Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Cerca de 568088 frases e pensamentos: Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

DEIXA

Vamos ver...
Se vai querer
Se vai chover
será que vai cair água...
Águas nas águas d'eu
ou... Nas águas de você.

Nuvens virão...
Deixa cair!
E exista no existir...
Alguém vai gostar
alguns irão sorrir
deixa existir!

Inserida por Amontesfnunes

ENTENDER

Vai vendo...
O que eu vendo, vendendo
... Eu sei que não é veneno!
Mas não entendo...
E sem entender,
eu até me repreendo...
Pois todas as vezes
em que eu vejo você...
eu me surpreendo.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PASSAGEM DO BONDE

O bonde passa...
Passa... hum! Quem diria!
Eu sei, que o bonde passa
as vezes, vejo olhares de vigia...
Se ele passa? Claro que passa!
O bonde passa, não sei por onde
e quando ele passa...
Muita gente vai,
muita gente se esconde.
Por onde o bonde passa?
O bonde passa pelos trilhos pelo brilho
pelas novilhas e novilhos...
Você não viu!
Ele passou pelos grilos e suspiros
... Pelas calçadas, pelas ruas,
pela bondade e pela ignorância sua.
Passou pelas tristezas e alegrias.
Passou de graças pelas praças
... Fumegando...
Navegando com suas rodas pretas
e suas pernas... Negras, brancas, cinzas
e amarelas... Passou com suas flores
com suas dores... Com eles, e com elas...
Passou por aquele grito da donzela
que saiu da janela, n'aquela boca
de noite, toda banguela!
O bonde passa com João, José e Maria
pelas tardes, manhãs e pelo dia
pelos campos verdes
por aquelas redes a onde se descansa
d'aquela agonia...
É o bonde passa, passa pelas juventude
pelos tempos da velhice
e por aquele seu sonho grude.
É, o bonde passa...
Passa assim como o açude
como a alegria a vida e a saúde
... O bonde passa pela atitude.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

NO QUILO

Estou no quilo
por aquilo
que eu comi
lá no almoço.

Dias dóceis
dias de sal e outros
mas muitos desses
... São insossos.

Estou no quilo
desse grilo
que me íntica
até o pescoço.

Lá em cima
é só desvio
e para baixo...
A sobra é osso.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CLAMOR DE ASAS

O que eu clamo...
Não é propriamente a felicidade,
mas... Uma sombra ao pé da
arvore da coerência...
E passos sobre o caminho
da liberdade.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TRAMBIQUE

Nessa rede eu me enredo
... Em madorna sobre o ar...
Em sono com minha parede
para assim melhor sonhar.

Durmo... E em sono me pego
sonhando com seu amar
e no tráfico desse meu ego
sou impedido de te amar.

Nessa rede eu balanço
para não vê o mundo rodar
em meu balançar, avanço
nem vejo o tempo passar.

Nessa rede eu me lanço
como peixe em desespero
avanço de molho e gancho...
Nas malhas dos trambiqueiros.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

OUTRAS TERRAS

Era água, e eu...
Naveguei sobre ela
cheguei em outras águas,
águas de outras terras
outros seios...
Outras línguas
outras pernas.

Gente de sentimentos serpentes
... Não sorria,
nem mostrava os dentes.

Era terra de outras terras
onde o verde emperra...
Sedento por sede
e por águas de outras heras.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TUDO QUASE

Antes de ser, tudo....
Que ainda não fui, bom
hoje eu sou um plano...
Um plano que não plainou.

Que esse plano amanhã
não deixe-me ser, o meu querer
e me leve ao tempo
no qual eu possa florescer.

Antonio montes

Inserida por Amontesfnunes

COMO EU

João! João vive como eu...
Pobre assalariado,
fincado no emprego
comida, todavia simples
desagregado da liberdade
nunca tem tempo!
Para viver em total felicidade.

João, mora como eu...
Mora em casa simples...
As vezes desmorona,
as vezes seu bairro se alaga...
João paga... Paga, esgoto,
luz, paga água...
Comida, bebida
condução e aluguel
paga tudo, nunca tem nada!

O João passa como eu...
Sempre na falta do mundo
passa por emprego, pela fome
passa por ai com esperança
passa desempregado
passa até mesmo...
A vergonha de ser homem, homem
em um país que os mandantes
são lobisomens e esses animais
tem auxilio para tudo, tudo...
Até mesmo para desviar
todo o nosso tesouro, e depositar...
Nas terras de outros homens

João morre?
Sim! Sim, o João morre como eu...
Sem dinheiro para ser enterrado,
bramura silenciosa
poucas lagrimas... Morre em
uma casa desprovido de riqueza
sobre uma cama apertada,
duas tabuas como mesa
e bocas bocejando p'ra você...
Coitado, uma pessoas tão boa!
Homem integro
um nobre ser.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

COSTELA OCA

Eu não queria concorrer
com o barro... Barro de Adão,
que ele não me ouça,
se bem, que Adão...
Em sua fé, cedeu a Deus,
partes, de sua costela oca...

Deus? Ah, Deus...
Com aquele pedaço de costela
pensou logo na cabocla,
cabocla mulher, fez Eva...
Impecável, toda insossa
donzela, singela, bela moça.

