Eu Errei me Perdoa Poesia
A história da garça branquinha que entra num rio imundo e sai limpinha não serve de paradigma para o jogo do poder. No meio ambiente a garça é pura e inocente; no projeto de poder, o homem é feroz, falso, mentiroso; a perfídia e o engodo são sempre a regra.
No jogo do poder ninguém reina sozinho. Quase sempre é preciso fazer alianças com outros jogadores, às vezes, antagônicos. Todos devem confiar na tarefa de cada um para o pleno êxito da empreitada assumida. Talvez seja esse o motivo maior das pessoas sérias não se envolverem com a teoria dos jogos.
Onde tem pessoas reunidas, quase sempre não há consenso; prefiro escrever livros a mexer com atividades onde prosperam a vaidade e ganância pelo poder; por meio dos livros, expõem-se ideias e pensamentos; durante a produção do livro, o teclado pode até nos trair; digitações sobrepostas; erro na construção de frase; deslizes ortográficos. Mas logo, inevitavelmente, a falha será descoberta; o próprio corretor automático pode nos ajudar, e antes do ENTER, é possível corrigir.
Aquele que vive buscando galgar poderes a todo o custo, de forma insaciável, se utilizando de manobras obscuras com recheio de falsidades, mentiras, e falsas promessas, seguramente não terá nenhuma dificuldade em conviver num ambiente de imperfeições, inundado pelo poder da imundície.
A política é como gatuno serelepe correndo a pé dos homens da lei; se ele parar inexoravelmente será alcançado e preso; se ele continuar perseverando na sua insistente trajetória de afanar bens alheios, logo estará envolvido num emaranhado em concurso material ou continuidade supressiva; seu recolhimento à enxovia ou ergástulo público será o alto preço de suas ações deletérias.
Deixar de assegurar a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos configura ato de improbidade administrativa por frontal ofensa ao princípio da legalidade. Deixar de tomar providências contra o transgressor também configura ato de improbidade, a teor do artigo 37, X, da CF/88 c/c artigo 11 da Lei nº 8.429/92.
Violações, sonegações, mentiras, falsas promessas, estelionato eleitoral, desvios de condutas, e outras mazelas; essa é a marca impregnada em todos os que disputam o jogo espúrio do poder; não existe santo nessas relações oriundas da teoria do jogo; o melhor competidor do pedaço é aquele sujeito safo que consegue enganar parte do povo e das autoridades constituídas, por certo tempo, até que um dia a máscara cai e o mundo desaba.
Tenho ojeriza de gente hipócrita; aquele que se apresenta com o dom da dissimulação; mestre em enganar, mentir e disfarçar; joga pedras e esconde a mão; atropela princípios, agride valores éticos; destrói sua própria alma para alcançar poderes; gente ardil; vendedor de bazófias; o ninho das falcatruas reside no projeto de poder dessa gente desalmada.
A minha conduta tem essência de imutabilidade; nasci no Vale para fazer história; projeto é passado; vivemos uma realidade de sonhos e vitórias; hoje o nosso legado encontra-se nos alfarrábios da história.
O agente público que deliberadamente faz propaganda de programas de governo em horários nobres da televisão, onerando sobremaneira os cofres públicos, viola com pena de morte o art. 37, § 1º CF/88, configurando ato de improbidade administrativa, por grave violação ao princípio da legalidade, art. 11 da Lei nº 8.429/92. A publicidade desses programas, serviços e campanhas deverá ter caráter EXCLUSIVAMENTE educativo ou informativo, não podendo homiziar debaixo do capuz a real intençao de promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
República significa res publica, coisa do povo. A malversação criminosa da coisa pública é ação lesiva contra toda a sociedade; portanto, em detrimento de milhões de pessoas; é crime de lesa humanidade.
Logo no início do curso, a academia nos ensina que a imparcialidade é a pedra de toque da jurisdição, art. 8º do Código de Ética da Magistratura. A isenção é a certeza da justiça. Assim, quando a política ideológica adentra nos portais do palácio, a justiça sai pelas portas dos fundos e a injustiça permanece nos plenários.
Existem três aloprados no mundo que almejam vagas em hospital psiquiátrico. Sofrimento de um povo das Américas; esperança perene; são 564.548.912 milhões de pessoas que sofrem das consequências de ações esquizofrênicas de falsos líderes
Morrerei; comigo a vontade visceral; levarei ao sepulcro a vontade avassaladora que repousa no ataúde o encanto da eternidade
A minha dor perene não é corporal; sinto dor na alma porque assisto gestores exangues, midiáticos e dissimulados.
O mau-caráter, calhorda, desprezível vive sempre ciscando do lado, nos derredores, à procura de prebendas e benesses
Ombrear com pessoas dadivosas, ainda que por frações de segundo é algo meritório; se você nunca experimentou isso, então apenas passou pela vida sem grandes emoções
A química de Deus me transformou; de Menino do Mucuri a profissional que trilhou pelas veredas do mundo; queria ser artista da moda; queria ser poeta lírico; jurista conhecido; escritor; advogado; homem da segurança pública; sonhei ser lente exímio nas ciências jurídicas; queria promover direitos humanos; sonhei conhecer as vicissitudes da vida; o tempo passou, de menestrel do Vale, o menino mergulhou no meio social, resoluto e altaneiro para se proteger das armadilhas da vida.
Hoje, é dia de glória; de felicidade plena; faz um ano da restituição da liberdade; decreto de alforria; da cessação dos assédios morais; da boçalidade; das perseguições; das atrocidades; dos atos cruéis; das incursões maliciosas; livre das ações narcisistas; distante do cabotinismo pujante; dos vendedores de sonhos; agora sou feliz de verdade, livre das aberrações teratológicas.
As empresas privadas necessitam fazer mídia para divulgar seus produtos, por questões obvias; de outro lado, é dolorido assistir órgãos públicos e empresas corporativas fazendo muito barulho nas redes sociais, com o dinheiro do povo, cuja finalidade única é de vender suas imagens.
