Eu Amo meus Inimigos
Amiga Confidente
Amiga, sempre que atendeste aos meus chamados.
Tu me amparaste com teu ombro e tua mão
Jamais fechaste teus ouvidos aguçados
Quando eu queria te abrir meu coração.
Nunca estivemos tempo algum indiferentes
Nós somos hoje tão sinceros quanto antes
Pois aprendemos que os amigos confidentes
São mais fiéis que dois irmãos ou dois amantes.
Tu nada fazes sem contar primeiro a mim
Sabes porque da minha lágrima e meu sorriso
Da mesma forma que aprendeste dizer sim
Me dizes não se por acaso for preciso.
Mesmo sem tempo para os meus telefonemas
Tu não me deixas esperando pra depois
Eu sempre encontro à solução pra os meus problemas
Na terapia da conversa entre nós dois.
Quando eu viajo, tu não ficas sem saber.
Quando regresso, tu parece que advinhas.
Quando estou triste, tu também demonstras ter.
A mesma angústia das tristezas que são minhas.
Até na troca de presentes e cartões
O obrigado é mais feliz na tua voz
Nossa amizade sem segundas intenções
Resiste a tudo e é mais forte do que nós.
O maior dos meus erros é errar e não ter medo de admitir os erros. Peco ao ser sincera a qualquer desconhecido, não me esconder atrás de máscaras, de rótulos, me importar com o que as pessoas pensam. Por toda minha vida sempre tentei ser a melhor, muitas vezes sem sucesso, sendo vista como arrogante, ignorante, que se acha. Me importo com a opinião dos outros, mas não vivo de acordo com elas. Falo o que penso, entro em conflito, tenho meu pensamento formado. Odeio admitir que estou errada, mas quando preciso admito e reavalio meus pensamentos, atitudes. Só sinto que as vezes os que estão ao meu redor agem como se eu não tivesse direito de errar, como se fossem perfeitos e isso me irrita, me entristece, endurece meu coração para os demais.
Tenho tuas mãos sobre os meus ombros,
como se fizessem parte,
da arquitetura imperfeita
da minha existência.
Poema sobre a recusa
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.
Não sei qual é meu ponto de partida, nem onde será minha chegada. Viajo além do horizonte que meus olhos alcançam, mas sempre tenho que voltar para a realidade que por ora é minha morada.
Existem dois motivos que me levam a estudar exageradamente: realizar meus sonhos e não me tornar escravo da estupidez humana.
Sou uma santa pessoa. Sou. Tão santa que me perdoo todos os meus erros. Tão pessoa que não me privo de cometê-los.
O vício de escrever é uma droga que causou dependência aos meus cinco sentidos e ainda teve a audácia de criar o sexto.
-(...) Por você também valeu a pena ter me enganado, Por você sou transparente até com os meus defeitos...
Se me faltarem palavras para descrever o quanto quero estar com você, poderá entender ao sentir meus toques e ver em meu olhar tudo o que eu não consigo dizer.
Pêsames.
Ao quadro sem cor
Ao projeto perdido
Ao amor demolido
Dedico meus pêsames
E a mim, um punhado de rosas vermelhas.
Ao equilibrista
Ao doente
Até o ocidente
A corrente que rompe sonhos mundanos;
Me desequilibra
Me corrói
Me respira
E ao mesmo tempo me desperta.
Ao meu protetor atrás da porta
Ao poeta desiludido
Dedico meus velhos pêsames
Uivando pra Lua
Ao sol
Ao tempo parado
As palavras cruzadas
Aos caminhos errados
E a mim;
Um punhado de espinhos
Machucando cada curva do meu corpo
Dedilhando e fazendo sangrar
Ao ponto certo
Ao trem atrasado
Ao jardim mal colhido
Dedico meus novos pêsames
Coitados
Mal sabem eles que sou a linha torta que impede o trem de continuar.
Quero me agarrar na tua saia;e me queimar no sol da tua praia ;adoçar o mar dos meus desejos; no açucar dos teus beijos.