Assim que ela nasceu...
Deus lhe deu um nome
e Eva ao nascer...
Nasceu fazendo planos
tramando, de que um dia...
haveria de ser, homem.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

COMO EU

João! João vive como eu...
Pobre assalariado,
fincado no emprego
comida, todavia simples
desagregado da liberdade
nunca tem tempo!
Para viver em total felicidade.

João, mora como eu...
Mora em casa simples...
As vezes desmorona,
as vezes seu bairro se alaga...
João paga... Paga, esgoto,
luz, paga água...
Comida, bebida
condução e aluguel
paga tudo, nunca tem nada!

O João passa como eu...
Sempre na falta do mundo
passa por emprego, pela fome
passa por ai com esperança
passa desempregado
passa até mesmo...
A vergonha de ser homem, homem
em um país que os mandantes
são lobisomens e esses animais
tem auxilio para tudo, tudo...
Até mesmo para desviar
todo o nosso tesouro, e depositar...
Nas terras de outros homens

João morre?
Sim! Sim, o João morre como eu...
Sem dinheiro para ser enterrado,
bramura silenciosa
poucas lagrimas... Morre em
uma casa desprovido de riqueza
sobre uma cama apertada,
duas tabuas como mesa
e bocas bocejando p'ra você...
Coitado, uma pessoas tão boa!
Homem integro
um nobre ser.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

DURO MUNDO

Mundo duro
roubos sem rumo
político que só faz surrupiar.

Eu não me acostumo
e pago os prumos
do mundo, que só me faz levar.

Vida fita
se ajeita enrica
aqueles que não gosta de pagar.

Honesto acredita
que um dia sem roubo
na vida, ainda vai poder enricar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MEUS OLHOS

Com meus olhos,
eu sigo os pássaros
em passos...
E passo pelo caminho.

Por onde eu passo
eu acho...
O rumo d'aquilo,
que não me deixa taco...
Para que eu possa,
andar sozinho.

Com meus olhos...
Madorna me sonda
na sombra...
Onde meu rosto,
perde o vinco e o brilho.

E com meu sonho vago
eu vago, no tempo vasto
aonde a fé...
Me permeia sob os trilhos.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Se teu abraço for uma casa, eu quero morar nela.

Inserida por antonio_filho

TELA DA JANELA

Da tela da minha janela...
eu vejo o tempo com suas ondas
como se fosse, cortejo de banda
tocando horas minutos e momentos,
ou... como se fosse um jogo de dama
com tabuleiro todo demarcado
onde nos somos as pedras prontas para
sermos manipuladas.
Todavia sendo roladas, p'ra lá e p'ra cá,
sem tomar tento da partida
nem o ponto onde chegar.

Da tela da minha janela...
Eu vejo o sol todo em pedacinhos
demarcado pelo arame do mundo
envolvido nas telhas dos sentimentos...
Eu vejo a tabuleiro sendo manipulado
pelas feras do poder, onde elas
é que fazem as cartas e as regras...
Elas é que coloca-as cartas sobre a mesa.
Vejo os pequenos tentando sobressair
das garras de um esquema posto
sobre eles mesmo no qual eles são
apenas a peça do tabuleiro e como tais...
são jogados para lá e para cá...
Feitos de bobos, por todo tempo,
pelo tempo todo.

Da tela da minha janela...
Eu vejo as ruas e as calçadas
os passos, passadas e passarinhos
eu vejo o tempo demarcado pela tela
e a minha saudade toda em pedacinho.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PERFAZER

Do vinho eu trago um cheio trago...
Uma taça e meia telha outra cheia
saudades me permeia... E nesse
cabo, eu me afago... E me acabo.

Do milho um sopro, gosto verde...
Quando assado, cozido cural
pamonha, paixão em meu varal...
Uma vontade, me enche a sede.

Uma sede na cede que me cerca
em seu emaranhado arredondado
nos seus lados e bicos, eu me acabo.

Dou- me, com essa dança de lado
bailarino em notas, passos errado
eu me acabo, no passado desse fado.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Odeio sair pra ver o mundo, as vezes eu gosto. E não é um mundo que eu possa ficar pra sempre.

Inserida por antonio_filho

COBRANÇA

Eu passo...
Por esse pasto vasto do mundo
vejo o estreito e efeitos profundos
provocados pelos feitos imundos...
Penhasco em pedaços
desmoronamentos de cachos,
unhadas em sufoco, por poucos,
cordas nos pescoços.
Sentimentos estão se tornando
cacos, pouco a pouco...
O mundo cobra o troco.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Quando eu era criança sempre mi preguntava como viemos a ezister no mundo mais a unica coisa que mi respodeu foi a biblia em GENESES CAPITO 1 ante 2

Inserida por Mendiate1

Eu não tenho vergonha de mudar de opinião, não tenho medo de encarar a realidade, não tenho pavor da verdade. Meu pavor é não ter a oportunidade de me libertar das minhas prisões, meu medo é passar a vida inteira me enganando, pois vergonhosa mesmo é a ilusão.

Inserida por ketantonio