Eu Errei me Perdoa Poesia
Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.
Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...
Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...
Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.
Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.
Desvende-me em teu olhar,
Eis-me aqui para te contar:
Nos teus olhos celestes
Resolvi uma estrela buscar.
Surpresa doce e íntima,
Com o tom de revolução,
Por ti vivo a sorrir...,
Viraste a minha doce canção.
Entregue-se ao meu tocar,
Eis-me aqui para te amar:
Os nossos corações solares
Um dia hão de se reencontrar!...
Talvez no alto da montanha,
Ou na beira do mar;
Talvez, talvez, talvez...,
Quando a gente não planejar.
Agarre-se a nossa glória,
De escrever entre os beijos
A nossa história...,
Indizivelmente nossa.
Em salto e altura,
Não haverá queda livre,
Porque sinto-me tua;
Contigo estou segura.
Não vim parar à toa,
Surpreendendo-te
No céu de (Bruges),
Em queda livre,
Libertando-te,
Pairando leve,
Envolvendo-te
Para que o teu coração
Nos faça (entregues).
Amar o amor faz parte
Da honra, da vida,
Da poesia e da arte;
Da nossa ida
Pensando na volta;
O amor abriu a porta...
A sedução também é campo de estudo,
Ser gueixa é compromisso com o luxo,
De ser a mais bela flor do salgueiro,
Exibindo o seu milenar encanto,
E assim seduzindo o mundo inteiro...
A gueixa é um jardim de bonsais,
É uma flauta doce que se escuta,
- e ninguém poderá tocá-la jamais
Ela é sedução e música,
Capaz de arrancar os bons ais.
A sedução é a arte milenar de amar,
É arte que jamais poderá ser vendida,
A sedução é arte instruída,
Ela é arte que pode ser ensinada,
Para fazer a paixão arrebatada...
Uma gueixa não nasce do nada,
É a instrução que faz a gueixa,
Como a lapidação faz a joia,
Toda gueixa é uma joia,
E nem toda joia é uma gueixa...
Uma gueixa é um anjo oriental,
É uma estrela luminosa,
É a sedução mais saborosa,
Uma harpa celestial,
Que faz o mundo ainda mais especial...
A tua força é magnetizadora
O teu amor me escolheu
Quero ser bem sedutora
Para fazer-te todo meu
Carrego o nosso
amor sacrossanto
Só para você escrevo
Só por você eu canto
No embalo da espera
Não tenho o quê reclamar
Os pés estão bem na terra
Sonho em te completar
Estou aqui a sonhar
Que o meu corpo seja teu
E o meu coração o teu altar
Quero ser um oásis a te saciar
A despedida
da tarde soprou
as nuvens
com suavidade
e fez percussão
com as folhas
do sublime
bosque do deserto.
E pensando em ti
a todo instante,
não desistirei
custe o que custar
de ir em tua busca
nesta noite
de luar brilhante.
O interessante
é o quê sinto
e já é imenso,
e sei que ainda
não te conheço;
algo forte vem
me dizendo
que és todo meu
e a você pertenço.
Querendo viver
uma vida normal
ouvindo o som
de Miss Anthropocene
na minha sala
ao redor deste
isolamento social,
Parece piada
por aqui eu li
que 'o dilema
é bíblico',
há quem defenda
trabalhar,
há quem defenda
ficar em casa,
e até agora nada
está resolvido;
Apenas o quê
me resta é
ficar reclusa,
dançar a música
na mais plena
figuração
da linguagem,
escrever poemas
sobre a Lua
para não morrer
de doença
ou ir para a cadeia,
Esperando sigo
perguntando
qual será a próxima cena,
porque quem lambe
a borda da taça,
a alma não cala
e não busca
por 'indulgência' barata.
Marte, Saturno e Vênus,
distraem o meu peito
em alta rotação
no mundo em viração,
todo o dia renovo por ti
a romântica devoção.
Meteoros Eta Aquarídeas
pela minha terra bailarão
como partes do cometa
Halley que eles são,
nesta peregrina da chuva
que não há como se molhar,
dela dá para fazer um colar.
Talvez tudo isso seja
o prelúdio alvissareiro
do nosso alinhamento
cercados por estrelas,
pelas aves noturnas
e do amor e suas loucuras.
Visível como Lua crescente
e Júpiter entusiasmado
com as suas quatro Luas
esperando o verão quente,
vivo diariamente sonhando
com o teu beijo fervente,
e nutro este sonho renitente.
Bem que os beijos meus
poderiam ter
asas para buscar os teus,
(Ou poderiam mesmo
até o oceano cruzar),
Do báratro escuro
que ardente oculto
para nele você se perder,
(Sem chance de fugir
ou querer regressar),
Mais forte que o passamento
para você de mim
nunca mais esquecer,
(Ou de dentro de ti vir
a tentar me apagar),
Tão méleo quanto
o mais puro dos sentimentos
para você se viciar,
(Sem querer cheguei
para em ti morar),
À espreitar a cada
um dos meus passos
como um lobo da estepe
do Oeste da Anatolia,
(Doses de café,
desejo e melancolia);
Indomável como o mar
em intermitente luar
feito a sagração poética
da primazia da primavera.
Cruzou uma
borboleta
amarela,
e entre meus
seios repousou;
o rumo tomou
e algo inspirou
que o amor
estará surgindo.
Não perco
o meu olhar
sobre você,
e por ti não
irei deixar
de esperar.
Fui plantar
as rosas
do destino
para quando
a vida
nos colocar
no mesmo
caminho.
Longe irei,
se precisar
com a condição
de não deixar
o amor se perder,
e eu não voltar.
