Eu Errei me Perdoa Poesia
Eu estive aqui, passei e não te encontrei,
Mais senti o leve toque em meu rosto
Do beijo que você deixou,
Foi um toque suave como a pétala de uma flor.
Todos iguais
Não conheço ninguém
Todos sumiram
Só vejo alguém
Alguém que eu conheço
Mas conheço toda essa multidão
Ouço todos, um por um
Alguns parecem amigáveis
Mas eu não confio em ninguém
E alguém quer me matar
Assim como você também.
UM DIA DE CHUVA SEM NUVENS
Hoje eu acordei com o dia nublado, aquela sensação inerte junto aquela brisa gélida sem a mínima vontade de sair da cama, aquela sensação deixou-me inquieto angustiado com a duvida do porque o sol com todo o seu glamour já cintilava alto ao céu, a dúvida preencheu meu corpo com a descrença da realidade momentânea, pois minha visão estava ofuscada pela água que no primeiro momento pensei ser da chuva, mas como poderia a chuva ser a causadora ocasional sendo que não havia nuvens na atmosfera?! Esforcei-me a procurar rapidamente por explicações lógicas a fim de sanar a dúvida que continuava a martelar minha cabeça, após algum tempo refletindo sobre tal fenômeno, me dei conta do que realmente havia acontecido, e lembrei algo que meu coração insistia em esquecer, finalmente percebi o porquê de não haver calor em meu corpo, a água que hoje obscurece minha visão e torna tudo mais frio, é o meu corpo protestando e gritando tentando recuperar aquela sensação que se experimenta na proximidade ou contato de um corpo quente, essa mesma capacidade que você levou embora consigo quando resolveu partir...
Sonho/Pesadelo
Daí eu recordo que tentava correr, forçava as pernas mas ela não ia, e tentava pular fora e não conseguia pulos tão precisos, e pensava em voar mas algo me prendia ainda naquele lugar, então eu chorei chorei muito, mas as lágrimas estranhamente não caiam como antes, então em meio a tantos problemas eu acordei e percebi que tudo aquilo não era sonho, nem pesadelo, tudo aquilo era eu e você tentando, tentando e tentando
O meu amor (2)
O amor que eu tenho é puro, é único
único como a pureza, puro como o amor
tenho o amor dos nobres, nobres na alma...
vagabundos no amor...alma dos solitários
Canto de dor - sofrimento e lágrima,
Instinto ateu
Nó na garganta, amor impuro,
Impuro como eu.
Eu poderia ter escutado melhor o silêncio enquanto você passava e calava sob mim. Poderia ter repousado sim, mais vezes, os meus dedos nos teus olhos. Ter dado dois passos e encostado meu ombro no teu choro. Eu poderia. Poderia ter virado o lado do rosto, acolhido a sua dúvida, alongado a noite. Poderia e iria entender o teu mundo até quando houvesse um nós brindando possibilidades.
Eu poderia ter levado o meu meio com a gente até o fim. Ter sido só começo, ali, na orla do seu amanhã que ainda tem a mesma cara de hoje e de sempre. Dosado as palavras, adoçado a poesia ao teu modo e encanto, eu poderia. Ter olhado no momento certo em que você também olhava pra si. Ter sentado, esperado, amanhecido. Ter cantado a minha vontade novamente mesmo depois de ter esquecido a letra.
E não sei se você entende, se você sente que eu ando complicando demais minhas escolhas, que de tão inusitadas e bobas, me fazem de qualquer coisa. Então acabo leve. Breve. E carrego no rosto um sorriso quase derradeiro. Deixando passar, duro só o bastante. E aquele instante que poderia ter parado ali pra todo mundo ver, fica atrás de mim, longe de tudo.
Acho que é por isso que alguns encontros vivem partindo. É que às vezes custa muito agarrar um caminho no colo e decorar todos os tetos de sonhos quando o agora não tem a intenção de morar.
O homem do interior
É seu doutô, la no meu sertão é anssim,
No cantá do galo eu abria o zoi,
A lui do candinheiro, inquanto a mué cuava o café e barria o terrero,
Eu la ia pú curá, atava a vaquinha tadinha tom magrinha, dava dó inté de oiá,
A primeira caneca de leite, num derramava do tacho, bebia, dexava descer guela a baixo.
