Eu Errei me Perdoa Poesia
1744
"Estou com 'aquilo' de novo: sempre que sinto medo, eu perco a coragem. É automático ou 'é batata', como diziam!"
1758
"O Escritor de Contos Policiais, de Misterio e de Suspense disse que Eu deveria começar a escrever sobre o tema. Ele disse que 'o segredo não é necessariamente já ter leitores, mas saber trabalhar com suspense e isso eu já sabia', palavras dele!"
1759
"Se eu viesse (ou se vier) a escrever sobre Misterio, Suspense e Coisas Assim, meu primeiro trabalho seria (será) sobre o Misterio que são Algumas Mentes Bolsonaristas. Sim, para Mim, Misterio!"
1760
"Minha opção, caso eu escreva sobre Misterio, Suspense etc, não seria (não será) por ficção. Afinal, Agatha Christie e Stephen King já existem e são geniais. Eu optaria (ou optarei) por não ficção!"
1791
"Mais ou menos como disse aquele Meu Admirador: 'Mostrem-me um Bom Supérfluo e eu abro mão de todos os Essenciais'.
1801
" 'Aquele Médico' disse que eu estou proibido de comer Camarões. Parei de consultar 'Aquele Médico' e continuo com os Camarões!"
Eu tava no cabaré enchendo a cara,
Afogando o peito no fundo do copo,
Ouvindo aquele brega antigo implorar:
“Amor, não vá, eu te amo…”
De repente um amigo senta do lado,
Com papo manso querendo avisar:
“Ela tá arrependida, tá sofrendo,
Falando que quer voltar.”
Amigo, pede outra garrafa,
Hoje a noite é por minha conta.
Mas não me traz esse nome
Que já virou página morta.
Ela foi garimpar outro brilho,
Procurou um ouro melhor que eu.
Quebrou a cara na própria escolha,
E agora diz que se arrependeu não dá.
Mas eu não sou curva de rio
Pra recolher resto da enchente.
Não sou porto pra barco perdido
Que só lembra de mim quando sente falta.
Não sou abrigo de ingratidão,
Nem refúgio de decepção.
Quem joga fora o que tem
Não encontra no mesmo chão.
Aqui não tem recaída,
Nem porta aberta pra ilusão.
Quem saiu buscando o mundo
Que aprenda com a própria decisão.
Hoje eu bebo, mas é por mim,
Não é saudade, é libertação.
Meu coração criou vergonha
E fechou a porta pra invasão.
Adeus quer dizer
"Aprendi a Me Fazer Sozinho"
Acreditar foi o erro.
A hora exata em que eu achei
que amor podia ser casa.
Que família era abrigo.
Que amor seria mais forte
que o sangue frio.
Que talvez, só talvez,
alguém fosse me olhar
e me ver.
Mas tudo que vi foi silêncio.
Tudo que senti foi peso.
Tudo que me deram foi um nome que não era meu e um destino já marcado de dor. Eu era uma criança sem lar,
e me deram um teto.
Fui tratado como erro, como rascunho, como algo que precisava ser consertado.
Me olharam como problema,
me moldaram como boneco.
E eu gritei — por dentro.
Eu chorei — sem som.
Eu vivi — escondido.
Porque se eu mostrasse quem eu era,
eles iam me quebrar mais ainda.
Deus?
Se tá ouvindo, sabe:
eu não pedi isso.
Eu só queria um canto no mundo
que não doesse tanto.
Mas o mundo me deu aço.
Então eu virei lâmina.
Se me chamam de frio,
é porque não sabem
o quanto eu aguentei
queimando por dentro.
Talvez aquele lugar
nunca fosse onde eu deveria estar.
E agora… sou eu que construo meu próprio nome.
Meu próprio chão.
Meu próprio inferno
e minha própria saída.
Eu construí meu castelo com as pedras que atiraram em mim,
fiz do silêncio meu elo,
para um novo e forte motim.
Não serei mais o mesmo que antes
eu juro que não serei,
sou agora as minhas variantes
Em tudo que me tornei.
Me reinventei, sim, me refiz
Com a luz que em mim encontrei,
Enfim, me achei, fui feliz,
E para sempre serei.
Poesias madrugadeiras para Rodeio
Poesias madrugadeiras para Rodeio
eu escrevo o tempo inteiro,
Porque amor por este lugar
eu tenho no meu peito,
Aqui é o meu lar mais do que perfeito.
SOLITÁRIO
Eu queria muito falar nada
No silêncio de um andarilho
Sorver cada passo da estrada
Sem justificar o meu caminho
Muitos rastros na encruzilhada
Sem nenhum temor de estar sozinho!
O desamparo fértil
das circunstâncias
da vida fala o tempo
todo nos ouvidos,
Eu quero saber quando
chega a liberdade
dos presos políticos.
Ah! A região sórdida
do inconsciente
que não deixa
a razão descansar
para encontrar
a saída para
se reconciliar
com toda a gente.
Este travesseiro
parece um mar
e a mente um
barco a balançar
lembrando
que o General
está preso injustamente,
uma tropa, paisanos
e um velho tupamaro
em trágica situação igualmente.
Tudo isso é de rasgar
a minh'alma abertamente
que aleatoriamente
segue como a poetisa
destes invisíveis incansavelmente
Confesso abertamente que,
não tenho nenhuma pena deles, porque cada um está escrevendo
com honra clara um capítulo
para mudar o curso da História
e devolver para a Venezuela a glória.
Os heróis jamais serão
dignos da minha pena,
Cada herói merece mesmo
é mais de um poema,
Assim como o Esequibo
merece aparecer em todos
os mapas que estão em equívoco.
Tenho pena mesmo
é dos covardes que insistem
em se abrigar na soberba
se distanciando de viver
a vida com paz, dignidade
e em reconciliação com a verdade.
Eu gosto de lembrar daquilo
que é bom e bonito,
Não me esqueço de lembrar
quando você dançou
Chico Sapateado comigo;
Você da minha
cabeça não tem saído,
e a minha poesia
está sempre contigo.
Saudades, minha querida amiga!
Quantas memórias lindas eu tenho. Você não está mais no nosso tempo, mas eu tenho todo temo do mundo para lembrar de você. Esteja em paz!
que exatamente eu fiz de tão grave assim?
Eu realmente teria controle sobre tudo?
Eu cobraria outra pessoa do jeito que me cobro?
Eu tenho uma mania
de guardar sentimentos só pra mim,
de esconder no peito as tempestades como se o silêncio fosse prisão e não abrigo.
Guardo culpas que às vezes não são minhas, carrego pesos que ninguém me deu.
Culpa… e mesmo sabendo que não devo, ainda assim me culpo, como quem precisa pagar para existir.
Saio por aí tentando salvar o mundo,
costurando feridas que não abri,
apagando incêndios em casas alheias enquanto a minha queima por dentro.
E no fim do dia, exausto de ser forte,
percebo que talvez o mundo não precise de um salvador —
talvez eu só precise aprender
a me salvar primeiro.
Eu existo, sim!
Encontro força nas minhas lágrimas e sonhos,
é assim que respondo a qualquer dúvida.
Pus meu medo de lado,
e voei com alegria ao meu destino
encontrando amor e paz
que me farão ser inteiro.
Eu existo, sim!
