Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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O Acumulador de Terras (Luiz Maria Borges dos Reis)

Provavelmente todos nós já ouvimos falar ou vimos muitas pessoas que são acumuladoras de terras, qual seja, adquirem propriedades constantemente querendo mais e mais, tornando-se às vezes latifundiários gananciosos que fazem de tudo por uma gleba de terra.
Assim, certa vez eu conheci um senhor muito trabalhador, porém, ganancioso e comprador de terras contumaz, agiota e apegado demasiadamente aos seus bens materiais, que não se importava com as roupas velhas e carcomidas pelo tempo com as quais se vestia no dia - a - dia, possuidor de muitos alqueires de terra, usuário de um veículo bastante surrado pelo tempo, com o qual visitava suas fazendas diariamente, sendo que, certo dia, dirigindo na contramão deparou-se de inopino com um outro veiculo que vinha no sentido contrário, causando um acidente ao bater no carro oponente, o que ocasionou uma discursão entre eles, sendo que o condutor do veículo que vinha na pista certa questionou o que estava na contramão de direção dizendo-lhe que o senhor não sabe que o seu lado é o da direita e não o da esquerda, sendo logo contestado pelo fazendeiro ignorante, pois fique sabendo que o senhor aqui não tem nada, da direita ou da esquerda aqui é tudo meu, essa propriedade é minha há tempos e eu ando do lado que eu quiser.
E assim esse fazendeiro afamado pelas terras e dinheiro acumulado que tinha, foi vivendo até que um dia veio a falecer, e ao ser sepultado, alguém disse assim em tom de ironia: “bota ao menos um alqueire de terra sobre o seu caixão já que ele gostava tanto de terra”.
Passados alguns dias, os seus herdeiros procuraram um bom advogado para fazer o inventário dos bens deixados pelo falecido, sendo que houve tanta confusão entre eles que quem levou a melhor foi o advogado da causa o qual ficou com a maior fatia do bolo, tornando-se um grande fazendeiro naquela região e os herdeiros continuam brigando até hoje, pois não conseguem entrar num acordo para facilitar a divisão dos bens deixados pelo acumulador de terras.
Que isso sirva de lição para todos nós!

Luiz Gonzaga dizia:
A minha vida é andar por esse país, pra vê se um dia descanso feliz.
Apud:
A minha vida é andar por esses países, pra vê se um dia […]
Nordestino não descansa.
Feliz nordestino é.

⁠Francisco Luiz, meu ex-marido.
11/10/1949 - 07/02/2021

Ele era desprendido, não visava coisas alguma, mas viver um dia de cada vez , sem luxo, sem ganância, sem ambição, gostava de festas, músicas , bebidas, gente, pessoas. Estava o tempo todo cativando amizades, sempre visitando os amigos, não guardava mágoas, rancores, apaixonado por crianças. Creio que isso que fazia com que eu tinha admiração por ele, por essa capacidade enorme de perdoar, esquecer a dor, a humilhação, com sorriso aberto, para pobres, ricos, feios ou bonitos tinha um olhar com filtros que filtrava só o bem das pessoas. Eu falava sempre pra ele que o meu amor fraternal, por ele era cego e ele sorria. O amor carnal acabou, o que ficou foi o amor verdadeiro de irmão em Cristo pois 10 anos separados ainda usávamos chamar de “bem”.
A morte judia muito comigo, eu sofro muito, mesmo entendendo tudo que Deus é mais.

A Hora da Partida (Luiz Maria Borges dos Reis)

Amanhã de manhã partirei
Levando saudades de alguém.
Sentirei no peito uma dor
Sentirei a ausência do meu bem.

Sei que lágrimas vão correr
De meus olhos ao partir
Somente um adeus deixarei
Na hora de me despedir.

Meu coração sentirá eu bem sei
Esse momento triste da despedida.
Levarei comigo a dor de uma saudade
Saudade da Joana e da Aparecida.

Meu violão pendurado na parede
Deixarei com muito pesar
Cantarei a Valsa da Despedida
Quando deixar o meu lar doce lar.

