Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
MALDITA SEJA!
Depois de um dia cansativo, eu já estava deitada.
Senti a presença dela, meus olhos estatelados.
Ela, não sei como, conseguiu as chaves das minhas portas.
Eu já não aguentava mais trocar os cadeados e os segredos.
Andou visguenta e ardilosa até a beira da minha cama…
Eu não podia acreditar naquela visita, já madrugada.
Sentou-se na beirada, esticou sua mão e tocou meu corpo.
Estremeci, sentindo o seu toque aveludado e perturbador.
Ela fazia a minha cabeça girar, abarrotada de pensamentos.
Virei para o outro lado tentando ignorá-la.
Ela, não se dando por vencida, aproximou-se ainda mais.
Deitou-se ao meu lado e abraçou-me com toda força.
Quase sufocou-me com os seus longos braços e pernas.
Imobilizada, mal conseguia raciocinar; sentia o hálito quente.
Rememorei os remédios que tomei para livrar-me dela.
Com todo o esforço, consegui me mexer: tudo doía.
De um lado, para outro, e ela ali, feito parasita.
Alcancei o controle e liguei o televisor.
Ela queria atenção e começou a pular na frente da tela.
Levantei-me atordoada e circulei pelos espaços.
Ela ao meu lado, matreira, imitava os meus passos…
Abri a geladeira, peguei algo branco para beber.
E ela ali, sorrisinho sarcástico, não queria ir embora.
Decidi fazer funcionar o chuveiro na água morna.
Despi a minha roupa e senti aquela líquida carícia..
Ela avizinhou-se na porta de vidro e espreitou-me.
Então, trajei uma roupa bem mais confortável…
Toquei os lençóis do leito para ver se ela postulava.
Acendi um incenso forte para ver se ela enjoava.
Peguei o celular e ela, egoísta, o derrubou no chão.
O meu corpo pequeno e moído, eu não consegui mais lutar.
Asfixiada, abri todas as janelas para entrar o ar…
Mas ela sacudia as cortinas, sem parar, sem parar…
Abri um livro grosso, história fastienta, letras bem miúdas.
E ela se acomodou pegajosa no meu colo para ler junto.
Já era tão tarde, e eu tão cansada, madrugada adentro…
Eu não poderia ceder aos seus desencantos.
Tentei concentrar-me nos sons das ruas… Ela sibilava.
Liguei uma música baixinho, e ela tamborilou forte os dedos.
Eu quis morrer só um pouquinho naquele momento…
Juntei as forças que eu tinha e a joguei contra a parede!
Mas ela se levantou imperiosa como se nada tivesse acontecido.
Olhei para a janela e o sol, mansinho, já dizia “bom dia”.
E ela foi-se arrastando, de volta às profundezas das trevas…
Chorei, debatendo-me, abraçada aos travesseiros.
Gritei com todos os meus pulmões: MALDITA SEJA!
– Vá embora da minha vida, maldita INSÔNIA!
Suco de maracujá
A década era de 1980, o ano não lembro ao certo, eu era acordado por minha mãe todas as manhãs com o intuito de ir à escola, época de prova acordava mais cedo pra estudar. Meio que no automático eu levantava e ia para a mesa tomar meu café, me servia de café com leite e pão caseiro com margarina, na época chamava de manteiga, não tinha noção que a verdadeira manteiga era mais cara. Dificilmente aguentava tomar um banho que preste, quando somos crianças sentimos tanto frio, meio que só molhava o cabelo e vestia a farda azul da escola Instituto José de Anchieta de Bragança, pegava a merendeira e nunca sabia ao certo qual seria o lanche daquela manhã.
Junto com meus irmãos, já prontos, também seguíamos em caminhada com destino à escola, eu nunca fui só para a escola, já que fui o segundo filho a nascer, sempre tive a companhia do meu irmão mais velho nessa caminhada. Os demais irmãos se juntavam assim que alcançavam a idade de estudar.
O caminho pra escola era seguido de algumas brigas e brincadeiras. Cada parte do caminho tinha para a gente uma conotação especial. Chegado à escola nos dirigíamos as nossas respectivas salas. Ainda lembro das primeiras letras que consegui fazer e sempre ficava muito feliz com cada coisa nova que aprendia. Na hora do intervalo, todos as crianças tiravam de sua lancheira os lanches e faziam sua refeição, ali mesmo sentados na mesma mesa a qual estavam estudando. Naquele dia minha mãe colocara alguns biscoitos e suco de maracujá, após o termino do intervalo recomeçava a aula, o pensamento as vezes voava longe, dando asas à imaginação e dando continuidade àquilo que a professora acabara de falar. O término das aulas era anunciado, me juntava aos meus irmãos e fazíamos o caminho de volta, com as mesma estórias, as mesmas brigas, com o pensamento longe e a imaginação fértil, imaginação que apenas as crianças podem ter...
