Eu Errei me Perdoa Poesia

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Eu escrevo porque eu gosto, porque às vezes me dá vontade e se eu não esticar meus dedos, não consigo dormir. Não é pra ninguém, é pra mim. É só pra colocar em palavras o que acontece, pra tornar tudo real. Quem sabe rabiscando de grafite algumas folhas de papel, eu me assegure que tudo foi mais que um sonho bom interrompido na melhor parte.

"Que eu seja capaz de reconhecer e reciclar meus erros e virtudes. Que eu seja capaz de desassistir as inseguranças e obstáculos e recomeçar com paixão e ousadia na alma, amor e coragem na bagagem a cada e toda vez que meu coração gritar que não tem medo."

Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida.

Questionaram a razão pela qual eu perdoo tão facilmente, e eu respondi: eu desculpo, perdoar é mais difícil. Mas acabarei sempre por perdoar, reagindo a minha maneira. Não porque sou ingênua ou quero mostrar que sou boa pessoa, mas sim para mostrar que sou superior a todas as pedras e punhais que a vida me irá por a enfrentar.

Eu tenho esse costume idiota de achar que as pessoas se preocupam comigo do mesmo jeito que eu me preocupo com elas e de achar que elas fariam por mim o que eu sou capaz de fazer por elas

Depois das nossas brigas, compreendi uma porção de coisas. Compreendi, por exemplo, que eu estava mitificando e mistificando você; que estava também me anulando perto de você; que estava aceitando tudo o que vinha de você somente por achar você bacana.

Alguém disse viva e eu vivi, alguém disse ame e eu amei, alguém disse perdoe e eu perdoei, alguém disse esqueça... Eu vivi, eu amei, eu perdoei, mas nunca te esquecerei

Eu me sinto tão bem perto de algumas pessoas, o problema é que nem sempre eu posso estar perto delas.

“Eu não me dava conta que a única pessoa que podia preencher o vazio que eu sentia era eu mesma. Era meu próprio abraço. Isso é o mais importante”

Eu apenas sinto nojo das pessoas, quando elas começam a pensar que por causa das novas companhias e roupas, serão melhores. Como se isso construísse caráter.

Eu estou vestido e armado com as roupas e as armas de São Jorge, para que os meus inimigos tenham pés e não me alcancem, tenham mãos e não me toquem, tenham olhos e não me vejam, e nem mesmo em pensamento eles possam me fazer mal.

Isso era como se alguém tivesse morrido - como se eu tivesse morrido. Porque isso foi mais do que apenas perder o mais verdadeiro dos amores, como se isso não fosse suficiente pra matar alguém. Mas também isso era perder um futuro inteiro, uma família inteira - toda a vida que eu havia escolhido.

Eu poderia declamar milhões de poemas,mas de que adianta se eu já expuz todo meu amor e você pareceu não dar a minima importância

Eu sou incapaz de conceber o infinito, e ainda assim eu não aceito a finitude. Eu quero que esta aventura que é o contexto da minha vida continue sem fim.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. A velhice. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990

Quando eu comecei a me interessar pelo rock and roll o que me inspirou a tocar guitarra foi algo que me aconteceu aos treze anos. Eu persegui a garota mais bonita (que devia ter o dobro da minha idade) por cerca de três meses. Finalmente, quando entrei em seu apartamento ela tocou o disco Rocks para mim pela primeira vez. Eu ouvi o disco quatro ou cinco vezes, esqueci completamente da garota e deixei o apartamento rapidinho. Isso é o que o Aerosmith significa para mim.

E estou pouco ligando, na verdade. Muito cedo eu aprendi a perder. E me saí bem, eu acho. Tanto que talvez eu não saiba fazer outra coisa

Já faz tanto tempo, e eu não me adaptei à sua falta. Parece que eu rejeito qualquer coisa que me faça acostumar com a sua ausência, e eu continuo procurando você em todos os cantos. Você… Você foi embora e levou minha paz com você. Eu queria que você voltasse, pode ficar com a minha paz pra você, mas volta.

Se eu tivesse um mundo só meu, tudo seria um absurdo. Nada seria o que é, porque tudo seria o que não é. E, ao contrário, o que é, não seria. E o que não seria, seria. Entende?

Suponhamos que eu seja uma criatura forte, o que não é verdade. Suponhamos que ao tomar uma resolução eu a mantenha, o que não é verdade. Suponhamos que eu escreva um dia alguma coisa que desnude um pouco a alma humana, o que não é verdade. Suponhamos que eu tenha sempre o rosto sério que vislumbro de repente no espelho ao lavar as mãos, o que não é verdade. Suponhamos que as pessoas que eu amo sejam felizes, o que não é verdade. Suponhamos que eu tenha menos defeitos graves do que tenho, o que não é verdade. Suponhamos que baste uma flor bonita para me deixar iluminada, o que não é verdade. Suponhamos que eu esteja sorrindo logo hoje que não é dia de eu sorrir, o que não é verdade. Suponhamos que entre os meus defeitos haja muitas qualidades, o que não é verdade. Suponhamos que eu nunca minta, o que não é verdade. Suponhamos que um dia eu possa ser outra pessoa e mude de modo de ser, o que não é verdade.

Clarice Lispector
Todas as crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 2018.

Nota: Crônica Supondo o errado.

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Me apego muito rápido as pessoas, mas quando eu desapego é pra sempre por mais que demore pra eu desapegar.