Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Meu corpo é o templo sagrado, intocável
Eu sou a fé, fera, bela, espiritual
E o discurso político já não me atinge mais
Sorrio dentes cortantes
E grito o mais alto que posso
Eu sou o traço que emerge e torna possível sonhar
Eu sou o ar
O mundo é de uma forma, Eu sou de outra forma, para que seja tudo em equilíbrio junte as duas formas e viva com equilíbrio e paz com o mundo
Para quem me julga mal... Sim, eu sou normal... Sinto tristeza, sinto alegria, sinto sede, sinto fome... E não sou perfeita nem nunca serei... Assim como ninguém é, então, não julgue os outros, se julgue...
Eu sou calmaria, as vezes furacão.
Sou chuva serena, as vezes tempestade.
Sou brisa leve, as vezes tornado.
Sou mar calmo, as vezes revolto.
Minhas oscilações são como os fenômenos da natureza que ocorrem na maior parte das vezes sem um aviso prévio. Deixam marcas, mas sempre trazem algo de bom consigo.
Eu sou feia sou estrago as coisas sou ridícula iludida meninos machucam meus sentimentos sou uma péssima filha pessima amiga péssima Ficante choro quase todo dia descobri que fui corna meu Ficante que eu amava tanto pego minha amiga quando estava comigo sou uma pessoa isolada
Às vezes sinto que eu sou um barco sinuoso... balançando para o mar negro infinito. afastando-se de quem eu sou.
E de repente...
E de repente, eu fui forçado a perceber o quanto sou um nada num mundo tão gigante, mas que se tornou muito pequeno. Eu que era durão, dominava a situação, achava-me um gigante... Podia tudo. Não aceitava desaforo de ninguém, acovardei-me diante de um ser que sequer tem vida própria, nem é morto nem é vivo. E DE REPENTE AS COISAS VOLTARAM AO SEU LUGAR (paráfrase). Agora compreendo que pouco ou quase nada valem os bens que possuo. O dinheiro na conta bancária? Ah, eu trocaria pela "liberdade" de poder andar por qualquer canto. Passei a atribuir valor às coisas que eu julgava insignificantes. É um pequeno choque na minha consciência. Eu havia criado meu mundo, com minhas regras. Impus meus valores. E.. E quando eu acreditava já estar no topo da roda gigante, fui lançado ao solo abruptamente. Agora, despedaçado, arrasto-me tentando me reerguer. Mas não é levantar-me de qualquer jeito. A natureza ou o peso das mãos de Deus, eu creio na segunda parte, está tratando comigo, lapidando-me. Quer que eu aprenda a lição. Perdão! Estou sendo audacioso! Já queria ser o dono da situação. Não tenho tanta certeza de que ficarei de pé para transmitir o ensinamento. E se ao passar por esse furacão, em não mudando minha concepção de ser humano, creio não ter outra chance.
Eu confundo tua cabeça..teus pensamentos..
Sei lá eu sou ventania..vim pra te bagunçar mesmo... revirar tuas ideias..te dar insônia...
Te fazer me desejar ... desejar meu toque..minha pele.. implorar meus beijos...
Sou um veneno..ou Sei lá uma droga... sou um antídoto..depende do que vc está precisando ..mas cuidado ..doses a mais de mim são um perigo... eu vício... sou um quebra cabeças..De peças difíceis... sou um jogo que prende o interesse... sou aquela música difícil... que vc não decora de cara... mas pensa toda hora o quão ela é difícil...
Mas sei que vc ama tudo isso..ama um desafio.. e eu amo ser um furacão..passar revirando tudo...
E... Se tudo o que o meu coração diz é verdade, tenho certeza que já sou tudo o que eu deveria ser neste momento
Quando eu te olho
Eu sinto que sou tão feliz
Eu tenho tudo
Que eu preciso bem aqui
Nuvem que passa
Mas não desfaz o elo ultra firme
Atingi em cheio
Tudo aquilo que eu pedi
Manhã tão clara que faz meu dia florescer
Perco a fala quando aparece sem dizer
Amor meu você me desarma
Amor meu quieta minha alma
Certeza rara completa a minha vida faz querer
Trazer pra perto tudo que lembra você
Manhã tão clara que faz meu dia florescer
Perco a fala quando aparece sem dizer
Amor meu você me desarma
Amor meu quieta minha alma
Te conhecer foi o melhor que me aconteceu
SER MÃE (crônica)
Ah, tá bom! Então eu sou mãe, a querida, delicada, que ama incondicionalmente ( in-con -di-ci-o-nal-men-te), que faz a comida preferida de cada filho, vai ao mercado, àquela feira lá do bairro nos confins para comprar a pamonha mais gostosa que seu querido adora.
