Eu Nao sou Perfeita So apenas eu

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E eu que fiquei procurando explicação em lugares errados, achei que fosse admiração porque você parecia carregar o mundo sem demonstrar o peso, parecia um super-herói aos meus olhos, pra mim foi como um anjo que veio na minha vida, o encanto existe em pessoas que atravessam uma sala e mudam a temperatura do ambiente, pura loucura, mas aí achei que fosse costume porque sua presença começou a fazer parte dos meus dias sem que eu percebesse, mas nenhuma dessas respostas sobrevivia quando a madrugada chegava, porque nenhuma delas existia resposta por tamanha admiração que não deixava o meu peito vazio depois de uma despedida comum.
E você foi me encantando, transformou uma simples mensagem em acontecimento, virando costume que não faz alguém permanecer nos pensamentos quando tudo já deveria ter terminado ( zerando minha consciência, pra só existir você), então eu inventava desculpas, centenas de centenas delas, para que uma delas me impedisse de admitir o que estava crescendo em silêncio , silêncio de sala vazia, silêncio que nem o apocalipse gostaria de ouvir, silêncio que vira loucura somente por escutar, enquanto isso, a vida seguia acumulando pequenas crueldades.
Você sorria, eu guardava
Você falava, eu lembrava
Você desaparecia por algumas horas, dias ou até mesmo por semanas, e eu sentia sua falta, sofrendo calada sem você saber que gritava pedindo pra você está aqui.
E algo dentro de mim caminhava pelos corredores da ausência como quem procura uma porta de saída em um lugar sem saída, o pior é que ninguém percebia, porque certas tempestades aprendem a chover para dentro, foi assim meu amor por você, tudo por fora, parecia intacto, por dentro, existia uma cidade inteira iluminada pelo mesmo nome.
E eu odiava isso, odiava a facilidade que me fazia sentir, odiava que você ocupava espaço que não deveria ser ocupado, odiava o modo como qualquer canção encontrava uma maneira de me devolver para você, odiava perceber que algumas pessoas passam pela nossa vida enquanto outras se instalam nela.
Você se instalou, nos detalhes, nos intervalos, nas partes que eu jamais ofereci a ninguém, e quando finalmente compreendi o que estava acontecendo, já era tarde.
Porque não existe defesa contra alguém que virou refúgio antes mesmo de virar realidade.
Foi quando surgiu o medo, não de te perder, pois pra perder, primeiro é preciso possuir e você nunca foi e nunca será meu, logo eu que nunca tive nada, apenas um medo de continuar carregando tudo isso sem saber onde colocar, por não saber amar pouco e amar você foi amar aos berros, senti medo de assistir você seguir por estradas onde eu não existo, medo de descobrir que o universo foi generoso o suficiente para me fazer sentir algo raro, mas não o bastante para permitir que fosse correspondido.
Então fiquei aqui esperando, e entre a esperança e o impossível o possível pra mim nunca existiu, entre a coragem e o silêncio eu era a mais covarde e muda, entre a vontade de dizer e o receio de estragar, até minha respiração já faz tudo pra estragar, mas porque algumas verdades parecem pássaros presos na garganta.
Tentam voar, tentam nascer, tentam escapar, tentativas fracassadas, encontrando grades feitas de incerteza.
E mesmo assim? Mesmo sem promessas, mesmo sem garantias, mesmo sem saber se algum dia você enxergará tudo aquilo que escondo, existe uma parte de mim que continua escolhendo você e que vai continuar escolhendo para todo o sempre e pra sempre, foi o juramento que te fiz, quando não podia ouvir .
Eu sei não tem lógica, mas não é por lógica não é por conveniência, nem por falta de opção, foi por escolha que meu coração reconheceu algo genuíno e não encontrou em mais ninguém, algo que não sei explicar, algo que não sei curar, algo que continua vivo mesmo quando tentei abandonar, como uma luz que insistente em ascender na última janela de uma cidade adormecida.
Esperando, esperando, sempre esperando sem saber se irei ter resposta recíproca, mas ainda te esperando.