Adeus amigos, gente do meu lugar
Que amo de coração.
Quero partir e um dia voltar
E ver de novo o meu sertão!

O mundo é mau, a injustiça reina, o sofrimento é inevitável.


(Luiz Felipe Pondé)

O Valor da Dúvida e o Perigo das Falsas Certezas – Andre Luiz Santiago Eleuterio

Em qualquer tempo, mas especialmente nos dias de hoje, há um contraste visível entre dois grupos de pessoas: aquelas que refletem, questionam e convivem com dúvidas, e aquelas que exibem certezas absolutas sem qualquer base sólida. Esse contraste gera um problema social sério, porque enquanto os que pensam estão em constante busca de conhecimento, os que não refletem agem de forma precipitada, impondo opiniões sem critério.

Nem toda dúvida é sinal de fraqueza. Pelo contrário, ela pode ser um indício de inteligência e maturidade. Pessoas que se permitem questionar revelam que não aceitam respostas prontas, querem compreender melhor antes de agir e reconhecem os limites do próprio saber. Essa atitude demonstra humildade intelectual, além de abrir portas para o crescimento. Afinal, quem tem coragem de duvidar, tem coragem de aprender.

Do outro lado, existem indivíduos que carregam uma falsa confiança. Falam com firmeza, impõem opiniões e defendem ideias sem nenhum fundamento. Muitas vezes, não estudaram, não buscaram informação e nem se preocuparam em verificar se o que acreditam faz sentido. Esse tipo de certeza vazia pode ser perigoso, porque convence os mais ingênuos e cria ambientes de intolerância. Quem não aceita questionamento fecha portas para o diálogo e para o desenvolvimento coletivo.

A dúvida pode gerar desconforto, mas é justamente ela que move o pensamento crítico. Imagine um cientista que nunca questionasse os resultados de um experimento ou um estudante que aceitasse qualquer informação sem refletir. O avanço da humanidade só aconteceu porque pessoas inteligentes decidiram perguntar “e se…?”. Cada passo importante na história foi marcado pela coragem de enfrentar incertezas e desafiar verdades aparentes.

Já as certezas sem fundamento levam à estagnação. Quando alguém acredita que sabe tudo, deixa de aprender. Esse comportamento cria barreiras e distancia a pessoa da realidade. É comum encontrar quem fale com convicção sobre assuntos que desconhece, repetindo informações superficiais ou até mesmo falsas. No entanto, a força da palavra dita com segurança, mesmo sem base, pode confundir e até enganar multidões.

Por isso, é preciso aprender a valorizar a dúvida. Ela não significa falta de direção, mas sim abertura para explorar novas possibilidades. Ao mesmo tempo, é necessário desconfiar das certezas rígidas, principalmente quando não vêm acompanhadas de argumentos sólidos. A verdade não teme ser questionada; quem teme é a mentira.

No convívio social, essa reflexão se torna ainda mais urgente. Pessoas que reconhecem suas limitações tendem a ouvir mais, respeitar o outro e buscar pontos de equilíbrio. Já aquelas que vivem de certezas absolutas tendem a se fechar, criar conflitos e impor julgamentos. A convivência saudável só é possível quando há espaço para a humildade e para o diálogo.

É importante lembrar que ninguém sabe tudo. Carregar dúvidas é humano, e reconhecer isso é sinal de maturidade. A inteligência não se mede pela quantidade de respostas prontas, mas pela disposição em refletir sobre perguntas difíceis. Do outro lado, a arrogância de quem acredita estar sempre certo pode se tornar uma prisão, impedindo qualquer forma de evolução.

No fim, a mensagem é clara: é melhor viver com dúvidas honestas do que com certezas vazias. Quem duvida aprende. Quem questiona cresce. E quem se abre para novas possibilidades encontra caminhos que a falsa confiança jamais permitiria enxergar.

Por André Luiz Santiago Eleuterio.

