Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
A vida sempre coloca em nossa frente várias opções. A escolha é livre, mas, uma vez feita a opção, cessa nossa liberdade e somos forçados a recolher as consequências.
Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência.
O BEIJO
Guardo teu beijo, terno beijo, na memória.
No outono cinza, a despedida, último adeus,
como se foras sem deixar-me uma esperança
de reviver o teu carinho e os lábios teus!
Amargurando o teu partir, restou-me o beijo.
Sonho desfeito, nem as folhas esqueceram,
no farfalhar, de relembrá-lo nas canções,
brincando algures junto às brisas outonais!
As estações se sucederam desde então!
Alma constrita, olhar perdido no horizonte,
dei-me ao letargo dos impulsos lascivosos!
Trago a utopia de uma espera que me aturde!
Cedo o destino e a vida; ao tempo, entrego a morte,
mas na esperança de beijar-te uma outra vez!
Guardar
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
não sei bem onde foi que me perdi;
talvez nem tenha me perdido mesmo,
mas como é estranho pensar que isto
aqui fosse o meu destino desde o começo.
A vida é sua, estrague-a como quiser.
Desabafo com Deus
Sabe Deus, os dias não tem sido fáceis.
Os dias parecem estar meio cinzento mesmo com o sol no céu.
Sinceramente não sei o motivo, mas sinto uma energia pesada sobre os dias.
Sabe tenho tentado ser forte e corajoso como o senhor nos ordena, mas infelizmente tenho me sentido mais fraco E com medo.
Um medo estranho sem motivos, sem causa nem circunstâncias.
Deus, tenho orado muito, tenho me esforçado para ser um filho melhor e mais obediente.
Mesmo com vontade de desistir, parar tudo, lutar contra a vontade de entregar-me tem sido uma batalha, enorme, mas silenciosa.
Tenho tentado buscar forças em seus ensinamentos, mas me falta a compreensão.
Sinto muito por estar sendo injusto com tudo o que me proporcionas, não me entenda mal ou não me ache um mal agradecido, mas na verdade são tantas dificuldades que me sinto cansado.
Deus sei que nem deveria ter a coragem de lhe pedir nada, mas sou tão insignificante que sem teu apoio eu não conseguiria.
Pai me ajude, me fortaleça e me guia, sei que mereço passar por tudo o que passo , sei também que são estas batalhas que me fortalecem e me fornecem a sabedoria advinda das experiências.
Mas se possível alivia meu fardo, tenho medo de não conseguir carregá-lo, sou um fraco bem diferente de ti que tudo suportou para que eu fosse salvo.
Pai já não tenho mais forças para continuar nesta luta, por isso Jesus lute por mim, lute junto a mim, me ajude a enfrentar essas batalhas.
Sara pai minhas feridas que se encontram abertas e doloridas, fornece pai armas novas e um escudo firme para mim.
Sem ti ao meu lado não.vou conseguir.
Afinal será que tu não me ouves ou tampastes os ouvidos as minhas dores, será que estou condenado a perder está guerra.
Inclina pai teus olhos em minha direção e guia-me pelo vale de sobras e de morte que me cerca.
Só assim terei prazer e força para glorifica-lo E levar teu nome aos quatro cantos deste mundo.
Pai desculpe o desabafo, é apenas a súplica de um filho cansado e aflito.
Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas.
Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz.
Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?
Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.
Me ajuda a te amar
Meu medo de me magoar
Exala sensatez
Acalma meus grilos
Justifica minha surdez
Um desarrazoado em te ouvir
De não cuidar do meu ego
Abalado por não te sentir
Ao menos te vi
Temor de te ter
Erguendo minha sobrancelha
Atenuando receios
Magoando minha psiké
Apequenando meu espírito
Recebendo tudo no meu leito
Me ajuda a te amar
Parabéns para as mulheres
(no Dia Internacional da Mulher)
Mulher, obra-prima da criação
que Deus fez com primor e com carinho;
um grande presente para Adão
- flor perfumada, sem ter espinho.
Pra abençoar o nosso caminho
a fez o Senhor, com perfeição;
fazendo do lar o mais doce ninho,
enchendo de amor nosso coração!
Vida que dar força para a lida
e vida que gera uma outra vida,
companheira que anima nossa fé...
A beleza em forma de pessoa,
namorada e "mãe" - que coisa boa!
Parabéns para o Dia da Mulher!...
Quem quiser plantar saudade,
escalde bem a semente
e plante na terra seca
em dia de sol bem quente,
pois se plantar no molhado,
ela cresce e mata a gente...
Contra o pessimismo da razão, o otimismo da prática.
AMOR DE ECLIPSE
O que seria da Lua sem o brilho do Sol?
Seria um satélite apático, sem graça e sem vida. O sol brilha de dia para a lua iluminar a noite. A luz é do sol, mas só notamos o seu brilho ao anoitecer, através da graciosidade da lua.
O que seria do Sol sem a existência da Lua?
Seria uma estrela sem palco, um artista sem fã. Não haveriam noites para expressarem a sua luz. Não haveria expectativa para a sua chegada ao amanhecer.
A beleza do eclipse, este encontro perfeito do sol e da lua, é não saber onde um começa e o outro termina. Um completa o outro, o outro não existe sem um, por isso que quando se juntam se confundem. E juntos, eles fazem o espetáculo mais belo da natureza.
O que seríamos de nós sem estes dois astros?
Nem se quer apenas um nos seria suficiente. Este amor que ambos sentem um pelo outro é o amor de Deus pela humanidade. Um amor imortal, incondicional e infinito.
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