Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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​"Confúcio disse: 'Aprender sem pensar é tempo perdido; pensar sem aprender é muito perigoso.'


​Creio que cultivar a mente é o maior investimento de longo prazo que podemos fazer, pois o crescimento intelectual expande a visão do imediato para um legado que atravessa gerações.


​Em suma, a verdadeira sabedoria exige o equilíbrio perfeito: o estudo nos fornece a matéria-prima, enquanto a reflexão nos revela a compreensão do oculto."

A Liturgia dos Milênios do Coração Gelado


​Vou contar-te o segredo que a madrugada me sussurrou:
Em meio ao gelo do meu peito imóvel, minha alma verteu novecentas e noventa e nove lágrimas de sangue, chorando a tua ausência.
Lembrei-me da fome dos novecentos e noventa e nove beijos que guardei e não te dei,
Condenado a vagar por novecentos e noventa e nove momentos sombrios, longe do teu domínio.


​Escrevi teu nome com tinta de cinzas em novecentas e noventa e nove páginas sagradas,
Enquanto novecentos e noventa e nove sorrisos pálidos desabavam de minha face nas madrugadas sem fim.
Vivi novecentas e noventa e nove horas de eclipse em que o tempo se recusou a passar,
E por novecentas e noventa e nove vezes jurei meu amor, num pacto que nem a sepultura pode quebrar.


​Novecentas e noventa e nove noites passei aprisionado em sonhos contigo,
Onde meu coração, há muito adormecido, vibrou novecentas e noventa e nove vezes ao sentir o teu calor.
Foram novecentos e noventa e nove versos de adoração dedicados ao teu culto,
Enquanto cruzei novecentas e noventa e nove ruas de asfalto e névoa, farejando o teu rastro nesta vida mortal.


​Lembra-te das novecentas e noventa e nove vezes em que teu olhar bebeu a minha alma e me deu o paraíso...
Pois agora, enquanto a luz das néons cede ao sol que ameaça nascer,
Restam-nos apenas as novecentas e noventa e nove eternidades que governaremos juntos,
Quando a noite nos acolher para sempre além do túmulo.


John Rabello de Carvalho

As Lentes de Silício do Vampiro


​As lentes de silício tentam, em vão, cartografar o infinito,
Mas sou o ponto cego sob este céu de 2026 e seu satélite maldito.

​Guardo no peito a chaga da Suméria, a dor ancestral que o tempo não consome;
O algoritmo calcula o peso dos mundos, mas não decifra o meu nome.
A humanidade tateia a matéria, escrava deste presente gélido e vazio,
Enquanto a ópera da minha alma ruge, rasgando o abismo do teu frio.

Tu olhas para a tela reluzente, mas sentes minha sombra a te enlaçar --
Uma fenda sutil no tempo e no espaço que circuito algum pode explicar.

​És meu papiro esquecido em Alexandria, forjado em couro, cinza e dor,
Sob o néon escarlate que alimenta tua melancolia e o teu temor.
A tecnologia se curva, cega e mansa, quando a noite enfim nos alcança…
Pois o ano é o efêmero agora, mas o nosso beijo é uma eterna e antiga vingança.

John Rabello de Carvalho

Na lida do homem nesse mundo, nada é mais importante do que seu estado espiritual. Nenhum bem material, nenhuma posse, é mais significativa do que seu estado de espírito; é que dele decorrem todas suas conquistas e realizações. A conclusão correlata desse necessário estado de espírito equilibrado, tem a ver como ele define aquilo que é bom, com aquilo que a própria natureza o inspira. O homem não é fruto do meio ambiente porque possui arbítrio; não se há de confundir, portanto, tendência e influência com escolha; entrementes às circunstâncias de paixões e devaneios.
Desde que nascemos intuímos um certo sentido que nos diz: "sede bom". É algo imanente desse próprio "espirito" do qual necessitamos o equilíbrio.
Mas afinal o que é ser bom? Seria apenas cumprir a lei dos homens ou concomitantemente a divina, procurando dentro de nós as respostas para aquele "sede bom"?...
Bem, na exata medida em que interagimos nesse mundo dos sentidos, no compasso da grande maioria, o alvitre decide; e no permeio de nossas querelas e queixumes, estabelecemos o quantitativo que conseguimos obter daquele necessário equilíbrio espiritual.
Assim sendo, ser bom, em princípio, não é contrariar nosso íntimo; nem ser subserviente às manipulações do bioma no qual se vive; seria em tese o convívio dos modos e costumes civilizatórios. Todavia, ser bom é, contrario senso, ouvirmos aquilo que pulsa dentro de nós, e que já veio pré-estabelecido, pois nasceu conosco.
Certamente que seguir as leis dos homens e as de Deus, por conveniência ou subserviência não é ser bom. Ser bom é experienciar a essência fundamental do que nos dignifica e intimamente nos rege; é estar em paz cada manhã, sabendo que nos limites do que nos for apresentado pela vida, sempre estaremos prontos para enfrentar e trazer soluções.
O equilibrio espiritual, portanto, não advém de coisas materiais, mas da compreensão de que precisamos superar tudo que nos testa a cada dia. E buscar o equilibrio em contrição, numa oração sincera, é encontrar a mensagem que nos fundou no princípio, bem no fundo da consciência viva que nos define como seres sencientes. Encontrar a fonte do sentimento "sede bom" é a saga de todas as almas. Viver o "sede bom" é pautar nosso comportamento. Conhecendo de verdade essa fonte, e dela provando, seremos tudo aquilo que a mensagem nos forjou; estaremos no exercicio regular da conjugação dos "4" verbos; o mais perfeito estado de equilibrio espiritual. A mensagem existe, pois nasce com cada ente humano; e a fonte também; portanto, busque, viva e prospere; salve-se. "Sede bom".
(Victor Antunes)

Só a Saudade é capaz de te levar ao Passado.

