Eu Nao sou Perfeita So apenas eu

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Eu quero ganhar. Não quero ser tratada com igualdade. Em meu coração, eu quero ser melhor que eles.

"Ela disse: Ele não me entende.
Eu disse: Ele é um garoto, garotos nunca entenderam garotas"

Eu não entendo porque as pessoas fazem as outras chorarem se podem fazer elas rirem, é tão simples e dói bem menos.

Não faz não...

O que eu faço?
Pra continuar pensando em você as 24 horas do dia, sem esquecer um minuto?

Acho que nem está tão difícil...
Particularmente, eu não quero parar de pensar...
Só se você me pedir, mas mesmo assim eu finjo que parei...

Só se isso me fizer mal ?
Não faz não..Faz bem...Faz-me faz sonhar com o infinito, a me descobrir como homem amante, a descobrir que existe amor, que existe esperança, que existe a mulher sonhada, que tudo na vida acontece pela razão e emoção caminhando juntas, lado a lado, a fim de bombardear o coração e fazer reconhecer: Ei, seu bobo, você está amando.

E o sorriso tenta não sair, mas sai. O coração tenta não sangrar, mais sangra. A boca tenta não falar, mas fala e tudo fica lindo, cheio de flores...

Amor Platônico talvez seja isso...

Quem foi que disse...
Que eu não poderia te deixar para trás?
Que eu não te esqueceria?
Que eu morreria sem você?
Eu ainda não entendo como posso... Mas agora sei que posso.
Não vou mentir isso realmente me fez sofrer.
Você tentou me matar... Bem devagar... Bem sutilmente, você tentou.
Tantas promessas, tantos sonhos...
Eu vou me libertar.
De velhos hábitos.
De velhas verdades.
De velhos medos.
Eu descobri que posso viver... Que finalmente posso continuar o meu caminho.
Vou sair desse mundinho só meu e seu.
Vou viver... Sem destino...
É bem verdade que será uma vida vazia.
Mas não terei em troca que me humilhar.
Eu vou... Pra bem longe... Tão longe que eu não possa mais voltar.
Vou continuar e te deixarei para trás...

E eu não queria que quando você finalmente chegasse, eu fosse menos. Já me explico. Ser menos, quando se é muito como eu, dói, entende? Me diminuir vai deixar cicatrizes.

Não me mande coisas assim raivosas. Eu não tenho anticorpos para esse tipo de coisa.

[...] Sabe o que eu sinto? Tem duas coisas me puxando, dois tipos de vida — e eu não quero nenhum deles. Quero um terceiro, o meu. Que ninguém tá curtindo. [...] — não estou conseguindo viver como eu gostaria — e não tenho coragem de ficar sozinho e tentar, você me entende? Acho que não. Eu vou levando, tenho horas de soluções drásticas, vou levando. Mas não sei até quando. [...] E eu fico muito comigo mesmo nisso tudo — cada vez mais sufocado, mais necessitado que pinte um VERDADEIRO ENCONTRO com outra pessoa, seja em que termos for. Parece que ou eu ou os outros não somos mais tão disponíveis. Será que estou fechando, perdendo a curiosidade? Eu não sei. Vou dormir. Amanhã te escrevo mais um pouco.

Em outra vida, eu seria sua garota. Em outra vida, eu faria você ficar. Então eu não precisaria dizer que você foi aquele que foi embora... aquele que foi embora.

Katy Perry

Nota: Trecho da música "The One That Got Away".

Explosões

"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.

Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.

Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.

Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.

Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.

Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.

Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.

Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

Minto, tenho tudo a ver com explosões.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Coisas da Vida. Porto Alegre: L&PM, 2003.

Não brinque com meus sentimentos, pois talvez eu domine nesse jogo e você nem saiba !

Não posso te dar tudo, mas te dou tudo que eu puder

Talvez eu não me canse de esperar pela realização dos meus sonhos. Mas talvez meus sonhos gostem de me fazer esperar. A espera dói. Mas é uma necessidade. Infelizmente. Quem sabe um dia eu olhe para tudo que já passei e agradeça pelas lágrimas derramadas. Elas me fortaleceram, e em certos momentos me mostraram que sou mais forte do que imagino. No final, quero apenas olhar pra trás e me orgulhar, por estar bem, mesmo com tantos temporais. Quero só olhar pra trás e ter a alegria de ver o sol nascer novamente.

Se os opostos se atraem eu não sei
Prefiro simplesmente dizer
Que eu não consigo entender
Como eu posso gostar de você

Se você começar a sentir minha falta, lembre-se que eu não fugi. Você que me deixou ir.

Senhor,
Eu Te peço o dom da humildade.
Eu não quero ser arrogante, não quero ser maior do que os meus irmãos.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero me lembrar sempre de que sou pó e ao pó haverei de voltar.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero servir com amor sem esperar nada em troca.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero viver cada dia lembrando-me de Teus ensinamentos.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero cuidar e permitir que cuidem de mim sem nenhuma arrogância.
Eu Te peço o dom da humildade.
Quero ser um servidor.
Eu Te peço o dom da humildade.
Amém.

Padre Marcelo Rossi
Ágape. São Paulo: Globo Livros, 2010.

Sempre fico espantado porque as pessoas levam a sério o que eu digo. Eu não levo a sério nem o que eu sou.

David Bowie
BROWN, Eddie. Cheap Seats: Bowie talks busts. The San Diego Union-Tribune, 27 abr. 2013.

No amor, sempre existe um que ama mais. Quem me dera não fosse eu!

Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo o que eu quis
Confesso a minha dor
E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal
E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu voe

E o que passou, calou
E o que virá, dirá
E só ao seu lado, seu telhado
Me faz feliz de novo
O tempo vai passar
E tudo vai entrar no jeito certo de nós dois
As coisas são assim
E se será, será
Pra ser sincero, meu remédio é te amar, te amar
Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo o que eu sinto longe de você

Olhando a foto, foi quando eu descobri que tua ausência inda doía e o tempo que passou não me serviu como remédio. E a minha paciência foi inútil e todo desapego incompetente. Eu me desvencilhei de livros, cartas e bilhetes e me desmemoriei por algum tempo.(Quis tanto ter você, depois silêncio). Mas nessa tarde estranha em que ensaio versos, só vem tua falta à tona...E eu desamarro um pranto que eu sei tão antigo...(Desculpa essas palavras com cara de choro): ainda há reticências.



(pensamentos soltos de outros tempos, quem sabe outras vidas) sem data.