Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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"Eu não sinto a pressão do ambiente; eu sou o fator externo que altera a pressão de qualquer sala onde eu entro."

Onde Havia Dois, Restou o Amor
Éramos dois, agora sou só eu.
Meu irmão, protetor do frio e da lida,
Em noites densas, o calor era o teu,
No agito constante de nossa vida.
O medo e a ansiedade tentaram ficar,
Mas o amor transbordava em nosso segundo lar.
Entre sons e mimos, sem hora ou rigor,
Eu obedecia ao seu tom mais gentil, com louvor.
Mas o meu inseparável irmão partiu,
Deixando-me só, em um mundo vazio.
A idade avançou, o silêncio chegou,
E em um sopro de susto, o AVC me tocou.
Julgaram-me finda, deram-me o adeus,
Mas o amor de meus donos era maior que os céus.
Lutei com meus sons, clamei por viver:
"Ainda estou aqui, não quero morrer!"
Pelas mãos da ciência e o cuidado da alma,
A vida voltou a trazer minha calma.
Fisioterapia, carinho e luz,
Ao seio da minha segunda família, o destino me conduz.
dedicado aos meus cachorros e médicos
Dedicado à Theodora (em vida) e ao Martin (em memória).
Por: Roseli Ribeiro

A invisibilidade do sentir:
"A sinceridade é um jardim invisível; por mais que eu te entregue o perfume, meus pensamentos são caminhos que teus olhos não podem pisar." Ass Roseli Ribeiro ⁠

Eu buscava o sabor dourado da esperança, sua doçura luminosa, mas encontrava o gosto azul da melancolia, o amargor cinzento da ausência. Mas uma luz me cobria e eu sentia o sabor cristalino da paz, a leveza da manhã. Sua lembrança era o gosto rubro do amor e o sabor prateado da lua. Mas ardia a dura violeta da saudade, enquanto eu buscava o som luminoso da liberdade, sem perder a delicadeza transparente do afeto, na esmeralda dos sonhos no vermelho silente e solar da eternidade. Eu senti a voz aveludada do tempo no murmúrio sedoso da chuva e o canto macio dos pássaros era uma sinfonia em minha alma. No entanto, ardia o quente áspero do esquecimento na canção morna do verão. Eu sentia enfraquecer o meu corpo no silêncio cortante da ausência, mas a música líquida das fontes trazia sua delicada voz solar. O eco suave era a fala mansa do vento. Leve como a brisa na melodia transparente. Era o perfume luminoso do amor, na voz cintilante do desejo, a fragrância cálida da paixão que ruborizava meu rosto ao olhar seus olhos brilhantes na cândida alegria da tarde. O aveludado aroma da presença fazia a música macia da pele. E a voz doce das recordações é uma saudade teimosa que nunca vai embora e insiste no perfume estelar da união. A claridade do amor. A doce tristeza da saudade me deixava pensativa, vivendo no presente o passado distante. A voz pálida das lembranças que se fazia a escuridão doce da melancolia no aroma distante de quem anda errante a divagar memórias e a comer o tempo. Queimava o sabor nebuloso da perda, na canção fria da solidão, o eco azul dos dias perdidos, no silêncio do que ficou. Nem o perfume das galáxias podia redimir a música dourada dos astros. Mas a voz potente do universo faz calar o pranto e a claridade sonora das estrelas tem o toque luminoso da eternidade.

às vezes eu acho
que fui feita grande demais
pra uma vida que não expande
ou pequena demais
pra caber no que existe
porque até quando eu amo
tem uma rachadura
até quando eu fico
já estou saindo por dentro
queria que alguma coisa
finalmente me coubesse
ou que eu fielmente coubesse
em mim;

⁠Mamãe, quando eu crescer (...) quero ser um grande milionário socialista. De carrão chego mais rápido à revolução

Belchior

Nota: Trechos da música Dandy.

⁠Eu já morri uma vez.
Mas ninguém sabe pois não havia sangue,apenas lágrimas

Não importa,
a minha condição
Eu não sou,
o que ainda posso ser.
Eu sou o que quero,
e não o que querem.
Se sou pouco.
Se sou muito.
O tempo irá lapidar.
E não a opinião alheia!