Uma Sinfonia sem Nome


Sabe, o mais louco de tudo é que eu sequer sei o seu nome. Talvez ele já estivesse escrito em alguma página dos livros que li e passou despercebido entre tantas palavras, talvez eu já o tenha pronunciado por acaso, numa conversa qualquer, sem imaginar que carregava o som de alguém que um dia seria importante, talvez eu já tenha te visto numa parada de ônibus, atravessando uma rua qualquer, escondido entre fotografias antigas, refletido numa janela ou perdido em algum canto da internet, talvez. Mas entre ruas que meus pés ainda não pisaram e caminhos que meus olhos não alcançam, você continua sendo a resposta que Deus ouviu antes mesmo de eu aprender a perguntar.


E a tua voz... Dentre bilhões de vozes espalhadas pelo mundo, talvez ela nem seja tão diferente assim, ou talvez seja única, única o bastante para que eu a reconheça no instante em que a ouvir. Gosto de imaginar que ela não virá para preencher um vazio, porque vazios não são preenchidos por pessoas, mas gosto de pensar que ela virá para caminhar ao lado dos silêncios que ainda carrego. Que amanhã, quando estivermos lado a lado, as paisagens não precisarão ser explicadas, porque quem aprende o idioma do vento entende o que as árvores dizem sem abrir a boca.


E o teu rosto...


Ah, o teu rosto.


Deve guardar algum detalhe que fará meu coração parar por um segundo, algo que me fará lembrar de cada linha desta carta escrita antes de conhecer você, antes de saber teu nome, antes de descobrir que teus olhos talvez carreguem mais beleza do que todas as noites estreladas que já contemplei.


Talvez tragam mais profundidade do que os céus pintados por Van Gogh, talvez mais poesia do que qualquer verso que já tentei escrever. Você é uma sinfonia que ainda não ouvi, uma melodia que talvez nem Beethoven conseguisse traduzir, onde cada nota tua parece existir num lugar onde comparações deixam de fazer sentido.


Talvez teus olhos carreguem tempestades, talvez tragam calmarias, talvez carreguem as duas coisas ao mesmo tempo, e isso pouco importa.


Porque, sabe... Às vezes sinto que guio meus passos apenas pelo instinto, e quem tem sede de absoluto não segue aparências pela beleza, segue rastros por verdade. E a verdade raramente chega acompanhada de ilusões, ela chega firme, concreta, como terra depois da chuva, como raízes que se recusam a ceder ao vento.


Por isso gosto de não saber teu nome, porque enquanto não sei, posso continuar imaginando todo o amor que desejo oferecer, sem pressa, sem cobranças, sem exigir do amanhã aquilo que ele ainda não prometeu.


Eu gosto das coisas que permanecem quando o encanto acaba, quando a maquiagem da alma escorre e sobra apenas aquilo que ninguém consegue fingir. E quando esse dia chegar, espero permanecer, porque amar alguém somente durante os dias bonitos nunca me pareceu amor de verdade.


Não te espero numa janela, não conto os dias, não coleciono expectativas, mas confesso: às vezes sinto falta de alguém que nunca encontrei. Às vezes fico triste pela demora, porque existem histórias que ainda não vivi, conversas que ainda não aconteceram, abraços que ainda não conheço, e uma parte de mim queima de vontade de experimentar tudo isso.


Sabia que sementes não arrancam as próprias raízes para conferir se estão florescendo? Elas apenas crescem, em silêncio, debaixo da terra, sem aplausos, sem garantias. E eu estou tentando crescer também.


Nem sempre consigo, nem sempre é fácil, mas continuo. Porque, de alguma forma estranha, o simples fato de acreditar que você existe me dá forças para continuar me tornando quem eu preciso ser.


E se algum dia nossos caminhos finalmente se cruzarem, peço apenas uma coisa: venha quando eu estiver inteiro. Não perfeito, mas inteiro. Mesmo com cicatrizes, mesmo com ferrugens, mesmo com sonhos que às vezes parecerão mortos, mesmo quando o mapa desaparecer das minhas mãos.


E se isso acontecer, por favor, me ajude a encontrar a luz, porque carinho eu ofereço, lealdade eu entrego por inteiro, e coragem... Coragem eu dividiria até o último pedaço.


Se existe algo que aprendi observando o céu, é que estrelas abandonam constelações quando deixam de pertencer ao mesmo desenho. Eu, por outro lado, não prometo perfeição; prometo escolha, prometo permanência, prometo tentativa, prometo voltar para reconstruir quantas vezes forem necessárias.


