Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Como se já não bastasse a saudade do que ainda não se viveu, agora temos saudade de olhar no espelho e reconhecer aquilo que um dia chamamos de “EU”.
Eu não preciso !!
Eu não preciso chamar que vc vem, porque nós compreendemos que necessitamos um do outro.
Que nosso elo se fechou, e que estamos unidos na fé e na esperança ,unidos no amor .
A harmonia destilada neste momento é liberada ao mundo em forma de amor, gratidão.
Conseguimos destilar o melhor para a humanidade extraida dos nossos mais puros momentos , e é exatamente neste momento que encontramos recursos e sabedoria.
O universo contribui, e sabemos que quem caminha na luz todas as portas se abrem. Que sua aurêa se torna transparente e com brilho, diferenciada por onde passa. Estes carregam esperança, autoridade e amor
Esta é a recompensa Divína da luz, do bem e do amor, a presença constante e permanente do criador.
Simone Vercosa .
Paz e luz
Ei! eu não acho que você seja difícil de lidar
Talvez não encontrou alguém disposto a querer
Acho difícil alguém não te amar
Pois mesmo tão cedo já "te amo"
“Eu não choro quando estou triste; guardo minhas lágrimas para os momentos em que a felicidade me transborda.”
Talvez eu precisasse escrever, talvez não. A difícil façanha de descrever o nada, o tudo, o eu. Navegando neste emaranhado de palavras advindas de um lugar que não se pode ver, mas se pode sentir. Tornar o abstrato em algo concreto é uma tarefa que requer muita habilidade, diria que um pouco de maestria. A difícil arte do viver, do que é viver, de dar vida àquilo que apenas habita em seus pensamentos, em seus sentimentos. Outrora, tenho pensado sobre o que seria esse abstrato que tanto almejo tornar concreto. Não sei! Talvez não tenho uma resposta concreta para dizer. Não consigo nomear. E o fato de não conseguir nomear tal grandeza de sensações, de sentimentos, de vazios, de vácuos, de confusões... me faz uma pessoa capaz de ver a vida com os olhos que abarcam a utopia do que é viver. Mas, ainda não compreendo muito bem sobre a arte da vida, sou muito jovem ainda para ter essa tal de maturidade a ponto de compreendê-la! Talvez a maturidade nunca chegue. E se chegar, um sábio me tornarei, talvez já sou, mas não ouso arriscar em falar sobre essa sabedoria que jaz, creio que é uma responsabilidade a mais para se carregar e, eu não quero. Andei pensando, corri pensando, nadei pensando, viajei pensando, naveguei pensando... mergulhei! Mergulhei de cabeça! Fui à procura do tão utópico e sonhado abstrato; nessa parte, leia-se com expressão de estupefação, um neologismo, até! Será se viver não seria um neologismo a cada instante? A façanha caminhada à deriva no mundo do abstrato, à procura das tão temidas sensações que compõem os vácuos da vida, as lacunas impreenchíveis e, que, possivelmente, nunca serão! É preciso que o vácuo exista e se faça presente, para, só assim, você se reinventar e preenchê-lo sempre que desejar e da forma que achar plausível para sua breve existência de vivências e experiências. Nesta parte, é difícil falar do abstrato, pois o mesmo soa como algo indizível, e ressoa em você como algo intocável, pois as vivências são únicas e abstratas, ao seu modo. Aqui, cabe a mim dizer que o abstrato tem forma, tem vida, tem nome e sobrenome e, apesar de ter nome, não consigo nomeá-lo, por mais que eu queira. Será se esse nome não seria a junção de tudo aquilo que compõe o vazio? Aqui, você pode ler em tom de espanto com um misto de dúvida. Te dou a autorização para navegar no abstrato que paira em você. Continuo te autorizando a refletir sobre o quão imenso e vazio são os abstratos que te compõem. Ledo engano! Cá entre nós, da minha parte, você não precisa de autorização nenhuma. A única pessoa que, realmente, precisa te autorizar, é você mesma. Comecei escrevendo dizendo que precisava escrever. Escrevi, escrevi, escrevi... no final, ainda não consegui nomear o abstrato que habita em mim e que reflete em você. Talvez eu nunca conseguirei fazer tal descrição. Acho que a maior façanha é essa: tentar viver aquilo que não se pode prever.
Se o seu olhar próprio, o seu olhar ao próximo e o olhar dos outros pra você não se completam , talvez seja porque as suas dúvidas estejam dentro de você e sirvam como justificativa dos seus erros e da sua resistência em ouvir.
Há dias em que não saio do lugar... Outros, quero abraçar o Universo. Hoje foi o dia de esticar os braços e abraçar o mundo!
Não importa quantas vezes seu coração já foi partido, quando acontece, dói sempre mais.
Meu coração já perdeu a razão de pulsar. Então, que pare de uma vez, para nunca mais desejar quem não pretende ficar.