SOBRE O LIVRO: CIDADE NO ALÉM - ANDRÉ LUÍZ/ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
E A CONTINUIDADE DA VIDA ESPIRITUAL. PARTE I.
Cidade no Além: apresentado como introdução à obra mediúnica atribuída ao Espírito André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier em 17 de junho de 1983, constitui uma reflexão doutrinária de grande densidade filosófica dentro do corpo literário do espiritismo cristão. Trata se de uma exposição que busca interpretar, sob a ótica da continuidade da vida, o significado das comunidades espirituais descritas em Nosso Lar.
O autor espiritual inicia suas anotações reconhecendo o esforço de um colaborador espiritual denominado Lucius para transmitir aos encarnados alguns aspectos da colônia espiritual conhecida como Nosso Lar. Essa cidade espiritual é apresentada como um núcleo de trabalho, reeducação e organização social destinado aos espíritos que se libertaram do corpo físico, mas que ainda necessitam de reajuste moral e intelectual. A mediunidade de Heigorina Cunha, residente em Sacramento no estado de Minas Gerais, é mencionada como instrumento dessa comunicação espiritual, demonstrando o papel da mediunidade como ponte entre os dois planos da existência.

SOBRE O LIVRO: CIDADE NO ALÉM.
PELO ESPÍRITO: ANDRÉ LUÍZ/ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
PARTE II
O texto ressalta que, após a morte, o espírito leva consigo todos os elementos de sua vida interior. Ideais elevados, virtudes cultivadas, paixões desordenadas, ressentimentos, esperanças e conhecimentos acompanham a individualidade espiritual. A morte não transforma instantaneamente o caráter do ser humano. Ela apenas remove o invólucro físico, revelando com maior clareza a realidade moral da criatura.
Por essa razão, a desencarnação funciona como um processo de revelação interior. O espírito manifesta, no mundo espiritual, exatamente aquilo que é. Seu grau evolutivo, suas conquistas morais e suas limitações tornam se evidentes através da atmosfera espiritual que irradia. Essa atmosfera determina o ambiente em que o espírito se sentirá naturalmente integrado, pois a afinidade constitui a base da organização social no plano espiritual.

SOBRE O LIVRO: CIDADE NO ALÉM.
DO ESPÍRITO: ANDRÉ LUÍZ/ FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER .
PARTE III
Outro aspecto relevante abordado pelo texto refere se à pedagogia espiritual. A instrução dos espíritos desencarnados utiliza múltiplos recursos didáticos. A palavra falada ou escrita ainda desempenha papel fundamental na transmissão de conhecimentos. Entretanto, a telepatia e outras formas mais elevadas de comunicação espiritual tornam se progressivamente acessíveis à medida que o espírito desenvolve suas capacidades mentais.
Dentro dessa estrutura social, a afinidade moral aparece como a força organizadora fundamental. Espíritos com valores semelhantes naturalmente se aproximam e formam comunidades. Aqueles que já despertaram para a necessidade de aperfeiçoamento interior demonstram profundo respeito a Deus e ao próximo. O trabalho no bem torna se então o elemento central de suas existências.
A religião, nesse contexto, não se apoia em dogmatismos rígidos. A filosofia valoriza o pensamento elevado onde quer que se manifeste. A ciência assume um caráter humanitário, orientando se pelo ideal do progresso moral da humanidade. Em todas essas áreas, o objetivo final é sempre o mesmo. O desenvolvimento integral do espírito.
O texto conclui reafirmando um princípio moral presente no ensinamento evangélico atribuído a Jesus Cristo.

" O objetivo é contextualizar as descrições de André Luiz e demonstrar como a colônia espiritual foi apresentada pela primeira vez à literatura espírita. "
Do livro: Cidade No Além.

Em outros tempos os sentimentos eram definidos com mais seriedade. O poeta português Luiz Vaz de Camões, por exemplo, definiu o amor como ferida que dói e não se sente, um contentamento descontente, como um sentimento bom e que não quer o mau de quem se ama, que nem sente inveja e tão pouco se envaidece. Já nos dias de hoje um sujeito aplaudido por muitos abre a boca para afirmar que traição é traição, romance é romance, AMOR É AMOR, e um lance é um lance. Patético!