NADA A DIZER
Quando me pergunto o que acho da vida
Eu respondo: sei muito pouco, ou nada
Porque o que eu acho da vida
É o que acho nela
E no tempo que ela me toma como seu
Eu pouco acumulei ou achei de meu
Por mim eu daria outra resposta
Mais entusiasmado, diria:
Acho que ela é como uma manhã
Que às vezes nos desanima a chegar a tarde
Que ela tem seu próprio controle
E o manipula como quer.
Desse-me ela o mágico aparelho
E não impusesse condições para o seu uso
Eu diria: espera aí que eu te digo já.
Apertaria o botão propícia
E falaria, boa em todo o seu andamento
Uma previsão feita
Como por quem tem o controle dos dias
Se alguém me sondasse:
Como anda a vida
Eu lhe diria: Os dias andam como querem
E a vida lhes segue no mesmo tempo.
Amigo eu fiz o meu melhor
Desejando ajudá-lo.
Usei palavras e canções querendo impressionar.
Mas se tudo o que eu fiz
Ou tentei falar
Foi pra me exaltar.
Certo estou que falhei
Quero então mostrar
Somente a Cristo e não a mim.
Amigo eu vou orar
Na esperança que seu amor
Por Jesus possa só crescer
Mesmo se longe estou.
Ao olhar para trás verá
Que hoje o amor por cristo é bem maior.
É meu desejo orar
Que você ame mais Jesus.
Como um tesouro eu vou guardar
Recordações alegres.
Momentos de perfeita paz
Vividos em Jesus.
Mais que tudo aqui, quero te mostrar
O amor de Deus o Pai.
E um dia, ao estar diante do Senhor,
O seu nome irá chamar.
Amigo eu vou orar
Na esperança que seu amor
Por Jesus possa só crescer
Mesmo se longe estou.
Ao olhar para trás verá
Que hoje o amor por cristo é bem maior.
É meu desejo orar
Que você ame mais Jesus.
Amigo eu vou orar
Na esperança que seu amor
Por Jesus possa só crescer
Mesmo se longe estou.
Ao olhar para trás verá
Que hoje o amor por cristo é bem maior.
É meu desejo orar
Que você ame mais Jesus.
É meu desejo orar
Que você ame mais Jesus.
Primeiro Amor
Eu sempre procurei escutar a Tua voz,
tentava andar fazendo Teu querer.
A vida me envolveu e logo me afastei.
Agora estou tão longe do meu lar...
Coro:
Como perdi o meu primeiro amor?
Como não pude perceber?
Vem de novo me aquecer, pra que eu possa renascer.
E restaura em mim o amor que já senti, Ô...
Ainda posso me lembrar... Quando olhavam para mim,
outros viam em meus olhos Teu amor.
Ao olhar por onde andei e tudo que vivi,
eu não sei se fiz o meu melhor por Ti.
Coro...
Por onde andei? (Fugi de Ti, fugi de Ti, sozinha estou)
Ô... Perdida estou, Senhor!
Ô, por favor (por favor), vem me buscar!
Pai, aqui estou, vou recomeçar.
Eu falhei, e errei por não Te ouvir.
Vem me conduzir (conduzir), quero ser só Teu.
Restaura em mim a força que perdi!
Como perdi o meu primeiro amor? (Meu amor)
Como não pude perceber?
Vem de novo me aquecer pra que eu possa renascer.
E restaura em mim a força que perdi (o amor que já senti).
E restaura em mim a força que perdi (o amor que já senti).
Restaura em mim o amor que já senti (ê, ê...)
Restaura em mim o amor (meu primeiro amor).
Restaura em mim o amor (o Teu amor).
..E eu me canso de toda essa parafernália linguística que tenta definir este abstrato que é a Felicidade. Como tudo na vida é relativo, relativa também é a idéia que dela se faz. Rendo-me e escrevo mesmo assim... Não acredito na hipocrisia do “eu sou feliz”; quem é permanece e Felicidade não é inércia, é variação. É sentimento adquirido e de pouca consistência, então não se é feliz, fica-se Feliz e para ficar, não precisa ser, nem permanecer, só estar.