As vezes eu penso como alguém pode trair e depois seguir a vida dela como se aquilo não fosse nada sendo q pra mim isso me destruiu.... é eu sei q todos aqueles "eu te amo" eram mentira... Obrigada, obrigada por me fazer de trouxa e nem acreditar no amor.... poderia ter dado certo mas vc estragou toda minha felicidade e esperanças q eu tinha em vc e em nós... Mas tá tudo bem eu nem ligo mais....
Não quero que goste de mim, mas não é por maldade, mas por que todos, absolutamente todos que gostam de mim, sofrem...
Eu...
Pedaços sem cor, detalhes não vistos, amores mal resolvidos, estradas sem rumo, choros sem razão , palavras perdidas, atos por impulsão , momentos esquecidos , experiências não realizadas , amizades não prometidas , musicas sem som...
E eu continuo aqui Buscando a verdade.
Biografias, autorizadas ou não, de quem quer que seja e enfocando seja lá o que for, devem ser permitidas, sim! Desde (é claro e é óbvio, tudo junto) que o biografado não seja eu ou um dos meus, hum! | 0641 09/10/2013 |
Lisboetas, não me sigam que eu não sigo Lisboa;
De Lisboa trago no peito os estudantes e suas histórias que deslocados como eu, de outras zonas do país, de outros países, de diversas áreas de estudo, em Lisboa a dada altura se encontraram e conviveram - amei, aprendi; Mas esses estudantes que tal como eu procuravam apoio, algum conforto, algum convívio, escapar um pouco ao seu isolamento nesta cidade fria,... - não era por acaso o nosso encontro - traziam consigo também muita dor, alguns simplesmente regressaram a suas terras natais, outros simplesmente não o podiam fazer por várias razões, ali permaneciam por anos, os estudos deixavam de ser a sua razão de estar em Lisboa, a sua ligação às Universidades servia muito mais como necessidade para ter visto e permanecer neste país - em muitos casos já nem tinham pátria e noutros tinham uma pátria em guerra, além de outros motivos; o meu foi ter sido ostracizada desde os 18 anos por membros da minha família, a minha razão de permanecer em Lisboa prendeu-se com o facto de ter servido mais a outros do que a mim própria . interesse nas matérias? como ter consciência disto e manter as notas e rigor pelo qual sempre me havia pautado?...
Eu, outros que como eu se reuniram em Lisboa, não era Lisboa que queríamos, era a nossa casa, a nossa família, o nosso país, e que o nosso país permitisse estudar, viver, continuar a crescer e a fazer crescer o povo a que de facto pertencemos um dia. Agora passear em Lisboa nada me diz, já não encontro lá as caras amigas ou pelo menos as com que mais convivia, nem sequer era expectável, estava implícito que entre nós eramos livres de estar ou não, de falar ou não, de aparecer ou desaparecer, de dizer o que pensávamos ou não,..; apenas havia uma regra, também implícita, o respeito.
No primeiro dia que a Lisboa cheguei chorei agarrada as paredes da rua da escola politécnica, não era meu hábito chorar, muito menos no meio da rua, mas chorei compulsivamente como um bebe, não querendo ficar, não podendo evitar de ficar; fiquei...até hoje.
Tudo é vazio para mim em Lisboa, desde há muito.
Tudo esvaziou gente e gente em Lisboa.
Não são as suas ruas que deram significado a Lisboa, outras terras, outras cidades, são as pessoas. Querem manter o turismo, querem mudar o povo que lhes deu a sua originalidade, estão a despir esta cidade e aos olhos de todos querem vender aos turistas a Lisboa de outra ora; pode durar uns anos, e depois cessa e enquanto isso a cidade já foi vendida; não sendo Lisboa, não sendo uma terra, sendo apenas uma pessoa, se por todos os meios me despojarem de mim própria, deixo de ser quem sou, tal como Lisboa ou outra terra ou pessoa; ao me despojarem de mim, ganharam uns anos para comprar e vender o que querem, depois também cessa, mas já cá não estou mesmo que o meu corpo permaneça, fica aqui o meu testemunho enquanto ainda há algo de mim em mim própria que não me tiraram.
Não me sigam lisboetas, eu não sigo Lisboa!
“Lo confesso“ (soneto)
Os versos de amor que não lhe cantei
Aquele poema tão terno que não o fiz
Por achar que era sabido o que te dei
E que todo meu sentido lhe era servis
Passei pela saudade e de ti não serei
Vi que foi mesmice, pois teu olhar diz
Mas em cada verso no versar te porei
Registrando o quanto, então, te quis!
Mas agora é tarde, apenas sensação
Não mais sinto uma delirante paixão
Revelo-te sem quaisquer nostalgias
Leia-me com os olhos do sentimento
Pois, são confissões sem sofrimento
Que deixei abafadas noutrora poesias.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 julho 2025, 20’09” – Araguari, MG