O Talvez é como uma prisão sem Muros.

Viver é aproveitar cada segundo da melhor forma.

Mendigo e o Milionário
Qual a diferença entre o mendigo e o milionário?
Apenas o pensamento.
Um acredita que pode; o outro esqueceu que podia.
Livro F+E+R Equação de Enriquecimento
Autor: Héctor Luiz Borecki Carrillo

Quem planta fé colhe coragem.
Quem planta eficiência colhe progresso. Quem planta respeito colhe confiança.
A pobreza não é castigo, é desconexão.
A riqueza é o eco da coerência divina — a matemática de Deus em ação.
HECTOR LUIZ BORECKI CARRILLO
LIVRO F+E+R

Tenho feito muita coisa.

Ando pra lá, ando pra cá,
sem ao menos titubear.
Sinto-me acelerado e ansioso,
como um carro, corro.

Será que vou parar?

A FORÇA DA VIDA
*"Os nossos dia mês e ano, sempre dependerão do que projetamos em nossa mente; nossas vidas são exatamente isso: o que vimos e projetamos. Extrair dos pensamentos e emular na concretude, portanto, se trata de ver, crer, e empreender a força dos pensamentos.*
*Há um poder imenso nessa assertiva; o poder que Deus nos deu!"*
(Victor Antunes)

O Ego não deve ser maior que a pessoa.

O Topo e o Silêncio


​Duvido do passo incerto dos homens,
Da palavra que o tempo desfaz.
Duvido de quem sou e de quem somos,
Na busca constante por paz.
Mas nunca, nem por um instante,
Duvidei de Quem tudo refaz.
​Quero a fartura do verbo e do verso,
Um mar de palavras para falar ao mundo.
Mas se a voz de Deus ecoar na minha alma,
Quero o silêncio mais puro e profundo.
Que a minha fala se cale no peito,
Diante da Força que rege o segundo.
​Tudo o que penso, o que sinto e o que sou,
Minhas emoções e o meu próprio caminhar,
Não nascem de mim, pertencem a Ele,
Que é o topo e a luz a guiar.
Que todo o meu saber se dobre em reverência,
Pois sem a Sua mão, não há onde chegar.
​E quando a hora do adeus me chamar,
Partirei leve, de mãos para o ar.
Não levo nada da terra ou do chão,
Mas deixo o que a alma pôde ofertar:
Tudo escrito, gravado no tempo,
Para quem quiser ler e sentir o meu amar.

​A Travessia do Invisível


​Há mundos que habitam a gente muito antes de os nossos olhos abrirem para o mundo físico. Na infância, quando o silêncio e a ausência de telas moldavam os dias, a imaginação não era apenas um faz de conta; era uma antecipação. Sonhar com rostos, presenças e cenas que só anos mais tarde cruzariam o caminho na televisão — como o encontro lúdico com artistas no alto de uma árvore — revelava algo curioso: de alguma forma, na vida, parece que já fomos todos apresentados antes. Era a alma reconhecendo nos bastidores do tempo aquilo que a realidade só iria revelar mais tarde.
​Mas a sensibilidade de quem enxerga além não para na infância. Ela cobra travessias. Anos mais tarde, o espírito pediu passagem em um daqueles abismos que exigem a morte de tudo o que é velho para que o novo possa respirar. Ao ver a própria matéria de fora e cruzar com a figura profunda de um mestre da nossa arte nos domínios do sonho, a vida exigiu uma curva drástica.
​Foi preciso morrer por dentro para nascer inteira. Nesse renascimento, os dogmas pesados, as amarras e a religiosidade excessiva ficaram para trás, deixados como roupas velhas que já não cabiam na alma. Caiu o medo, dissolveu-se a culpa imposta.
​Hoje, não há intermediários entre o humano e o sagrado. A bússola é interna, a voz é própria e o leme pertence a quem aprendeu a caminhar de mãos dadas com a própria essência. No controle do próprio destino, compreendemos o que sempre esteve por trás de tudo: o Criador sempre foi o diretor dos cenários. Sobra, então, a liberdade pura de ser, sentir, criar e escrever a própria história.

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O desprezo, muitas das vezes, é um recurso utilizado por uma pessoa para blindar-se, quando na realidade, ela gostaria de estar bem próxima ou até mesmo no lugar de quem ela nutre este esntimento.



A pobreza não está nas roupas, e sim no caráter.

Um lugar é só um lugar, até ter Sentido.

Gosto da paz de estar comigo,
mas isso não significa que não queira amar.

Não procuro alguém para preencher vazios,
mas para somar à paz que já encontrei.

Alguém que saiba ficar, cuidar e sentir.
Que faça questão, escolha e permaneça.

Porque aprendi a ser inteiro sozinho,
mas ainda espero alguém
que queira amar com a mesma intensidade.

A matança das queimadas

Com tantas árvores derrubadas
As nossas florestas vão se acabando
A fauna e a flora se matando
Tudo é destruído com as queimadas

Em deserto pode ser transformada
Com o tempo a água vai secando
Os rios e nascentes vão enterrando
A natureza sem água é um nada

Mas o homem é muito ganancioso
Só deseja com a mãe terra lucrar
Esquecendo que tudo pode ter fim

O destino do homem é sentencioso
Se não souber mesmo se programar
O que será do futuro, da vida, assim?

A primeira coisa a se fazer depois de ajudar, é Esquecer.