Eu brindo. Sou muito além do que se vê. Quem me olha na superfície julga ver apenas uma silhueta frágil na correnteza, mas há uma doçura secreta em flutuar. Minha leveza não é fraqueza, é o jeitinho manso que encontrei de carregar minhas tristezas e incertezas. Não tente me decifrar; apenas sinta a essência da vida que me move. Sou um mistério que não quer assustar, mas sim abraçar quem também tem coragem de mergulhar no profundo.

Eu não luto, porque crio desejos abençoados e inundados de paz 🌀✨💕 assim já é!
Eu e o universo, já está feito🌀🙏

⁠Eu não quero voltar a ser feliz.

⁠Creio que não irei diretamente ao Paraíso, pois eu não sei até onde serei levado pelas minhas ambições, entretanto, tenho certeza absoluta de que não irei tão longe a ponto de parar no Inferno.

⁠Eu não luto por uma causa. Eu sou a minha própria causa.

Eu brindo.
Sou muito além do que se vê.

"Eu já tinha excluído seu número de um jeito que eu não pudesse mais encontrá-lo. Mas, sabe? Acabei encontrando-o no fundo do poço. Eu apaguei tudo, mas fui lá, no fundo do poço, e peguei de volta."
Rosimara Saraiva Caparroz
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Eu sou apenas um menino que ainda guarda estrelas no bolso e acredita que o amanhã pode ser mais leve. Erro, aprendo, caio e levanto. Não tenho todas as respostas, mas tenho coração aberto, sonhos nos olhos e o tempo inteiro do mundo para ser feliz.

Eu particularmente adoro me apaixonar e se pudesse me apaixonaria todos os dias, por várias coisas e pessoas, eu acho a paixão linda, ela é cheia de entusiasmos, nos traz sentimentos fortes, independente de serem bons ou ruins...


Alexandre Sefardi

Ainda procuro o guarda-roupa
que eu atravessava quando criança
talvez crescer seja esquecer o caminho
talvez lembrar só traga o inverno e nenhuma esperança
Sei que aquilo foi real para mim
mas por que parece que fui esquecida?
Guardei minha coroa há tantos anos
e o peso dela eu já nem sei
mas quando fecho os olhos por um instante
volto ao trono onde um dia reinei
Cresci, sim — mas sei que as árvores ainda falam
e o leão continua a existir
e eu continuo esperando
ele voltar e me tirar daqui
Dizem que o tempo fecha portas
e leva embora a imaginação
mas eu conheço o cheiro do inverno
que vive escondido no coração
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Fui gentil quando importava
quando o mundo ainda tinha cor
crescer me custou o reino
mas ainda fui rainha — e com amor
Me chamaram de perdida
porque aprendi a viver aqui
mas eu carrego cada cicatriz daquele mundo
em cada escolha que eu fiz
Sim, eu lembro do inverno
lembro do trono, da coroa e da luz
mas o reino que me ensinou a ser rainha
foi o mesmo que um dia me expulsou
Tem dias que tudo fica cinza
que o vazio é maior que a dor
mas lá no fundo eu mantenho a minha fé
o mundo pode nunca saber
mas eu jamais vou esquecer
a rainha que um dia fui naquele mundo


Musica 🎵 "Trono no inverno"
#Marcos Elias Antunes

Eu não te amo.
Senti tua falta por tanto tempo,
mas não te amo.
Chorei, sofri, bebi,
berrei teu nome no vazio.
Eu… provavelmente não te amo.
Procurei outras bocas, outros corpos,
mas nenhuma tinha tua voz, teu cheiro —
nenhuma era você.
Sim… eu te amo.
Não — não amo.
Amei a versão que inventei de ti,
essa que me cabia,
essa que não doía tanto.
E no fim, praguejando,
implorei que voltasse.
Que voltasse ao teu lugar,
a bagunçar meus sentimentos,
a me desfazer por dentro.
Eu realmente não te amo.
Descobri em mim a solidão:
sozinho, não sofro —
mas também não tenho você.
E às vezes choro
pela lembrança rouca da tua voz.
Eu não amo você.
Não quero amar.
Mas amo a falta
que você me faz.

"O esc⁠uro que eu carreguei já se foi-agora só resta a chama que eu mesma acendi."