontros, as despedidas, os amores, as dores e até os caminhos que pensei terem sido errados.

Mas, se escolhesse somente o ontem, perderia a possibilidade do amanhã.

E se escolhesse apenas o hoje, teria que abandonar todas as pegadas que fizeram de mim quem sou.

Então talvez eu tenha descoberto uma terceira resposta.

Eu não escolheria.

Carregaria o ontem comigo e continuaria vivendo o hoje.

Porque o passado não precisa ser uma casa onde voltamos para morar. Pode ser apenas uma janela que abrimos de vez em quando para lembrar de onde viemos.
E o presente não precisa apagar aquilo que passou. Pode ser a continuação de uma história que ainda está sendo escrita.
No fundo, somos feitos justamente desse encontro: daquilo que fomos com aquilo que ainda estamos aprendendo a ser.
Há pessoas que pertencem ao nosso ontem, mas continuam vivendo dentro do nosso hoje. Há amores que o tempo levou para longe, mas não conseguiu arrancar da memória. Há beijos que terminaram há muitos anos e, mesmo assim, quando lembrados, ainda parecem tocar os lábios.

Porque o coração possui um calendário diferente.

Para ele, algumas coisas nunca envelhecem.

Por isso, se um dia alguém me perguntar:

Você escolheria o ontem ou o hoje?

Talvez eu apenas sorria.

O ontem me deu histórias para contar.

O hoje está me dando histórias para viver.

E entre aquilo que vivi e aquilo que ainda estou vivendo, existe uma coisa que eu jamais gostaria de perder:
a capacidade de amar cada capítulo da minha vida, mesmo sabendo que nenhum deles foi escrito para durar para sempre.

⁠⁠Eu falo bastante do passado,
Penso muito no futuro
E não me entrego ao presente

O passado tem vivências marcantes,
Sobre o futuro, uso a minha imaginação,
O presente é desbravador e chega a ser um pouco assustador

Eu não posso me revoltar com o tempo, mais o tempo pode se revoltar contra mim.

Casar e ter filhos foram as duas melhores coisas que eu não fiz na vida.

Eu amo a minha namorada mais não sei fala as palavras pra deixa se sentido a mulher mais incrível do mundo e pra deixá-la segura

Sua presença


Eu não posso dizer que amo seu corpo, porque antes de tudo me apaixonei pela pessoa que você é.
Cada detalhe seu… sua voz, seu sorriso, seus olhos.


Eu nem sei dizer o que amo mais.
Talvez seja a forma como você fala e prende minha atenção já te disse que passaria horas te ouvindo falar sobre qualquer assunto, só pelo prazer que sua presença me traz.


Quando você sorri e mostra suas covinhas no canto da boca…
Seus olhos escuros e profundos…


Quando estou com você, esqueço do mundo.
Tudo desaparece…
E ficamos apenas nós.


É loucura se sentir assim, eu sei.
Mas ninguém tem o mesmo sentido que você tem pra mim.

Eu acho lindo o amor.
Torço por ele, mesmo quando não é o meu.
Gosto de ver pessoas se encontrando, se escolhendo, se cuidando.
Talvez eu ainda não tenha vivido algo assim.
mas isso não me impede de acreditar.
Porque quem reconhece a beleza do amor,
já carrega um pouco dele dentro de si⁠.

"Eu me arrependo de ter me aberto com certas pessoas. Elas não deviam ter me conhecido assim"
- Hwang Hyunjin

Não basta dizer: Eu te amo!É preciso convencer, à quem ouve e a você mesmo, e o convencimento vem através de atitudes que acrescentam, gestos que tocam e palavras que despertam.

Não faz sentido amar o outro mais que a si!
O outro, um dia se vai.
Mas você, o seu EU, mesmo com suas cicatrizes, continuará contigo, ainda que você tenha mudado tanto à ponto de nem se reconhecer mais.
Nessa situação, Ame-se ainda mais!
Se você não for capaz de amar-se em primeiro lugar, espera mesmo que o outro faça isso por você?

Eu não posso mudar o outro, mas posso mudar em mim o que melhora minha relação com os demais.

Eu queria ser seu colo nos dias difíceis, não seu lenço.
Lenços são descartáveis. Colo é acolhimento, é carinho, é troca.

Do que adianta ter tudo,
se sem ti eu não sei viver.
Meu Deus, o Senhor é tudo,
Tudoo que preciso ter para viver.