Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Fé e Descrença.
Eu acredito que as pessoas podem ser crentes ou descrentes,no entanto, sou veementemente contra as ditaduras e a escravidão intelectual. Ou seja, se você é crente ou descrente ; viva sua fé ou ceticismo respeitando outras linhas de pensamento. Dessa forma, no meu rol de amigos há : católicos,ateus,evangélicos,agnósticos,kardecistas,deístas...Haja vista que o que importa (na minha opinião) não é o conceito racional e/ou metafísico do cidadão,mas é se os seres humanos são exemplares.
Sem medo de arriscar
Nos atropelos da paixão eu vou vivendo...
Experiência em cada esquina da vida.
Viver sem emoção não faz sentido,
O bom é arriscar sempre sem medo!
Vivo sem o medo da solidão!
A descrença é uma falsa amiga.
Quem não arrisca, não petisca,
Já dizia o velho sábio!
Eu prefiro viver arriscando...
Nos erros e acertos, a vida eu vou levando...
E assim eu construo a minha história.
A falta da coragem alimenta o medo,
Mas com ela presente todo mal passa longe!
Só loucura
A vida anda muito louca,
Tudo é um corre, corre...
Eu sou de uma vida quase loka,
Quero que tudo se exploda!
Os resultados das minhas ações,
São como as cuecas que eu visto.
Se forem legais, boas aceitações...
Se não, vão apertar o meu saco!
Toda ação pede uma reação,
Ela dará a resposta plausível!
Para julgar as escolhas do meu coração,
Precisará entender os meus motivos...
Nesta variante que eu vou,
Não vejo um final feliz...
Antes mesmos do tempo que me restou,
Acredito que levarei o game over!
O mendigo
Como é duro viver a realidade da vida,
Às vezes eu procuro as fantasias para disfarçar as dificuldades...
Busco então, sonhar!
Mas os meus sonhos não são nada demais,
Apenas sonhos vãos, que no final não me levarão a lugar algum.
Eles são fabricados pelo desespero existente dentro de mim.
Daí, só me resta enclausurar-me no meu castelo de areia.
Meu casulo preferido, pois não tenho outro!
As incertezas da vida deixa um gosto amargo na boca.
E analisando os dados eu chego à conclusão que são apenas dados!
Não importa que tipo de vida eu leve,
O papel é frio e, eu viro somente estatística...
Eu sei que a distância impede os mais altos sonhos,
Mas a proximidade desfaz qualquer sonho!
Não posso contar com ninguém, nem com a natureza,
Ela me castiga todos os dias nas ruas!
Tem dias de sol escaldante,
Dias de chuvas que alagam...
Dormir! Nem pensar.
Já pensei dizer adeus à própria vida,
Mas seria um ato de covardia.
Eu sei que Deus tudo vê e os meus pecados podem me comprometer.
O inferno é para quem ignora Deus,
Eu ignoro a minha própria vida!
Contudo, morrer jamais só quando Deus quiser!
Injustiça se faz quando as riquezas são mal distribuídas,
O populismo de alguns políticos só faz bem para eles, quanto a mim...
Eu continuo mendigo!
Avalanche
Numa avalanche de más notícias eu busco me proteger...
Prefiro espalhar amor a ter que assim viver...
Quando eu chorar, que seja de amor e não por violência sofrer...
Sempre lutei para assistir o filme da minha vida com prazer!
A minha cara metade chegou,
Não olho mais nada sozinho.
Juntos, olhamos na mesma direção...
A cumplicidade de um casal os leva mais longe em sonhos e realizações...
Daí, eu cultivo emoções;
Ardor,
Fonte eterna das paixões...
Busco lealdade,
E fujo das desilusões;
Flutuo nas ondas da felicidade!
Amar não traz marcas;
O amor é para eternidade...
O sofrer é quem cria feridas,
E põe na relação tempo e validade;
Coisas difíceis de serem cicatrizadas...
Portanto, pense somente naquilo que faz o seu dia feliz.
Nas pequenas ou grandes coisas que trazem alegria...
Então, saberá exatamente o valor do amor!
Não viaje pela solidão, não se permita viver de desilusão, tem o amor mais para lhe dar do que a tristeza para lhe consumir...
Feche os seus olhos e verá o colorido do amor e da paz.
Eu não quero dizer "eu te amo" igual ao que já falei. Eu te escolhi para amar entre tantas, só para saber que é quem eu quero para ter ao meu lado.
Eu tive muita pressa de sobreviver,
de não me deixar submergir.
Queria chegar na superfície pra poder respirar.
Eu sinto que todo esforço que eu fiz não foi em vão, por outro lado,
foi um pouco inútil.