O homem é o único animal que eu realmente temo. Nunca admirei muito a coragem dos domadores de leões. Pelo menos enquanto se acham na jaula do rei dos quadrúpedes, estão livres de ser atacados por outros homens. De resto, não há perigo em um leão. Ele não tem ideais, nem religião, nem credo político, nem cavalheirismo, ou preocupação de linhagem. Em suma, não há motivos para que ele destrua qualquer coisa que não queira comer.
As estrelas sempre observam!
Um segredo: eu sorrio com teu sorriso, fico estático, concentrado no momento em que seus olhos se apertam e seus lábios se esticam, é o mais lindo que eu já vi, daí eu me perco num limbo criado por sua presença.
O meu mundo vira espaço vazio que só se preenche com tua imagem. É onde eu quero morar, neste ambiente de amor.
Se para isso eu precisar retirar a lua do céu e dela fazer um abajur de canto para seu quarto, ou viajar milhas só para dizer que eu estou ao seu lado, eis que faço, fiz e farei até que não haja mais espaço no tempo de vida que, como uma expiração, se esvai quente e lentamente.
Não há dúvidas dentro da certeza incerta que se instaura dentro do meu espírito que eu te amo! Até quando eu não quero, eu te amo! Até quando eu não deveria, eu te amo!
Belas palavras nem se assemelham ao cintilar estonteante da sua forma, maravilhosa forma, forma de pensar, de agir, se estar, de ser, de querer, de me querer, que de tanto que me quis, um dia, me teve pela eternidade.
Sente-se, por favor. O lugar é seu.
Costumo ver pessoas todos os dias passando, e eu aqui observando cada rosto, uns até acenam, outros cumprimentam, e tem aqueles que te perguntam: "EaiTudoBem". Assim mesmo, sem espaços e vírgula, e em fração de segundos logo se vão sem ouvir se está ou não.
Mas ninguém de fato para pra conversar e ouvir uma história que tenho pra contar. Não venho aqui julgar, afinal todos tem lá seus problemas a resolver, ou felicidades a se extrair. Mas você não. Parece que mesmo com toda a sua rotina e ocupações, se presta disponível a ouvir esse rapaz. Por mais que não entenda, por mais que a cada assunto planta-se uma dúvida, por mais que te falte conselho a me dar. Tens o dom de sentar, ficar, e me ouvir. Obrigado por isso.
Se eu sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá chinês girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido à minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade e levaria o cético às atenções de um psiquiatra, numa época esclarecida, ou às atenções de um inquisidor, numa época passada.
Certo dia, um homem fugindo de um leão, subiu em uma árvore e aliviado falou " eu te repreendo leão e creio em nome de Deus que você não sobe nesta árvore". Após 2 minutos o leão subiu e comeu o pobre Homem.
Resumo: Não acreditar, não significa que não exista ou que não está exposto ao perigo. Usar o nome de Deus em frases de efeito não te livra do perigo que seus atos lhe expuseram!
Eu te amo tanto que deixei você ser feliz com outra pessoa. Eu não teria essa capacidade de demonstrar todo meus sentimentos nesse momento.
Bolas de sabão
Quando criança eu imaginava que poderia ir pro céu levada por uma grande bola de sabão.
Hoje sei que bolas de sabão não levam as pessoas.
No entanto, levam os sonhos dentro delas.
Sonhem!!!
Levem cada sonho dentro de bolas de sabão.
E que cada bolha ao estourar, não desmanche nenhum de seus sonhos,
mas que possam colorir cada um deles com as mais lindas cores.
By Shirley Morata
Decreto
Hoje acordei preparada, preparada para aceitar...
Aceitar quem eu sou, o que eu sou e como eu sou. Isto não significa que vou estagnar e dizer que isto me basta......só não quero lutar por uma coisa que não posso mudar.
Se nego a mim mesma, me distancio de mim. Se me aceito e me amo profundamente, faço as pazes comigo. Sendo assim eu me permito ser melhor amanhã do que posso ser hoje.
Decreto ser fiel a mim mesma, não negar meus sentimentos, mas transformá-los se forem negativos.
Decreto compreender os nãos que receber, e seguir adiante na conquista de meus sonhos.
Decreto ser feliz no dia dia e não temer a solidão, pois posso fazer dela uma oportunidade de estar comigo mesma e me amar pelo que sou.
Eu decreto renascer.
Eu decreto SER.
By Shirley Morata.
Não é o teu aplauso que eu almejo; nem tua crítica insensível ou teu elogio automático.
Quando escrevo, o meu alvo é a minha loucura.
Deito-me e sonho conosco, com nosso futuro.
Deito-me e penso na gente, no eu e você.
Deito-me e caio em lágrimas, pelo nosso presente.
Deito-me e durmo, com medo de sonhar com você.
Deito-me e penso, por que ainda gosto de você?
e por falar em saudade .... cá estou eu , com mil razões me perguntando Porque essa distância tão grande , que me faz chorar de saudades de você
Reflexão diária 07/10
Já não me importa o quanto insanas as pessoas agem ao meu redor, agora, eu sim preciso ser responsável.
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