Se houver verdade, eu fico


Se houver respeito, eu permaneço


Se houver reciprocidade, construirei um mundo ao teu lado. Mas se a confiança quebrar, não será por falta de luta, porque minhas mãos sempre carregarão as marcas das coisas que tentei salvar.


Ainda assim, aprenderei com os rios: eles encontram pedras, encontram obstáculos, encontram montanhas, mas não brigam. Mudam de direção e seguem.


Até lá... Continuarei sem saber teu nome, sem conhecer teu sorriso, sem reconhecer tua voz, sem entender teu jeito de enxergar o mundo, e talvez exista algo genuinamente bonito nisso. Algumas pessoas são encontradas pelos olhos, outras são encontradas pelo destino, mas eu gosto de acreditar que encontrarei você pelo som da sua voz.


Porque entre todas as possibilidades deste mundo imenso, eu espero que, quando chegar a hora, eu também seja a sua primeira escolha.

DESCONECTADA
​Com o passar do tempo, eu entendi que tudo o que eu quero é ser totalmente desconectada.
​Estou falando dessa conexão de redes, de pessoas, de gente que eu nem conheço, que não sabe quem eu sou, que nem entende que eu sou um mundo inteiro dentro de mim, às vezes cheio de nada, às vezes cheio de amor.
​Está todo mundo dizendo: "Estou conectado". Está todo mundo vivendo em um mundo não real, distanciado.
​Às vezes, eu só quero ficar sem me conectar, desconectada dessa coisa ilusória que criaram por aí dizendo que é vida.
​E eu estou falando que não quero essa conexão que tanta gente diz que tem e na qual, até pouco tempo atrás, eu também acreditava. Uma conexão que parece aproximar, mas que está fazendo tanta gente esquecer de se conectar de verdade com outro alguém.
​As pessoas falam tanto que estão o tempo todo juntas, mas, mesmo do mesmo lado, na cama, não se olham, não se beijam, não se tocam mais.
​Se esquecem todos os dias. Esquecem que, na hora em que der uma pane nesse sistema todo, nesse sistema que doutrina, só quem ainda conectou o coração com o outro é que ficará de pé.
​Essa é a nossa sina.
​Nildinha Freitas

⁠Quando vejo uma grande construção eu sei que é um projeto do ser humano, projeto do Sapiens, mas à noite quando olho para o firmamento e vejo um céu estrelado, aí eu tenho certeza que é obra divina, obra de Deus.

Meus gostos musicais soam muito mais emocionantes quando eu mostro pra outras pessoas

Eu queria, ao menos uma vez, conseguir dizer ou sentir pela última vez, alcançando a finitude dos sentir, que tanto se fala..


Mas os finais chegam aos dias.
Aqui dentro, não.


Aqui dentro, tudo continua.
Tudo ecoa.


Sempre me fecho para o mundo, mas aprendi que me fechar não significa curar.
Porque as feridas que carrego não cicatrizam; elas apenas aprendem a permanecer em silêncio.


Eu queria ser a pessoa que superou.
Aquela que transformou a dor em força, a ausência em aprendizado, a queda em caminho.


Talvez seja isso que os outros enxerguem quando olham para mim.


Mas aqui dentro, eu só falho.


Porque ainda sangra.
Porque ainda dói.


E é justamente essa dor que me faz questionar quem eu sou quando ninguém está olhando.
O que eu quero me tornar.
O que, de fato, significa felicidade para mim.


Às vezes me pergunto se estou procurando respostas ou apenas tentando encontrar um sentido para continuar.


Porque existem dores que não vão embora.
Elas apenas mudam de lugar dentro da gente.


E talvez a minha ainda esteja aqui,
ocupando espaços que eu não consigo alcançar, me lembrando todos os dias que algumas despedidas acontecem por fora,
mas nunca terminam por dentro.

andresamedlem

“Ser mãe atípica mudou completamente a forma como eu vejo a vida. Aprendi que existem batalhas que ninguém vê, dores que ficam guardadas no silêncio e forças que nascem justamente nos momentos mais difíceis. Nem sempre é fácil continuar, porque o cansaço emocional pesa, a preocupação nunca dorme e muitas vezes falta apoio e compreensão. 💙
Mas ao mesmo tempo, aprendi a valorizar coisas simples que antes passavam despercebidas. Um abraço, uma evolução, uma palavra, um olhar… tudo ganha um significado enorme. Cada pequena conquista do meu filho se transforma em uma vitória gigante no meu coração. ✨
Ser mãe atípica é viver entre lágrimas e sorrisos, entre medo e esperança, mas acima de tudo é viver um amor tão forte que supera qualquer dificuldade.”

Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.

Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.

Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.

Meu caráter é contagioso; porisso eu mantenho distância .⁠

Onde você se perde na aparência, eu me encontro na integridade.⁠

O destino até tentou me derrubar, mas esqueceu que eu aprendi a lutar no chão.⁠

A minha juventude partiu rápido, mas levou com ela o barulho da pressa para que finalmente eu pudesse ouvir o som da vida.⁠

A ciência explica, a filosofia questiona, a religião ancora, a poesia suaviza. E eu transito pelo centro de todas elas.

A cada dia, aprimoro o que será minha melhor versão. O único adversário a vencer é quem eu fui ontem.

Reflexões: 🦉 Tenho um pássaro que fala

Eu tenho uma casa.
Uma casa com um pátio.
Bom, muitos tem, então nada de mais.
Mas, o meu pátio tem muitas árvores e pássaros.
Isso também não me torna diferente de muitas pessoas.
Só que há algo no meu pátio, algo que duvido que outros tenham...
Tem um pássaro...
Vi da janela do meu escritório na árvore em frente.
E daí? Dirão... muitos tem pássaros no pátio!

Calma! É que o meu é um pássaro que fala!
Outro dia notei ele enquanto caminhava no galho.
Percebi que queria me transmitir algo...

Olhei demoradamente para ele, até que foi embora.
Mas e outro dia voltou.
Ficou em um galho mais perto.
E, em outro dia mais perto ainda...
De vez em quando aparece.
Vem me visitar.
Chega a entrar no meu escritório...
Fica algum tempo, e sai.
Eu diria que temos uma amizade.

O meu amigo pássaro não diz nada, na verdade.
Aliás, ele diz muito... silenciosamente.
Coisas boas, que acalmam.
Que dão serenidade.

Mas, vou parar por aqui.
Antes que me internem como maluco!
Um beijo no coração...
A vida que segue

Clovis G.A. Macedo

Eu sempre fui uma pessoa bem resolvida. Nunca precisei da atenção dos outros para me sentir inteiro, nem busquei validação para confirmar meu valor. Passei boa parte da vida confortável dentro de quem eu era, com minhas certezas, meus limites e meus silêncios.

Até que um dia encontrei alguém que enxergou em mim algo que eu mesmo nunca havia visto. E, por algum tempo, acreditei naquela versão. Passei a falar mais, a rir mais, a confiar mais. O homem reservado se tornou sociável, o introspectivo passou a contar piadas, e a desconfiança deu lugar à esperança. Pela primeira vez em muito tempo, tive a sensação de que a felicidade talvez não fosse apenas um conceito distante.

Mas a realidade tem o hábito de cobrar o preço das ilusões. Com o tempo, percebi que a vida raramente permanece no auge dos sentimentos que ela mesma nos oferece. E aquilo que parecia uma descoberta acabou revelando outra coisa, talvez eu não tivesse me transformado, apenas experimentado uma parte de mim que deveria ter permanecido adormecida.

Agora me vejo diante da tarefa de reconstruir quem sou. Não porque aquela versão estivesse errada, mas porque ela não conseguiu permanecer. Preciso recuperar o controle dos meus sentimentos, reorganizar meus pensamentos e voltar a caminhar com os próprios pés.

Talvez as coisas nunca tenham sido realmente boas aqui dentro. Talvez eu apenas tenha encontrado alguém capaz de silenciar, por um tempo, os ruídos que sempre carreguei. Mas ninguém pode viver para sempre sustentado pelo olhar de outra pessoa.

As coisas vão voltar ao lugar. Não exatamente como eram antes, porque já não sou o mesmo homem. Mas voltarão a ser minhas. E isso terá de ser suficiente.

"Dize-me o que perguntas à IA e eu te direi quem és."


(Osman Matos, séc. XXI)

O bem que eu faço retorna multiplicado em amor, luz e prosperidade. É LEI
Nina Lee Magalhães

Eu traduzo o melhor que existe em cada ser, e assim a vida de cada um melhora ainda mais. É LEI!

Nina Lee Magalhães

“A pergunta ‘o que será do meu filho quando eu morrer?’ envelhece junto com muitas mães atípicas.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.