Às vezes não me sinto parte dalí,
às vezes sinto que não quero incomodar, não quero causar alvoroço por conta da minha aparência.
Eu admito que sempre fico na defensiva, e sempre quero me manter minha, sem me expôr.
Não sei, eu sou muito ar, pras pessoas quererem que eu seja terra, apesar de ter vindo do pó, o fôlego me orienta. Eu decidi voar.
Reflexão diária 18/11/2016
Quando eu crio uma rebelião interna, estou criando uma rebelião contra eu próprio, e deixando de cuidar de minha retaguarda, é essa hora que nossos inimigos tanto espreitam para atacar.
Eu sigo e cresço no meu próprio mundo, podem me chamar de idiotão ou vagabundo, não ligo, qualquer mera dificuldade eu penso, repenso e vivo.
Eu sei o que passei e o que senti, eu sei quem magoei e quem fiz sorrir
Eu vi felicidade e vi a dor, mas em minhas paixões nunca faltou amor.
Eu ouvi maldade e companheirismo, em uma criança de rua olhando pra lua, senti confiança e para outros senti maldade, tipo um abismo. Algo igualitário, onde para ser esperto tinha que ser otário e o contrário do certo.
Hoje já não sei um diferencial de uma mente pura entre o normal e a loucura mas descobri que um padrão nunca foi minha cultura.
Somos um pedaço de carne nesse mundo, vivemos sempre por um triz, sempre crescendo, e eu, faço parte, sou o idiota vagabundo que ama ver as pessoas feliz mesmo não recebendo.
ter fé pois fácil não e nem vai ser tentar ate se esgotar suas forças Se hoje eu tenho quero dividir
Ostentar pra esperança levar
Pras crianças nunca desistir
Um sonho que leve a gente acreditar
Eu queria não relembrar certas coisas queria olhar para aquela janela e não te ver passar, queria andar pelas ruas vastas desta cidade e não ver que já passamos por ali, rindo e sempre contando histórias, mais eu não posso evitar porque afinal tu me faz falta e isso é inquestionável mais não quero que fique, afinal não somos mais os mesmos , já encontramos outras pessoas outros sorrisos outras ruas... E hoje? Hoje somos só lembranças ...
►Egoísta
Eu guardo cada critica, cada ofensa
E armazeno elas na minha dispensa
Formam mais que uma simples dezena
Já ultrapassou a marca de noventa
Eu escolho guarda-las para não me esquecer
Como, aos olhos dos outros, aparento ser
Não irei enlouquecer por manter as ofensas que posso receber
Hoje mesmo recebi uma
Amanhã serei premiado com mais algumas, sem dúvida
Mas isso não me preocupa, não há cura
Que reconstrua minha postura imatura
Porém não peço desculpa, mesmo que seja o único com culpa
Minha mente é comandada por uma solidão inabalável
Tão instável que, a qualquer momento me vem a realidade
Que sou solitário, vivendo em um sistema carcerário.
Hoje disseram à mim que sou egoísta
Bom, pelo menos ainda não me chamaram de vigarista
Mas talvez concordasse se me chamassem de pessimista
Eu me importo mais com as outras pessoas
Mas quem disse isso, fez suas próprias escolhas
Boas ou más? Não sei
Mas sei que não me conhece o suficiente para dizer
Leiam o que escrevi, e o que estou a escrever
Garota dos Esquemas, Falhei, Vítima ou Vilão, leia esses
Procure algo similar entre eles, que talvez entenda
O que minha alma tanto almeja
E que tanto tento protegê-la
Não digam que penso apenas em mim mesmo
Não sou desse jeito, não digo ser perfeito
De presente eu dei a alguém o meu coração
Certo ou errado? Não sei não.
QUASE TANTO QUANTO EU
Os dias passam e o mormaço do tempo ensolarado
infiltra-se nas almas desacreditadas.
Meus pulsos sedem a repulsa do tempo
e a, antes tradicional, cabeça dura,
mostra-se a cada dia mais firme,
embora, ao mesmo tempo, frágil.
E as almas acaloradas setem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é firme, quase tanto quanto eu.
Os dias passam e o tempo encurta as pernas,
dobra-as e não sede.
Deixa, as pessoas desesperadas a sua procura,
por sua ajuda, por sua ida, que fica pendente,
nas paredes corroídas por excesso de respiração e
as pessoas desesperadas sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é cabeça dura, quase tanto quanto eu.
As noites se estendem, mas permanecem rápidas
para abrigar os sonhos que o sol queima.
“Soul”,
raios soltos, os quais agrupados nos impedem de ver.
A luz clara não ilumina os pensamentos confusos,
só quando a luz se apaga voltamos a cair
no maldito clichê, que sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é previsível, quase tanto quanto eu.