Quem quer “ser feliz” precisa ser imediato, consumista e perfeito e é esta perfeição que impossibilita o “ser” favorecendo o “estar”. Felicidade não é individual, é democrática; precisa de outros para acontecer. Ninguém está feliz sozinho; felicidade influencia para o bem ou para o mal quem está em volta. Consegue ser pessoal sem a obrigação de ser intransferível. É sentimento gratuito, mas precisa ser conquistado.
Felicidade não é contentar-se com a realidade que se vive e sim ter a capacidade de tornar esta realidade melhor. Felicidade é fazer acontecer ainda que seja para outros. É a tentativa nem sempre garantida de acerto. É o fracasso que traz a lição. Reconhecer que vale à pena viver é insuficiente para defini-la. É preciso vivê-la e vivê-la intensamente!
“Estou feliz, mas não o sou”.
Estou apaixonado, e essa é a hora que eu fico neurótico.
Estou apaixonado, e essa é a hora que eu fico preocupado.
Estou apaixonado, e essa é a hora que eu te odeio.
Te odeio por me despertar esse sentimento tão bom.
- Eu gosto de você, por favor. Acredite em mim. - Ele disse e continuou sem resposta. - O que aconteceu com você? O que aconteceu conosco? Onde nos perdemos? me diz, por favor, me diz. - Implorou.
Ela guardou o batom, arqueou a sobrancelha, e perguntou com tom de insignificante:
- Vê se borrou?
Você fez o meu planeta estremecer
Sinto renascer a natureza inteira
Dentro de mim
Eu julguei o amor espécie em extinção
Até surgir você no meu coração
Eu adormeci às margens de um vulcão
Sem saber que a vida
me revelaria tanta emoção
Poderoso e sereno igual ao mar
Esse sentimento vai me levar
Quando eu te vi
Eu me encontrei
Eu me perdi
Foi tão doce de sentir
O que provei!
Quando te vi
Em ti me achei
É você o meu amor,
Agora eu sei
Precioso e tão raro de se achar,
Esse amor é um acalanto,
Celacanto solitário no mar
Animal que vem do fundo do oceano
E só de vez em quando
Se deixa avistar
Se um dia pudéssemos liberar o que há dentro de nós...
Eu me lembro das mais belas lembranças.
Eu guardo tudo.
Eu separo tudo.
Eu seleciono tudo.
Tudo, tudo aquilo de maravilhoso.
A vida é maravilhosa demais,
Obrigada vida por me ensinar!
Obrigada por me fazer quem eu sou.
Pai...
Você é o ÚNICO HOMEM
O Único Homem em quem me espelho
O Único Homem em quem eu espero
O Único Homem em quem eu te peço
O Único Homem que eu AMO
O Único Homem que eu acho perfeito
Mesmo cheios de defeito
O Único Homem da Terra inteira
Que com orgulho eu olho e digo:
-Esse é o Meu PAI!
Eu não me afasto das pessoas.
A distância surge e aumenta justamente
porque elas não têm iniciativa alguma
de se aproximarem de mim.
Ela estava com vergonha.
Me dispus a assoamos juntos o nariz [eu não precisava assoar].
Ela sorriu pra mim delicadamente e agradeceu.
Você pede, não espera que eu responda, logo concede, por mim, por deus e todos nós. Divide as posses e sentimentos como potinhos com algodão, água e feijão, esquece que mesmo se fossem assim cresceriam no máximo centímetros e nunca iríamos transplantar esse verde dali, não valeria a pena amadurecer, trocar todo o tom.
Eu tento dividir a saudade em partes, me sentir mal apenas durante as manhãs, dar desculpas como insônia, péssimo humor, mas não sei ser justa, não há igualdade em mim, só egoísmo e um pouquinho de rancor.
Lembro de quando eu deitava na entrada de casa pra ficar olhando as nuvens em dias ensolarados e sentir aquele ventinho gostoso, era, no mínimo algo normal, habitual, era uma criança que olhava as nuvens tentando dar-lhes formas. Não, não era. Eu, somente olhava, não pensava em nada, só.. olhava. Pacientemente, eu olhava.
Em outros momentos mais tarde, eu preferia dias nublados, sempre me fizeram sentir melhor, não sei, no mais profundo de mim mesma eu acho, como se eu pudesse entender coisas que não imaginava que fosse me perguntar. E era tão triste e intenso os dias nublados. Os dias nublados sempre são tristes e intensos pra mim.