Inserida por ggvilarindo

Sivuca é o arroz
Luiz Gonzaga é o feijão
Juntando os dois
Fazem meu baião
Meu baião de dois
Meu baião...
Meu baião de dois

Inserida por emilianopordeus

(LUIZ EDUARDO)

Meu pequeno xará,
Já estava com saudade desse olhar arregalado,
Às vezes, demorado ou um pouco ansioso.
Do seu sorrir com vontade e o gargalhar sem maldade,
Em resposta a um gesto amoroso.

Hoje, anoiteço tão triste,
Sabendo que não mais existe,
Tua presença ao alcance desse olhar.
Mas a fé é tão forte,
E a certeza que, além da morte,
Você está a orar.

Pedindo a “Papai-do-céu”
Conforto, paz e carinho àqueles que aqui ficaram.
Pois, o sorriso dos seus lábios,
Expressando a mensagem do maior dos sábios;
Enche de amor,
A alma dos que te amaram.

A sua alegria,
Onde estiver contagia
E dá brilho à nossa vida.
E o pouco que comigo caminhaste
Me ensinou “muito”, mesmo que não falaste,
E é muito maior que a tua partida.

Eu queria poder te falar,
Sabendo que iria escutar
De todo amor que tenho por ti.
E te tendo em meus braços,
Com o prazer do verdadeiro abraço
Desse amigo, que só quer te ver feliz.

Inserida por EduardoAques

Realmente, conhecer São Luiz, é encantar-se...
A História sendo revivida pelo Projeto Reviver...
Ósculos e amplexos,
Marcial
TEXTO ESCRITO EM 10/10/2005...
Será que ainda está assim?

O QUE É O PROJETO REVIVER
Marcial Salaverry

São Luiz é uma das cidades mais antigas do Brasil.
Fundada por franceses quando de uma suas visitas cordiais em nosso território, tem características próprias, que apenas recentemente estão pensando em preservar, e o fazendo com muita competência, sendo essa a finalidade do Projeto Reviver, que ficou perdido na burocracia de diversos Governos, até ser levado para a Unesco, determinando o tombamento do centro velho de São Luiz, e obtendo recursos para sua restauração, antes que o descaso das autoridades provocasse seu tombamento natural. Felizmente foi tombado antes de haver tombado efetivamente.

São Luiz está em uma ilha, e cresceu de seu centro para o que era considerado periferia, mas que agora acabou se transformando no verdadeiro centro comercial da cidade.
O chamado centro velho, ainda continua com um movimento intenso, pois apesar dos inúmeros shoppings construídos na cidade, o povo sempre o procura, principalmente para as chamadas “compras de ocasião”.
Andar pelo centro de São Luiz, é como mergulhar no passado, com suas ruas estreitas, abertas para que uma carroça pudesse transitar, suas calçadas são estreitíssimas, pois naquela época quase não eram necessárias, já que se podia transitar pelas ruas normalmente, e sem sobressaltos. Calculem agora, com o crescimento demográfico da cidade, e com o numero de carros aumentando vertiginosamente, como fica circular pelo centro da cidade. Em certos horários, pode-se dizer que não apresenta movimento nenhum... Pois ninguém consegue sair do lugar...
As construções, em sua maioria, ainda apresentam as características de um passado longínquo, com seus azulejos vindos da Europa, ornamentando as fachadas de casas de uma arquitetura perdida em tempos imemoriais. Pela falta de cuidados, e pela ganância de alguns, este passado estava se deteriorando, como aconteceu em outras cidades que perderam totalmente os vínculos com o passado, em nome de um progresso voraz.
Não fosse a teimosia de alguns, e possivelmente hoje restariam apenas lembranças do que um dia tinha sido um monumento histórico. Mas o Projeto Reviver está aí para impedir mais essa mutilação histórica. No trecho preservado, nada se constrói, nada se reforma, apenas se restaura, respeitando, na medida do possível todos os detalhes originais.
O centro velho de São Luiz é, sem dúvida, de uma peculiaridade toda sua. Talvez outra cidade que possa servir de parâmetro, para quem a conhece, é Iguape-SP, com suas construções vetustas, e seu centro preservado.
Chega a ser um passeio extremamente cansativo, pois apresenta inúmeras ladeiras, ou então escadarias que são mantidas, obedecendo à linha tecnológica da época, com seus degraus desalinhados e em tamanho irregular. Mas, sem dúvida, vale a pena, pois podemos conhecer coisas de um passado remoto. É imperdível sentir este choque do passado com o presente.
Caminhar por estas ladeiras e escadarias, por estas ruas estreitas, e por estas calçadas quase inexistentes, apreciando os detalhes de uma arquitetura de séculos atrás, é um gostoso encontro com a vida de nossos antepassados, é dar valor para o trabalho feito naquele tempo, pois não podemos nos esquecer de que essas construções ainda estão de pé, apesar da falta de recursos tecnológicos da época. Será que as construções de hoje resistirão tanto tempo assim? Quem viver, verá.