No silêncio desta
noite nos prevejo
no giro do carrousel
dos teus abraços
e adorando os seus
beijos no melado
doce dos teus lábios.
Na galáxia dos teus
olhos profundos
navego ao ponto
de perder horas a fio
nos teus castanhos
e sublimes mistérios
de nossos desidérios.
É a lembrança do
que não vivemos,
porém sentimos
como já nós nos
conhecêssemos,
e silenciosamente
nos pertencemos.
De maneira mística
a sua presença
e a ausência capto
como estivesse diante
das minhas vistas,
Não fazes nem idéia
de cada sonho que
venho embalando
e reinaugurando
o Ano Novo a todo
o romântico instante.
A verdade nós dois
sabemos o quê já
está escrito sobre
tudo aquilo que
nos faz a cada
dia mais unidos
e mais absolutos.
A praia pode
estar deserta,
Você nunca
estará sozinho,
No coração
sou presença
que não
se ausenta
nem quando
o olhar
se distancia.
Eia a indecência
que te aquece
como o sol,
aos teus lábios
é sal e oceano
que te intensa!...
O silêncio é
a proposital
forma de
trazer a tona
o que arrepia,
e para você:
sou o sublime,
o apelo,
o que levita
e a tua fantasia.
Não nos
conhecemos,
E como
conhecidos
fôssemos,
Tu me trazes
para ti abrindo
espaços,
Com esse
jeito atrevido
Forte como
um raio,
Intenso como
um oceano
E com uma
pele igual
ao sol
acendendo
o amanhecer
caribenho.
Sem dar
chance de
pensar nas
consequências,
E de surpresa
me levou
para um
rumo impensável
ao paraíso
e impenetrável.
O teu carisma
apaixonante
me fez absoluta
e rendida,
Ao permitir
escrever em ti
um ousado
poema sobre
o teu corpo
que é um em si,
Reconheço-me
mágica e divina,
e celebrante
do incontável,
Assim me vejo
nas mãos
do imensurável
sob o jugo sedutor
deste teu calor.
Apreende na tua
sede os teus
lábios aos meus.
Porque não
sei nem por
onde começar...
Apreende na tua
fome o meu
corpo ao teu.
Porque longe
de mim
querer me
salvar de ti.
Apreende o meu
peito bem
unido ao teu.
Em ti não
serei mais eu,
seremos
o infinito.
Entre as passagens,
repletos de esperas,
os olhares se moveram
como bailam os planetas,
eles se reencontraram
para acertar os ponteiros,
os aromas dos entremeios
entre perfumes e a plateia,
como fôssemos cometas,
para fugir da alcateia,
e abrir novos caminhos.
Navegar nos teus olhos
me fez outra pessoa,
das esferas dos anseios
tu me viste e veio
com poéticos enleios.
Atração irreversível
dos corações a aurora,
paixão irrepreensível.
Meu espírito a gosto,
nas mãos de novembro
bem naquele momento
que o mundo parou,
a tua pele me arrepiou.
Encanto irremediável
das histórias o poente,
paixão incontrolável.
Por nós tu interveio,
porque sabes de mim
e do tímido silêncio.
Ainda não tivemos,
nem a glória do tempo,
entrecruzadas passagens:
dádivas do bom amor,
você me disse e repetiu:
- Você tem valor!
Só o tempo irá dizer
se sou eu o teu amor.
O poeta não me deixou,
ele não é [tolo],
Apenas foi passear
no jardim da eternidade.
Ariano [vive]...,
Um poeta nunca 'morre',
morrer é coisa de humanos;
Os poetas são anjos.
O sertão ele me deixou
como [legado],
Agora sei como arde,
e que o significado de sertão:
- Se entende por saudade.
Gire com força a roda do destino,
Vire a página com determinação,
Segue com coragem e valentia,
Admire o horizonte e a paisagem;
Torna o teu peito mansa paragem.
Cuide bem do teu coração,
Ele nasceu doce e perfeito...,
O outro amor não teve jeito,
O novo virá sem nenhum freio.
Dizer que amor menor existe:
- É uma enorme (covardia)!
Sorria se o amor se deu por findado,
Nenhum amor é (errado),
Só porque não foi correspondido;
Ele te deu é uma nova chance
Para que venha o amor infinito.
Trace um trajeto para o amor,
Ele precisa conhecer o teu candor.
Tire o passado do teu peito,
Assim o novo amor ganhará jeito.
Sinto saudade da pureza do ar,
Da pureza pela pureza.
Sem cliques.
Do canto despretensioso dos pássaros.
Do toado das crianças que brincam
Sem pretensão de culpa,
Com presunção de inocência.
Do verde dos bosques rutilantes.
Do azul do céu só pelo azul
E nada mais.
Sinto saudade de quem eu era
Antes de escalar o monte dos pensamentos
E ser condicionado a ser o que sou.
Sinto saudade de mim.
A liberdade de cair sob teus
Beijos mais profundos
Interligando nossos poros
Sobrenaturalmente e além
Move em mim uma força
Ondeante e sem fim
Piúva eflorescida
no Mato Grosso do Sul
do meu bonito amor,
Moda de viola
encantada para me levar
onde você for,
Versos Intimistas
para celebrar o andor
de amar imensamente
a cada instante da gente.
O meu aroma noturno
de Orquídea Brassavola
misteriosa e cítrica
entra na janela d'alma
Para ter pôr em festa
de gala em companhia
da poética Via Láctea
durante o céu aberto
Você me ama de frente
para trás, de trás para frente,
e sobretudo por dentro.
Por mim tens devoção,
paixão alucinada e amor
de perdição a cada momento.