Faz cara de paisagem quando ganha um presente que não gosta e já tem certeza que não vai usar, mas não demonstra, senão a doadora pode se ofender. Compra roupas pro marido, mas tem que ficar dando dicas para ver se adivinham o que ela está “precisando”.
Faz um esforço danado pra se entender com a empregada, que por sua vez é mãe até com mais filhos, contrata jardineiro, eletricista, encanador e ai se algum deles fizer serviço porco! Importante, jamais pode bater o carro ou levar multas.
E por aí vai o rosário de penas que vou desfiando... pronto, já me distraí, isso é um trecho da música que a Amalia Rodrigues cantava, mas ninguém me deixa ouvir porque é chata e das antigas - de novo mãe, ah não!
Ah, sou mãe, o pilar da casa, mas eu nem comecei do começo, quando nascem os filhos, pediatra, vacina, escola, virose, aniversário do coleguinha, [......] colegial... dá licença, vou pular esta parte minha, a fase é deles, só mãe sabe.
Pulei, esqueci, nem sei mais quantos anos foram!
Onde eu estava mesmo? Sim, na família já formada, filhos grandes; vem os empregos, casamentos, genros, noras, netos...abortos...(doi, sempre dói de novo)
Alguém deve estar pensando, onde ela quer chegar com essa conversa, tudo igual, conheço esta história.
Aí é que está a questão:
Você que conhece esta história então me escuta. Mais...me ajude a contar tudo, não saia de fininho, somos iguais, não somos?
Dando continuidade, antes que citem a famosa frase - Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães, preciso fazer várias perguntas, questionamentos que não consigo solucionar sozinha. Você também não consegue! Vamos?
Aí a mãe faz o que pode para agradar a família, aguenta desaforo, vai perdendo os abraços, a beleza, a agilidade, surgem as artrites, com o colar de ites que o médico diz que é da idade, o pior, os “ais” verdadeiros e os costumeiros que ninguém quer ouvir.
Sem contar com o celular lindo de seu filho que ele lhe dá, bem intencionado, quando troca por outro bem melhor, e você não sabe usar bem, porém eles não tem tempo para ensinar. E tem aquela blusa que você ficou namorando na vitrine, quando criou coragem para comprar, chega em casa, vem a filha - ai que linda mãe, posso usá-la hoje? Aiaiai...
Não posso me esquecer: “mãe é a rainha do lar”. Fala agora, o que ela faz com o peso desta coroa enorme que colocaram em sua cabeça?
Como desfazer-se dela para aliviar os conflitos que ficaram presos pela força que ela engrenha comprimindo seu cérebro?
E os seus sonhos, seus medos, suas loucuras, seus tédios, seus planos interrompidos pelas diarreias caseiras?
Tem aquele filme que ouviu dizer que era ótimo, mas quando deu fé, já tinha acabado a temporada?
Onde será que ela guarda estes afetos, desafetos, inquietações, lágrimas de
banheiro, insônias, segredos íntimos, remédios sem receita, unguentos que a vó deixou a receita como herança?
Quem tiver alguma ideia, por favor me elucide, porque, como você, faço parte deste emaranhado de responsabilidades que a sociedade colocou em minha vida, sem perguntar se eu iria aguentar.
Por mim, eu colocaria tudo num baú (decorativo, para que não mexam), junto, um daqueles aparelhinhos de som made in china, com um pen drive tocando sem parar aquela música que me fascina desde o ano passado:
“Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós......”]
melanialudwig - maio/ 2018
Ali e lá: mundos e "desmundos" de um ser
Eu sou aquela cuja mente foge ao ouvir certas coisas que não pode me segurar
Foge como um cavalo alado em busca de ares que possa se identificar
Foge como a lembrança foge ao pensamento no amor poder se encontrar
Difícil me prender
Difícil me deter
Difícil me conter
Tão presa sou no corpo
Tão livre sou na alma
Construo meus mundos particulares
Eles são bonitos!
Eles são autênticos e transparentes…
Neles a verdade impera…
Neles o amor é uma brisa suave que a todos permeia
Nele a paz é um brinde à consciência tranquila
Nele a palavra não é retida, mas muitas vezes dispensada pela fluidez das conversas dos olhares
Gosto de neles folgar…
Gosto de neles habitar.
Ali a justiça é apenas o resultado da convivência das almas altruístas
A fidelidade quase um ser personificado e abrangente em todas as relações
O difícil naquele mundo é o fazer as malas quando o "desmundo" chama…
Nada lá lhe cabe, tudo lá se incinera ao fragor do que lá se valoriza
O aterrissar doe, o aterrissar arranha e machuca forte a alma
Mas também é necessário,
Pois dará a cada retorno àquele mundo encantado
O brilho que só ali há,
Pois é o resplendor de uma alma enternecida.
Martha Duarte
Governador Mangabeira, 12 de julho de 2020 (pensamentos matutinos)