Esse é o Projeto Reviver. Algo feito para que a falta de memória tão peculiar de nosso povo, não termine de vez com este pedaço de São Luiz que ainda existe, apesar da incúria de muitos governos, que quase determinou o rompimento deste elo que nos liga com o passado, e que precisa ser preservado. Esta cidade tem muito chão para crescer. Apesar do chamado do progresso, o centro velho de São Luiz tem que ser preservado, e basta dar-lhe continuidade, para que este projeto não termine arquivado, como já esteve por décadas, pela incúria de muitos governos.

Vamos torcer para isso, pois é um vínculo lindo demais para ser quebrado. Para quem visitar São Luiz, é um passeio simplesmente imperdível. Vamos ajudar a preservar esta preservação, pois a História irá nos cobrar no futuro, como hoje cobramos dos que permitiram que tudo quase fosse quase abaixo.

E com esse pensamento, desejo que todos tenhamos
UM LINDO DIA, valendo uma sugestão para que se faça uma visita a São Luiz, e seu centro histórico...

Inserida por Marcial1Salaverry

Será que a pessoa consagrou um bigode de foca? #polar #xamãestelar

Luiz Guilherme Todeschi

Inserida por Todeschi

Falou-me então daquele dia triste
o velho Luiz
em que deixara tudo quanto existe
para ser feliz
A noiva, a mãe,
a casa, o pai e o cão também
Pensando agora naquela cena
que na estranja vi
Recordo a mágoa, recordo a pena
que com ele vivi.
Bom português,
regressa breve, vem de vez...

Inserida por pensador

A bucólica São José do Ribamar, é um dos mais lindos recantos de
São Luiz-MA. Vale a pena conhecer...
Ósculos e amplexos,
Marcial
TEXTO ESCRITO EM 12/05/2005
Como São José do Ribamar estará hoje?


BELEZAS MARANHENSES - São José do Ribamar
Marcial Salaverry

Seja história, seja estória, o certo é que São José é o padroeiro do Maranhão, e existem muitos pontos em que lenda e história se confundem, e São José do Ribamar não foge à regra.

Desde como um navegador português nos idos do século 17 foi salvo de um naufrágio por um milagre de São José, e mandou fazer uma imagem com a Sagrada Família, construindo em localidade chamada de Arribamar uma capela para guarda da imagem. Não existem dados concretos sobre quem teria sido esse navegador.

Muitas histórias ou estórias já foram contadas sobre São José. Muitos milagres são-lhe atribuídos, desde curas de doenças incuráveis, até melhoria de vida. Enfim, pode-se dizer que milagres não existem, mas o certo é que muitas curas aconteceram após pedidos a São José, fato testemunhado pelos ex-votos deixados na “Casa dos Milagres”.

O fato é que, para homenageá-lo erigiram uma igreja, com a frente voltada para a praça, oferecendo as boas vindas aos visitantes, e os fundos para o mar, ficando a estátua de São José de costas para o mar. A igreja e a estátua desabaram por três vezes, até que chegaram à conclusão de que São José queria mesmo era ficar olhando para o mar... A igreja então foi reconstruída de frente para o mar, e a estátua olhando para lá, e até hoje a igreja está de pé.