E que maldito,
pobrezinho,
dizem tão mal mas não bendizem,
mesmo que peça bença aos seus padrinhos.
Tão malditos, com juras de amor que não se realizaram
e sonhos perdidos que voltam a estampar
os jornais imaginários, que guardamos em gavetas mofadas,
repletas das lembranças
daqueles que sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é imaginária, quase tanto quanto eu.
Ensolaradas e sem óculos escuros.
Impossível de enxergar, impossível de não se ver.
Se move em um vai e vem descontrolado e descontrola-se
batendo a cabeça no som do rock que toca em sua alma
e não se perde, não se deixa ir, se faz voltar e
fica e sente, sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é descontrolada, quase tanto quanto eu.
Tão serena,
como se o próprio clássico aplaudisse
em suaves estalos uma sinfonia grave
e como eram.
Seus problemas intermináveis, em viagens de barco não saiam de sua maré.
Sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é grave, quase tanto quanto eu.
E eu sou grave
como o surto ensurdecedor de uma arma com silenciador,
a qual não deixa resíduos a não ser suas vitimais infiéis,
morreram e levaram, levaram ao além,
para o além, vão além do que a própria e mísera vida
pode proporcionar e sentem,
mais que alívio, mais que salvação,
mais que perdição e arrependimento,
sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é infiel, quase tanto quanto eu.
Como propina a almas desvalidas da própria crença pela vida,
que insisti em se torturar e voltar,
retornar sem deixar para trás o futuro que nunca chegara,
a não ser pelas contradições
que chegam e sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é contraditória, quase tanto quanto eu.
E crentes não acreditam que possa haver vida,
naquilo que vivem e torcem, rezam, cantam
e fazem ritos, sambas, bossa-nova e velha,
apenas bossa sem idade ou sentimentos,
sonhos ou razão só fazem e sentem que voltaram a mesma contradição,
a mesma condição, ao mesmo sonho desvalido de qualquer crença reprimida
e sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é reprimida, quase tanto quanto eu.
Redescobrir
Redescobrir meus sentimentos foi tudo que eu quis,
Os sofrimentos me fizeram esquecer as coisas boas.
Vagando em mim mesmo sem achar uma saída, sofri...
Hoje, eu percebi que lhe conhecer não foi algo à toa!
Tudo o que sinto hoje está ligado a você amor.
Coisas boas que me revitalizaram para o novo!
Amar e ser amado faz toda diferença com louvor,
Sinto-me assim desde que na minha vida entraste.
Sentir-se vivo é fruto de ser para sempre amado,
Reação sobre a ação que dá todo sentido à vida.
Gostosa sensação de ternura de ambos os lados,
Um amor correspondido sem nenhum sonho alado!
As asas imagináveis dos sonhos não interferem,
Na realidade viva de dois amantes sempre unidos...
Não sinto mais a inquietação do inverno cinzento.
Quem redescobriu meus sentimentos, foi você amor!
Centenária árvore
Próximo a minha casa, na outra calçada existia uma linda árvore... De onde eu olhava ela estava lá, sempre de frente! Parecia me olhar todas as vezes que eu saía às ruas... Grande e exuberante árvore centenária era aquela... Suas folhas não deixavam a rua limpa... Todas as manhãs de outono caiam sem escrúpulos, preparando-se para uma primavera bem frondosa, após um inverno que antes viria para terminar o serviço. Seus troncos retorcidos completavam a sua beleza. Porém, o mais intrigante eram os animais que habitavam aquela árvore, como: sábias, bem te vis, cambaxirras, morcegos e por incrível que pareça, ratos, isso mesmo ratos! Uma vizinha que mora de frente ao local onde estava aquela árvore e tem distúrbios mentais, leva constantemente lixos para a sua residência, apesar dos protestos da vizinhança. Isso fazia com que uma grande quantidade de roedores habitasse aquele lugar. E sem ter muito espaço ao redor, escolheram aquela linda e centenária árvore para fazerem morada. O estado de calamidade que se tornou aquele lugar, antes bastante aconchegante, levou os vizinhos daquela senhora a solicitar a equipe Parques e Jardins à derrubada da árvore. Quando os funcionários chegaram com caminhões e aquela motosserra a tiracolo, foi de uma tristeza danada. Não sei se a escolha foi a melhor, talvez internar a vizinha fosse a melhor saída, mas a quem eles deveriam recorrer para ajudá-la? Eu só sei que todos os moradores da nossa rua sente uma enorme saudade da árvore que fazia sombra nos dias mais quentes e ainda afagava os nossos rostos com uma brisa maravilhosa todas as manhãs. Hoje o sol está escaldante!
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