Em homenagem ao santo e à localidade (cujo nome mudou de Arribamar, para Ribamar), muitos maranhenses levam o nome de José, ou de Ribamar, quando não recebem o nome completo, de José de Ribamar, ou somente José Ribamar.

Esta é outra localidade que teve uma mudança gigantesca, pois era uma localidade de acesso dificílimo, com um arremedo de estrada com buracos que mais pareciam crateras, sendo um desafio para os amortecedores chegar até sua praia. Quase nada havia além da Igreja de São José, da praia que desaparecia completamente com a subida da maré, e alguns quiosques onde se podia comer o tradicional peixe pedra, delicioso por sinal.

Hoje, São José do Ribamar é um próspero município, com uma bela estrada totalmente asfaltada e conservada, inúmeros restaurantes, hotéis e pousadas, além de um comércio em franco desenvolvimento.

A pequena pracinha que havia, foi transformada em uma belíssima praça. Para substituir a antiga estátua da Sagrada Família, que em seu último protesto contra a colocação indesejada, caiu e quebrou, foram erigidas oito estátuas em volta da nova praça, contando toda a saga de São José, desde seu noivado com a Virgem Maria, nascimento de Jesus e sua morte. Algo que merece ser visitado.

A Igreja de São José, que antes dava as boas vindas para quem entrava na cidade, com os fundos voltados para o mar, agora está de frente para o mar, e nunca mais ruiu. A estátua dos três, foi substituída por uma gigantesca estátua de São José, também voltada para o mar, colocada estrategicamente no alto de um mirante que permite uma visão deslumbrante da Baía de São José...

Os ecologistas poderão dizer que a Natureza foi prejudicada, mas na realidade não foi, pois a praia continua natural e selvagem como sempre foi, com sua maré subindo e descendo os nove metros de praxe, que tanto a cobrem completamente, como deixam uma grande extensão de areia à disposição. E para facilitar a vida dos moradores das incontáveis ilhotas que existem na região, e sempre dependeram dos caprichos do mar para poder usar os barcos na travessia para casa, foi construído um grande quebra mar e um píer que permite o atracamento de barcos a qualquer hora do dia, independendo da situação da maré.

Assim era e assim é São José do Ribamar, e sempre com São José com sua ampla visão do mar, propiciando uma feliz sucessão de LINDOS DIAS a todos aqueles que apreciarem essa beleza...

Inserida por Marcial1Salaverry

Luiz Lauro... Luiz Lauro era um colega de trabalho. Fazia parte do centro comunitário da Ilha de Joaneiro, uma favela próxima, onde morava. PT doente, entusiasta do velho Arraes, ativista. Pensava até que ele era ateu, parecia. Entre uma de suas façanhas, Luiz Lauro passou no vestibular e resolveu fazer o curso de Assistente Social na católica, universidade paga. Paga é paga, e ele descobriu, feita as contas, que o salário não daria, ou já sabia, mas, preferia fazer numa faculdade particular, se possivel. Ai ele simplesmente fez uma carta ao reitor pedindo que isentasse das mensalidades, já que era uma pessoa pobre, coisa e tal, morador da Ilha de Joaneiro, tinha 3 filhos, coisa e tal e anexou copia do contra-cheque. E é assim, é? Ele é de doido, porque não procura uma publica? Se fosse assim era bom, a faculdade ia a falência. Mas... Não é que colou, não sei como, o reitor se sensibilizou, deu um jeito. Outra vez ligaram pra ele, uma operadora de um conhecido cartão de credito, e com toda educação disse que ele estava devendo, não havia pago a fatura tal de um mês tal. Ele, oxi... Procurou em casa, encontrou, devidamente paga e esperou que o importunasse, digo, ligasse novamente. Quando ligaram, disse que já haver pago. Eles polidamente, pediram desculpas e solicitaram apenas que ele levasse uma copia pra darem baixa, ele disse não, se vocês quiserem que venham buscar aqui, eu tiro uma copia e dou, não foi eu quem perdi. Nos dias que sucederam recebeu ameaça pelos correios de SPC, ação judicial, e essas medidas cabíveis nesse caso. E ele desconsiderou, como eles mesmo recomendam, jogando no lixo. Mas, cargas dágua, teve um dia que ele foi comprar na C&A com a esposa e na hora de passar no caixa as compras, não pode levar, foi informado que tava sujo na praça, devido ao não pagamento de determinada fatura. Lauro nem pestanejou, acionou um advogado conhecido do partido e foi atrás do seus direitos, no final, o conhecido cartão de credito foi condenado a lhe pagar 5.000,00 mil reais, isso a mais de vinte anos, o advogado dos poderoso ameaçou levar pra frente, recorrer, chamou pra um acordo, fecharam em 3.000,00 mil reais, mais o nome dele excluído do cadastro.Lauro era um desenrolado mesmo! Teve outra que eu lembro o filho pequeno, numa redação besta de escola disse que desejava ver um avião de perto. Poxa, pedido de filho... E logo o filho de Lauro, no final de semana foi ao aeroporto Guararapes com o filho e procurou o escritório da antiga VASP, e foi barrado no portão pelo vigilante. Ele disse que o filho só queria ver o avião de perto, o pneuzão, alisar o bicho e sairia, somente, custava nada. Sem acordo, não pode! Quem ele pensa quem é! (deve ter rolado um preconceito basico, com certeza, além, Lauro um mulatinho enxerido, da ilha de Joaneiro). Lauro ficou do lado de fora bestando, como quem não quer nada, a rua é publica, lá ninguém manda, por ali... e aproveitando que o vigilante deu uma saidinha pra ir no banheiro entrou e foi procurar a assistente social da empresa. Quando o vigilante descobriu... Minha nossa! Entrou na sala e pegou-o pelo braço juntamente com o filho e saiu arrastando, enquanto ele gritava: Vou denunciar na Globo! Eita! Traz Lauro de volta! E foi informado que a VASP já tinha um convenio com as escolas, quer dizer, pra um monte de alunos, uma classe inteira de cada vez, não um aluno só, mas, quebraria o protocolo e o filho de Lauro juntamente com ele, fizeram uma viagem de ida e volta a Fortaleza com tudo grátis com direito a filmagem e tudo, feito só acontece no programa do Luciano Hulk. Super Lauro, um arretado, desenrolado todo! A ultima vez que eu o vi, havia se convertido, era evangélico com a Bíblia embaixo do braço e tudo.

Inserida por Fg7r85

Palavras do Pensador Luiz Guilherme Todeschi sobre o papel cujo exercício do manifestar é possível que seja realizado aqui nesse Planeta Azul: Em gratidão vos digo... Estou aqui incansavelmente a mostrar um viés de paz, de novas formas de conviver, de se fazer política, e de se viver em harmonia nesse mundo controverso. Por vezes doidão, e em muito encantador. São crônicas, críticas e pensamentos visionários que passamos a estabelecer nas discussões com todos aqui na rede digital. É meus irmãos, esse mundo da artilharia pesada e da sandice da guerra informacional estamos metidos numa batalha sem precedentes. Buscando o equilíbrio das polaridades de conceitos meramente humanos. Mas estamos ganhando de longe do que se viria a considerar "trevas" pela força do perdão e da claridade nos pensamentos! Misericórdia para toda a humanidade. Compaixão e muita reflexão. Gratidão a todos vocês que participam da construção desse pensador. A todos que nessa teia linda da internet e das bibliotecas contemporâneas expressam o seu pensar e fortalecem o nosso. Gratidão aos amigos que estabelecem a força da Chama Violeta no ar. Transmutação! Sabedoria, aprendizado e reconhecimento. AHOOO! Amor, Amor, Amor. Somos livres. Somos luz.

Inserida por Todeschi

Luiz Gonzaga já dizia em sua canção, que menina quando largava a boneca de mão era por que o amor tinha chegado em seu coração, então ela só quer, e pensava em namorar.... Só que hoje em dia uma grande porcentagem só quer e só pensa em celular, para namorar.

Inserida por FranciscoWallas